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MORE

Num só blog, está tudo aqui! O MORE tem desabafos/opiniões em relação a mim e ao que se passa à minha volta. Tem sugestões de cinema, televisão e não só. E tem mais, muito mais...

29
Set17

Kaboom - Alucinação | +Filme

(clica nas setas ao lado para ver mais fotos do filme)

 

Título original: Kaboom | Ano: 2010 | Origem: USA | Género: Comédia, Mistério, Romance | Realizador: Gregg Araki | Elenco: Thomas Dekker, Haley Bennett, Chris Zylka, Juno Temple | Mais informações no IMDb | Classificação: 3 estrelas

 

Sinopse do filme: Smith tem 18 anos, saiu recentemente de casa para morar no dormitório da faculdade, curte rapazes (em especial seu companheiro de quarto, Thor), mas não recusa garotas, e tem uma imaginação muito fértil.

 

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A minha opinião: Todo o filme é muito estranho. As alucinações do jovem Smith são uma coisa do outro mundo. Até parece que fumamos uma ganza e estamos a ver algo fora do normal, não querendo dizer que o filme seja mau de todo. Há ali cenas que se aproveitam e o jovem Thomas Dekker está muito bem no papel de Smith, mas a verdade é que o filme não convence. É demasiado alucinante e tem um desfecho que... enfim, é mesmo kaboom. No entanto, se não esperarmos muito do filme, se não tivermos demasiadas expectativas em relação a ele, podemos aqui assistir a uma boa comédia. Não será de todo uma perda de tempo, será entretenimento pois num todo, o filme até é mediano. Tem boas interpretações, o argumento é estranho parece ter sido pouco elaborado, mas vale a pena ver.

15
Set17

Redwoods | +Filme

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Título original: Redwoods | Ano: 2009 | Origem: USA | Género: Drama, Romance | Realizador: David Lewis | Elenco: Matthew Montgomery, Tad Coughenour, Caleb Dorfman | Mais informações no IMDb | Classificação: 1 estrela

 

Sinopse do filme: Original e incrivelmente romântico, Redwoods conta a história de um homem cujo o amor é testado quando um viajante misterioso passa por sua pequena cidade, na Califórnia do Norte. Everett (Brendan Bradley) e Miles (Tad Coughenour) vivem um relacionamento confortavelmente platônico. Juntos, eles criam um filho autista. Enquanto sua família viaja para fora da cidade, Everett que é bastante introvertido, finalmente tem tempo para si mesmo, isto é, até Chase (Matthew Montgomery), um escritor extraordinariamente bonito, aparecer na frente de sua casa. O filme de David Lewis (o mesmo diretor de Rock Haven) é uma ode deslumbrante sobre o poder do amor.

 

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A minha opinião: “Redwoods” é protagonizado por Matthew Montgomery e já não é a primeira vez que vejo um filme com este ator que não consegue agradar-me. Todos os filmes onde ele entra, parecem ser sempre iguais e com finais idênticos. Este filme pode até não ser tão mau como os anteriores que eu vi dele, mas mesmo assim, o filme não tem nada de especial. O que vale é que ele é curto e num instante ele chega ao fim. A história para mim não fez sentido e todo o elenco parece ser um bando de amadores que não convencem de forma alguma nos seus papéis. Enfim! Só vê este filme quem quer…

10
Set17

O Plano B | +Filme

(clica nas setas ao lado para ver mais fotos do filme)

 

Título original: Plan B | Ano: 2009 | Origem: Argentina | Género: Comédia, Drama, Romance | Realizador: Marco Berger| Elenco: Manuel Vignau, Lucas Ferraro, Mercedes Quinteros | Mais informações no IMDb | Classificação: 3 estrela

 

Sinopse do filme: Bruno acaba de ser largado pela namorada Laura. Ela é uma moça moderna e continua a sair com ele de vez em quando, mas já arranjou outro namorado, o belíssimo Pablo. Bruno planeja então uma pequena vingança: se aproxima do rapaz e faz amizade com ele, para quem sabe apresentá-lo a outra rapariga. Mas as coisas não saem exatamente conforme o esperado e, ao longo do processo, surge um plano B, talvez mais efetivo que o anterior. Subitamente, Bruno vai questionando a sua própria sexualidade.

 

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A minha opinião: O filme está bom e os dois personagens principais estão também muito bem. O que está mal no filme são os muitos planos parados que existem. Há mesmo muitas cenas estáticas e isso faz com que tudo pareça muito aborrecido, parece que a ação não está a desenrolar. Mas tirando esse pormenor, o filme está realmente muito bom. Conta uma história muito gira de duas pessoas que ficam amigas mas que com o passar do tempo essa amizade se torna algo mais forte e... no final as coisas acabam da melhor forma possível. Acaba como nós todos queríamos que acabasse. Não é na minha opinião um filme 5 estrelas, há pontos negativos que fizeram com que o filme se tornasse um pouco chato, mas o filme num todo merece a sua atenção.

03
Set17

The 10 Year Plan | +Filme

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Título original: The 10 Year Plan | Ano: 2014 | Origem: USA | Género: Comédia, Romance | Realizador: J.C. Calciano | Elenco: Jack Turner, Michael Adam Hamilton, Matthew Bridges | Mais informações no IMDb | Classificação: 3 estrelas

 

Sinopse do filme: “The 10 Year Plan” é uma comédia romântica clássica que conta a história de Myles e Brody - dois amigos que fazem um pacto de ficarem juntos, se não encontrarem um amor em dez anos. Dois meses para o prazo final, os dois amigos tentam evitar terminar como os outros, como a última coisa a se fazer.

 

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A minha opinião: As vezes tenho a sensação de que já estou farto de comédias românticas e este é um daqueles filmes que me fazem ter essa sensação. O filme chega a ser um pouco bobo demais e pouco credível. Tem algumas cenas engraçadas, mas nada que me tenha feito rir às gargalhadas e esta é apenas mais uma entre tantas outras comédias do género. No fim, já sabemos como tudo acaba e temos zero surpresas. Este filme está disponível no Netflix e por isso, se queres ver uma comédia romântica em família, esta talvez possa ser uma sugestão.

 

Um breve à parte: Se há nudez neste filme?? Coisa pouca e nada de especial, se bem que os protagonistas chegam a ter o seu encanto. Se há sexo? Não contes com isso…

05
Fev17

Carol | +Filme

Hoje vou aqui falar do filme “CAROL”, um filme que já há imenso tempo queria ver e que agora, mais de um ano depois da sua estreia no cinema, tive finalmente a oportunidade de assistir e gostei. Gostei muito!

 

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A atriz Cate Blanchett é uma atriz que eu já há muito sou fascinado por ela. Adoro-a e sem dúvida que ela está naquela minha lista de favoritas. Tudo aquilo que ela faz, faz sempre na perfeição e neste “Carol”, onde ela interpreta a personagem que dá nome ao filme, ela está simplesmente genial. Ela é daquelas atrizes que em cena pode nada dizer, mas a sua presença, os seus gestos, os olhares, já dizem tudo. Quanto a atriz Rooney Mara, ela está a tornar-se igualmente numa atriz que eu tenho adorado acompanhar o seu crescimento e claro, neste filme, no papel de Therese, ela está igualmente maravilhosa. As duas têm uma química muito forte, que resultou perfeitamente, tornando o filme e o amor de ambas, algo bastante credível.

 

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A história de “Carol” é uma história simples, mas foi essa simplicidade que eu mais adorei neste filme realizado por Todd Haynes. A realização está maravilhosa, a fotografia também e o crescimento do amor entre as duas protagonistas, é algo que vale mesmo a pena assistir do principio ao fim.

 

Aqui fica então a minha rápida sugestão de filme e agora, só espero que aceitem essa minha sugestão e que gostem do filme tanto quanto eu gostei.

 

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Sinopse do filme: Em Nova Iorque, no início da década de 1950, Therese Belivet trabalha numa loja em Manhattan e sonha com uma vida mais gratificante quando conhece Carol Aird, uma mulher sedutora presa a um casamento fracassado. Uma ligação surge entre ambas, levando a que a inocência do primeiro encontro dê lugar a uma relação profunda. Quando o envolvimento de Carol com Therese se torna público, o marido de Carol, Harge Aird retalia, pondo em causa a sua competência como mãe. Com Carol e Therese a fazerem-se à estrada, deixando para trás as suas respectivas vidas, um confronto vai colocar à prova as convicções de cada mulher sobre si mesma e o compromisso para com a outra.

27
Jan17

Freier Fall | +Filme

Quando há uns tempos atrás falou-se no filme que hoje irei sugerir, lembro-me que muitos sites e blogs o caracterizavam-no como se ele se trata de uma nova versão do tão conhecido filme “O Segredo de Brokeback Mountain”. A diferença é que enquanto o filme de Ang Lee retratava o amor entre dois cowboys, neste filme alemão, realizado por Stephan Lacant, o amor vem por parte de dois polícias. São duas histórias diferentes, retratadas em tempos diferentes, em países diferentes, mas não podemos negar que haja de facto algumas parecenças entre os dois filmes. Eu tenho que admitir que adoro “O Segredo de Brokeback Mountain” mas tenho que confessar que também fiquei fascinado por este “FREIER FALL” que sem dúvida alguma, merece toda a nossa atenção. Eu se fosse a ti, arriscava em vê-lo pois acho que não irás arrepender-te.

 

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Apesar de já ter visto este filme há já algum tempo, só mesmo agora é que estou a falar dele e isso porque, à semelhança de alguns filmes que já aqui sugeri, este também faz parte da minha lista de favoritos. Não me recordo se o filme já alguma vez passou pelas nossas salas de cinema – coisa que eu duvido muito – e também não sei se alguma vez passou em festivais de cinema tipo Queer Lisboa. O que sei é que felizmente um dia tive acesso ao filme e ainda bem que o vi. O filme é cinco estrelas! Ele conta com um elenco fantástico, um elenco de atores em que como protagonista, temos um dos atores sensação da série “Sense 8”, o todo bonito e maravilhoso Max Riemelt, que já tem alguma experiência em filmes de temática gay. Mas todos os atores estiveram bem convincentes nos papéis que agarraram e a realização também está de parabéns, a história é também muita boa, onde sem nunca perder a postura, este filme conta com algumas cenas de sexo e os dois protagonistas trocam vários beijos selvagens. Vale a pena ver!

 

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Freier Fall” conta ainda com outras cenas marcantes, tais como a cena em que a namorada de Marc, o polícia que cai em tentação, entra em desespero ao saber que foi trocada por um homem. Sem saber como irá satisfazer o seu homem, os dois têm uma cena no duche que eu achei fantástica. Aliás, no decurso do seu diálogo, a namorada até diz que nesta situação ela nem tem direito a ter inveja do outro, pois ela claramente sabe aquilo que o outro tem que ela não tem. Mas o filme, que chega a ter um ritmo calmo, chega a ter outras cenas marcantes e eu volto a dizer, o filme é bom, muito bom! Mas se dúvidas da minha palavra, procura o trailer do filme no meu canal do YouTube, lê a sinopse e depois tira tu as conclusões se queres ou não ver o filme.

 

Ah! E se a informação que consta no IMDb for verdadeira, está para breve uma continuação deste filme, mantendo o ator Max Riemelt. É esperar para ver se isso é verdade.

20
Jan17

Beira Mar | +Filme

Hoje estive à beira-mar. Ou melhor dizendo, hoje vi o filme “BEIRA-MAR” e... gostei! E até recomendo. O filme não é assim nada de especial mas vale a pena. E apesar de muito diferente, é díficil não olhar para este “Beira-Mar” sem lembrar-me do maravilhoso “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”. Ambos são filmes brasileiros, ambos contam com personagens adolescentes (se bem que este filme apresenta personagens mais velhos) e ambos contam uma história de amor entre dois amigos. Ou melhor! Será mesmo uma história de amor? Claro que se me perguntarem agora, quais dos dois filmes eu gostei mais, a verdade é que teria sempre que escolher a história do jovem cego que se apaixona pelo seu novo colega de turma. No entanto, este “Beira-Mar” também é um bom filme. Não teve o mesmo impacto que o outro mas foi na mesma bem recebido pela crítica e apesar de aspectos negativos, a verdade é que eu gostei.

 

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Eu já tinha ouvido falar deste “Beira-Mar” há algum tempo e lembro-me que na altura, apesar do trailer pouco ou nada mostrar, eu fiquei muito curioso em relação a ele. Por isso, assim que consegui ter acesso ao filme, não esperei nem um segundo. Dei play e vi este filme com toda a atenção que ele merecia. Num todo, eu volto a dizer que o filme até está muito bom mas infelizmente, no que diz respeito ao enredo, acho que deixa muito a desejar. O filme é curto, vê-se rápido e talvez por ser curto é que dá para tolerar certos silêncios incomodativos. É que o filme para além de não ter muita história, também tem poucos diálogos. “Beira-Mar” centra-se na viagem que dois grandes amigos (já de longa data) fazem até ao litoral do Rio Grande do Sul no Brasil e ficam instalados numa casa de praia que pertence aos pais de um dos personagens. Curiosamente, ao ver o filme, ficamos logo a saber que a casa fica junto à praia, à beira-mar (e talvez daí venha mesmo o título do filme), mas só conseguimos deslumbrar o mar, na cena final do filme. Uma cena que deixa muito a desejar, pois quando o filme parece que está a avançar e que agora sim, o filme vai começar a sério, a cena é interrompida com o final do filme. Um final que não deu direito a explicações, não deu direito a conclusões, simplesmente acabou. E na minha opinião acho que deveria ter havido uma explicação. Ao menos, deviam tentar explicar melhor o porque daquela viagem. O porque de um pai mandar um filho visitar uns familiares distantes e... enfim! Há coisas que erraram, mas também houve coisas que acertaram.

 

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Protagonizado por Mateus Almada (Martin), que é sem dúvda nenhuma um patinho feio e ainda pelo jovem Maurício José Barcellos (Tomaz), em que esse sim, é um querido, “Beira-Mar” é escrito e realizado pela dupla Filipe Matzembacher e Marcio Reolon. Infelizmente, este filme é mais um daqueles que certamente nunca irá passar pelos nossos canais de televisão, mas é também um filme que pode ser visto por toda a familia. Sim! Apesar de haver um sequencia de sexo entre dois jovens rapazes, este filme pode ser visto por todos. Até porque a cena está perfeita. O momento do sexo é delicado, é querido, é emocionante e... vale a pena! Por isso, tenta arranjar algum tempinho livre nessa tua vida tão atribulada e arranja maneira de ver este “Beira-Mar”. Depois já sabes, partilha a tua opinião comigo.

 

Boa noite a todos e bom fim de semana. Sim! Porque o fim de semana já está aí à porta, apesar de no meu caso, eu ficar os dois dias a trabalhar.

 

(Este texto foi inicialmente publicado no antigo blog do MORE a 19 de Fevereiro de 2016)

28
Dez16

The Normal Heart | +Filme

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A HBO não para de nos surpreender. Acostumada a apresentar-nos sempre grandes produções, com este “The Normal Heart”, o canal por cabo americano não fugiu à regra. O filme foi exibido no canal há cerca de três anos atrás e desde então, muitos já assistiram e ficaram com as emoções à flor da pele. O filme foi tão elogiado, que até o próprio Presidente dos Estados Unidos da América, quis deixar a sua opinião em relação ao filme.

 

Protagonizado por Mark Ruffalo, que aqui apresenta-nos um registo completamente diferente daquele que estamos habituados a ver, “The Normal Heart” retrata o período da década de 80, onde começaram a surgir os primeiros casos de VIH/Sida, que inicialmente começou a ser designada por “A Doença dos Gays”. Mark Ruffalo interpreta aqui o papel de Ned, um gay activista, judeu e fundador de uma firma de advocacia voltada para casos relacionados com o vírus. Pela sua vida irão cruzar-se várias pessoas, incluindo o jornalista Félix, aqui interpretado pelo actor Matt Bomer, e que irá ser a grande paixão de Ned.

 

 

O filme é baseado na peça teatral de Larry Kramer, que mistura ficção e autobiografia. E para além dos actores já aqui mencionados, este filme realizado pelo mesmo criador da série “Glee”, Ryan Murphy, conta ainda com a participação de actores como Jim Parsons, Jonathan Groff, Taylor Kitsch, Alfred Molina e ainda uma maravilhosa Julia Roberts, que apesar de estar limitada a uma cadeira de rodas, tem aqui um desempenho maravilhoso que vale a pena assistir.

21
Dez16

Hawaii | +Filme

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Eu não sei mas na minha opinião, quem conhece os anteriores filmes do realizador Marco Berger, irá com certeza gostar deste “Hawaii”. Eu já tive oportunidade de ver alguns dos seus filmes, como “Plan B” e “Ausente” e cá para mim, este seu último filme realizado em 2013, é sem dúvida alguma o melhor da sua carreira como realizador.

 

Tenho no entanto que confessar que houve alguns aspectos no filme que não foram muito do meu agrado – como por exemplo a banda sonora – e para ser sincero, não percebi muito bem o porque do filme chamar-se “Hawaii”. É certo que bem próximo do fim do filme, é feito uma referência ao nome mas não acho que essa referencia tenha sido o essencial para dar ao filme o nome de “Hawaii”. E para mim faz-me alguma confusão um nome de um filme não ter nada a ver com a história. E como ultimamente tenho optado por arriscar em ver novos filmes, sem nunca antes ter visto o trailer deles, eu confesso que estava confiante de que o filme iria passar-se no Hawaii, coisa que não é verdade. Mas não se passando no Hawaii, o filme conta na mesma com um cenário maravilhoso, muito bem captado pelo realizador.

 

Neste filme voltamos a encontrar um dos actores que já trabalhou com o realizador. Em “Plan B” tínhamos um Manuel Vignau, disposto a inventar todas as desculpas e mais algumas, apenas para conseguir beijar o seu amigo. Agora em “Hawaii”, Manuel Vignau interpreta Eugénio, um personagem que pouco ou nada sabemos acerca dele mas que no decorrer da história vamos descobrindo. Para conseguir ter tempo e arranjar inspiração para um livro que está a escrever, Eugénio refugia-se na casa dos tios, a mesma casa onde durante a sua infância, passou todos os verões. Apesar da solidão inicial, tudo muda quando ele reencontra um amigo de infância, que lhe bate à porta a pedir um trabalho de verão. Esse amigo é Martín (Mateo Chiarino), que após vários anos de ausência, regressa a sua terra natal na esperança de encontrar estadia na casa de uma tia. Ao não encontra-la e sem ter mais família a quem recorrer, Martín passa a viver na rua e a fazer alguns arranjos na casa de Eugénio. Ao perceber que também Martín vive num mundo de solidão, Eugénio convida-o a viver na sua casa e os dois, aos poucos vão reconstruindo a amizade de infância mas entre os dois, sem nunca ser dito nada em palavras, começam a sentir um pelo outro algo mais do que uma mera amizade.

 

 

Uma vez mais Marco Berger abdica praticamente dos diálogos para criar uma história com cerca de mais de uma hora e meia de filme. Mas aqui os diálogos nem são tão necessários. Para perceber o que vai na cabeça de cada um dos dois protagonistas, basta estar atento ao silêncio, aos constantes olhares, as atitudes de ambos e às carícias disfarçadas de meros toques ao acaso. Num jogo de sedução onde não há espaço para as palavras, o realizador brinca com isso gerando vários momentos de provocação. Aliás! Marco Berger é perito em provocar-nos e durante todo o filme isso é constante. Sem nunca ser explicitamente referido o que um quer do outro, a verdade é que dá para perceber o intenso desejo que os dois sentem um pelo outro e a todo o momento a gente fica a pensar: mas quando é que eles se agarram, quando é que eles se beijam, quando é que eles terão o seu momento de amor/prazer? Enfim! O filme em certo ponto chega a ser frustrante, pois quando um dá um passo nessa direcção, parece que tudo volta atrás e dá mesmo a sensação de que o filme irá terminar sem que esses momentos aconteçam. Mas a intenção do realizador talvez seria mesmo essa. Provocar-nos e dar a entender que para criar uma bela história de amor, não é necessário recorrer aos beijos, aos abraços e as cenas de sexo. E embora isso seja um pouco revoltante para algumas pessoas – incluindo eu – a verdade é que está aqui um excelente trabalho por parte do realizador e dos protagonistas.

16
Dez16

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho | +Filme

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E hoje termino aqui com as minhas sugestões de cinema em casa. Calma! Quando digo termino, estou a referir-me ao facto de terminar com aquelas sugestões que fazem parte da minha lista de filmes favoritos, no que diz respeito a filmes de temática gay e que abordam o amor na adolescência. Sugestões é sempre algo que não vai faltar pelo MORE e amanha mesmo, deixo-vos com uma nova sugestão de cinema em casa, que só poderá ser visto, por quem é forte de estomago. Mas antes de começar por falar na sugestão de amanha, deliciem-se com a sugestão de hoje.

 

Se ao longo desta semana o objetivo era falar de filmes que abordam o amor inocente na adolescência, era praticamente impossível não referir um filme brasileiro que muito sucesso fez por onde andou. Estou é claro a falar do filme “HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO” que sim, faz parte da minha lista de filmes favoritos no geral. O filme é super ternurento e merece a atenção não só do público gay como também do público em geral. Aqui em casa já todos viram e não houve quem não passasse a amar esse filme, tanto como eu amo. Já tive a oportunidade de o ver várias vezes e… acreditem! Sou capaz de ver outras tantas vezes, pois não há como cansar-se dele.

 

Eu poderia aqui arriscar em dizer que já todo o gay que é gay, já viu este filme, mas nunca se sabe. Pode ainda haver por aí muito boa gente que ainda não tenha tido essa oportunidade, mas se assim é, estão à espera do quê? É que na minha opinião, eu diria até que o visionamento deste filme é obrigatório e… enfim! Deixem-me lá desvendar um pouco do que se trata este filme, numa de tentar convencer aqueles que ainda não o viram.

 

E para conhecerem melhor este “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, o melhor mesmo é começar por onde tudo começou, que foi em 2010, quando o jovem realizador Daniel Ribeiro, apresentou-nos a maravilhosa curta-metragem “Eu Não Quero Voltar Sozinho”, curta essa que facilmente encontra-se pelo YouTube. Na altura, a curta começou por ser exibida em alguns Festivais de Cinema e ela foi muito bem recebida pelos críticos. Mais tarde e de forma a que todos tivessem a possibilidade de ver essa obra-de-arte, a curta passou a estar disponível em vários canais de vídeo pela internet e o sucesso foi geral, não só pelo Brasil mas também um pouco por todo o mundo, inclusive Portugal. Quatro anos depois desse grande sucesso que foi a curta, o realizador quis pegar no mesmo argumento, e fazer dele uma longa-metragem que à semelhança da curta, teve um enorme sucesso. A crítica em relação à longa é praticamente a mesma por onde o filme passou. Sem sombra de dúvidas, Daniel Ribeiro soube como contar uma história com uma ternura imensa, que facilmente, cativa qualquer pessoa que assista a esse “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”.

 

O filme conta a história de um jovem cego chamado Leonardo (Ghilherme Lobo) que tem como melhor amiga, a jovem Giovana (Tess Amorim). Dá para perceber que os dois são já grandes amigos de longa data e estão sempre colados um ao outro. No entanto, a chegada de um novo aluno à escola, irá fazer com que a rotina diária dos dois amigos, se altere um pouco. E esse novo aluno é o jovem Gabriel (Fabio Audi), um jovem muito simpático e bonito, que rapidamente fica amigo de Leonardo e Giovana. E Leonardo, apesar de ser cego e por isso não ter noção da beleza exterior do novo aluno, rapidamente ele se apercebe da beleza interior do jovem e começa a sentir coisas estranhas consigo mesmo. Coisas essas que fazem com que Leonardo se apaixone por Gabriel mas… será que Gabriel sente o mesmo pelo jovem cego? E será que Giovana irá perceber esse sentimento que o seu melhor amigo tem por um colega de turma? A essas perguntas eu não vou responder. Sugiro apenas que vejam o filme do principio ao fim, que tem momentos extras e diferentes, se formos comparar à curta-metragem.

 

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E se no final do filme ficares com aquela sensação boa de que queres ver mais, há uns tempos atrás na conta de Facebook do ator Fabio Audi, o jovem deixou escapar que poderia estar para breve uma continuação do filme mas nada ficou confirmado. Tratou-se apenas de uma vontade de ator e claro, uma vontade de todos os fãs que desejam ver mais e mais desta história super querida entre o Leonardo e o Gabriel.

19
Nov16

El Tercero | +Filme

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Aqui estou eu para deixar-vos com mais uma sugestão de cinema em casa e com uma temática gay. E a sugestão de hoje trata-se de um filme que não chega a ser mau de todo. Acredito que ele não seja apreciado pela grande maioria de vocês mas apesar de ser um pouco estranho, houve partes nele que eu até gostei e sendo assim, acho que fazia todo o sentido deixar aqui a minha recomendação.

 

Já vi esse filme há uns tempos atrás, numa altura em que quando procurava um outro filme, dei de caras com esse e mesmo sem saber muito em relação a ele, sem nunca ter espreitado o seu trailer, assim às escuras resolvi assisti-lo e creio que não me arrependi. Claro que o filme não foi uma grande surpresa para mim, pois eu até já tinha lido a sinopse que circula pela net e praticamente, com aquilo que lemos, já dá para prever que não devemos esperar muito do filme mas valeu a pena. Houve momentos no filme demasiado chatos e longos mas no geral, o filme até agrada.

 

Realizado por Rodrigo Guerrero, o filme conta com a presença de um actor Argentino que já nos habituou com a sua presença em filme de temática gay. Quem está atento a esse tipo de filmes, irá com certeza reconhecer o actor Carlos Echevarría de filmes como Ausente (2011) e Solo (2013). Em EL TERCERO, o actor contracena ao lado de mais dois actores e tal como o próprio nome do filme indica, este filme conta apenas com a presença de três actores que ao longo de 70 minutos, contam uma história dividida em três partes.

 

O filme começa numa sala de chat, onde o jovem Fede (Emiliano Dionisi) conhece um casal, Franco (Nicolás Armengol) e Hernán (Carlos Echevarría). Entre os três parece haver uma química logo de imediato e por isso, Fede é convidado a passar pela casa do casal, afim de terem todos juntos uma noite bem agradável. A cena do chat é longa, estranha, um pouco aborrecida mas sejam resistentes. Não desistem logo à primeira pois já em casa dos dois homens, que já vivem juntos há alguns anos, passa-se depois uma longa cena na sala de jantar, onde os três, à medida em que vão jantando, vão conhecendo um pouco a história de cada um deles. Essa cena pode ser novamente longa, pode ser demasiado parada, mas acaba por ter diálogos interessantes e confesso que foi das partes do filme que eu mais gostei. Depois desse longo jantar, dessa longa conversa entre eles, surge a parte final do filme e que já todos esperavam que iria acontecer, o momento em que os três iriam partilhar a mesma cama e ter uma noite de amor/sexo/prazer, um momento que irá para sempre mudar a vida de cada um deles.

 

 

O filme não promete muito, não quis ser muito ousado mas mesmo assim, na minha opinião, tratando-se de um filme realizado por alguém que ainda não tem muito experiência com longas-metragens, o resultado final até foi agradável. Claro que não vale a pena criar altas expectativas em relação a ele mas este El Tercero acho que merece a nossa atenção. É claro também que este não é o tipo de filme para se ver em família, devido a cena carnal entre os três (se bem que o filme não mostra nada de especial) mas olha, aqui fica a sugestão e caso decidam assisti-lo, partilhem aqui comigo a vossa opinião.

05
Nov16

Behind The Candelabra | +Filme

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Há já imenso tempo que andava para ver este “BEHIND THE CANDELABRA” mas sem saber porque, andava sempre a adiar. No entanto, há uns dias atrás não quis esperar mais. Peguei no filme e fiquei surpreendidos com aquilo que vi. Na verdade eu até já sabia que o filme iria valer a pena, pois na altura em que o filme passou pelo canal HBO, só cheguei a ler boas notícias em relação a ele. As críticas eram todas boas e por isso, tinha quase a certeza de que iria gostar. E realmente gostei! Este “Behind the Candelabra” foi uma surpresa bastante agradável, que conseguiu superar as minhas expectativas e por isso, hoje aqui fica a minha nova recomendação para quem quer ver um bom filme e não sabe qual deles escolher.

 

Ainda está na minha memória, o dia em que tomei conhecimento deste filme pela primeira vez. Foi numa altura em que o sites davam a notícia de que este filme não iria ser exibido nas salas de cinema, pois o realizador do filme, Steven Soderbergh, já muito conhecido por outros grandes filmes, andava a ter muita dificuldade em arranjar uma produtora que estaria interessado em comercializar o filme, pois segundo elas, este “Behind the Candelabra” era um filme “demasiado gay”. Enfim! Nunca percebemos muito bem o que eles queriam dizer com isso, até porque há filmes bem mais “gays” do que este e que chegam a ser comercializados. Mas isso agora não interessa! A HBO, que tem faro para reconhecer algo que possa vir a ter sucesso, resolveu apostar neste filme e fez muito bem. O filme como já aqui dissemos foi muito bem recebido pela crítica e chegou até a ganhar imensos prémios, incluindo dois Globos de Ouro.

 

O filme conta a história de Wladziu Valentino Liberace (Michael Douglas), ele que foi um pianista prodigioso que se tornou um ícone da América dos anos 1960/70, com os seus espectáculos extravagantes e inusitados, onde misturava o virtuosismo do piano clássico com as músicas populares da época. Neste filme, é contada a tempestuosa relação com o jovem Scott Thorson (Matt Damon), seu secretário e amante desde 1977, cuja relação terminou num escândalo público, depois de seis anos de intensa cumplicidade. Em 1987, pouco antes de morrer, Liberace faz um último telefonema ao ex-amante, com quem, finalmente, encontra forma de se reconciliar.

 

 

Este é um drama biográfico que se inspira no livro de memórias do próprio Scott Thorson, "Behind the Candelabra: My Life with Liberace", onde é descrita a sua vida com o músico. E apesar de eu por aqui não ser propriamente fã nem do realizador e nem mesmo dos dois protagonistas do filme, a verdade é que tenho que ser justo. Tanto o actor Michael Douglas, que aqui está irreconhecível, como o actor Matt Damon, estiveram excelentes nos seus papéis. Muito longe daquilo que normalmente costumam fazer e… vale a pena ver! Tenho a certeza que não irão arrepender-se…

29
Out16

I Do | +Filme

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No que diz respeito ao cinema, é impressionante como às vezes às maiores surpresas vêm por parte daqueles filmes que nós nunca ouvimos falar. Por aqui em Portugal, os nossos canais de televisão insistem em passar sempre os mesmos filmes. A toda a hora só passam filmes que semanas antes já tinham sido exibidos umas quantas vezes e depois, tantos outros filmes que até mereciam o seu momento de destaque, acabam por ser esquecidos. E é pena! Bons filmes, pouco conhecidos por muitos, são verdadeiras pérolas que deveriam ter o seu momento para brilhar. Hoje deixo-vos aqui uma dessas sugestões. Um filme que nunca tínha ouvido falar, desconhecia por completo a sua história e nem mesmo tínha conhecimento do seu trailer. No entanto resolvi arriscar em vê-lo e fiz muito bem em dedicar cerca de hora e meia ao filme. “I DO” é assim que se chama a sugestão de hoje e o filme é uma excelente alternativa para quem deseja ver algo novo, algo fresco, algo que realmente irá conseguir tocar no nosso coração.

 

Apesar da história não ser propriamente nova, pois já outros filmes pegaram nessa mesma formula, a verdade é que o realizador Glenn Gaylord conseguiu contar-nos a história de uma maneira diferente. Deu ali um toque especial que fez com que o filme se tornasse também especial. Num misto de drama, romance e até alguma comédia, este filme conta a história de Jack Edwards (David W. Ross), um homem que após a morte do seu irmão, dedica a maior parte da sua vida à cunhada e a sobrinha Tara (Jessica Tyler Brown) que o ama de paixão. Ele é o tio gay da menina e os dois são inseparáveis. No entanto, apesar de já estar a viver nos Estados Unidos, Nova Iorque, há já muitos anos, Jack corre o risco de ser deportado para o Reino Unido, pois está a ter muita dificuldade em actualizar o seu visto de residência. Para resolver esta situação ele só encontra uma solução, casar-se. E a mulher que aceita casar-se com ele, é a sua melhor amiga Ali (Jamie-Lynn Sigler), lésbica assumida, que pelo amigo está disposta a tudo. Mas as coisas depois não correm como esperado. Sem que Jack estivesse à espera, surge na vida dele o espanhol Mano (Maurice Compte) e o amor bate-lhe à porta. E quando parecia que o seu visto de residência já estava garantido, as coisas começam a complicar-se. O casamento falso deixa de funcionar e Jack receia que tenha que sair da América e deixar para trás as pessoas que mais ama na vida.

 

 

O filme até nem chega a ser muito ambicioso mas como já aqui disse, apesar dessa história já ter sido contada em outros filmes, este “I Do” está na minha opinião, muito bem conseguido. Tirando a personagem do Mano, que parece estar muito forçada, todos os outros personagens estão fantásticos e o desempenho dos actores está também maravilhoso. Dou destaque à pequena Jessica Tyler Brown, que aqui interpreta a pequena Tara que tem dos momentos mais queridos de todo o filme. Apesar de pequena, ela demonstra uma maturidade que… só mesmo vendo o filme para compreender e eu por aqui, recomendo a 100%. Este é daqueles filmes que poderia muito bem ser apresentado numa sessão da tarde de fim-de-semana num dos nossos canais de TV mas… infelizmente filmes tão bons como esse não chegam até nós.

22
Out16

Five Dances | +Filme

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Eu sou fanático por cinema. Não consigo viver sem ele e por isso, como já devem ter percebido, com alguma frequência serão aqui deixadas várias sugestões de cinema para ver em casa ou fora dela, de filmes com uma temática gay ou nem por isso. Para hoje, a sugestão trata-se do filme FIVE DANCES, um filme dividido em cinco capítulos, cinco danças diferentes e que conta uma história de amizade e amor entre cinco bailarinos. O filme é realizado por Alan Brown, o mesmo que em 2011 apresentou-nos o filme Private Romeo que em breve, será também aqui sugerido no MORE. O filme não chega a ser de cinco estrelas mas não posso negar que tem alguns certos momentos interessantes e que vale a pena assistir.

 

“Five Dances” acompanha a história do bailarino Chip Daniel (Ryan Steele), um jovem de 18 anos que pouco ou nada sabemos sobre a sua vida e aquilo que sabemos é que ele é um excelente bailarino e que junto com outros quatro bailarinos, ensaiam para um espetáculo de dança contemporânea. Entre esses bailarinos encontra-se o jovem Theo (Reed Luplau), um jovem bonito, misterioso e que apaixona-se por Chip. E de um modo geral, esta é a história deste “Five Dances”, um filme que não fez questão de dar muita importância aos diálogos, mas por outro lado quis apostar na banda sonora e nos belos momentos em que os bailarinos encontram-se a dançar. Esses sim, são momentos lindos para quem aprecia a dança e talvez venham a gostar.

 

 

Apesar do resultado final parecer algo um tanto amador, com protagonistas que não primam pelo seu talento na hora de representar, a verdade é que eu gostei do filme. Pode parecer um pouco maçador mas como já aqui disse, há cenas que merecem a nossa atenção e se formos a ver bem, existem tantos outros filmes piores do que esse.

17
Out16

Holding The Man | +Filmes

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Hoje estou aqui para falar-vos de mais um filme que… me fez chorar. Sim! Depois de o ver, sentado no sofá eu chorei, chorei porque tinha as emoções todas à flor da pele. Eu sou um tipo romântico. Às vezes pode não parecer, mas eu sou romântico. Acredito nas histórias de amor e adoro uma bela história de amor. Na idade que tenho, é ridículo dizer isso, mas eu acredito nos contos de fadas, acredito em príncipes encantados, mas infelizmente, sei que nem sempre uma bela história de amor termina com «o viveram felizes para sempre». E infelizmente, a história do filme que hoje irei sugerir é uma dessas histórias, tristes, com um final dramático, mas que mesmo assim faz-me acreditar no amor. O amor que é a coisa mais bela do mundo, a coisa mais forte e… o amor é assim!

 

Holding The Man2.jpg

 

HOLDING THE MAN” é o nome de mais um dos filmes que está disponível no catalogo do Netflix. Há já imenso tempo que o Netflix, mediante aquilo que eu vejo, andava a sugerir esse filme, mas eu sempre andei a adiar. Mas hoje resolvi ver. Não tinha nada para fazer, nada para ver e por isso, dediquei um pouco mais de duas horas a ver este filme que eu simplesmente amei. Adorei do principio ao fim, apesar de um pouco depois do inicio, ter percebido logo de imediato, que este filme não iria terminar bem. Soube logo que iria ser um drama, soube logo que iria chorar e sim, chorei. Chorei por causa da bela história de amor entre o jovem Tim, um sonhador e aspirante a ator, que apaixona-se por John, um jogador de futebol. Os dois apaixonam-se na adolescência e apesar de todas as dificuldades que passam por causa da família e por causa da sociedade em geral, o seu amor acaba por ser mais forte do que tudo. Supera as dificuldades, os ciúmes, as crises que por norma todos os casais têm e juntos, os dois vivem uma história de amor que se prolonga por durante 15 anos. História essa que é real e que foi deixada por escrito no livro “Holding The Man”, pelo Timothy Conigrave que no filme é interpretado pelo ator Ryan Corr. Eu como gosto sempre de depois ver mais e saber mais, no final do filme, andei à procura do livro pela internet, mas infelizmente, ao que parece, ele nunca foi editado em português, no entanto pareceu-me encontrar uma edição em espanhol. Infelizmente, parece que não vou conseguir ter acesso ao livro que serviu de inspiração para este maravilhoso filme, realizado por Neil Armfield e que conta com algumas participações muito especiais de Anthony LaPaglia, Guy Pearce e Geoffrey Rush.

 

Holding The Man Poster.jpg

 

Para além da história ser muito bela e triste, este filme conta com uma banda sonora espetacular. Vale a pena ouvir! E claro, vale mesmo a pena ver este filme. Eu diria que ele é cinco estrelas e ao que parece, o filme foi muito elogiado pela crítica e chegou a ganhar a alguns prémios em festivais de cinema por onde passou e… por agora, nada mais digo. Apenas aceitem essa minha sugestão e depois partilhem comigo as vossas opiniões.

15
Out16

August | +Filme

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Lembram-se da curta-metragem que foi ontem aqui apresentada? E chegaram a vê-la? Pois então hoje iremos aqui deixar uma nova sugestão de cinema em casa em que a história do filme é precisamente a mesma história da curta. E não é só a história que é semelhante à curta de ontem. Para além de contar a mesma história, a sugestão de hoje conta com o mesmo elenco a representar os mesmos papéis e conta ainda com o mesmo realizador. Como é que isso é possível? Simples! Em 2005 o realizador Eldar Rapaport deu-nos a conhecer a curta “Postmortem” e seis anos depois, o mesmo realizador resolveu pegar na mesma história e desenvolveu-a acrescentando novos personagens e histórias secundárias. O resultado final foi este “AUGUST”, um filme que já há muito andava curioso para ver e agora que já o vi, aqui fica a recomendação.

 

 

August” conta como protagonista o actor Murray Bartlett, que apesar de já ter participado em vários projectos, hoje ele é mais conhecido por ser um dos protagonistas da série “Looking” do canal por cabo americano HBO. Neste filme, que me conseguiu emocionar com a sua história, Murray Bartlett interpreta o solteirão Troy, que após passar cinco longos anos na Espanha, regressa à América disposto a ter de volta tudo aquilo que deixou para trás. E uma das coisas que ele pretende reatar é o amor de Jonathan (Daniel Dugan), um ex-namorado que sofreu muito com a sua ausência mas que ao lado de Raul (Adrian Gonzalez), conseguiu refazer a sua vida. O problema é que Jonathan ainda não esqueceu de vez Troy. Entre eles ainda existe um laço muito forte e o grande dilema nesta história toda é: qual dos dois amores irá falar mais alto? O amor de Troy, que por muito que possa dizer o contrário, pretende ser sempre um espírito livre, ou o amor de Raul que… meu Deus!! Nós ficamos simplesmente apaixonados por aquela personagem. Para além do actor ser verdadeiramente bonito, a sua personagem é a mais querida de todas. Arrisco mesmo em dizer que o Raul é o homem que todos os gays (e mulheres) gostariam de ter ao seu lado. Querido, carinhoso, amoroso, enfim! Para além de tudo isso, Raul ainda teve que passar por vários sacrifícios para estar junto de Jonathan e será que é esse amor que irá falar mais alto? Eu por aqui apostei logo de imediato no amor de Raul mas para saberem como esta história termina, o melhor mesmo é assistirem ao filme. E não vale dizerem que já viram a curta e que isso foi o suficiente. Apesar das histórias e os personagens serem os mesmos, tudo irá desenrolar-se de maneira diferente e acreditem, o filme vale mesmo a pena.

05
Out16

Those People | +Filme

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Para aqueles que tal como eu, procuram mais variedade por entre o catálogo Netflix, hoje deixo-vos como uma sugestão de cinema em casa, que facilmente encontras pelo serviço de setreaming. Trata-se de um filme com uma temática gay e sim! Parece que o Netflix anda a apostar em filmes com essa temática e espero que em breve, o catalogo de filmes com uma temática LGBT seja ainda maior.

 

A sugestão para hoje chama-se “THOSE PEOPLE” e apesar do filme não ser nada por ali além, eu acho que ninguém irá se importar de reservar 89 minutos da sua vida, para assistir a esse filme. Nem que seja somente pelos protagonistas que são tão fofos, tão queridos enfim… dá vontade de os trazer para casa.

 

Those People” é um drama. É também um romance, mas na sua maior essência é realmente um drama. Um drama acompanhado por alguma música clássica e que nos mostra a estranha relação entre um grupo de cinco jovens amigos. Por tratar-se de um drama, ao longo dos vários minutos, o filme bem tenta ali puxar algumas das nossas lágrimas, mas no meu caso isso não aconteceu. O filme está bonitinho, mas não é daqueles filmes que facilmente nos fazem chorar. Não chega a ser muito convincente e talvez muito por causa do desempenho dos protagonistas, que apesar de serem realmente muito fofos, parecem mais é um bando de amadores.

 

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Those People”, que é realizado pelo jovem Joey Kuhn, que também assina o argumento, conta a história da amizade de longa data entre Charlie (Jonathan Gordon) e Sebastian (Jason Ralph). Os dois, conheceram-se ainda criança e apesar de ambos serem homossexuais e de aos olhos de todos, facilmente todos perceberem que Charlie é perdidamente apaixonado por Sebastian, este último nunca quis entregar-se ao amor, para nunca estragar a amizade de ambos. De uma forma invejosa e até injusta, Sebastian quer Charlie só para si, mas em nenhum momento dá-lhe aquilo que ele quer em troca. E é num momento de crise e de depressão na vida de Sebastian, que sofre na pele, pelos erros do pai corrupto, que Charlie encontra Tim (Haaz Sleiman), um pianista que tem todas as características para ser o amor da sua vida mas, a relação com Sebastian é complicada e incompreendida. Será que por causa disso, esse novo amor não terá pernas para andar?! Bem! A resposta já sabem que não sou eu quem irá dar. Vejam o filme e descubram com quem o jovem Charlie irá ficar e depois, partilhe aqui comigo à vossa opinião em relação ao filme e as decisões do personagens…

19
Set16

Há Sempre uma Primeira Vez | +Filme

Toute Premiere Fois (sugestão).jpg

 

E no seguimento do artigo anterior, vou falar-vos de um filme que já vi, ou melhor, revi no canal TVCine2. Na versão antiga do blog (que podes ver aqui), já eu tinha falado deste filme. Filme esse que até chegou a passar nas nossas salas de cinema em Portugal, mas que na altura não tive a oportunidade de o ver no grande ecrã. Mas não faz mal! Felizmente este filme passou pelos canais TVCine e vai voltar a repetir. Por isso, se depois de leres este meu artigo estiveres curioso em relação a ele, o filme irá ser novamente exibido no canal TVCine2, no próximo dia 14 de Outubro (sexta) pelas 02h30 e ainda às 12h20.

 

E afinal, que filme é esse que eu irei sugerir? Pois bem! Trata-se de um filme francês, chama-se “Há Sempre uma Primeira Vez” e depois de o ter revisto, como a minha opinião em relação a ele mantem-se, vou apenas transcrever aqui a opinião que já aqui tinha deixado no passado dia 12 de Outubro de 2015. Ora vejam:

 

« TOUTE PREMIÈRE FOIS (ou em português "Há Sempre uma Primeira Vez"), é uma comédia interessante que conta a história de um homem, Jérémy Deprez (Pio Marmaï), que aos 15 anos assumiu perante tudo e todos a sua homossexualidade e agora, aos 34 anos, apesar de ter um relacionamento sério e duradouro com Antoine (Lannick Gautry), ele viveu pela primeira vez a experiência de ter tido sexo com uma mulher. E a felizarda (ou não!) foi Adna (Adrianna Gradziel), uma estranha mulher que surge na vida de Jerémy e que faz com que toda a vida do homem vire de cabeça para baixo. Com uma única experiência sexual com uma mulher, Jerémy começa a questionar se realmente pretende casar e passar o resto dos seus dias ao lado de um homem, ou se prefere então conhecer melhor esse novo sentimento. Saber se valerá a pena dar uma oportunidade a essa nova experiencia sexual, que pode vir a tornar-se num grande amor. Ao seu lado, para o ajudar nessa difícil decisão, ele tem a companhia de uns pais muito liberais e radicais, que amam de paixão Antoine, o namorado do filho, e não veem a hora de os dois se casarem. Mas Jerémy conta ainda com o apoio do seu melhor amigo Charles que... enfim! Apaixonei-me! Sim! Estou mesmo muito apaixonado pelo actor Franck Gastambide que é lindo! Mesmo muito lindo! Tem um sorriso maravilhoso, um corpo espetacular, um movimento de pénis que... Oh meu Deus! Faz com que um homem desses surja na minha vida, pois eu já ficaria feliz para toda a eternidade. Mas enfim! Acho que já estou a fugir um pouco do tema. Esse seu amigo Charles, sem querer tomar partido de ninguém, nem de Adna nem de Antoine, irá fazer com que o seu amigo perceba realmente aquilo que é e o que quer. E com quem será que Jerémy irá ficar no final?? Pois! Acho que essa foi mesmo a desilusão do filme.

 

Para comédia o filme até está engraçado. Tem alguns momentos divertidos e aquela família do Jerémy é uma coisa do outro mundo. Tanto os pais, como a irmã e o cunhado são super hilariantes, mas... o filme não conseguiu ser totalmente do meu agrado. Sabem?! Eu estou muito habituado a ver história de homens (heterossexuais convictos) que de repente, descobrem outros prazeres e apaixonam-se por homens. Acho que com este "Há Sempre uma Primeira Vez", foi realmente a primeira vez que vi o inverso a acontecer. Um homossexual convicto, a de repente envolver-se com uma mulher e a apaixonar-se por ela. De tal forma que abandona tudo para ficar com ela. Pode parecer um preconceito da minha parte mas para mim é estranho isso acontecer e por isso, foi muito difícil simpatizar-me com a personagem Adna. Uma personagem que até é muito querida, que só queremos desejar o bem a ela mas... quando ela mete-se no meio de um relacionamento tão bonito de dez anos, a vontade que eu tive foi mesmo de esgana-la. Foi de cuspir na cara dela, ou no copo de champanhe que ela um dia irá beber. Por ter visto o inverso daquilo que estou habituado, este filme foi estranho. Não consigo dizer se gostei ou não e acho que terei que ver uma segunda vez, deixando os preconceitos de lado, para então chegar a uma conclusão. »

 

Toute Premiere Fois (poster).jpg

 

E sim! Agora que já vi uma segunda vez, continuo com aquela mesma sensação de não saber se gostei ou não do filme. Duma coisa eu sei, ri-me bastante com ele e sim, vale a pena assistirem ao filme. Por isso, aqui fica a minha primeira sugestão de cinema em casa, neste recomeçar do zero do MORE. Espero que esta e outras sugestões que ainda estão para vir sejam do vosso agrado e claro, conto ainda com as vossas opiniões e sugestões.

30
Jan16

Livros | O Terceiro Travesseiro (de Nelson Luiz de Carvalho)

O_TERCEIRO_TRAVESSEIRO_capa


 


No passado dia 22 de Janeiro, fiz a minha primeira compra através do Google Play para o meu smartphone. Comprei um livro mas confesso que apenas fiz isso, porque o livro que eu queria, não se encontra à venda no formato de papel, nas livrarias em Portugal. Eu já há muitos anos que tinha conhecimento desse livro, já muito tinha ouvido falar (bem) dele e assim que descobri que ele estava à venda no Google Play, não hesitei, comprei! E não me arrependo!


 


O livro em questão chama-se “O TERCEIRO TRAVESSEIRO” e é da autoria do brasileiro Nelson Luiz de Carvalho. Em apenas três dias li todo o livro e devo confessar que adorei! Gostei mesmo apesar do desfecho não ter sido muito do meu agrado e de também não ter ficado muito satisfeito com alguns acontecimentos no livro. No entanto, para quem procura uma boa história de amor entre dois jovens rapazes apaixonados, aqui está uma boa opção. Pena é que esse livro não tenha sido editado em Portugal, mas no formato ebook, não é caro e até lê-se muito bem. Eu li-o no meu smartphone e gostei da experiência. Aliás! Até já comprei um segundo livro do mesmo autor, que está também disponível no Google Play.


 


Neste “O Terceiro Travesseiro”, Nelson Luiz de Carvalho relata os acontecimentos reais da vida de Marcus, um jovem como qualquer outro rapaz de 16 anos, que apaixonado pelo seu melhor amigo de longa data, o Renato, um dia resolve expor os seus sentimentos ao seu amado. Daí, surge então uma bela história de amor entre Marcus e Renato e tendo já a noção de que esse amor será para sempre, os dois resolvem contar aos pais acerca do seu amor e da sexualidade de ambos. De inicio a coisa não será muito bem vinda por parte dos pais de ambos, mas quando já tudo parece estar mais calmo, surge de repente um terceiro elemento nessa relação, que provoca um enorme estrago na vida dos dois apaixonados e... o melhor é não contar muito mais. Fico-me por aqui mas não sem antes, voltar a recomendar a 100% este livro. Vale a pena e eu tenho a certeza que irão gostar.


 


Entretanto, se conhecerem livros de temática gay, escritos em portugues, seja em formato de papel ou em digital, partilhem essa informação comigo. Eu gostava muito de ter acesso a outros livros, a outros romances como esse “O Terceiro Travesseiro”.

29
Jan16

Cinema | The Danish Girl (Tom Hooper_2015)

a rapariga dinamarquesa_img

 

 

 

Ontem foi dia de cinema. Fui ver um filme que pessoalmente a mim, diz-me muita coisa. Mas isso são conversas para outros artigos. Em relação ao filme, eu já tinha muita curiosidade em vê-lo, desde o dia em que vi pela primeira vez o trailer e que aliás, até falei dele aqui no blog há uns meses atrás. O filme já está em exibição desde o passado dia 31 de Dezembro e por isso, ele já não está presente em muitas das salas de cinema em Lisboa. No entanto, felizmente ainda consegui encontra-lo no El Corte Inglês e depois de ter visto o filme até ao fim, ou melhor, bastou ver os primeiros minutos do filme para que eu tivesse a certeza absoluta de que este “THE DANISH GIRL” era simplesmente maravilhoso!

 

 

 

Realizada por um homem que já está habituado a presentear-nos com grandes filmes, Tom Hooper soube uma vez mais surpreender-nos com uma obra de arte que merece toda a nossa atenção. Contando-nos aquela que poderá ter sido a história real daquela que foi a primeira transexual do mundo, Tom Hooper agarrou em dois artistas maravilhosos e com eles, soube fazer um filme lindo, um filme carregado de emoção, um filme muito delicado, um filme perfeito aos meus olhos, que durante o filme, não conseguiu conter algumas lágrimas e no fim... bem! No fim não consegui resistir! Enquanto os créditos passavam, deixei-me ficar ali a chorar pois é como eu disse no inicio deste texto, a história deste filme, por questões pessoais, mexe mesmo muito comigo.

 

 

 

O filme em si, não está nomeado para os Oscars, nem mesmo o realizador conseguiu essa proeza, no entanto, “A Rapariga Dinamarquesa”, conta com 4 nomeações, duas delas em categorias importantes. A de Melhor Actor e a de Melhor Actriz Secundária. E por aquilo que vi neste filme, apesar de ainda não conhecer o trabalho de todos os outros nomeados, acho que os protagonistas deste filme merecem ganhar o Oscar. O desempenho de ambos foi tão maravilhoso, tão convincente que facilmente eles tocaram no meu coração. Deixaram lá uma marca profunda, ao ponto de eu saber que tão cedo, não me irei esquecer desse filme.

 

 

 

Eddie Redmayne, por quem eu já sou apaixonado por ele desde o filme “Desejos Selvagens” (2007), onde ele era o objecto de desejo da própria mãe, aqui interpreta o papel de Einar Wegener, um pintor famoso da Dinamarca, que casado com Gerda (Alicia Vikander), aparenta ter uma vida feliz. Tudo na vida deles altera-se, quando Gerda, também ela artista, pede para que o seu marido vista umas meias de senhora, calce uns sapatos de senhora, e pede para que ele, pose para ela, já Gerda queria terminar uma das suas pinturas. Com essa atitude, algo que já estava adormecido há alguns anos, volta a despertar e com força na mente de Einar. Ao perceber que gosta de vestir-se e comportar-se com uma mulher, Einar, juntamente com a sua esposa, acabam por criar uma personagem, a doce Lili. Só que enquanto que para Gerda, a Lili não passa apenas de uma mera brincadeira, aos poucos, Einar vai percebendo que afinal não se consegue mais livrar-se da Lili. E quando Gerda percebe que o seu marido já não é o que era, isso irá ser um grande choque para a mulher que é perdidamente apaixonada por Einar. Apaixonada por aquele pintor que já não quer ser pintor, por aquele homem que já não quer ser homem ou pior, apaixonada por homem que na verdade nunca se sentiu homem, mas sim mulher. E claro que em plenos anos 20, um homem dizer que afinal, nasceu no corpo errado e sente que é mulher, aquilo era considerado loucura. Para os médicos, Einar estava completamente louco. Era esquizofrénico e tinha urgentemente que ser internado. A única pessoa que acreditou nele, que acreditou que na verdade Einar estava num corpo errado e que sim, ele era na verdade uma mulher, foi a sua própria esposa. Uma esposa que amava o seu homem e que mesmo sabendo que iria perder esse homem, esteve sempre do seu lado e ajudou-a a tornar-se numa mulher.

 

 

 

O desempenho Eddie Redmayne é maravilhoso. Vê-se mesmo que o jovem actor entregou-se de corpo e alma a essa personagem. Qualquer um que olhe para ele no filme, fica realmente convencido de que ele está preso num corpo que não é o seu mas, para além da sua maravilhosa interpretação, não posso deixar de salientar aqui o maravilhoso trabalho de Alicia Vikander. Tirando este filme, eu não me recordo de a ter visto em mais nenhum outro filme mas só com esse “A Rapariga Dinamarquesa”, eu fiquei rendido. Ela é uma excelente actriz e na pele de Gerda Wegner, acho até que consegue roubar toda a atenção. Apesar do filme contar a história do homem que quer ser mulher, o filme na verdade centra-se nesta Gerda que, nos anos 20, já estava muito a frente para o seu tempo. Eu próprio apaixonei-me pela Gerda. Eu próprio ambicionei ter uma mulher daquelas na minha vida e... que bom seria este mundo, se todos tivessem um coração tão grande como o dela. Adorei a personagem, adorei a actriz e muito sinceramente, estou a torcer por ela na corrida ao Oscar de Melhor Actriz Secundária.

 

 

 

a rapariga dinamarquesa_poster

 

 

 

Enfim! Depois de tudo o que já aqui disse, acho que já ficou bem claro que eu amei este filme e que recomendo a 100%. Assim que possível, vão vê-lo e preparem-se para as lágrimas que eu tenho a certeza que irão escorrer pelos vossos olhos.

 

 

 

Um abraço e até ao próximo filme...

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