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Num só blog, está tudo aqui! O MORE tem desabafos/opiniões em relação a mim e ao que se passa à minha volta. Tem sugestões de cinema, televisão e não só. E tem mais, muito mais...

29
Set17

Kaboom - Alucinação | +Filme

(clica nas setas ao lado para ver mais fotos do filme)

 

Título original: Kaboom | Ano: 2010 | Origem: USA | Género: Comédia, Mistério, Romance | Realizador: Gregg Araki | Elenco: Thomas Dekker, Haley Bennett, Chris Zylka, Juno Temple | Mais informações no IMDb | Classificação: 3 estrelas

 

Sinopse do filme: Smith tem 18 anos, saiu recentemente de casa para morar no dormitório da faculdade, curte rapazes (em especial seu companheiro de quarto, Thor), mas não recusa garotas, e tem uma imaginação muito fértil.

 

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A minha opinião: Todo o filme é muito estranho. As alucinações do jovem Smith são uma coisa do outro mundo. Até parece que fumamos uma ganza e estamos a ver algo fora do normal, não querendo dizer que o filme seja mau de todo. Há ali cenas que se aproveitam e o jovem Thomas Dekker está muito bem no papel de Smith, mas a verdade é que o filme não convence. É demasiado alucinante e tem um desfecho que... enfim, é mesmo kaboom. No entanto, se não esperarmos muito do filme, se não tivermos demasiadas expectativas em relação a ele, podemos aqui assistir a uma boa comédia. Não será de todo uma perda de tempo, será entretenimento pois num todo, o filme até é mediano. Tem boas interpretações, o argumento é estranho parece ter sido pouco elaborado, mas vale a pena ver.

15
Set17

Redwoods | +Filme

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Título original: Redwoods | Ano: 2009 | Origem: USA | Género: Drama, Romance | Realizador: David Lewis | Elenco: Matthew Montgomery, Tad Coughenour, Caleb Dorfman | Mais informações no IMDb | Classificação: 1 estrela

 

Sinopse do filme: Original e incrivelmente romântico, Redwoods conta a história de um homem cujo o amor é testado quando um viajante misterioso passa por sua pequena cidade, na Califórnia do Norte. Everett (Brendan Bradley) e Miles (Tad Coughenour) vivem um relacionamento confortavelmente platônico. Juntos, eles criam um filho autista. Enquanto sua família viaja para fora da cidade, Everett que é bastante introvertido, finalmente tem tempo para si mesmo, isto é, até Chase (Matthew Montgomery), um escritor extraordinariamente bonito, aparecer na frente de sua casa. O filme de David Lewis (o mesmo diretor de Rock Haven) é uma ode deslumbrante sobre o poder do amor.

 

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A minha opinião: “Redwoods” é protagonizado por Matthew Montgomery e já não é a primeira vez que vejo um filme com este ator que não consegue agradar-me. Todos os filmes onde ele entra, parecem ser sempre iguais e com finais idênticos. Este filme pode até não ser tão mau como os anteriores que eu vi dele, mas mesmo assim, o filme não tem nada de especial. O que vale é que ele é curto e num instante ele chega ao fim. A história para mim não fez sentido e todo o elenco parece ser um bando de amadores que não convencem de forma alguma nos seus papéis. Enfim! Só vê este filme quem quer…

03
Set17

The 10 Year Plan | +Filme

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Título original: The 10 Year Plan | Ano: 2014 | Origem: USA | Género: Comédia, Romance | Realizador: J.C. Calciano | Elenco: Jack Turner, Michael Adam Hamilton, Matthew Bridges | Mais informações no IMDb | Classificação: 3 estrelas

 

Sinopse do filme: “The 10 Year Plan” é uma comédia romântica clássica que conta a história de Myles e Brody - dois amigos que fazem um pacto de ficarem juntos, se não encontrarem um amor em dez anos. Dois meses para o prazo final, os dois amigos tentam evitar terminar como os outros, como a última coisa a se fazer.

 

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A minha opinião: As vezes tenho a sensação de que já estou farto de comédias românticas e este é um daqueles filmes que me fazem ter essa sensação. O filme chega a ser um pouco bobo demais e pouco credível. Tem algumas cenas engraçadas, mas nada que me tenha feito rir às gargalhadas e esta é apenas mais uma entre tantas outras comédias do género. No fim, já sabemos como tudo acaba e temos zero surpresas. Este filme está disponível no Netflix e por isso, se queres ver uma comédia romântica em família, esta talvez possa ser uma sugestão.

 

Um breve à parte: Se há nudez neste filme?? Coisa pouca e nada de especial, se bem que os protagonistas chegam a ter o seu encanto. Se há sexo? Não contes com isso…

02
Set17

King Cobra | +Filme

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Título original: King Cobra | Ano: 2016 | Origem: USA | Género: Drama, Crime | Realizador: Justin Kelly | Elenco: Garrett Clayton, Christian Slater, James Franco, Keegan Allen, Molly Ringwald, Alicia Silverstone | Mais informações no IMDb | Classificação: 3 estrelas

 

Sinopse do filme: Brent Corrigan (Garrett Clayton), também conhecido como Sean Paul Lockhart, é uma estrela do mundo pornô gay. Apesar da ascensão rápida, as coisas começam a mudar quando o ator decide trabalhar por conta própria. A partir daí, uma dupla de produtores vê em Corrigan uma oportunidade de lucrar e alavancar a carreira na indústria pornográfica, e faz de tudo para não perder esta chance.

 

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A minha opinião: Este filme está disponível no catalogo da Netflix e por isso, pelo menos este é fácil de o encontrares e veres, se bem que, ele não chega a ser nada de especial. O filme é baseado em factos reais e eu realmente lembro-me de ter lido notícias sobre o assunto. Também tem um especto amador, apesar de contar com um elenco de nomes já bem conhecidos da industria do cinema. Eu gostei do filme, apesar da sua simplicidade e apesar de no fim, apressar e facilitar demasiado as coisas. O filme conta a história de um crime e eu gostava que tivessem abordado mais essa parte do crime e da investigação, coisa que não aconteceu. Vê-se mas facilmente se esquece…

 

Um breve à parte: Bem! Talvez haja coisas que não se esquecem facilmente e o ator Garrett Clayton será uma dessas coisas. Ele é o jovem delírio do filme e só de olhar para algumas das suas cenas, somos vitimas de um orgasmo inesperado. Há nudez à vista, mas nada de especial, há cenas de sexo, muitas provocações e depois, temos uma vez mais o ator James Franco no papel de um gay, onde aqui, ele abusa nas cenas de sexo gay mas dá vida a um personagem demasiado forçada. No final do filme, tenho a certeza que tal como eu, irás a correr para a internet, para pesquisar sobre o verdadeiro Brent Corrigan e os seus vídeos ousados…

01
Set17

Test | +Filme

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Título original: Test | Ano: 2013 | Origem: USA | Género: Drama | Realizador: Chris Mason Johnson | Elenco: Scott Marlowe, Matthew Risch, Evan Boomer | Mais informações no IMDb | Classificação: 2 estrelas

 

Sinopse do filme: Frankie é o mais novo membro da nova companhia de dança contemporânea de São Francisco, McManus Ballet. O ano é 1985. Quando um dos dançarinos é ferido Frankie deve ficar em seu lugar. É o clássico teste de habilidade e caráter. Fora do trabalho, Frankie aprofunda a amizade com Todd, o bad boy, a cada momento Frankie está sob um tipo diferente de teste: uma doença recém-nomeada está se espalhando rapidamente e sem ninguém parecer saber nada sobre ela, exceto que ela esta se alastrando. Juntos, os amigos navegam em um mundo cheio de riscos, que é também, agora e depois, cheio de promessas.

 

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A minha opinião: Acho que este é apenas mais um filme entre tantos outros, que fala sobre a grande epidemia que surgiu na década de 80 e que assustou muitos gays pelo mundo todo. Pessoalmente não gostei muito desse filme, pois achei ele demasiado amador, principalmente o ator principal que interpretava o papel de Frankie. Interpretação fraca, realização fraca e o que mais me chamou atenção em todo o filme, foi mesmo a dança. A coreografia era excelente e as cenas onde o elenco surge a dançar, são fantásticas. Nisso, deu-me vontade de estar num auditório para assistir ao espetáculo todo. De resto, não foi nada de novo e nem mesmo nada de surpreendente.

 

Um breve à parte: Se procuras nudez, este talvez não seja o filme perfeito, pois apesar de apresentar alguma nudez, algumas cenas de sexo, o filme é fraquinho nesse especto. Mas em contrapartida, o ator Matthew Risch (que interpreta o personagem Todd) é super querido e super lindo. Apaixonei-me!!

05
Fev17

Carol | +Filme

Hoje vou aqui falar do filme “CAROL”, um filme que já há imenso tempo queria ver e que agora, mais de um ano depois da sua estreia no cinema, tive finalmente a oportunidade de assistir e gostei. Gostei muito!

 

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A atriz Cate Blanchett é uma atriz que eu já há muito sou fascinado por ela. Adoro-a e sem dúvida que ela está naquela minha lista de favoritas. Tudo aquilo que ela faz, faz sempre na perfeição e neste “Carol”, onde ela interpreta a personagem que dá nome ao filme, ela está simplesmente genial. Ela é daquelas atrizes que em cena pode nada dizer, mas a sua presença, os seus gestos, os olhares, já dizem tudo. Quanto a atriz Rooney Mara, ela está a tornar-se igualmente numa atriz que eu tenho adorado acompanhar o seu crescimento e claro, neste filme, no papel de Therese, ela está igualmente maravilhosa. As duas têm uma química muito forte, que resultou perfeitamente, tornando o filme e o amor de ambas, algo bastante credível.

 

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A história de “Carol” é uma história simples, mas foi essa simplicidade que eu mais adorei neste filme realizado por Todd Haynes. A realização está maravilhosa, a fotografia também e o crescimento do amor entre as duas protagonistas, é algo que vale mesmo a pena assistir do principio ao fim.

 

Aqui fica então a minha rápida sugestão de filme e agora, só espero que aceitem essa minha sugestão e que gostem do filme tanto quanto eu gostei.

 

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Sinopse do filme: Em Nova Iorque, no início da década de 1950, Therese Belivet trabalha numa loja em Manhattan e sonha com uma vida mais gratificante quando conhece Carol Aird, uma mulher sedutora presa a um casamento fracassado. Uma ligação surge entre ambas, levando a que a inocência do primeiro encontro dê lugar a uma relação profunda. Quando o envolvimento de Carol com Therese se torna público, o marido de Carol, Harge Aird retalia, pondo em causa a sua competência como mãe. Com Carol e Therese a fazerem-se à estrada, deixando para trás as suas respectivas vidas, um confronto vai colocar à prova as convicções de cada mulher sobre si mesma e o compromisso para com a outra.

03
Fev17

Any Day Now | +Filme

Às vezes, estou eu a ver um filme e fico revoltado com aquilo que vejo. E quando sei que o filme é baseado em acontecimentos reais, mais revoltado eu fico. E isso foi o que aconteceu quando no outro dia, resolvi assistir ao filme “ANY DAY NOW”. Fiquei de tal forma revoltado, que quando chegou a hora de deitar-me, eu não consegui dormir e isso porque eu não parava de pensar no filme. “Any Day Now” é realmente um filme revoltante, um filme que dá que pensar e até mesmo agora, que estou a escrever este texto, ainda estou a pensar como é que os acontecimentos do filme puderam mesmo acontecer na vida real. Enfim! Se dúvidas houvesse, elas deixaram de existir assim que vi este filme. O Mundo é mesmo cruel e apesar dos anos, apesar de estarmos no século XXI, o Mundo continua a ser cruel e a ter pessoas que no lugar do coração, têm uma porcaria qualquer que… enfim! Nem vale a pena perder o meu tempo com essas pessoas.

 

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Falando do filme, eu resolvi vê-lo assim por acaso. Pouco ou nada sabia acerca dele. Li a sinopse do filme, nunca cheguei a ver o trailer do filme, mas numa dessas noites em que não havia nada de jeito para ver, resolvi arriscar. E ainda bem que arrisquei! O filme surpreendeu-me pela positiva, na medida em que não estava à espera de gostar tanto dele como cheguei a gostar. Mas fiquei também surpreendido pela negativa. Não pela qualidade do filme, não pelo desempenho dos atores – que diga-se de passagem estiveram todos maravilhosos – mas sim pela revolta que surgiu dentro de mim por saber que neste mundo há pessoas mesmo cruéis. Pessoas estúpidas que não deviam estar à frente de um tribunal, à frente de um governo, enfim… Para mim, não faz qualquer sentido alguém recusar a guarda de uma criança para alguém que tem condições para dar-lhe um futuro maravilhoso e que para além disso, tem muito amor para dar. Para mim, não faz qualquer sentido alguém deixar uma criança aos cuidados de uma mãe toxicodependente que nada tem para dar ao filho, principalmente o amor que ele precisa. E essa é mesmo a revolta, mas eu duvido que quem por aqui passa e aceita esta minha sugestão de filme, não fique revoltado tal como eu.

 

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Em “Any Day Now”, encontramos um Alan Cumming, que é gay assumido e que aqui faz um papel fascinante. Confesso que acho nunca o ter visto em outro filme onde ele é o principal protagonista e fiquei impressionado com aquele seu Rudy Donatello que de uma forma simples, deu uma lição de vida a todos. Também não posso deixar de salientar o desempenho dos outros dois protagonistas, mas… acho que já chega de falar da minha revolta e passo àquela parte em que eu recomendo a 100%, o visionamento deste filme.

28
Dez16

The Normal Heart | +Filme

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A HBO não para de nos surpreender. Acostumada a apresentar-nos sempre grandes produções, com este “The Normal Heart”, o canal por cabo americano não fugiu à regra. O filme foi exibido no canal há cerca de três anos atrás e desde então, muitos já assistiram e ficaram com as emoções à flor da pele. O filme foi tão elogiado, que até o próprio Presidente dos Estados Unidos da América, quis deixar a sua opinião em relação ao filme.

 

Protagonizado por Mark Ruffalo, que aqui apresenta-nos um registo completamente diferente daquele que estamos habituados a ver, “The Normal Heart” retrata o período da década de 80, onde começaram a surgir os primeiros casos de VIH/Sida, que inicialmente começou a ser designada por “A Doença dos Gays”. Mark Ruffalo interpreta aqui o papel de Ned, um gay activista, judeu e fundador de uma firma de advocacia voltada para casos relacionados com o vírus. Pela sua vida irão cruzar-se várias pessoas, incluindo o jornalista Félix, aqui interpretado pelo actor Matt Bomer, e que irá ser a grande paixão de Ned.

 

 

O filme é baseado na peça teatral de Larry Kramer, que mistura ficção e autobiografia. E para além dos actores já aqui mencionados, este filme realizado pelo mesmo criador da série “Glee”, Ryan Murphy, conta ainda com a participação de actores como Jim Parsons, Jonathan Groff, Taylor Kitsch, Alfred Molina e ainda uma maravilhosa Julia Roberts, que apesar de estar limitada a uma cadeira de rodas, tem aqui um desempenho maravilhoso que vale a pena assistir.

12
Nov16

Interior. Leather Bar | +Filme

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Há uns tempos atrás, encontrei pelos canais TV Cine, este “INTERIOR. LEATHER BAR.”, que é nada mais, nada menos do que o resultado de uma estranha experiencia do actor/realizador James Franco, que quis porque quis, mostrar-nos o que poderia ter sido os 40 minutos cortados do filme "Cruising", realizado por William Friedkin na década de 80 e que conta com o actor Al Pacino no papel principal. Nesse “Cruising”, Al Pacino interpreta o papel de um polícia que está encarregue de resolver um caso de homicídio que envolve a comunidade homossexual. Na altura, o filme chegou a ser criticado pelos homossexuais, por supostamente tratar-se de um filme com um teor homofóbico e tendo em conta de que o filme continha algumas cenas bastante ousadas para a altura, foram cortados 40 minutos de filme, onde Al Pacino entraria num bar gay e iria passar por várias situações de sadomasoquismo. Esses 40 minutos nunca se tornaram públicos, mas James Franco na companhia do amigo Travis Mathews, um dia resolveram pegar nessa ideia e recriar esses 40 minutos.

 

Eu pessoalmente não gostei deste filme, documentário, ou seja lé o que isso tenha sido. Achei tudo muito estranho e apesar do filme contar com a presença de James Franco, que a determinada altura explica o porquê de ter criado este projecto, com afirmações que eu até concordei, a verdade é que fiquei com a sensação de que o actor, que por diversas vezes já teve a sua sexualidade questionada, quis realizar um dos seus fetiches, ver um bando de homens a terem sexo ao vivo, de carne e osso, pois tal como ele próprio afirma, filmes pornográficos todos vêm. E o que nem todos tem a possibilidade, é de estarem na rodagem de um desses filmes e foi esse fetiche que ele quis realizar.

 

 

Sem qualquer nexo, eu que sou gay e que também acho que deveria haver mais sexo gay em filmes, achei tudo isso demasiado exagerado.

05
Nov16

Behind The Candelabra | +Filme

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Há já imenso tempo que andava para ver este “BEHIND THE CANDELABRA” mas sem saber porque, andava sempre a adiar. No entanto, há uns dias atrás não quis esperar mais. Peguei no filme e fiquei surpreendidos com aquilo que vi. Na verdade eu até já sabia que o filme iria valer a pena, pois na altura em que o filme passou pelo canal HBO, só cheguei a ler boas notícias em relação a ele. As críticas eram todas boas e por isso, tinha quase a certeza de que iria gostar. E realmente gostei! Este “Behind the Candelabra” foi uma surpresa bastante agradável, que conseguiu superar as minhas expectativas e por isso, hoje aqui fica a minha nova recomendação para quem quer ver um bom filme e não sabe qual deles escolher.

 

Ainda está na minha memória, o dia em que tomei conhecimento deste filme pela primeira vez. Foi numa altura em que o sites davam a notícia de que este filme não iria ser exibido nas salas de cinema, pois o realizador do filme, Steven Soderbergh, já muito conhecido por outros grandes filmes, andava a ter muita dificuldade em arranjar uma produtora que estaria interessado em comercializar o filme, pois segundo elas, este “Behind the Candelabra” era um filme “demasiado gay”. Enfim! Nunca percebemos muito bem o que eles queriam dizer com isso, até porque há filmes bem mais “gays” do que este e que chegam a ser comercializados. Mas isso agora não interessa! A HBO, que tem faro para reconhecer algo que possa vir a ter sucesso, resolveu apostar neste filme e fez muito bem. O filme como já aqui dissemos foi muito bem recebido pela crítica e chegou até a ganhar imensos prémios, incluindo dois Globos de Ouro.

 

O filme conta a história de Wladziu Valentino Liberace (Michael Douglas), ele que foi um pianista prodigioso que se tornou um ícone da América dos anos 1960/70, com os seus espectáculos extravagantes e inusitados, onde misturava o virtuosismo do piano clássico com as músicas populares da época. Neste filme, é contada a tempestuosa relação com o jovem Scott Thorson (Matt Damon), seu secretário e amante desde 1977, cuja relação terminou num escândalo público, depois de seis anos de intensa cumplicidade. Em 1987, pouco antes de morrer, Liberace faz um último telefonema ao ex-amante, com quem, finalmente, encontra forma de se reconciliar.

 

 

Este é um drama biográfico que se inspira no livro de memórias do próprio Scott Thorson, "Behind the Candelabra: My Life with Liberace", onde é descrita a sua vida com o músico. E apesar de eu por aqui não ser propriamente fã nem do realizador e nem mesmo dos dois protagonistas do filme, a verdade é que tenho que ser justo. Tanto o actor Michael Douglas, que aqui está irreconhecível, como o actor Matt Damon, estiveram excelentes nos seus papéis. Muito longe daquilo que normalmente costumam fazer e… vale a pena ver! Tenho a certeza que não irão arrepender-se…

29
Out16

I Do | +Filme

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No que diz respeito ao cinema, é impressionante como às vezes às maiores surpresas vêm por parte daqueles filmes que nós nunca ouvimos falar. Por aqui em Portugal, os nossos canais de televisão insistem em passar sempre os mesmos filmes. A toda a hora só passam filmes que semanas antes já tinham sido exibidos umas quantas vezes e depois, tantos outros filmes que até mereciam o seu momento de destaque, acabam por ser esquecidos. E é pena! Bons filmes, pouco conhecidos por muitos, são verdadeiras pérolas que deveriam ter o seu momento para brilhar. Hoje deixo-vos aqui uma dessas sugestões. Um filme que nunca tínha ouvido falar, desconhecia por completo a sua história e nem mesmo tínha conhecimento do seu trailer. No entanto resolvi arriscar em vê-lo e fiz muito bem em dedicar cerca de hora e meia ao filme. “I DO” é assim que se chama a sugestão de hoje e o filme é uma excelente alternativa para quem deseja ver algo novo, algo fresco, algo que realmente irá conseguir tocar no nosso coração.

 

Apesar da história não ser propriamente nova, pois já outros filmes pegaram nessa mesma formula, a verdade é que o realizador Glenn Gaylord conseguiu contar-nos a história de uma maneira diferente. Deu ali um toque especial que fez com que o filme se tornasse também especial. Num misto de drama, romance e até alguma comédia, este filme conta a história de Jack Edwards (David W. Ross), um homem que após a morte do seu irmão, dedica a maior parte da sua vida à cunhada e a sobrinha Tara (Jessica Tyler Brown) que o ama de paixão. Ele é o tio gay da menina e os dois são inseparáveis. No entanto, apesar de já estar a viver nos Estados Unidos, Nova Iorque, há já muitos anos, Jack corre o risco de ser deportado para o Reino Unido, pois está a ter muita dificuldade em actualizar o seu visto de residência. Para resolver esta situação ele só encontra uma solução, casar-se. E a mulher que aceita casar-se com ele, é a sua melhor amiga Ali (Jamie-Lynn Sigler), lésbica assumida, que pelo amigo está disposta a tudo. Mas as coisas depois não correm como esperado. Sem que Jack estivesse à espera, surge na vida dele o espanhol Mano (Maurice Compte) e o amor bate-lhe à porta. E quando parecia que o seu visto de residência já estava garantido, as coisas começam a complicar-se. O casamento falso deixa de funcionar e Jack receia que tenha que sair da América e deixar para trás as pessoas que mais ama na vida.

 

 

O filme até nem chega a ser muito ambicioso mas como já aqui disse, apesar dessa história já ter sido contada em outros filmes, este “I Do” está na minha opinião, muito bem conseguido. Tirando a personagem do Mano, que parece estar muito forçada, todos os outros personagens estão fantásticos e o desempenho dos actores está também maravilhoso. Dou destaque à pequena Jessica Tyler Brown, que aqui interpreta a pequena Tara que tem dos momentos mais queridos de todo o filme. Apesar de pequena, ela demonstra uma maturidade que… só mesmo vendo o filme para compreender e eu por aqui, recomendo a 100%. Este é daqueles filmes que poderia muito bem ser apresentado numa sessão da tarde de fim-de-semana num dos nossos canais de TV mas… infelizmente filmes tão bons como esse não chegam até nós.

22
Out16

Five Dances | +Filme

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Eu sou fanático por cinema. Não consigo viver sem ele e por isso, como já devem ter percebido, com alguma frequência serão aqui deixadas várias sugestões de cinema para ver em casa ou fora dela, de filmes com uma temática gay ou nem por isso. Para hoje, a sugestão trata-se do filme FIVE DANCES, um filme dividido em cinco capítulos, cinco danças diferentes e que conta uma história de amizade e amor entre cinco bailarinos. O filme é realizado por Alan Brown, o mesmo que em 2011 apresentou-nos o filme Private Romeo que em breve, será também aqui sugerido no MORE. O filme não chega a ser de cinco estrelas mas não posso negar que tem alguns certos momentos interessantes e que vale a pena assistir.

 

“Five Dances” acompanha a história do bailarino Chip Daniel (Ryan Steele), um jovem de 18 anos que pouco ou nada sabemos sobre a sua vida e aquilo que sabemos é que ele é um excelente bailarino e que junto com outros quatro bailarinos, ensaiam para um espetáculo de dança contemporânea. Entre esses bailarinos encontra-se o jovem Theo (Reed Luplau), um jovem bonito, misterioso e que apaixona-se por Chip. E de um modo geral, esta é a história deste “Five Dances”, um filme que não fez questão de dar muita importância aos diálogos, mas por outro lado quis apostar na banda sonora e nos belos momentos em que os bailarinos encontram-se a dançar. Esses sim, são momentos lindos para quem aprecia a dança e talvez venham a gostar.

 

 

Apesar do resultado final parecer algo um tanto amador, com protagonistas que não primam pelo seu talento na hora de representar, a verdade é que eu gostei do filme. Pode parecer um pouco maçador mas como já aqui disse, há cenas que merecem a nossa atenção e se formos a ver bem, existem tantos outros filmes piores do que esse.

15
Out16

August | +Filme

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Lembram-se da curta-metragem que foi ontem aqui apresentada? E chegaram a vê-la? Pois então hoje iremos aqui deixar uma nova sugestão de cinema em casa em que a história do filme é precisamente a mesma história da curta. E não é só a história que é semelhante à curta de ontem. Para além de contar a mesma história, a sugestão de hoje conta com o mesmo elenco a representar os mesmos papéis e conta ainda com o mesmo realizador. Como é que isso é possível? Simples! Em 2005 o realizador Eldar Rapaport deu-nos a conhecer a curta “Postmortem” e seis anos depois, o mesmo realizador resolveu pegar na mesma história e desenvolveu-a acrescentando novos personagens e histórias secundárias. O resultado final foi este “AUGUST”, um filme que já há muito andava curioso para ver e agora que já o vi, aqui fica a recomendação.

 

 

August” conta como protagonista o actor Murray Bartlett, que apesar de já ter participado em vários projectos, hoje ele é mais conhecido por ser um dos protagonistas da série “Looking” do canal por cabo americano HBO. Neste filme, que me conseguiu emocionar com a sua história, Murray Bartlett interpreta o solteirão Troy, que após passar cinco longos anos na Espanha, regressa à América disposto a ter de volta tudo aquilo que deixou para trás. E uma das coisas que ele pretende reatar é o amor de Jonathan (Daniel Dugan), um ex-namorado que sofreu muito com a sua ausência mas que ao lado de Raul (Adrian Gonzalez), conseguiu refazer a sua vida. O problema é que Jonathan ainda não esqueceu de vez Troy. Entre eles ainda existe um laço muito forte e o grande dilema nesta história toda é: qual dos dois amores irá falar mais alto? O amor de Troy, que por muito que possa dizer o contrário, pretende ser sempre um espírito livre, ou o amor de Raul que… meu Deus!! Nós ficamos simplesmente apaixonados por aquela personagem. Para além do actor ser verdadeiramente bonito, a sua personagem é a mais querida de todas. Arrisco mesmo em dizer que o Raul é o homem que todos os gays (e mulheres) gostariam de ter ao seu lado. Querido, carinhoso, amoroso, enfim! Para além de tudo isso, Raul ainda teve que passar por vários sacrifícios para estar junto de Jonathan e será que é esse amor que irá falar mais alto? Eu por aqui apostei logo de imediato no amor de Raul mas para saberem como esta história termina, o melhor mesmo é assistirem ao filme. E não vale dizerem que já viram a curta e que isso foi o suficiente. Apesar das histórias e os personagens serem os mesmos, tudo irá desenrolar-se de maneira diferente e acreditem, o filme vale mesmo a pena.

08
Out16

Looking: O Filme | +Filme

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A série “LOOKING” dispensa apresentações, correto? Eu presumo, que qualquer pessoa que por aqui passe, saiba perfeitamente que série é essa. Uma série produzida pelo canal por cabo americano HBO, que apesar de eu a amar, a série não chegou a ser muito bem recebida pela critica e nem mesmo pelo público em geral e por isso, ao fim de duas pequenas temporadas, a série acabou por ser cancelada. No entanto, felizmente houve quem achasse que seria necessário dar um desfecho aquele grupo de personagens e por isso, no fim da segunda temporada, saiu a boa noticia de que seria feito um filme para dar esse mesmo desfecho. Filme esse que passou pelo Festival de Cinema Queer Lisboa 20 e que fez parte ainda da programação especial do canal TVCine2, dedicado ao cinema queer e que eu tive a oportunidade de ver.

 

Como já aqui disse eu amei a série “Looking”. Adorei os personagens, as histórias abordadas na série e só achei que ela pecou pelo facto de serem sempre episódios curtíssimos e com temporadas mais curtas ainda. Lembro-me que assim que comecei a ver a série, ao final de cada episódio eu revoltava-me pelo facto do episódio ter terminado e por eu querer ver mais e muito mais daqueles personagens. Por isso, eu fui um daqueles que ficou triste por de repente, a história do jovem Patrick ter chegado ao fim e depois de saber que tudo ia terminar de uma forma mais coerente, com o aparecimento do filme, criei grandes expectativas em relação a ele mas… creio que essas expectativas não foram superadas e também acho que nem tudo terminou de forma coerente. Que pena!!

 

Se dissesse aqui que não gostei do “Looking: O Filme”, estaria com toda a certeza a mentir. Eu sou um apaixonado pela série e por achar que o filme continua com a mesma essência, eu tenho mesmo é que admitir que sim, gostei do filme mas tenho também que confessar que esperava algo mais. O filme, na minha opinião tratou-se apenas de um mero episodio da série, mas bem mais longo do que o habitual. E quanto a isso, o filme sim, superou as minhas expectativas, pois eu reclamava sempre por os episódios serem curtos. Mas apesar da duração mais prolongada, fiquei mesmo com a sensação de que não houve aquele desfecho desejado. No final do filme, fiquei na mesma com vontade de ver mais e mais e muito mais. Houve coisas que ficaram em aberto, houve coisas que deveriam ser mostradas com mais detalhe, enfim… Ainda nem o filme tinha terminado e já eu estava com saudades. Para mim, esse não foi o meu final desejado, mas infelizmente, lá terei eu que dizer adeus definitivamente ao indeciso Patrick (Jonathan Groff), ao super divertido Agustín (Frankie J. Alvarez), ao sonhador Dom (Murray Bartlett), a hilariante melhor amiga Doris (Lauren Weedman), ao apaixonado Richie (Raúl Castillo) e ao orelhudo mais fofo do momento Kevin (Russell Tovey). Adorei todos esses personagens, adorei a maravilhosa realização do Andrew Haigh e gostei ainda da banda sonora que conta com uma música da grande Diva Britney Spears.

 

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Este é mais um filme que eu recomendo e sugiro que fiquem atentos à programação dos canais TVCine, pois tenho quase a certeza que em breve, o filme irá passar novamente pelos canais e depois aí, já não terás desculpa para não o ver.

05
Out16

Those People | +Filme

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Para aqueles que tal como eu, procuram mais variedade por entre o catálogo Netflix, hoje deixo-vos como uma sugestão de cinema em casa, que facilmente encontras pelo serviço de setreaming. Trata-se de um filme com uma temática gay e sim! Parece que o Netflix anda a apostar em filmes com essa temática e espero que em breve, o catalogo de filmes com uma temática LGBT seja ainda maior.

 

A sugestão para hoje chama-se “THOSE PEOPLE” e apesar do filme não ser nada por ali além, eu acho que ninguém irá se importar de reservar 89 minutos da sua vida, para assistir a esse filme. Nem que seja somente pelos protagonistas que são tão fofos, tão queridos enfim… dá vontade de os trazer para casa.

 

Those People” é um drama. É também um romance, mas na sua maior essência é realmente um drama. Um drama acompanhado por alguma música clássica e que nos mostra a estranha relação entre um grupo de cinco jovens amigos. Por tratar-se de um drama, ao longo dos vários minutos, o filme bem tenta ali puxar algumas das nossas lágrimas, mas no meu caso isso não aconteceu. O filme está bonitinho, mas não é daqueles filmes que facilmente nos fazem chorar. Não chega a ser muito convincente e talvez muito por causa do desempenho dos protagonistas, que apesar de serem realmente muito fofos, parecem mais é um bando de amadores.

 

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Those People”, que é realizado pelo jovem Joey Kuhn, que também assina o argumento, conta a história da amizade de longa data entre Charlie (Jonathan Gordon) e Sebastian (Jason Ralph). Os dois, conheceram-se ainda criança e apesar de ambos serem homossexuais e de aos olhos de todos, facilmente todos perceberem que Charlie é perdidamente apaixonado por Sebastian, este último nunca quis entregar-se ao amor, para nunca estragar a amizade de ambos. De uma forma invejosa e até injusta, Sebastian quer Charlie só para si, mas em nenhum momento dá-lhe aquilo que ele quer em troca. E é num momento de crise e de depressão na vida de Sebastian, que sofre na pele, pelos erros do pai corrupto, que Charlie encontra Tim (Haaz Sleiman), um pianista que tem todas as características para ser o amor da sua vida mas, a relação com Sebastian é complicada e incompreendida. Será que por causa disso, esse novo amor não terá pernas para andar?! Bem! A resposta já sabem que não sou eu quem irá dar. Vejam o filme e descubram com quem o jovem Charlie irá ficar e depois, partilhe aqui comigo à vossa opinião em relação ao filme e as decisões do personagens…

26
Set16

4th Man Out | +Filme

4th Man Out.jpg

 

Pelo Netflix encontra-se uma lista imensa de vários filmes e este “4th MAN OUT” é um dos filmes que podes ver por lá, caso tenhas aderido ao serviço. Eu tenho o serviço e recomendo. Por lá não só encontras grandes filmes, como existe ainda um enorme catálogo de séries e documentários de grande qualidade, que merecem toda a nossa atenção. Mas hoje não vou falar do Netflix, até porque já falei dele num outro artigo. Hoje, vou mesmo é falar do filme “4th Man Out”, que penso até, que foi o primeiro filme de temática gay, que eu encontrei no longo catalogo do famoso serviço de streaming. Por lá encontra-se séries e até documentários que abordam essa temática, mas a nível de filmes, foi bem difícil encontrar. Se bem que, atualmente, para além deste filme americano, consegues ainda encontrar outros filmes com uma temática LGBT. Vale a pena procurar e ver.

 

Já tive a oportunidade de ver este “4th Man Out” há algum tempo, mas lembro-me perfeitamente que gostei imenso do filme. Não é de todo o melhor dos melhores filmes de temática gay, mas este, faz parte daquela lista de filmes, que pode perfeitamente ser visto por toda a família, numa sessão da tarde de domingo. Não choca ninguém e de uma forma bastante divertida e com algumas personagens caricatas, o filme fala de amor e na busca que a determinada altura das nossas vidas, todos fazemos ao querer encontrar um parceiro para a vida.

 

Realizado por Andrew Nackman, esta comédia romântica é protagonizada por um grupo de 4 homens, todos eles muito diferentes um do outro, mas mesmo assim, todos os 4 são grandes amigos desde os tempos de criança. Temos o todo bonitão (e olha que ele é mesmo bonito!) Chris (Parker Young), que é sem dúvida aquele que conquista todas as mulheres à sua volta. Tem um relacionamento estranho com uma jovem, mas numa noite, acaba por apaixonar-se por uma outra jovem rapariga, sem nem sequer saber como é que ele se chama. Depois há o Ortu (Jon Gabrus), o gordinho do grupo, que ao contrário dos amigos, já encontrou a sua cara metade e é feliz com isso. Está sempre em picardia com o amigo Nick (Chord Overstreet), que é um autêntico totó. Está completamente louco para arranjar uma namorada, mas fá-lo da maneira mais estranha. Aliás! O tipo é mesmo estranho, tão estranho que apesar de saber, logo no inicio do filme, que já conhecia aquela cara de algum lado, só mesmo no final do filme é que me apercebi que o Nick é interpretado pelo jovem ator que há uns anos atrás, interpretou o personagem Sam na famosa série “Glee” e que eu adorava! Eu era aliás apaixonado pelo ator mas… voltando ao “4th Man Out”, para além desses três protagonistas, há ainda o Adam (Evan Todd), personagem essa que está no centro de toda a história do filme.

 

No dia do seu aniversário, Adam toma a decisão de contar algo muito importante aos seus grandes amigos de infância. Adam é gay e nenhum dos seus amigos tem conhecimento disso. Mas lá acabam por descobrir e quando se apercebem que afinal o amigo gosta é mesmo de homens em vez de mulheres, há ali um risco de toda a amizade de anos ir por água abaixo. Mas não! O grupo de amigos mantém-se na mesma unidos e Chris, Ortu e Nick, tomam a decisão de ajudar Adam a encontrar o seu príncipe encantado. Mas a tarefa de encontrar um namorado para Adam não será nada fácil, até porque Adam, pode na verdade, estar é apaixonado por um dos seus amigos e se assim for, como é que irão resolver essa situação? Ora aqui está uma boa questão, mas para saberem a resposta, terão mesmo é que ver o filme.

 

4th Man Out (poster).png

 

Como já aqui disse o filme não é assim nada do outro mundo mas tem boas interpretações, uma boa história, piadas interessantes e tem até momentos semelhantes a situações que todos os gays já passaram na vida. Vale a pena assistir e… dou como terminada esta minha sugestão de hoje.

29
Jan16

Cinema | The Danish Girl (Tom Hooper_2015)

a rapariga dinamarquesa_img

 

 

 

Ontem foi dia de cinema. Fui ver um filme que pessoalmente a mim, diz-me muita coisa. Mas isso são conversas para outros artigos. Em relação ao filme, eu já tinha muita curiosidade em vê-lo, desde o dia em que vi pela primeira vez o trailer e que aliás, até falei dele aqui no blog há uns meses atrás. O filme já está em exibição desde o passado dia 31 de Dezembro e por isso, ele já não está presente em muitas das salas de cinema em Lisboa. No entanto, felizmente ainda consegui encontra-lo no El Corte Inglês e depois de ter visto o filme até ao fim, ou melhor, bastou ver os primeiros minutos do filme para que eu tivesse a certeza absoluta de que este “THE DANISH GIRL” era simplesmente maravilhoso!

 

 

 

Realizada por um homem que já está habituado a presentear-nos com grandes filmes, Tom Hooper soube uma vez mais surpreender-nos com uma obra de arte que merece toda a nossa atenção. Contando-nos aquela que poderá ter sido a história real daquela que foi a primeira transexual do mundo, Tom Hooper agarrou em dois artistas maravilhosos e com eles, soube fazer um filme lindo, um filme carregado de emoção, um filme muito delicado, um filme perfeito aos meus olhos, que durante o filme, não conseguiu conter algumas lágrimas e no fim... bem! No fim não consegui resistir! Enquanto os créditos passavam, deixei-me ficar ali a chorar pois é como eu disse no inicio deste texto, a história deste filme, por questões pessoais, mexe mesmo muito comigo.

 

 

 

O filme em si, não está nomeado para os Oscars, nem mesmo o realizador conseguiu essa proeza, no entanto, “A Rapariga Dinamarquesa”, conta com 4 nomeações, duas delas em categorias importantes. A de Melhor Actor e a de Melhor Actriz Secundária. E por aquilo que vi neste filme, apesar de ainda não conhecer o trabalho de todos os outros nomeados, acho que os protagonistas deste filme merecem ganhar o Oscar. O desempenho de ambos foi tão maravilhoso, tão convincente que facilmente eles tocaram no meu coração. Deixaram lá uma marca profunda, ao ponto de eu saber que tão cedo, não me irei esquecer desse filme.

 

 

 

Eddie Redmayne, por quem eu já sou apaixonado por ele desde o filme “Desejos Selvagens” (2007), onde ele era o objecto de desejo da própria mãe, aqui interpreta o papel de Einar Wegener, um pintor famoso da Dinamarca, que casado com Gerda (Alicia Vikander), aparenta ter uma vida feliz. Tudo na vida deles altera-se, quando Gerda, também ela artista, pede para que o seu marido vista umas meias de senhora, calce uns sapatos de senhora, e pede para que ele, pose para ela, já Gerda queria terminar uma das suas pinturas. Com essa atitude, algo que já estava adormecido há alguns anos, volta a despertar e com força na mente de Einar. Ao perceber que gosta de vestir-se e comportar-se com uma mulher, Einar, juntamente com a sua esposa, acabam por criar uma personagem, a doce Lili. Só que enquanto que para Gerda, a Lili não passa apenas de uma mera brincadeira, aos poucos, Einar vai percebendo que afinal não se consegue mais livrar-se da Lili. E quando Gerda percebe que o seu marido já não é o que era, isso irá ser um grande choque para a mulher que é perdidamente apaixonada por Einar. Apaixonada por aquele pintor que já não quer ser pintor, por aquele homem que já não quer ser homem ou pior, apaixonada por homem que na verdade nunca se sentiu homem, mas sim mulher. E claro que em plenos anos 20, um homem dizer que afinal, nasceu no corpo errado e sente que é mulher, aquilo era considerado loucura. Para os médicos, Einar estava completamente louco. Era esquizofrénico e tinha urgentemente que ser internado. A única pessoa que acreditou nele, que acreditou que na verdade Einar estava num corpo errado e que sim, ele era na verdade uma mulher, foi a sua própria esposa. Uma esposa que amava o seu homem e que mesmo sabendo que iria perder esse homem, esteve sempre do seu lado e ajudou-a a tornar-se numa mulher.

 

 

 

O desempenho Eddie Redmayne é maravilhoso. Vê-se mesmo que o jovem actor entregou-se de corpo e alma a essa personagem. Qualquer um que olhe para ele no filme, fica realmente convencido de que ele está preso num corpo que não é o seu mas, para além da sua maravilhosa interpretação, não posso deixar de salientar aqui o maravilhoso trabalho de Alicia Vikander. Tirando este filme, eu não me recordo de a ter visto em mais nenhum outro filme mas só com esse “A Rapariga Dinamarquesa”, eu fiquei rendido. Ela é uma excelente actriz e na pele de Gerda Wegner, acho até que consegue roubar toda a atenção. Apesar do filme contar a história do homem que quer ser mulher, o filme na verdade centra-se nesta Gerda que, nos anos 20, já estava muito a frente para o seu tempo. Eu próprio apaixonei-me pela Gerda. Eu próprio ambicionei ter uma mulher daquelas na minha vida e... que bom seria este mundo, se todos tivessem um coração tão grande como o dela. Adorei a personagem, adorei a actriz e muito sinceramente, estou a torcer por ela na corrida ao Oscar de Melhor Actriz Secundária.

 

 

 

a rapariga dinamarquesa_poster

 

 

 

Enfim! Depois de tudo o que já aqui disse, acho que já ficou bem claro que eu amei este filme e que recomendo a 100%. Assim que possível, vão vê-lo e preparem-se para as lágrimas que eu tenho a certeza que irão escorrer pelos vossos olhos.

 

 

 

Um abraço e até ao próximo filme...

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