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Num só blog, está tudo aqui! O MORE tem desabafos/opiniões em relação a mim e ao que se passa à minha volta. Tem sugestões de cinema, televisão e não só. E tem mais, muito mais...

10
Nov16

650€?!

Até que ponto temos o direito de pagar pela vida de alguém?? Hoje surgiu-me este grande dilema e gostava de partilha-lo com vocês. Talvez assim eu chego a uma conclusão e tome alguma decisão.

 

Há uns dias atrás estive por aqui a falar de animais de estimação e na minha enorme vontade de ter um bicho – fofinho e carinhoso – cá em casa. Na altura até falei porque estava na incerteza se devia ou não comprar umas tartarugas, já que cachorrinhos aqui em casa, a minha mãe não quer vê-los nem pintados. Até ao momento eu ainda não comprei nenhuma tartaruga, e nenhum bichinho vai parar cá a casa. Se bem que, a vontade de ter um animal continua bem viva dentro de mim mas… acho que ainda não chegou a altura certa. No entanto, hoje, ao passar pela mesma loja onde antes tinha visto as tartarugas, vi algo pelo qual eu sou verdadeiramente apaixonado. Vi um cão! Mas não um cão qualquer! Foi simplesmente o cão dos meus sonhos.

 

Eu adoro tudo o que é cães. Seja grande ou pequeno, seja feio ou bonito, seja de raça ou rafeiro, eu adoro! Mas claro, tenho algumas preferências! E para ter em casa, num apartamento, é óbvio que eu prefiro os cachorrinhos mais pequenos. E por causa dessa minha preferência, há já muito tempo que tenho uma grande paixão pelos Pitbulls Franceses. Adorava ter pelo menos uns três cá em casa e hoje, até vi um que era lindo, super querido, perfeito para vir morar comigo mas… 650€?! Só podem estar a gozar não?! Sim! O cachorrinho que vi na loja custava mais do que aquilo que eu ganho num mês. E ele até estava barato, pois eu já vi lojas que cobram 1000€ por essa raça. Que abuso!! E isso leva-me a minha questão inicial. Até que ponto temos o direito de pagar pela vida de alguém?? Neste caso, pela vida de um cachorrinho, que tem a cara mais fofa do mundo?

 

Confesso que quando vi o cachorrinho, disse logo cá para mim: «Boa! O subsidio de Natal está a chegar e já sei onde vou gastá-lo». Mas acreditem, por muito fofo que ele seja, se eu aparecesse com um cão valioso desses cá em casa, a minha mãe simplesmente matava-me! Deixava automaticamente de ter comida, cama, roupa lavada, televisão, computador, enfim… Iria ser uma guerra cá em casa mas… ele é tão fofo! E tem uns olhos tão lindos! Estava a pedir para que o levasse para casa e… aí!! Não sei o que faça!! Alguém me ajuda?!

27
Set16

Animais de estimação

Animais de Estimação.jpg

 

Já tive muitos! Muitos mesmo! Mas infelizmente, há quase dez anos que não tenho nenhum. E ando a sentir falta de ter. Talvez por isso é que hoje estou a falar desse assunto. Sim! Hoje senti uma estranha necessidade de passar a ter uma companhia animal dentro da minha casa. Mas antes de falar dessa necessidade, vou falar-vos um pouco à cerca dos animais que já tive e recordo deles com muitas saudades.

 

Quando eu era pequeno, o meu pai tinha uma horta e lá, para além das várias plantações, ele fazia criação de animais. Tinha porcos, galinhas, patos, coelhos e claro, tinha ainda uma série de cães. Por isso, como devem calcular, eu vivi e cresce muito na companhia desses animais. E como todos nós sabemos, enquanto são pequenos, todos os animais são de uma ternura extrema e por isso, é claro que sempre que nascia um leitão, um pintainho, um patinho ou até mesmo um coelhinho, eu e os meus irmãos apaixonávamo-nos de imediato pelas pequenas crias. Cada um de nós adotava um animal e muitas vezes, chegávamos a levar uma dessas crias para a nossa casa. A exceção é claro de um leitão. Esse a minha mãe não permitia de forma alguma que tivéssemos em casa, apesar de muitas vezes tentarmos levar. Mas tirando o leitão, que agora até parece estar na moda ter mini porcos como animais de estimação, em casa tive vários pintainhos, patinhos e coelhos. Eu e os meus irmãos batizávamos os pequenos animais, mas depois, quando eles cresciam, para além de já não ficarem tão bonitinhos, infelizmente, muitos deles tinham um único destino: a panela. Cheguei a ver tantos dos meus animais a passarem por esse destino, que por causa disso, não sou capaz de comer pato, nem mesmo coelho. E galinha e porco, só como mesmo aquela que compro no talho. Sou incapaz de comer uma galinha, que estive com ela enquanto era viva. E isso irritava o meu pai profundamente. Muitas vezes fiquei de castigo apenas porque recusei-me a comer o porco ou qualquer outro animal, que o meu pai tinha matado para alimentar a família. A minha mãe lá tinha que ir ao supermercado comprar carne, apesar de termos a arca cheia e isso era motivo para muitas discussões lá em casa. Mas isso é outra história que mais tarde, se quiser, eu acabo por contar.

 

Tirando esses animais da quinta, que deixaram de fazer parte da minha vida assim que o meu pai deixou de ter horta e morreu, eu cheguei a ter imensos cães. Alguns deles eu cheguei a ter contacto com eles apenas através da horta, mas havia muitos que vinham parar à minha casa. Sempre que uma cadela tinha filhotes, pelo menos um deles acabava por passar uns tempos na nossa casa e rapidamente, o cachorrinho tornava-se a vedeta cá de casa. Tive mesmo muitos cães enquanto era criança, mas de momento, aquele que eu mais recordo com carinho, é o Farrusco. Um cãozinho super querido, enorme e que muita alegria nos deu cá em casa. Todos adorávamos o Farrusco só que infelizmente, ainda jovem ele apanhou uma doença – que agora não me recordo do nome, mas penso chamar-se esgana – que fez com que as suas pernas dianteiras ficassem paralisadas. Nós ainda chegamos a levá-lo ao veterinário, mas já fomos tarde. O Farrusco morreu e acredito que essa tenha sido a nossa primeira grande desilusão com os animais de estimação.

 

Depois do Farrusco, demorou algum tempo até ter outro cão em casa. Entretanto, cheguei a ter porcos da índia, que devido a imundice que fazia e ao cheiro horrível que deixavam por toda a casa, a minha mãe, cedo tratou de desfazer-se deles. Cheguei também a ter periquitos, que um dia aproveitaram a janela aberta para fugirem de casa. Tive um pequeno hamster, que eu próprio quis desfazer-me dele, pois ele mordia ferozmente os meus dedos. E perdi a conta da quantidade de peixes que tive cá em casa. Sim! Eu adoro peixes! Tive muitos daqueles cor-de-laranja, mas tive muitos outros de várias cores. Mas infelizmente, eles não duravam muito no meu aquário. E anos mais tarde, fiquei depois a saber que a minha mãe, às escondidas, às vezes trocava um peixe morto, por um vivo, e nem mesmo eu e os meus irmãos dávamos conta disso. Simplesmente, depois de um dia de escola, chegávamos a casa e víamos ali o peixinho todo feliz (ou nem por isso!). Por mim, eu teria aqui em casa um grande aquário de peixes. Com vários e todo o aquário decorado. Mas infelizmente não tenho espaço cá em casa para um aquário em condições. Mas eu queria! Até porque sem exagero, eu sou capaz de ficar horas e horas a olhar para os peixinhos no aquário. Talvez por isso adore tanto o Oceanário de Lisboa e faço questão de passar por lá, todos os anos.

 

E depois da fase dos peixes, eis que surge na vida da minha família, uma cadela que… enfim! Até custa falar dela, pois tenho imensas saudades. Um dia, um amigo do meu irmão, encontrou uma pequena cadela (uma caniche), perdida pela estrada. Ele quis ficar com ela, mas como os seus pais não queriam ter animais em casa, ele teve que arranjar alguém para ficar com a cadela. E foi assim que a caniche chegou até nós. A minha mãe de inicio ainda ficou com um pé atrás em relação a ela mas de imediato, todos nós nos apaixonamos. Lembro-me que na altura estava a passar uma novela na TVI que todos adorávamos, a Xica da Silva. E por a cadelinha ser toda branquinha, ser o contrário da protagonista da novela que era negra, nós achamos piada dar-lhe o nome da personagem à cadela. Ela passou mesmo a chamar-se Xica (Maria) da Silva e depois de ter sido abandonada pela estrada, ela foi feliz na minha casa durante vários anos. Fez as alegrias de todos cá em casa. Era paparicada por todos e era super vaidosa. Tinha uma trela cor de rosa e adorava exibir-se na rua com as roupinhas que a minha mãe lhe arranjava. Roupinhas essas que eram minhas e dos meus irmãos, do tempo em que eramos bebés. Mas infelizmente a Xica não esteve entre nós durante muito tempo. Abreviando a história dramática, um dia chegamos a descobrir que ela tinha um problema no fígado. Passou por vários tratamentos no veterinário, mas… não resistiu. Num mês difícil para mim e para toda a minha família, a Xica acabou por falecer, uma semana depois do meu pai estar morto e ter sido enterrado. Confesso que esse foi dos momentos mais difíceis da minha vida. Perder a Xica, foi como perder tudo e por isso, quando ela se foi, eu prometi a mim mesmo que nunca mais iria querer ter outro animal de companhia. Não queria voltar de forma alguma, a passar por aquele enorme sentimento de perda.

 

Mas os anos passaram e as coisas mudaram. Hoje, aos 35 anos, sinto mesmo uma enorme necessidade de voltar a ter um animal de estimação. Confesso mesmo que adorava ter um novo cãozinho na minha vida, mas como ainda vivo com a minha mãe, ela neste momento recusa-se a ter um animal de quatro patas cá dentro. Mas eu não desisto! Volta e meia, faço-a relembrar que adoraria ter um animal. Que estou prestes a ir ao canil para me informar, de como posso adotar um bichinho, mas… a minha mãe é capaz de ter razão! De momento, ainda não tenho possibilidades para ter um cão. As despesas com veterinário, comida e todos os seus cuidados, fazem com que eu ainda esteja reticente em relação ao adotar. Mas existem outras opções para além do cão. E agora sim, vou direto ao assunto que me fez hoje escrever este texto.

 

Hoje, enquanto estava na rua, passei por uma loja de animais e estive mesmo tentado a sair de lá com um animalzinho debaixo dos braços. Eu queria comprar uns peixinhos, mas teria que ser um aquário pequeno e tenho mesmo muito medo que passado uns dias, ele morra. Por isso, em vez do cão, em vez do peixe, em vez do periquito que faz muito barulho e muita sujeira, acabei por ficar de olho numas pequenas tartarugas. Sim! Apaixonei-me mesmo por elas. Já queria sair da loja com um pequeno e divertido aquário, com duas tartarugas, que mentalmente até já lhes tinha dado nome, mas isso só não aconteceu, porque o senhor da loja praticamente não soube responder a nenhuma das minhas perguntas. Eu nunca tive tartarugas em casa. Não sei que cuidados devo ter com elas e pelos vistos, o senhor que lá estava a vender, também não tinha esse conhecimento. Ele limitava-se apenas a vender. Praticamente não sabia o que comiam, quantas vezes tinha-se que lavar o aquário, que cuidados a ter com a água, enfim… na falta de respostas, acabei por sair da loja de mãos a abanar. Mas quando cá cheguei a casa, a primeira coisa que fiz foi informar-me através da internet. Aí consegui obter as respostas que na altura não tive e sim, confesso que estou mesmo tentado em ir buscar o Bob e a Mary. E se isso acontecer, é claro que partilho essa informação com vocês, acompanhado de fotos.

 

E antes de terminar, os amantes de gatos, talvez tenham achado estranho o facto de eu nunca ter tido um gato. Bem! Na verdade, eu até tive! Só não achei importante referir esse facto pois eu odiei a gatinha que cá tive em casa uma vez. Eu odeio gatos! Não consigo estar perto deles. Vendo-os na televisão e através de fotos, eles são todos uns queridos, mas lado a lado, não! Nem pensar! Não quero saber de gatos para nada.

 

E vocês? Têm animais de estimação? Gostam mais de cães ou de gatos? Falem-me dos vossos bichos…

 

p.s. – Confesso que ainda andei pelas minhas caixas de fotografias, à procura de algumas fotos dos meus animais, para partilhar com vocês essas imagens, mas a minha irmã, acho que fez o favor de guardar essas fotos em algum outro lugar que eu não encontro. Enfim! Se eu encontrar, eu depois coloco aqui as fotos do Farrusco, da Xica e de alguns peixes que tive.

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