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MORE

Num só blog, está tudo aqui! O MORE tem desabafos/opiniões em relação a mim e ao que se passa à minha volta. Tem sugestões de cinema, televisão e não só. E tem mais, muito mais...

01
Out17

Jonathan | +Filme

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Sinopse: Além de trabalhar na fazenda, Jonathan (Jannis Niewöhner) ultimamente tem cuidado incansavelmente do seu pai doente, Burghardt (André Hennicke). Quando ele conhece Anka (Julia Koschitz), uma mulher que veio cuidar do seu pai, Jonathan se apaixona. Mas, além dela, também aparece Ron (Thomas Sarbacher), um antigo amigo de infância do pai, e junto com ele um segredo familiar que amplia a visão de mundo do garoto.

 

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MORE review: O filme é interessante. E apesar de diferente de tudo aquilo que estou acostumado a ver, eu posso até dizer que gostei do filme. A homossexualidade aqui, não é retratada através do jovem Jonathan, mas sim através do seu pai, que durante toda uma vida inteira, escondeu a sua homossexualidade e as razões da morte da mãe do seu filho. Podemos até dizer, que esse filme retrata o amor na terceira idade, apesar dos atores não serem tão velhos assim e retrata ainda o amor de um homem por outro homem, que está em fase terminal da vida. A história é original, o elenco está de parabéns e apesar de ter sentido um certo desconforto em algumas cenas do filme, este "Jonathan" conseguiu surpreender.

 

 

Um breve à parte: É impossível não referir aqui o jovem Jannis Niewöhner que... meu Deus! O jovem é lindo de morrer. Fiquei perdidamente apaixonado por ele. Pelo seu rosto, pelo seu sorriso, pelo seu corpo... ai, ai, ai!! Só a mim é que não me cai um homem desses no terreno.

 

Para mais sugestões de filmes com uma temática LGBT, passem pelo novo blog MORE CINE GAY...

 

25
Ago17

Akron | +Filme

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Quem procura filmes de temática gay pela internet, facilmente os encontra. Infelizmente, em Portugal, poucos são os filmes temáticos que chegam até nós através da via comercial ou até mesmo pela TV. Por isso, na falta desses filmes pelo cinema e TV, e quando queremos ver algo diferente, a solução é mesmo a internet. E foi através da internet que eu cheguei até ao filme que hoje irei sugerir.

 

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Chama-se “AKRON” (que é o nome de uma cidade americana) e o filme é simples, não tem nada de especial, mas chega a ser (meramente) interessante. É diferente! Normalmente, quando procuramos um filme de temática gay onde os protagonistas são dois jovens que se apaixonam, ficamos logo a achar que por aí, vem um filme dramático, onde os pais desses jovens não aceitam a relação dos dois e pior, não aceitam a homossexualidade deles. Com isso, sabemos logo que eles vão sofrer, que vai haver lágrimas e muitas vezes, o final é triste. Com este “Akron” as coisas foram um pouco diferentes. Temos na mesma um filme dramático, mas aqui, não há pais contra a homossexualidade dos jovens, muito pelo contrário. Há pais muito liberais, que amam e aceitam os filhos ao ponto de haver um pai, a entregar uma enorme caixa de preservativos ao filho, para esse ir de férias com o seu namorado. Aqui tudo é aceite, tudo é liberal e todos vivem em paz e amor. O drama aqui vem de uma outra forma.

 

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O filme conta a história de Benny e Christopher, dois jovens estudantes que se conhecem na faculdade e rapidamente se apaixonam um pelo o outro. Ambos são gays assumidos, não têm problemas com isso e a família está sempre presente na vida deles, aceitando o namoro dos jovens. O problema, é que existe uma história do passado que separa a família de Benny com a mãe de Christopher e quando essa história do passado salta à tona, o namoro dos dois é posto em causa. A mãe de Benny terá dificuldade em aceitar Christopher e o próprio Benny começara a ver o namorado com outros olhos. Será que essa história do passado passará a ser irrelevante e o amor irá falar mais alto? Sim! Posso dizer-vos que sim. O amor falará mais alto, nem que seja através do amor pela família.

 

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O filme é fraquinho, na minha opinião é pouco convincente, tem dois meninos como protagonistas que até são uns queridos, mas não chega a ser um daqueles filmes comoventes, que facilmente atingem o nosso coração, que nos deixam com os olhos em lágrimas, mas… vale a pena assistir…

18
Ago17

Tão Só o Fim do Mundo | +Filme

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Um dos filmes que eu esperava ver com uma enorme ansiedade, era este “TÃO SÓ O FIM DO MUNDO” do realizador Xavier Dolan. Por variadíssimas razões, eu aguardava ansiosamente por este filme e finalmente, tive agora a possibilidade de o assistir, mas infelizmente, o filme não conseguiu conquistar-me. Não tocou o meu coração. Não me deixou tão arrebatado como os outros filmes do realizador me deixaram. E é pena, porque tinha criado uma enorme expectativa em relação a este filme, que foi muito aplaudido pela crítica e muitos prémios arrecadou nos vários festivais de cinema por onde passou.

 

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Eu sou apaixonado pelo Xavier Dolan. Com apenas 28 aninhos, este jovem realizador já me conquistou a 100%, ao ponto de ser um dos meus realizadores favoritos. Não só gosto dele por ser um grande realizador, como também o adoro como ator e claro, ele (que é gay assumido) tem ainda a particularidade de ser lindo de morrer. Aliando todo o seu talento e beleza, ele ainda consegue fazer filmes que facilmente tocam o meu coração. O primeiro contacto que tive com o Xavier Dolan, foi através do filme “Amores Imaginários”. Logo aí, fiquei perdidamente apaixonado e comecei logo a ficar atento às novidades em relação ao jovem promissor realizador/ator. Hoje, agora que já vi o último filme que ele apresentou no ano passado, posso já dizer que vi todos os filmes realizados por ele e apesar de haver uns que gosto mais do que de outros, a verdade é que toda a sua filmografia é extremamente deliciosa, maravilhosa, fascinante. Xavier Dolan é um verdadeiro artista na hora de contar uma história e todas as suas histórias são verdadeiramente fascinantes. Aqui pelo MORE eu já falei de alguns dos seus filmes (basta passarem por aqui para reverem a minha crítica), mas não posso para já, deixar de referir, que um dos meus filmes favoritos, é o “Mommy” de 2014. Ainda me lembro, que por causa desse filme, eu chorei horrores. E chorei com a mesma intensidade, das três vezes que vi o filme. Enfim…

 

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Mas voltando ao “Tão Só O Fim do Mundo”, como disse logo no inicio, infelizmente esse seu último filme, na minha opinião não foi tão surpreendente quanto os anteriores. É claro que o filme continua na mesma a ser maravilhoso. A realização foi excelente, o desempenho por parte dos artistas também foi maravilhoso, adorei saber que mais uma vez, o realizador deu um principal destaque a banda sonora do filme, mas houve coisas ali que não foram totalmente do meu agrado. Esperava algo mais. Esperava algo diferente e a história do filho pródigo, que regressa a casa ao fim de 12 anos para contar uma (triste) novidade à família, não chegou a comover-me como eu esperava que acontecesse. Acho que faltou ali algumas explicações e aquele final foi um pouco frustrante. Muito daquilo que vemos no filme, faz com que depois sejamos nós a fazer um filme na nossa cabeça, de forma a tentarmos perceber algumas coisas que no filme não ficaram totalmente esclarecidas. Como por exemplo, o porquê do personagem Louis ter fugido de casa e de ter ficado 12 anos longe da família? O porquê ainda da sua família ser tão desequilibrada? O porquê de em algumas cenas falarem de uma casa antiga do passado, onde ninguém quer lá voltar a não ser o Louis? Aconteceu alguma coisa naquela casa? Alguma desgraça que talvez seja por isso que Louis se tenha ainda embora? Enfim! Foram perguntas que eu criei na minha cabeça, mas que depois não cheguei a ter respostas.

 

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De todos os filmes do jovem realizador, este é sem dúvida aquele que tem um elenco mais forte, um elenco de peso, com grandes nomes não só do cinema francês, como do cinema em geral. Este filme é protagonizado pelo jovem Gaspard Ulliel e a juntar-se a ele, temos ainda o grande Vincent Cassel (por quem eu tenho um enorme fascínio) e a atriz Marion Cotillard que… meu Deus! Sou verdadeiramente apaixonado por esta mulher. Adoro-a! Ela é linda, é talentosa e faço questão de seguir todos os seus filmes. No entanto, apesar de também aqui, em “Tão Só O Fim do Mundo” ela ter tido uma interpretação excelente, tenho que confessar que a sua personagem me fez uma certa confusão. Os seus diálogos, cheios de reticencias, me fizeram ter um misto de ódio e carinho por aquela personagem, que à partida não dizia nada de importante, mas aparentemente era aquela que com um olhar, percebia o que ia dentro da alma de cada um dos personagens do filme. A finalizar o elenco em grande, tivemos ainda a atriz Nathalie Baye, que se junta ao grupo das muitas ‘mães’ maravilhosas criadas por Xavier Dolan e por fim, o filme contou ainda com a presença da jovem Léa Seydoux, que aqui, tem também uma excelente interpretação.

 

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Apesar de a meu ver este filme não ser tão forte como os anteriores filmes do realizador, aqui está na mesma uma ótima sugestão de cinema em casa. Este filme já passou pelos canais TV Cine, mas (felizmente) ao contrário de muitos outros filmes aqui sugeridos por mim, facilmente encontras o DVD deste filme nas lojas especializadas.

11
Ago17

Talvez os conheças (People You May Know) | +Filme

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Para ver neste fim de semana que está agora prestes a começar, porque não aceitarem uma nova sugestão de cinema em casa? Sugestão essa que até é fácil de encontrar, pois o filme em causa, faz parte do catalogo de filmes disponibilizados pelo Netflix. Por isso, se és agarrado ao Netflix (que é o meu caso!) e não sabes o que ver nos próximos dias, aqui fica o nome do filme para rapidamente colocares ele na tua lista: “PEOPLE YOU MAY KNOW”.

 

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Em português vais encontra-lo com o nome de “Talvez os conheças” e o filme é realizado por J.C. Falcón. Trata-se de uma comédia dramática, que apesar de não ser nada por ali além, o filme até consegue ser interessante, é real nos assuntos que aborda e é capaz de merecer a vossa atenção. É um filme de temática gay, que pode até nem ter muitas cenas de sexo e nudez, mas o filme está muito bem conseguido e o trio de protagonistas convence. O filme acompanha a história de três grandes amigos de longa data. Temos o Joe, um escritor que não tem muita sorte no amor, que no passado chegou a namorar com aquela que hoje é a sua melhor amiga, mas hoje, é um gay que vive apaixonado por um homem que vive apenas no mundo da internet. Aquela que no passado foi sua namorada, é a Delia. É casada com um espanhol, ama o seu marido, mas não chega a conseguir a felicidade plena, pois o seu marido não a consegue engravidar. Para concluir o trio de amigos, temos o Herbert. Ele é um romântico que nunca teve muita sorte no amor, e ao contrário de Joe, que sempre que quer, sacia a sua vontade com homens estranhos que encontra pelas apps de engate, Herbert, espera é encontrar o homem da sua vida e com ele casar e viver feliz para sempre, apesar deste estar constantemente agarrado ao trabalho. A vida desses três amigos irá mudar por completo, quando numa noite, Joe e Delia acabam por ter um deslize e como resultado desse deslize, Delia acaba grávida do seu melhor amigo gay. A sua vontade de ser mãe é tão grande que isso vai acabar por não só por em causa o seu casamento, como ainda, a relação de amizade com Joe. Joe esse que vive atormentado com um homem que conhece através da net, que ama-o perdidamente, tem sonhos com ele, que deseja acima de tudo conhece-lo pessoalmente, mas que acaba por ter uma grande desilusão ao descobrir mais tarde que o homem com quem ele falou pela internet durante muito tempo, não é afinal o homem que ele esperava. E depois, há ainda o Herbert, que assim sem mais nem menos, irá ver também a sua vida mudar, ao encontrar aquelo que poderá ser o homem que ele sempre esperou para si.

 

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O filme na verdade pode até não ter uma história original, mas é engraçado. Não no sentido de rir às gargalhadas, mas vale a pena. Acho que pode vir a ser uma boa sugestão para ver em casa e em família, apesar do filme contar assim com uma cena um pouco mais chocante, mas que não será nada de especial…

04
Ago17

Land of Storms (Viharsarok) | +Filme

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(o casal de protagonistas até podem ser bem bonitos, mas isso não foi o suficiente para animar a coisa)

 

Hoje aqui estou para sugerir mais um filme de temática gay que se encontra facilmente pela internet. E pode parecer contraditório o que eu aqui vou dize, mas cá vai: eu odiei o filme! Detestei! Mas mesmo ele não sendo do meu agrado, vou tentar aqui deixar a minha breve opinião em relação a ele e deixar na mesma a sugestão. Pode ser que por aqui, encontre quem venha a gostar do filme e a ter uma opinião diferente da minha e se isso assim for, não hesitem em partilhar as vossas opiniões comigo.

 

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(o filme chegou ainda a ter direito a uma cena de ménage à trois entre estes belos meninos)

 

O filme em questão chama-se “LAND OF STORMS” (no original é “Viharsarok”) e ele vem lá das terras da Hungria. Segundo informação que é apresentada logo no inicio do filme, este “Land of Storms” conta uma história baseada em factos reais e infelizmente, eu poderia aqui dizer que na verdade, ele é baseado em muitas, mas mesmo muitas histórias reais que acontecem um pouco por todo o mundo. Nele, acompanhamos a vida do jovem Szabolcs, ele é um jogador de futebol, que aparentemente até tem jeito para a coisa, mas a sua paixão não é o futebol. Acaba por fazer aquilo mais por obrigação, pois o seu pai é que um dia tinha o sonho de ser futebolista e agora pretende esse mesmo sonho para o filho. Aproveitando uma discussão com um colega de equipa, Szabolcs foge para o interior, para ir habitar numa casa em ruinas, que herdou do seu avô. Aí, ele acaba por conhecer Áron, um jovem que toma conta da mãe doente e que para ganhar uns trocos extras, aceita ajudar Szabolcs na remodelação da casa. E com o tempo, aquilo que poderia vir a tornar-se apenas numa amizade, torna-se em algo mais sério. Szabolcs apaixona-se pelo jovem, está disposto a tudo para ficar com ele, mas Áron não consegue reagir bem a esses novos sentimentos por um homem e pior, não vai conseguir suportar as humilhações por parte dos amigos e por isso, sem querer revelar o fim mas já praticamente a revela-lo, este “Land of Storms”, desde o inicio, nunca prometeu que iriamos ter um final feliz, mas… o final que apresentou foi simplesmente horrível. Odiei! Esperava mais, muito mais…

 

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Com um elenco muito fraco, dando a sensação de que estávamos perante um filme de amadores, os diálogos (curtos e sem emoção) também não ajudavam em nada, com o desenrolar da história lento, aborrecido, enfim… Este não é com certeza um filme que eu pretenda ver uma segunda vez. Apesar de que, ao que parece, no seu país ele até foi bem-recebido pela crítica, passou em vários festivais e foi nomeado para alguns prémios, mas nem assim, nem tendo conhecimento dessas distinções, eu consegui ter uma opinião diferente. Mas aqui fica na mesma a sugestão e… bom fim de semana!!

28
Jul17

Esteros | +Filme

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Lembram-se da curta apresentada aqui no MORE no domingo passado? Pois bem, hoje vou sugerir-vos um filme que em parte, foi inspirada nessa mesma curta-metragem. Aliás, tanto o filme como a curta, foram realizadas por Papu Curotto e quem assina o guião é o Andi Nachon. Esta dupla, no ano de 2015 apresentou-nos a curta “Matias e Jerónimo” e depois, no ano seguinte, estrearam o filme “ESTEROS”, um filme que, assim de repente, surgiu em frente aos meus olhos, vi e rapidamente adorei. O filme é mais um daqueles que é simples, mas é através da sua simplicidade que ele se torna num filme cinco estrelas. Pode não ter um argumento original, pois o que não falta por aí são filmes que contam praticamente essa mesma história, mas o que torna esse “Esteros” diferente, é o facto de pelo menos esse, ao contrário dos muitos outros, ter um final feliz e… quem é que não gosta de um final feliz num filme de temática gay?? Acho que todos nós gostamos e apesar de já quase ter revelado o final do filme, fica na mesma a sugestão e eu espero que a aceitem.

 

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Em “Esteros” temos duas linhas de tempo distintas. Por um lado, seguimos a adolescência dos jovens Matias e Jerónimo, que são grandes amigos de infância, que para além da amizade, começam a aperceber-se que entre eles, possa existir algo mais do que uma simples amizade. Por outro lado, seguimos a história de Matias e Jerónimo, já numa fase adulta, onde aparentemente, o amor e amizade que nutriam um pelo outro desapareceu, pois por circunstancias da vida, Matias foi viver para outro país e por isso, a ligação entre eles desaparece. Entretanto, num belo dia, Matias acompanhado pela sua namorada Rochi, regressa à sua terra natal e aí, reencontra o seu grande amigo de infância, hoje um homem lindo de morrer e que é assumidamente gay. Com o tempo, para além da chama da amizade voltar a reacender-se, o amor vai falar mais alto e apesar das dúvidas e dos receios, é sempre difícil esquecer um amor do passado.

 

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Esta é uma história romântica que facilmente atingiu o meu coração. É um pouco lento a dar seguimento à história, mas para os românticos e apaixonados como eu, que sempre anseiam por uma boa história de amor, acho que irão gostar. O filme é uma produção brasileira e argentina, não conta com um elenco de atores conhecidos (apesar dos protagonistas serem maravilhosamente lindos), mas arrisquem! Vão ver que este será um ótimo filme para uma dessas tardes de verão.

21
Jul17

Come non detto | +Filmes

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Por vezes, há histórias que me fazem chorar, rir às gargalhadas e pensar na vida. Este “COME NON DETTO”, um filme italiano de 2012, deixou-me assim, nostálgico. O filme é lindo! Tão bonito que se tivesse que dar uma nota para o filme de 0 a 5, com certeza daria 5 estrelas. O filme está excelente! Mesmo sendo uma produção pequena, simples e mesmo contando uma história que não tem nada de novo, pois muitos já foram os filmes que retrataram da mesma forma o tema abordado no filme, este “Come non detto” é um amor, uma ternura, uma preciosidade do cinema gay e por isso, acho importante dizê-lo: o visionamento deste filme é obrigatório!

 

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Já tenho este filme comigo há algum tempo, mas só agora resolvi assistir e logo de imediato, nas cenas iniciais, fiquei fascinado pelo filme. Nele, um jovem como em tempos eu já fui, não sabe o que fazer da sua vida. Ele é gay. Não tem vergonha disso, muito pelo contrário. Tem um namorado lindo, que o ama. Tem grandes amigos à sua volta e depois, tem uma típica família italiana, que é só confusão quando se juntam. Está prestes a mudar para a Espanha, onde para além de viver com o seu namorado, irá ainda trabalhar na sua área. E tudo parecia bem. Aliás, tudo está bem só que há um pequeno problema. O jovem ainda não contou aos seus pais que é gay, não sabe como contar e para piorar as coisas, contou para o namorado que os seus pais já sabiam da relação dos dois, que aceitavam numa boa e por isso, o namorado faz agora questão de conhecer os seus sogros, mas… como contar aos pais que é gay, antes do seu namorado chegar a casa e descobrir toda uma mentira?? Sim! Este enredo não é novo em filmes de temática gay. Muitos são os filmes que contam da mesma forma essa dificuldade em sair do armário, mas esse o faz de uma maneira muito caricata, muito engraçada e ao longo do filme, muitas foram as vezes que ri sem parar. O protagonista, para além de ser um querido, é super engraçado, envolve-se em tantas confusões e no final, quando menos se espera, é ele quem é surpreendido, mas mais não digo.

 

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Se gostas de comédias românticas, acho que esse é o típico filme para se ver em família. E esse é o filme que talvez até te possa dar uma ajudinha na hora de sair do armário, quem sabe?! Aqui fica a sugestão e agora, fico à espera dos vossos comentários…

14
Jul17

I Am Michael | +Filme

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Ao longo destes últimos anos, James Franco já nos habituou a dar-nos personagens estranhas, em filmes estranhos e onde constantemente, ele interpreta personagens homossexuais. Se ele é, ou não homossexual na vida real, disso ninguém sabe, pois ele adora confundir a cabeça das pessoas e manter tudo num grande mistério. No entanto, não sendo gay, ele é talvez o ator que mais vezes interpretou um homossexual no mundo do cinema. Ora vejam: ele já foi gay, namorado do Sean Penn no filme “Milk”; foi um escritor gay em “Uivo”; participou num estranho documentário, onde fez questão de estar presente na gravação de uma cena de sexo entre dois homens em “Interior. Leather Bar.”, filme esse que já passou aqui pelo MORE; foi um ex-gay no filme “I Am Michael”; e mais recentemente, foi um gay produtor de filmes pornográficos em “King Cobra”. E esses são apenas o que eu me recordo de momento. Ele já fez inúmeros filmes, participou em grandes e pequenas produções, continua a ser um ator muito requisitado pelos realizadores de cinema e eu devo confessar que gosto muito dele. Sim! Já tive um certo crush pelo ator, mas isso agora não interessa nada. O momento é para sugerir um filme do ator e não para falar das minhas fantasias com ele.

 

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Finalmente tive a oportunidade de assistir ao filme “I AM MICHAEL”. Há já muito tempo que andava ansioso por ver o filme, não propriamente por causa da história surreal, mas sim porque, como já aqui disse, gosto muito do James Franco, mas adoro também o restante elenco do filme, que é composto pelo assumidamente gay Zachary Quinto, a querida Emma Roberts e o super fofo Charlie Carver (que também penso ser assumidamente gay, ou será o seu irmão gêmeo?). Apesar dos grandes artistas que estão presentes no filme, tenho que confessar que este “I Am Michael” não foi de todo do meu agrado. Sinceramente não gostei do filme e muito por causa do tom surreal que está presente ao longo de todo o filme, apesar deste ser baseado em factos verídicos. Sim! Este filme conta uma história real! Quem é que no passado (e infelizmente ainda no presente) já não ouviu falar da ‘cura gay’? Quem é que no passado, já não teve a oportunidade de ler noticias acerca de um homem que era gay, mas que, entretanto, mais tarde virou pastor de uma igreja e começou a transmitir erradamente a palavra de Deus, dizendo que a homossexualidade é uma aberração da natureza? Pois bem, esse pastor se chama Michael e aqui neste filme, é o ator James Franco que interpreta esse ex-gay.

 

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Não sei se na vida real, esse tal Michael chegou a ter uma visão, uma estranha visão que o fez mudar de vida, mas neste filme, de forma como as coisas foram relatadas, nada fez sentido para mim. Tudo se tornou muito confuso, pois a meu ver, ninguém muda tanto assim de um momento para o outro. Essa história de cura gay não existe! Um ex-gay também não existe! No entanto, em “I Am Michael” seguimos a vida de Michael, ele que é um jovem defensor dos direitos homossexuais e escreve artigos na internet e numa revista direcionada ao público gay, de forma a ajudar os jovens gays americanos. Ele mantem um longo relacionamento com Bennett (Zachary Quinto) e para apimentar a relação dos dois, Tyler (Charlie Carver) passa a ser o terceiro elemento da relação. Aparentemente tudo está bem, eles são felizes, até que um dia, quando estão a fazer um documentário sobre os jovens gays americanos, Michael é confrontado com a palavra de Deus. E essas palavras fazem com que ele comece a ver a vida de outra forma. Deus começa a falar diretamente com ele e a deixar claro de que a vida de homossexual que ele está a seguir, não é o rumo certo a seguir. Assim, sem mais nem menos, Michael resolve mudar. Resolve dar ouvidos a esse tal Deus que fala com ele e muda a sua vida, dizendo pela internet de que deixou de ser um homem gay e começou a seguir o caminho certo, o caminho da heterossexualidade… Enfim!

 

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Acho que se tivesse tempo e vontade, poderia escrever muito sobre o assunto deste filme que é a religião e o que a suposta palavra de Deus, faz na cabeça de certas pessoas. Mas não, não vou entrar por aí. Eu não sou um tipo religioso, não acredito em Deus e para mim, a Bíblia é o resultado da maior mentira que o Homem já contou ao longo de toda a humanidade. Mas isso são outras histórias. O importante aqui a salientar é que nada nesse filme para mim fez sentido. Deixou-me revoltado e claramente não vou querer pegar novamente neste filme. No entanto aqui fica a sugestão e se tu já viste o filme, ou tencionas vê-lo em breve, partilha comigo as vossas opiniões. Gostava de saber o que acham disse tudo…

07
Jul17

The Pass | +Filmes

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Todos sabemos que a homossexualidade no futebol não é vista com bom olhos. Pressupõem-se que o futebol seja um desporto de homens, de verdadeiros machos e por isso, é impensável um jogador assumir-se como gay, no auge da sua carreira. Que existem gays no mundo do futebol, isso também todos sabem! O que acontece é que, sair do armário é complicado e alguns só o fazem quando já estão no fim da carreira e com uma vida estável. E depois há outros, tantos outros jogadores que meio mundo desconfia da sua homossexualidade, mas que rapidamente eles trocam-nos as voltas, aparecendo nas capas das revistas com as suas novas conquistas, as suas novas namoradas. Enfim! O mundo do futebol, do desporto em geral, é um mundo complicado para ser-se quem realmente se é.

 

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Mas toda essa introdução foi para dizer que vi um filme espetacular que fala precisamente disso, da homossexualidade no mundo do futebol. O filme chama-se “THE PASS” e eu desde já recomendo que o vejam. O filme é lindo! É realizado pelo Ben A. Williams e conta com a maravilhosa interpretação do ator Russell Tovey, que na vida real é assumidamente gay e todos nós já o conhecemos de séries como “Being Human” e claro, a tão famosa série da HBO “Looking”. Russell Tovey que é um querido, com um corpo maravilhoso em que neste filme, o seu belo corpo está sempre a deliciar os nossos olhos, com umas orelhas que dá vontade de pegar nelas, neste “The Pass” ele interpreta o papel de um grande futebolista que claramente vive atormentado por causa da sua sexualidade. Ele é um ótimo jogador, tem inúmeros fãs espalhados pelo mundo, tem uma vida cheia de luxos, onde aparentemente tem tudo, mas no fim, acaba por não ser um homem feliz e isto porque, não tem a força suficiente para realmente ser o homem que é. Apesar do filme não ser de todo inspirado em factos verídicos, eu diria que o filme é realmente baseado na vida de muitos jogadores que passam pelo mesmo sucesso no futebol, no desporto em geral, mas que devido aos inúmeros preconceitos, reprimem ao máximo a sua homossexualidade.

 

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Aplaudido pela crítica e até nomeado para um BAFTA deste ano, “The Pass”, que está dividido em três atos distintos, segue os últimos 10 anos da vida de Jason. Ele é um jogador de futebol, que numa certa noite, num quarto de hotel, na vésperas de um grande jogo, ele descontrai-se com o seu companheiro de equipa Ade, que para além de fazer parte da sua equipa de futebol, é também o seu grande amigo de infância. Entre os dois existe uma grande cumplicidade e entre o nervosismo por causa do jogo do dia seguinte e as muitas brincadeiras, entre os dois, acontece algo que não era suposto acontecer. Algo que irá mudar para sempre a vida dos dois jogadores, dos dois amigos. Dez anos se passam desde esse acontecimento e Jason e Ade só se voltam a reencontrarem-se ao fim desse tempo, novamente num quarto de hotel. E enquanto que um é feliz com a vida que tem, sem se importar com o que os outros possam dizer, já o outro, o Jason, vive atormentado por ser como é, por ser quem é e por nunca, devido ao mundo competitivo do futebol, mostrar-se realmente como é, e isso irá certamente pôr em causa a sua felicidade.

 

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Para mim, o filme está espetacular e parece real, muito real. John Donnelly, que é quem assina o argumento, tocou magistralmente num assunto fulcral no mundo do futebol e apesar das poucas personagens, das gravações terem sido feitas apenas em quartos de hotéis, o resultado deste “The Pass” é maravilhoso e eu sugiro que vejam. Acho que tal como eu, irão adorar este filme, nem que seja só para em quase meia hora de filme, ter o privilégio de ver o querido Russell Tovey com apenas as suas cuecas brancas que, o ficam a matar!!

30
Jun17

House of Boys | +Filme

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Hoje, assim ao acaso, resolvi pegar num filme e vê-lo durante a tarde. O filme eleito foi o HOUSE OF BOYS e antes de o ver, eu pouco ou nada sabia acerca dela. Apenas já tinha visto algumas fotos do filme e por isso, tendo em conta o que as fotos mostravam, eu fiquei com uma ideia errada em relação a ele. Pareceu-me que ele iria contar a história de jovens promíscuos que só queriam saber de sexo e mais nada. Mas afinal o filme não é propriamente assim. “House of Boys” é um verdadeiro conto de fadas, que para alguns pode não existir o final feliz para sempre mas o filme não deixa de ter o seu encanto. Uma história linda e maravilhosa onde o que salta mesmo à vista é a forte relação de amor e amizade entre os personagens. Eu recomendo sem qualquer hesitação.

 

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Uma fascinante e colorida estória que acompanha a jornada dramática de Frank, um garoto do ensino médio em 1984 através de um mundo excitante de sexo e música, e de sua profunda paixão que de repente se transformou numa luta pela coragem, diante de uma nova doença - o "câncer gay" e torna-se amor profundo e verdadeiro na expectativa de uma morte horrível de seu amigo e mais além...

23
Jun17

Laurence Para Sempre | +Filme

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Apaixonado como sou pelos filmes do Xavier Dolan, eu quando tive pela primeira vez conhecimento deste LAURENCE PARA SEMPRE, tive quase a certeza absoluta de que também iria ficar fascinado com mais essa obra do realizador canadiano. E na verdade até nem estava enganado. Confesso que na minha opinião, este filme está um pouco abaixo dos filmes anteriores do realizador mas mesmo assim, o filme surpreende pela positiva e eu gostei.

 

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Ao contrário do que aconteceu com o “Eu Matei a Minha Mãe” e “Amores Imaginários”, neste “Laurence Para Sempre” Xavier Dolan limita-se a ser apenas o argumentista e o realizador do filme. Dá o papel principal ao francês Melvil Poupaud que aqui tem um desempenho fenomenal. Adorei vê-lo no papel de Laurence, um homem que de repente decide transformar-se em mulher e apesar de conhecer pouco o trabalho deste ator – pois de momento só me lembro de o ter visto no filme “O Tempo que Resta” – eu gosto dele. E claro! Também não posso deixar de mencionar a atriz Suzanne Clément que também tem um excelente desempenho neste filme, no papel de Fred, a mulher que ama Laurance mas que terá alguma dificuldade em aceitar as mudanças do seu amado.

 

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Com um bom elenco, boas interpretações, boa realização e uma excelente banda sonora, este filme passou por imensos festivais de cinema e chegou a ganhar inúmeros prémios por onde passou. Aqui em Portugal ele também foi muito bem recebido e este é mais um bom filme para ver em família numa dessas tardes de verão.

17
Jun17

Deixe a Luz Acesa | +FIlme

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Quando ouvi falar pela primeira vez deste “DEIXE A LUZ ACESA”, fiquei com a ideia de que iria gostar muito dele. Pelo que sei o filme chegou a ser muito bem recebido pela crítica e passou por alguns festivais de cinema tendo ganho alguns prémios. Aliás, o filme passou pelo nosso Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa – Queer Lisboa 16 e eu na altura ainda coloquei a hipótese de ir ver o filme ao Cinema São Jorge. Como sempre acabei por não ir mas mesmo assim, através da internet, consegui vê-lo e confesso que fiquei um pouco desiludido. O filme não é mau de todo, mas como eu tinha criado altas expectativas em relação a ele, fiquei depois desiludido com aquilo que ele depois nos apresentou. Estava a espera de um filme diferente, um filme que retratasse uma realidade, tal como muitos diziam que se tratava, mas na minha opinião isso não foi bem assim. Talvez se eu o ver em breve uma segunda vez, a minha opinião venha a alterar-se um pouco. Mas para já, a minha opinião é mesmo essa.

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09
Jun17

Coming Out | +Filme

E para terminar a semana em grande, deixo-vos agora com mais uma sugestão de cinema em casa, vinda diretamente da Alemanha. O filme desta noite chama-se COMING OUT e para ser sincero, este não foi daqueles filmes que de uma forma ou de outra, marcaram-me de algum modo ao ponto de querer voltar a vê-lo em breve. Este “Coming Out” não foi do meu agrado e não sei se essa minha decisão deve-se ao facto de ter visto o filme em horas tardias, onde o cansaço já falava mais alto. Enfim! Pode até ter sido isso. Como estava cansado, posso não ter dado a devida atenção ao filme mas a verdade, é que agora que ele está visto, não tenho mesmo vontade nenhuma de voltar a vê-lo.

 

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Numa breve pesquisa que andei a fazer para saber mais acerca do filme, descobri que na altura em que ele estreou, nos finais de 1989, o filme até chegou a ser muito bem recebido pela crítica. Aliás, o filme chegou mesmo a passar pelo grande Festival Internacional de Berlim onde chegou a ganhar alguns bons prémios, mas… talvez naquele tempo, o filme tenha sido surpreendente e inovador, mas nos dias de hoje, ele não chegou a convencer-me. E talvez até tenho outra razão (pessoal) para não ter gostado muito do filme. Apesar do filme retractar o final da década de 80, uma altura onde a homossexualidade ainda não era muito bem vista pela sociedade, já 30 anos passaram e infelizmente a homossexualidade continua a não ser muito bem vista em algumas sociedades. Por isso, o que acontecia antigamente, continua ainda a acontecer com muita frequência. Ou seja, o filme conta a história de um homem, que tenta esconder a sua verdadeira opção sexual ao lado de uma mulher. Ele faz com que essa mulher fique perdidamente apaixonada por ele mas essa relação é apenas uma fachada para que ele depois tenha outras aventuras com homens. Infelizmente, 30 anos depois, esse tipo de coisas continuam a acontecer com muita frequência e se há coisa que eu desprezo, é mesmo esse tipo de homens que resolvem casar com uma mulher, ter filhos, levar uma vida ‘correta’ perante a sociedade e depois, nos seus tempos livres, vão passar alguns momentos na cama de outros homens. Enfim…

 

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Aqui o importante é a tua opinião e não a minha e por isso, apesar dele não ter sido do meu agrado, aqui fica a sugestão. Pode ser que haja por aqui alguém que já o tenha visto e adorado, ou então pode ainda acontecer o caso de o veres agora pela primeira vez e também gostares. Se isso por acaso acontecer, deixem aqui os vossos comentários.

03
Jun17

Christopher And His Kind | +Filme

Para esta noite deixo-vos com a sugestão de um filme que por acaso até gostei. Quando comecei a ver este “CHRISTOPHER AND HIS KIND” não sabia nada acerca dele, mas mesmo às escuras – que é coisa que eu faço com frequência – eu resolvi arriscar e acabei até por gostar. Este telefilme não é assim nada de especial mas chega a ter o seu encanto e por isso eu acho que vale a pena perderem algum do vosso tempo a vê-lo.

 

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Baseado em fatos reais, retracta os primeiros anos de formação do escritor Christopher Isherwood (autor de "A Single Man" em 1964 ), época em que saiu da Inglaterra para morar em Berlin, na Alemanha. Homossexual, Christopher vivenciou a liberdade sexual que existia na Alemanha no período pré-2ª Guerra Mundial, sobre a qual retrataria em sua obra, sendo a mais famosa “Goodbye to Berlin” (1939), transformado no musical “Cabaret” (1966).

 

Se aceitarem esta minha sugestão, não se esqueçam depois de partilharem aqui comigo, a vossa opinião. Pode ser?!

 

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Então tenham todos uma ótima noite e aproveitem ao máximo o fim de semana…

14
Abr17

Children of God | +Filme

Para começar mais uma sugestão de filme, apresento-vos um filme que pode ser visto em família. Chama-se “Children of God” e eu tive a oportunidade de o ver há bem pouco tempo. Já tinha imensa curiosidade em relação a ele e confesso que o filme não desiludiu-me. Ele é bem real e em pouco mais de uma hora, mostra como as pessoas podem ser muito hipócritas quando o tema é a homossexualidade. O filme pode até não ter a presença de atores conhecidos ou atores que não chamem a atenção pelo seu desempenho, mas o filme até está razoável. Tem uma ótima fotografia, conta uma boa história, eu adoro o contraste entre o branco e o preto naquelas paisagens maravilhosas e eu acho que vão gostar.

 

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Sinopse do filme: As ruas e praias ensolaradas das Bahamas servem de cenário para essa sumptuosa e corajosa estória de amor inter-racial e fazem contraposição às nuvens negras trazidas pela franca homofobia e intolerância endossadas pela religião. Johnny (Johnny Ferro) é um artista introvertido vítima de bullying nas ruas de Nassau, até mesmo pelo homem com quem dormiu na noite anterior. Ele vai para uma ilha distante, para que foque em seu trabalho. Lá ele conhece Romeo (Stephen Tyrone Williams), um cara bonitão e simpático que se oferece para mostrar as belezas da ilha e muito mais. As coisas azedam quando chegam a noiva e a mãe de Romeo, que se recusa a entender as inúmeras pistas que ele deixa para que ela se situe. Em seu retracto muito pessoal dos relacionamentos, tolerância e auto-aceitação, Mortimer acerta em cheio em seu drama com fotografia esplendorosa que faz uma crítica social mordaz.

07
Abr17

Autopsy | +Filme

Para esta tarde de sexta-feira, a sugestão recai sobre o filme “Autopsy” do realizador Jerôme Anger. Por isso, se logo mais à noite, ou até mesmo se no fim de semana não sabes o que ver, aqui fica uma nova sugestão, sem bem que… enfim!

 

Autopsy” é um telefilme francês que passou num dos canais de TV em França e que conta a estranha história de amor entre um polícia e um médico legista. Quando li a sinopse do filme pela primeira vez, fiquei curioso em relação a ele e até achei que iria gostar. E nos momentos iniciais do filme até estava a gostar. A história parecia interessante, a dupla de protagonistas pareciam até estar a conseguir convencer-me mas infelizmente, a desilusão veio logo de seguida. Acabei por não gostar do desenrolar da história e o final foi na minha opinião, verdadeiramente ridículo. Acho que tudo poderia ser diferente e bem mais interessante mas o realizador optou por seguir outro caminho e o resultado não foi de todo o mais acertado.

 

Apesar de considerar este um mau filme, aqui fica na mesma a sugestão. Pode ser que haja por aqui pessoas que venham a conseguir achar interessante esta história e se assim for, partilhem depois comigo as vossas opiniões.

 

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Sinopse do Filme: Eric Mercadier tem 45 anos é um oficial da polícia de Lyon e é casado com Anne, uma psicóloga de 40 anos. O casal tem um filho, Paco, adolescente rebelde de dezasseis anos. A vida sentimental de Eric dará uma reviravolta no dia em que, no decorrer de uma investigação criminal, ele conhece Emmanuel Rivière, o novo médico legista. É amor à primeira vista entre os dois.

31
Mar17

Naked As We Came | +Filme

Já que estou por aqui a sugerir filmes para que possam ver assim que possível na vossa casa, sozinho ou muito bem acompanhado, seria de se esperar que eu só sugerisse filmes cinco estrelas. Mas isso não vai ser bem assim, até porque se para mim, um filme não presta para nada, para outra pessoa, o filme pode vir a ser espectacular. Por isso, independentemente de não gostar de um determinado filme, eu vou deixar na mesma aqui a minha sugestão, pois quem sabe, pode ser que tu venhas a gostar.

 

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E toda esta conversa inicial, foi para apresentar este “NAKED AS WE CAME”, um filme que já tive a oportunidade de o ver há algum tempo e que, como já devem ter percebido, o filme não foi nada do meu agrado. Do princípio ao fim, o filme não fez nenhum sentido e tudo nele, desde a realização ao desempenho dos actores, foi mesmo mau. Foi um trabalho de amador que para mim, não merece se quer a nossa atenção.

 

O filme conta a história de dois irmãos, Elliot (Ryan Vigilant) e Laura (Karmine Alers), que ao fim de dois anos sem visitarem a sua mãe, resolvem passar um fim-de-semana na casa dela. Quando lá chegam, para além de encontrarem a mãe muito doente, já prestes a morrer, descobrem que um jovem muito bonito (Ted), vive com ela e apesar do jovem não perceber nada de jardinagem, ele é apresentado como sendo o jardineiro da casa. Enquanto mãe e filha tentam reconciliar-se de discussões do passado, Elliot aproxima-se de Ted (Benjamin Weaver) e os dois têm um breve romance que terá um segredo por trás.

 

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À partida o filme até poderia ter ingredientes suficientes para ser minimamente interessante mas não, o realizador Richard LeMay, que também assina o argumento, não conseguiu aproveitar da melhor forma esses ingredientes.

24
Mar17

Tomboy | +Filme

A sugestão de filme desta vez vai para o filme TOMBOY, um filme de 2011 que já há muito andava para o ver, mas que estava sempre a adiar. Felizmente, no sábado passado resolvi pegar nele e finalmente o vi, e de imediato fiquei rendido ele. Ao contrário dos muitos filmes que decido ver assim às escuras, sem nada saber acerca deles, com esse “Tomboy” as coisas já foram diferentes. Eu já conhecia muito bem a históri, já tinha visto o seu trailer e sabia também que o filme já tinha passado por vários festivais de cinema e ganho vários prémios. Aliás, aqui em Portugal o filme foi também muito bem recebido e lembro-me que quando ele chegou até nós, estive mesmo para o ir ver ao cinema mas na altura acabei por não ir. Mas mais vale tarde do que nunca e felizmente tive agora a oportunidade de ver este grande filme que para além de contar uma história interessante e invulgar no cinema, conta com a maravilhosa representação da jovem actriz Zoé Héran que aqui interpreta o papel de uma menina que para os amigos, decide apresentar-se como um menino.

 

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O elenco deste filme é composto na sua maioria por jovens crianças que já demonstram o seu talento na área da representação. Para além de destacar a jovem protagonista, também quero aqui destacar a pequena Malonn Lévana, que aqui interpreta o papel de Jeanne, a pequena irmã de 6 anos da protagonista. Apesar de serem ainda crianças, tanto uma como a outra fazem um papel fenomenal e é mesmo muito bonito acompanhar as cenas entre as duas. Há ali momentos tão especiais que… Enfim!! Este é um filme obrigatório para toda a família em geral e eu tenho a certeza que qualquer um vai ficar comovido, sensibilizado com a história desta menina.

 

Vale a pena ver este filme com muita atenção e eu espero da vossa parte opiniões e até mesmo sugestões de novos filmes para ver. Na sexta-feira eu vou aqui recomendar mais outro filme de temática LGBT, por isso, fiquem à espera dessa nova sugestão, pois no que diz respeito a filmes com uma temática LGBT, o MORE está sempre aqui para sugerir.

 

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Sinopse do Filme: Laure (Zoé Héran) é uma garota de 10 anos, que vive com os pais e a irmã caçula, Jeanne (Malonn Lévana). A família se mudou há pouco tempo e, com isso, não conhece os vizinhos. Um dia Laure resolve ir na rua e conhece Lisa (Jeanne Disson), que a confunde com um menino. Laure, que usa cabelo curto e gosta de vestir roupas masculinas, aceita a confusão e lhe diz que seu nome é Mickaël. A partir de então ela leva uma vida dupla, já que seus pais não sabem de sua falsa identidade.

17
Mar17

Do Lado de Fora | +Filme

DO LADO DE FORAé uma comédia brasileira assumidamente divertida. Pelo menos é a informação que está presente no cartaz do filme, mas na verdade, depois de o ver do principio ao fim, não acho que ele tenha sido assim tão divertido. É uma comédia ligeira, sem grandes surpresas, com alguns exageros e com um ator que… Meu Deus! O homem é lindo, lindo de morrer! De quem é que eu estou a falar? É dele mesmo, do André Bankoff, que aqui faz uma participação especial, interpretando um homem casado, com filhos e que leva uma vida dupla. Se não sabem quem é esse ator, convido-vos a passarem por aqui, e a reverem um dos ensaios fotográficos que já passou pelo MORE. Eu sei que é estúpido dizer isso, mas por esse André, eu diria mesmo que vale a pena, assistir ao filme do principio ao fim, pois lá quase no final, até somos presenciados pelo seu (maravilhoso) corpo nu e pelo seu (perfeito) traseiro que…

 

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Neste filme, que não pretende alimentar polémicas e tenta ser politicamente correto, tudo começa na Parada LGBT de São Paulo. Aí, Vicente, um homem bem sucedido na vida mas sem coragem de assumir à sua homossexualidade, leva pela primeira vez o seu sobrinho Mauro e o seu melhor amigo Rodrigo à Parada. Tal como o tio, também o sobrinho e o amigo são gays, mas ainda ninguém resolveu sair do armário. No final da Parada, quando voltam para casa, os três cruzam-se com Roger (aqui interpretado pelo André Bankoff), um homem casado, com filhos, mas que na Parada LGBT, deixa sair o verdadeiro homem que há dentro de si. E quando um grupo de agressores, agride violentamente Roger pela rua, quem vai em seu socorro, são Vicente, Mauro e Rodrigo e mais outras duas mulheres que por ali passavam. Todos ajudam Roger e no final, Roger acaba na casa de Vicente, sendo tratado por ele e pelos dois jovens. Aí, todos ficam amigos e Mauro, o mais excêntrico de todos, resolve então criar um pacto entre os quatro. Pacto esse que consiste em que até à próxima Parada LGBT, todos os quatro, de uma maneira ou de outra, terão que sair do armário. E será que eles vão mesmo conseguir sair do armário? Isso é o que depois acompanha-se no filme, que mostra a vida dos quatro ao longo de um ano.

 

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Na minha opinião este filme não trás nada de novo, é meio bobo e chega a ter ali uns momentos um pouco chatos. De uma só vez mostra vários tipos de homossexuais, o bem sucedido, o casado enrustido, o excêntrico e o romântico, aqui vivido pelo personagem Rodrigo que é um autêntico fofo, mas, acho que o filme podia ter ido um pouco mais além.

 

Do Lado de Fora Poster.jpg

 

Mas a sugestão está feita! Se tiverem curiosidade vejam o filme e depois já sabem, partilhem às vossas opiniões aqui comigo.

10
Mar17

Tom à la ferme | +Filme

Na sugestão de cinema em casa para esta noite, vamos falar de um filme que de uma maneira geral até aborda o tema da Homofobia, se bem que esse não seja o tema principal do filme. Mas que a homofobia está lá, lá isso está!

 

O nome XAVIER DOLAN, diz-vos alguma coisa? Não sei se esse nome vos é familiar mas para mim, Xavier Dolan é sinonimo de sucesso. O jovem canadiense de apenas 25 aninhos, é já um realizador de mão cheia. E não é só realizador! Ele é também actor, argumentista, produtor, ele é um faz tudo e a verdade é que esse ‘tudo’ que ele faz, tem sempre um resultado maravilhoso. Ele é o responsável por filmes como J'ai tué ma mèreAmores Imaginários e Laurence Para Sempre. Filmes que apesar de talvez não serem do agrado de muitos de vocês, são filmes que fazem parte da nossa lista de filmes favoritos. E o seu mais recente filme "TOM À LA FERME" é outro que já é dos nossos favoritos e é precisamente esse filme que iremos hoje dar destaque.

 

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"Tom à la ferme" para além de contar com a realização desse menino-prodígio, conta ainda com a presença do realizador/actor no papel principal. E desta vez podemos dizer que ele aqui interpreta um papel diferente daquilo a que já nos habituamos a ver. Neste seu novo filme, já muito aplaudido pela crítica e onde até já chegou a ganhar alguns prémios, Xavier Dolan interpreta o personagem que dá nome ao filme. Ele é o jovem Tom que após perder o seu companheiro, resolve ir ao seu funeral, na terra do namorado onde ele não é muito bem-vindo. Ao ir para a quinta da mãe e do irmão do seu falecido namorado, Tom vê-se obrigado a chorar a morte do seu amor em silêncio, pois a mãe do falecido nem sequer imagina que o seu filho era gay e esta verdadeiramente convencida de que ele tinha um relacionamento com uma jovem mulher. Por isso Tom é visto apenas como um amigo mas não aos olhos do irmão do falecido. Francis, aqui muito bem interpretado pelo actor Pierre-Yves Cardinal, sabe muito bem da relação de Tom com o seu irmão e por isso, o encontro inicial entre os dois não é muito amigável. Francis demonstra ser uma pessoa homofóbica e com as suas atitudes muito estranhas, durante todo o filme ficamos com aquela estranha sensação de que algo muito ruim vai acontecer entre os dois. Francis é um tipo muito problemático, que vive apenas para a sua mãe e para a quinta. Ninguém na zona dá-se bem com ele e talvez por isso, por sentir-se muito só, de uma maneira muito estranha o homem da quinta vai-se sentir muito ligado ao homem da cidade. Vai haver ali uma estranha obsessão, uma cena muito doida de dominador e dominado, enfim… a relação de Tom e Francis vai atingir vários pontos de loucura, onde chega a roçar ainda algum sentimento de amor. E toda essa confusão de sentimentos faz com que esse "Tom à la ferme" deixe-nos sempre com um pé atrás. Nunca sabemos o que realmente vai acontecer e vamos ser surpreendidos com algumas das suas atitudes.

 

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Na nossa humilde opinião, este novo filme do jovem Xavier Dolan é sem dúvida alguma o seu melhor filme. Talvez ele deveria ter feito algumas cenas de maneira diferente mas o resultado final está na nossa opinião, espectacular! O filme tem cenas memoráveis, tem uma abertura fantástica onde Tom escreve umas palavras num guardanapo e à semelhança dos seus anteriores filmes, este apresenta também uma excelente banda sonora. Enfim! Do principio ao fim, tudo foi aprovado e é por isso que hoje deixo aqui esta boa sugestão para quem realmente quer ver bom cinema em casa.

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