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Num só blog, está tudo aqui! O MORE tem desabafos/opiniões em relação a mim e ao que se passa à minha volta. Tem sugestões de cinema, televisão e não só. E tem mais, muito mais...

03
Fev17

Any Day Now | +Filme

Às vezes, estou eu a ver um filme e fico revoltado com aquilo que vejo. E quando sei que o filme é baseado em acontecimentos reais, mais revoltado eu fico. E isso foi o que aconteceu quando no outro dia, resolvi assistir ao filme “ANY DAY NOW”. Fiquei de tal forma revoltado, que quando chegou a hora de deitar-me, eu não consegui dormir e isso porque eu não parava de pensar no filme. “Any Day Now” é realmente um filme revoltante, um filme que dá que pensar e até mesmo agora, que estou a escrever este texto, ainda estou a pensar como é que os acontecimentos do filme puderam mesmo acontecer na vida real. Enfim! Se dúvidas houvesse, elas deixaram de existir assim que vi este filme. O Mundo é mesmo cruel e apesar dos anos, apesar de estarmos no século XXI, o Mundo continua a ser cruel e a ter pessoas que no lugar do coração, têm uma porcaria qualquer que… enfim! Nem vale a pena perder o meu tempo com essas pessoas.

 

Any_Day_Now_-_Trail_448272a.jpg

 

Falando do filme, eu resolvi vê-lo assim por acaso. Pouco ou nada sabia acerca dele. Li a sinopse do filme, nunca cheguei a ver o trailer do filme, mas numa dessas noites em que não havia nada de jeito para ver, resolvi arriscar. E ainda bem que arrisquei! O filme surpreendeu-me pela positiva, na medida em que não estava à espera de gostar tanto dele como cheguei a gostar. Mas fiquei também surpreendido pela negativa. Não pela qualidade do filme, não pelo desempenho dos atores – que diga-se de passagem estiveram todos maravilhosos – mas sim pela revolta que surgiu dentro de mim por saber que neste mundo há pessoas mesmo cruéis. Pessoas estúpidas que não deviam estar à frente de um tribunal, à frente de um governo, enfim… Para mim, não faz qualquer sentido alguém recusar a guarda de uma criança para alguém que tem condições para dar-lhe um futuro maravilhoso e que para além disso, tem muito amor para dar. Para mim, não faz qualquer sentido alguém deixar uma criança aos cuidados de uma mãe toxicodependente que nada tem para dar ao filho, principalmente o amor que ele precisa. E essa é mesmo a revolta, mas eu duvido que quem por aqui passa e aceita esta minha sugestão de filme, não fique revoltado tal como eu.

 

Any Day Now poster.jpeg

 

Em “Any Day Now”, encontramos um Alan Cumming, que é gay assumido e que aqui faz um papel fascinante. Confesso que acho nunca o ter visto em outro filme onde ele é o principal protagonista e fiquei impressionado com aquele seu Rudy Donatello que de uma forma simples, deu uma lição de vida a todos. Também não posso deixar de salientar o desempenho dos outros dois protagonistas, mas… acho que já chega de falar da minha revolta e passo àquela parte em que eu recomendo a 100%, o visionamento deste filme.

29
Out16

I Do | +Filme

I Do.jpeg

 

No que diz respeito ao cinema, é impressionante como às vezes às maiores surpresas vêm por parte daqueles filmes que nós nunca ouvimos falar. Por aqui em Portugal, os nossos canais de televisão insistem em passar sempre os mesmos filmes. A toda a hora só passam filmes que semanas antes já tinham sido exibidos umas quantas vezes e depois, tantos outros filmes que até mereciam o seu momento de destaque, acabam por ser esquecidos. E é pena! Bons filmes, pouco conhecidos por muitos, são verdadeiras pérolas que deveriam ter o seu momento para brilhar. Hoje deixo-vos aqui uma dessas sugestões. Um filme que nunca tínha ouvido falar, desconhecia por completo a sua história e nem mesmo tínha conhecimento do seu trailer. No entanto resolvi arriscar em vê-lo e fiz muito bem em dedicar cerca de hora e meia ao filme. “I DO” é assim que se chama a sugestão de hoje e o filme é uma excelente alternativa para quem deseja ver algo novo, algo fresco, algo que realmente irá conseguir tocar no nosso coração.

 

Apesar da história não ser propriamente nova, pois já outros filmes pegaram nessa mesma formula, a verdade é que o realizador Glenn Gaylord conseguiu contar-nos a história de uma maneira diferente. Deu ali um toque especial que fez com que o filme se tornasse também especial. Num misto de drama, romance e até alguma comédia, este filme conta a história de Jack Edwards (David W. Ross), um homem que após a morte do seu irmão, dedica a maior parte da sua vida à cunhada e a sobrinha Tara (Jessica Tyler Brown) que o ama de paixão. Ele é o tio gay da menina e os dois são inseparáveis. No entanto, apesar de já estar a viver nos Estados Unidos, Nova Iorque, há já muitos anos, Jack corre o risco de ser deportado para o Reino Unido, pois está a ter muita dificuldade em actualizar o seu visto de residência. Para resolver esta situação ele só encontra uma solução, casar-se. E a mulher que aceita casar-se com ele, é a sua melhor amiga Ali (Jamie-Lynn Sigler), lésbica assumida, que pelo amigo está disposta a tudo. Mas as coisas depois não correm como esperado. Sem que Jack estivesse à espera, surge na vida dele o espanhol Mano (Maurice Compte) e o amor bate-lhe à porta. E quando parecia que o seu visto de residência já estava garantido, as coisas começam a complicar-se. O casamento falso deixa de funcionar e Jack receia que tenha que sair da América e deixar para trás as pessoas que mais ama na vida.

 

 

O filme até nem chega a ser muito ambicioso mas como já aqui disse, apesar dessa história já ter sido contada em outros filmes, este “I Do” está na minha opinião, muito bem conseguido. Tirando a personagem do Mano, que parece estar muito forçada, todos os outros personagens estão fantásticos e o desempenho dos actores está também maravilhoso. Dou destaque à pequena Jessica Tyler Brown, que aqui interpreta a pequena Tara que tem dos momentos mais queridos de todo o filme. Apesar de pequena, ela demonstra uma maturidade que… só mesmo vendo o filme para compreender e eu por aqui, recomendo a 100%. Este é daqueles filmes que poderia muito bem ser apresentado numa sessão da tarde de fim-de-semana num dos nossos canais de TV mas… infelizmente filmes tão bons como esse não chegam até nós.

25
Fev16

Filme | Tensión sexual, Volumen 1: Volátil (Marco Berger, Marcelo Mónaco_2012)

MENU1

 

 

 

Hoje vou partilhar com vocês, mais uma sugestão de cinema para ver em casa. Trata-se de um filme que infelizmente nunca passou e nem nunca irá passar pelos nossos canais de TV, mas graças à gloriosa internet, tive aceso ao filme, vi, gostei e agora estou aqui para sugerir que o vejam também.

 

 

 

O nome Marco Berger diz-vos alguma coisa? Se tal como eu, tu gostas de assistir a filmes com uma temática gay e andas sempre à procura de algo novo, com certeza já deves ter lido esse nome em algum lado. Marco Berger é um realizador argentino, que tem por norma realizar filmes que apresentam uma temática gay. É dele os filmes “Plano B”, “Ausente” e “Hawaii”, filmes que eu já vi há algum tempo atrás e adorei (e recomendo), mas é dele também, o filme que hoje irei sugerir. Chama-se “TENSIÓN SEXUAL, VOLUMEN 1: VOLÁTIL” e na verdade, este filme é nada mais nada menos do que um conjunto de seis curtas-metragens, onde o tema principal é a tensão sexual que está em volta dos personagens, dos corpos, dos homens e sensualidade e erotismo é coisa que não falta nessas curtas. Este filme, foi escrito e realizado por Marco Berger, mas quem também assina e realiza algumas dessas histórias, é outro realizador argentino, de nome Marcelo Mónaco. Os dois em parceria, fazem aqui uma óptima dupla e o resultado é positivo. Vale a pena!

 

 

 

 

 

 

Para aqueles que conhecem o trabalho do realizador Marco Berger, com certeza já devem saber que ele tem um modo muito peculiar de contar as suas histórias. Há muitos silêncios nas suas curtas e o que mais se realça, são os olhares, os gestos e as atitudes dos personagens. Por isso, na falta de muito diálogo, às vezes as histórias podem tornar-se aborrecidas mas mesmo havendo algumas cenas muito estáticas, o filme num todo está muito bem conseguido e é impossível ao longo das seis histórias diferentes, não ficarmos também nós com uma certa tensão sexual. Os protagonistas transpiram sensualidade e erotismo por todo o lado e dá gosto vê-los. Apesar de haver pouca acção (sexual), o filme está repleto de provocações. De jovens com a testosterona ao máximo e eu tenho a certeza que vocês irão gostar.

 

 

 

STV-DVD

 

 

 

Vejam agora algumas imagens do filme, com os respectivos nomes das curtas e depois, no final, deixem os vossos comentários em relação ao filme no geral, ou então em relação a alguma curta que tenham gostado em especial.

 

 

 

Ari

 

"Ari"

 

 

 

El Primo

 

"El Primo"

 

 

 

El Otro

 

"El Otro"

 

 

 

Amor

 

"Love"

 

 

 

Los Brazos Rotos

 

"Los Brazos Rotos"

 

 

 

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"Entrenamiento"

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