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Num só blog, está tudo aqui! O MORE tem desabafos/opiniões em relação a mim e ao que se passa à minha volta. Tem sugestões de cinema, televisão e não só. E tem mais, muito mais...

21
Jan16

Vamos falar de sexo?


 


Sim! Hoje vamos mesmo falar de sexo! Mais propriamente do sexo que aconteceu comigo há uns dias atrás e que eu estou doido para vos contar como foi. É estúpido! Eu sei mas... quero deixar esse momento registado para que nunca mais me esqueça de como o sexo é bom! Muito bom! E faz bem ao coração, à alma, à pele, a tudo! O sexo rejuvenesce uma pessoa e é assim que eu me sinto, um tonto rejuvenescido. Mas quem é que não fica assim, com um ar tonto depois de passar óptimos momentos com um homem?


 


2015 que já lá vai longe, não foi um ano muito bom para mim em termos de relacionamentos. Para falar a verdade, também não foi um ano em que eu tivesse procurado muito por eles. Foi de facto o ano em que aderi a algumas apps de engate, como o Gaydar, o Grindr e o Badoo (como já aqui falei) mas nem por isso, foi um ano repleto de relacionamentos. E porquê? Bem porque aquilo que eu andava à procura não era compatível com aquilo que a maioria queria. Apesar de sentir falta do contacto de um homem, do corpo a corpo e de todas as sensações que o sexo proporciona, a verdade é que eu andava à procura de algo mais sério. De um relacionamento que não começasse logo com uma ida para a cama, para ambos conseguirmos prazer um com o outro. Eu não queria isso. Queria (e ainda quero!) conhecer um homem que goste de falar, que goste de dar tempo para nos conhecermos melhor, que goste de uma noite romântica, com um jantar especial, uma ida ao cinema, ao teatro, dar um passeio e que tal como eu, goste de estar no conforto do sofá, agarradinhos um ao outro, a ver qualquer programa que seja na TV. Ou seja! Aquilo que eu realmente procurava (e ainda procuro!) era um namorado. Um homem com quem eu pudesse compartilhar os bons e os meus momentos da minha vida mas... que estúpido que eu sou! Obviamente, tal como já aqui falei, não seria através dessas apps que eu iria encontrar esse homem. Esse príncipe encantado que eu insisto em dizer que será um príncipe, apesar de já saber que os príncipes não existem. Aquilo que os homens procuram nessas apps é sexo! Puro sexo e nada mais do que sexo. E mais uma vez eu digo: aquele que disser o contrário está apenas a mentir. O sexo é aquilo de que todos andam atrás e como em 2015 eu não estava muito virado para isso, optei por não aventurar-me nesses encontros esporádicos e repentinos.


 


No entanto, 2016 começou e no passado dia 7 de Janeiro algo de diferente aconteceu. Na esperança de encontrar o meu príncipe, nesse dia à tarde resolvi ligar-me ao Manhunt para ver quem lá andava. Nesse dia, a intenção era mesmo aliviar-me do stress. Esquecer um pouco o stress do trabalho, o cansaço, a monotonia da rotina diária e encontrar alguém com quem realmente tivesse um momento de sexo, por muito breve que fosse. E durante toda à tarde andei nessa procura. E quando já achava que ninguém iria ser merecedor da minha companhia, sou abordado por um homem que mete conversa comigo e que despertou o meu interesse. Nesse pequeno diálogo, fiquei a saber que esse homem morava bem próximo de mim, que tinha 45 anos e que tal como eu, queria sexo real naquele preciso momento. Sem hesitar, até porque eu estava mesmo necessitado do contacto humano, marcamos um encontro à noite ao pé da minha casa. Claro que estava nervoso! Claro que passou-me pela cabeça desistir e não aparecer no local! Claro que condenei-me a mim próprio por estar a fazer aquilo que todos fazem e que eu tanto critico, que era procurar sexo, apenas por sexo mas... Deixei os nervos de lado, apareci no local e não me arrependo do que aconteceu nos minutos e horas a seguir. E para todos os efeitos, vou agora baptizar esse homem como Rui e vou agora contar-vos como foi essa minha aventura com o Rui.


 



 


À hora marcada ela lá chegou no seu carro. Eu entrei e de imediato surpreendi-me. Apesar de ter dito que tinha 45 anos, o Rui não aparentava ter a idade que tinha. Muito pelo contrário! Tinha um ar jovem, um ar cuidado, um ar atraente, parecia mesmo um jovem de 20 e poucos anos e isso agradou-me. Não que a idade seja um entrave para ter sexo com um homem mas como sabemos, às vezes há homens que apesar de jovens, parecem tão acabados que... enfim! Esse não era o caso do Rui. Depois de entrar no seu carro, ele perguntou-me se queria ir com ele até à sua casa e eu não recusei. E durante a viagem, tanto ele como eu, pouco ou nada dissemos. Apenas houve vários cruzares de olhar até que, passado um tempo, numa estrada bem escura e deserta, ele para o carro e sem demoras agarra-me para poder beijar-me. Confesso que naquele momento fiquei um pouco assustado, até porque o próprio cenário era assustador mas não houve razões para tal. Ele apenas quis beijar-me, tocar-me e eu retribui os beijos, retribui as carícias e quando ambos quebramos o gelo, ele voltou a ligar o carro e prosseguimos viagem, cada um com um sorriso no rosto. De mãos dadas ele levou-me até à sua casa onde lá, eu sabia, eu tinha a certeza que magia ia acontecer. Só não sabia que essa magia fosse tão espectacular.


 


Assim que entramos no seu pequeno apartamento, onde apenas era iluminado pela luz de um candeeiro na sala e pela televisão no quarto, ele não esperou e agarrou-me com força para poder beijar-me e percorrer a sua mão por todo o meu corpo. A vontade de me comer era tanta que ele sem demoras começou a tirar a minha roupa e eu não fiquei atrás. A minha mão percorreu todo o seu corpo e sem demoras também comecei a despi-lo. E quando já ambos estávamos nus e aos beijos sem parar, eu senti todo aquele seu calor, toda aquela sua força e claro, tontinho como sou, naquele momento eu já dava-me por satisfeito. Naquele momento achei que já nem valeria a pena a penetração, o sexo oral ou um orgasmo, pois só com o facto de ter aquele seu grande membro erecto na minha mão, eu já estava a sentir-me a pessoa mais feliz do mundo. Pois é! Eu sou mesmo assim! Às vezes contento-me com pouco, quando na verdade posso ter muito mais. E ainda bem que naquela noite tive muito mais! Naquela noite lembrei-me de como o sexo é realmente bom! E foi tão bom que nem tenho palavras para descrever como foi. Felizmente não foi daquele sexo que em três tempos, o gajo vem-se num instante e depois, com um aperto de mão despede-se de nós e vai cada um à sua vida. Felizmente, os minutos, as horas que se seguiram foram... enfim! A troco de nada, o Rui ofereceu-me o melhor sexo de toda a minha vida e não, não estou a exagerar! O momento foi mesmo muito bom, tão bom que agora já nem tenho mais palavras para vos contar como foi. Receio que o resto dessa minha aventura vá apenas contar-vos no dia de amanha  e... olhem que amanha tenho muito, mesmo muito para contar.


 


E calma! Prometo que amanha vou mesmo falar de sexo...

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