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Num só blog, está tudo aqui! O MORE tem desabafos/opiniões em relação a mim e ao que se passa à minha volta. Tem sugestões de cinema, televisão e não só. E tem mais, muito mais...

01
Set17

Test | +Filme

Test (1).jpg

 

Título original: Test | Ano: 2013 | Origem: USA | Género: Drama | Realizador: Chris Mason Johnson | Elenco: Scott Marlowe, Matthew Risch, Evan Boomer | Mais informações no IMDb | Classificação: 2 estrelas

 

Sinopse do filme: Frankie é o mais novo membro da nova companhia de dança contemporânea de São Francisco, McManus Ballet. O ano é 1985. Quando um dos dançarinos é ferido Frankie deve ficar em seu lugar. É o clássico teste de habilidade e caráter. Fora do trabalho, Frankie aprofunda a amizade com Todd, o bad boy, a cada momento Frankie está sob um tipo diferente de teste: uma doença recém-nomeada está se espalhando rapidamente e sem ninguém parecer saber nada sobre ela, exceto que ela esta se alastrando. Juntos, os amigos navegam em um mundo cheio de riscos, que é também, agora e depois, cheio de promessas.

 

Test poster.jpg

 

A minha opinião: Acho que este é apenas mais um filme entre tantos outros, que fala sobre a grande epidemia que surgiu na década de 80 e que assustou muitos gays pelo mundo todo. Pessoalmente não gostei muito desse filme, pois achei ele demasiado amador, principalmente o ator principal que interpretava o papel de Frankie. Interpretação fraca, realização fraca e o que mais me chamou atenção em todo o filme, foi mesmo a dança. A coreografia era excelente e as cenas onde o elenco surge a dançar, são fantásticas. Nisso, deu-me vontade de estar num auditório para assistir ao espetáculo todo. De resto, não foi nada de novo e nem mesmo nada de surpreendente.

 

Um breve à parte: Se procuras nudez, este talvez não seja o filme perfeito, pois apesar de apresentar alguma nudez, algumas cenas de sexo, o filme é fraquinho nesse especto. Mas em contrapartida, o ator Matthew Risch (que interpreta o personagem Todd) é super querido e super lindo. Apaixonei-me!!

20
Jan17

Beira Mar | +Filme

Hoje estive à beira-mar. Ou melhor dizendo, hoje vi o filme “BEIRA-MAR” e... gostei! E até recomendo. O filme não é assim nada de especial mas vale a pena. E apesar de muito diferente, é díficil não olhar para este “Beira-Mar” sem lembrar-me do maravilhoso “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”. Ambos são filmes brasileiros, ambos contam com personagens adolescentes (se bem que este filme apresenta personagens mais velhos) e ambos contam uma história de amor entre dois amigos. Ou melhor! Será mesmo uma história de amor? Claro que se me perguntarem agora, quais dos dois filmes eu gostei mais, a verdade é que teria sempre que escolher a história do jovem cego que se apaixona pelo seu novo colega de turma. No entanto, este “Beira-Mar” também é um bom filme. Não teve o mesmo impacto que o outro mas foi na mesma bem recebido pela crítica e apesar de aspectos negativos, a verdade é que eu gostei.

 

Beira-Mar 2.jpeg

 

Eu já tinha ouvido falar deste “Beira-Mar” há algum tempo e lembro-me que na altura, apesar do trailer pouco ou nada mostrar, eu fiquei muito curioso em relação a ele. Por isso, assim que consegui ter acesso ao filme, não esperei nem um segundo. Dei play e vi este filme com toda a atenção que ele merecia. Num todo, eu volto a dizer que o filme até está muito bom mas infelizmente, no que diz respeito ao enredo, acho que deixa muito a desejar. O filme é curto, vê-se rápido e talvez por ser curto é que dá para tolerar certos silêncios incomodativos. É que o filme para além de não ter muita história, também tem poucos diálogos. “Beira-Mar” centra-se na viagem que dois grandes amigos (já de longa data) fazem até ao litoral do Rio Grande do Sul no Brasil e ficam instalados numa casa de praia que pertence aos pais de um dos personagens. Curiosamente, ao ver o filme, ficamos logo a saber que a casa fica junto à praia, à beira-mar (e talvez daí venha mesmo o título do filme), mas só conseguimos deslumbrar o mar, na cena final do filme. Uma cena que deixa muito a desejar, pois quando o filme parece que está a avançar e que agora sim, o filme vai começar a sério, a cena é interrompida com o final do filme. Um final que não deu direito a explicações, não deu direito a conclusões, simplesmente acabou. E na minha opinião acho que deveria ter havido uma explicação. Ao menos, deviam tentar explicar melhor o porque daquela viagem. O porque de um pai mandar um filho visitar uns familiares distantes e... enfim! Há coisas que erraram, mas também houve coisas que acertaram.

 

Beira-Mar poster.jpeg

Protagonizado por Mateus Almada (Martin), que é sem dúvda nenhuma um patinho feio e ainda pelo jovem Maurício José Barcellos (Tomaz), em que esse sim, é um querido, “Beira-Mar” é escrito e realizado pela dupla Filipe Matzembacher e Marcio Reolon. Infelizmente, este filme é mais um daqueles que certamente nunca irá passar pelos nossos canais de televisão, mas é também um filme que pode ser visto por toda a familia. Sim! Apesar de haver um sequencia de sexo entre dois jovens rapazes, este filme pode ser visto por todos. Até porque a cena está perfeita. O momento do sexo é delicado, é querido, é emocionante e... vale a pena! Por isso, tenta arranjar algum tempinho livre nessa tua vida tão atribulada e arranja maneira de ver este “Beira-Mar”. Depois já sabes, partilha a tua opinião comigo.

 

Boa noite a todos e bom fim de semana. Sim! Porque o fim de semana já está aí à porta, apesar de no meu caso, eu ficar os dois dias a trabalhar.

 

(Este texto foi inicialmente publicado no antigo blog do MORE a 19 de Fevereiro de 2016)

21
Dez16

Hawaii | +Filme

Hawaii.jpeg

 

Eu não sei mas na minha opinião, quem conhece os anteriores filmes do realizador Marco Berger, irá com certeza gostar deste “Hawaii”. Eu já tive oportunidade de ver alguns dos seus filmes, como “Plan B” e “Ausente” e cá para mim, este seu último filme realizado em 2013, é sem dúvida alguma o melhor da sua carreira como realizador.

 

Tenho no entanto que confessar que houve alguns aspectos no filme que não foram muito do meu agrado – como por exemplo a banda sonora – e para ser sincero, não percebi muito bem o porque do filme chamar-se “Hawaii”. É certo que bem próximo do fim do filme, é feito uma referência ao nome mas não acho que essa referencia tenha sido o essencial para dar ao filme o nome de “Hawaii”. E para mim faz-me alguma confusão um nome de um filme não ter nada a ver com a história. E como ultimamente tenho optado por arriscar em ver novos filmes, sem nunca antes ter visto o trailer deles, eu confesso que estava confiante de que o filme iria passar-se no Hawaii, coisa que não é verdade. Mas não se passando no Hawaii, o filme conta na mesma com um cenário maravilhoso, muito bem captado pelo realizador.

 

Neste filme voltamos a encontrar um dos actores que já trabalhou com o realizador. Em “Plan B” tínhamos um Manuel Vignau, disposto a inventar todas as desculpas e mais algumas, apenas para conseguir beijar o seu amigo. Agora em “Hawaii”, Manuel Vignau interpreta Eugénio, um personagem que pouco ou nada sabemos acerca dele mas que no decorrer da história vamos descobrindo. Para conseguir ter tempo e arranjar inspiração para um livro que está a escrever, Eugénio refugia-se na casa dos tios, a mesma casa onde durante a sua infância, passou todos os verões. Apesar da solidão inicial, tudo muda quando ele reencontra um amigo de infância, que lhe bate à porta a pedir um trabalho de verão. Esse amigo é Martín (Mateo Chiarino), que após vários anos de ausência, regressa a sua terra natal na esperança de encontrar estadia na casa de uma tia. Ao não encontra-la e sem ter mais família a quem recorrer, Martín passa a viver na rua e a fazer alguns arranjos na casa de Eugénio. Ao perceber que também Martín vive num mundo de solidão, Eugénio convida-o a viver na sua casa e os dois, aos poucos vão reconstruindo a amizade de infância mas entre os dois, sem nunca ser dito nada em palavras, começam a sentir um pelo outro algo mais do que uma mera amizade.

 

 

Uma vez mais Marco Berger abdica praticamente dos diálogos para criar uma história com cerca de mais de uma hora e meia de filme. Mas aqui os diálogos nem são tão necessários. Para perceber o que vai na cabeça de cada um dos dois protagonistas, basta estar atento ao silêncio, aos constantes olhares, as atitudes de ambos e às carícias disfarçadas de meros toques ao acaso. Num jogo de sedução onde não há espaço para as palavras, o realizador brinca com isso gerando vários momentos de provocação. Aliás! Marco Berger é perito em provocar-nos e durante todo o filme isso é constante. Sem nunca ser explicitamente referido o que um quer do outro, a verdade é que dá para perceber o intenso desejo que os dois sentem um pelo outro e a todo o momento a gente fica a pensar: mas quando é que eles se agarram, quando é que eles se beijam, quando é que eles terão o seu momento de amor/prazer? Enfim! O filme em certo ponto chega a ser frustrante, pois quando um dá um passo nessa direcção, parece que tudo volta atrás e dá mesmo a sensação de que o filme irá terminar sem que esses momentos aconteçam. Mas a intenção do realizador talvez seria mesmo essa. Provocar-nos e dar a entender que para criar uma bela história de amor, não é necessário recorrer aos beijos, aos abraços e as cenas de sexo. E embora isso seja um pouco revoltante para algumas pessoas – incluindo eu – a verdade é que está aqui um excelente trabalho por parte do realizador e dos protagonistas.

19
Nov16

El Tercero | +Filme

El Tercero.jpeg

 

Aqui estou eu para deixar-vos com mais uma sugestão de cinema em casa e com uma temática gay. E a sugestão de hoje trata-se de um filme que não chega a ser mau de todo. Acredito que ele não seja apreciado pela grande maioria de vocês mas apesar de ser um pouco estranho, houve partes nele que eu até gostei e sendo assim, acho que fazia todo o sentido deixar aqui a minha recomendação.

 

Já vi esse filme há uns tempos atrás, numa altura em que quando procurava um outro filme, dei de caras com esse e mesmo sem saber muito em relação a ele, sem nunca ter espreitado o seu trailer, assim às escuras resolvi assisti-lo e creio que não me arrependi. Claro que o filme não foi uma grande surpresa para mim, pois eu até já tinha lido a sinopse que circula pela net e praticamente, com aquilo que lemos, já dá para prever que não devemos esperar muito do filme mas valeu a pena. Houve momentos no filme demasiado chatos e longos mas no geral, o filme até agrada.

 

Realizado por Rodrigo Guerrero, o filme conta com a presença de um actor Argentino que já nos habituou com a sua presença em filme de temática gay. Quem está atento a esse tipo de filmes, irá com certeza reconhecer o actor Carlos Echevarría de filmes como Ausente (2011) e Solo (2013). Em EL TERCERO, o actor contracena ao lado de mais dois actores e tal como o próprio nome do filme indica, este filme conta apenas com a presença de três actores que ao longo de 70 minutos, contam uma história dividida em três partes.

 

O filme começa numa sala de chat, onde o jovem Fede (Emiliano Dionisi) conhece um casal, Franco (Nicolás Armengol) e Hernán (Carlos Echevarría). Entre os três parece haver uma química logo de imediato e por isso, Fede é convidado a passar pela casa do casal, afim de terem todos juntos uma noite bem agradável. A cena do chat é longa, estranha, um pouco aborrecida mas sejam resistentes. Não desistem logo à primeira pois já em casa dos dois homens, que já vivem juntos há alguns anos, passa-se depois uma longa cena na sala de jantar, onde os três, à medida em que vão jantando, vão conhecendo um pouco a história de cada um deles. Essa cena pode ser novamente longa, pode ser demasiado parada, mas acaba por ter diálogos interessantes e confesso que foi das partes do filme que eu mais gostei. Depois desse longo jantar, dessa longa conversa entre eles, surge a parte final do filme e que já todos esperavam que iria acontecer, o momento em que os três iriam partilhar a mesma cama e ter uma noite de amor/sexo/prazer, um momento que irá para sempre mudar a vida de cada um deles.

 

 

O filme não promete muito, não quis ser muito ousado mas mesmo assim, na minha opinião, tratando-se de um filme realizado por alguém que ainda não tem muito experiência com longas-metragens, o resultado final até foi agradável. Claro que não vale a pena criar altas expectativas em relação a ele mas este El Tercero acho que merece a nossa atenção. É claro também que este não é o tipo de filme para se ver em família, devido a cena carnal entre os três (se bem que o filme não mostra nada de especial) mas olha, aqui fica a sugestão e caso decidam assisti-lo, partilhem aqui comigo a vossa opinião.

22
Out16

Five Dances | +Filme

Five Dances.jpeg

 

Eu sou fanático por cinema. Não consigo viver sem ele e por isso, como já devem ter percebido, com alguma frequência serão aqui deixadas várias sugestões de cinema para ver em casa ou fora dela, de filmes com uma temática gay ou nem por isso. Para hoje, a sugestão trata-se do filme FIVE DANCES, um filme dividido em cinco capítulos, cinco danças diferentes e que conta uma história de amizade e amor entre cinco bailarinos. O filme é realizado por Alan Brown, o mesmo que em 2011 apresentou-nos o filme Private Romeo que em breve, será também aqui sugerido no MORE. O filme não chega a ser de cinco estrelas mas não posso negar que tem alguns certos momentos interessantes e que vale a pena assistir.

 

“Five Dances” acompanha a história do bailarino Chip Daniel (Ryan Steele), um jovem de 18 anos que pouco ou nada sabemos sobre a sua vida e aquilo que sabemos é que ele é um excelente bailarino e que junto com outros quatro bailarinos, ensaiam para um espetáculo de dança contemporânea. Entre esses bailarinos encontra-se o jovem Theo (Reed Luplau), um jovem bonito, misterioso e que apaixona-se por Chip. E de um modo geral, esta é a história deste “Five Dances”, um filme que não fez questão de dar muita importância aos diálogos, mas por outro lado quis apostar na banda sonora e nos belos momentos em que os bailarinos encontram-se a dançar. Esses sim, são momentos lindos para quem aprecia a dança e talvez venham a gostar.

 

 

Apesar do resultado final parecer algo um tanto amador, com protagonistas que não primam pelo seu talento na hora de representar, a verdade é que eu gostei do filme. Pode parecer um pouco maçador mas como já aqui disse, há cenas que merecem a nossa atenção e se formos a ver bem, existem tantos outros filmes piores do que esse.

05
Out16

Those People | +Filme

Those People.jpg

 

Para aqueles que tal como eu, procuram mais variedade por entre o catálogo Netflix, hoje deixo-vos como uma sugestão de cinema em casa, que facilmente encontras pelo serviço de setreaming. Trata-se de um filme com uma temática gay e sim! Parece que o Netflix anda a apostar em filmes com essa temática e espero que em breve, o catalogo de filmes com uma temática LGBT seja ainda maior.

 

A sugestão para hoje chama-se “THOSE PEOPLE” e apesar do filme não ser nada por ali além, eu acho que ninguém irá se importar de reservar 89 minutos da sua vida, para assistir a esse filme. Nem que seja somente pelos protagonistas que são tão fofos, tão queridos enfim… dá vontade de os trazer para casa.

 

Those People” é um drama. É também um romance, mas na sua maior essência é realmente um drama. Um drama acompanhado por alguma música clássica e que nos mostra a estranha relação entre um grupo de cinco jovens amigos. Por tratar-se de um drama, ao longo dos vários minutos, o filme bem tenta ali puxar algumas das nossas lágrimas, mas no meu caso isso não aconteceu. O filme está bonitinho, mas não é daqueles filmes que facilmente nos fazem chorar. Não chega a ser muito convincente e talvez muito por causa do desempenho dos protagonistas, que apesar de serem realmente muito fofos, parecem mais é um bando de amadores.

 

Those People (poster).jpg

 

Those People”, que é realizado pelo jovem Joey Kuhn, que também assina o argumento, conta a história da amizade de longa data entre Charlie (Jonathan Gordon) e Sebastian (Jason Ralph). Os dois, conheceram-se ainda criança e apesar de ambos serem homossexuais e de aos olhos de todos, facilmente todos perceberem que Charlie é perdidamente apaixonado por Sebastian, este último nunca quis entregar-se ao amor, para nunca estragar a amizade de ambos. De uma forma invejosa e até injusta, Sebastian quer Charlie só para si, mas em nenhum momento dá-lhe aquilo que ele quer em troca. E é num momento de crise e de depressão na vida de Sebastian, que sofre na pele, pelos erros do pai corrupto, que Charlie encontra Tim (Haaz Sleiman), um pianista que tem todas as características para ser o amor da sua vida mas, a relação com Sebastian é complicada e incompreendida. Será que por causa disso, esse novo amor não terá pernas para andar?! Bem! A resposta já sabem que não sou eu quem irá dar. Vejam o filme e descubram com quem o jovem Charlie irá ficar e depois, partilhe aqui comigo à vossa opinião em relação ao filme e as decisões do personagens…

14
Jan16

Filme | Saint Laurent (Bertrand Bonello_2014)

saint laurent movie 1

 

 

 

Chato! Chato! Muitíssimo chato! Infelizmente é assim que eu consigo caracterizar este filme que só ontem tive a oportunidade de o ver. Ele desde o final do ano que tem passado pelos canais TV Cine e eu sempre tive curiosidade em assisti-lo. E pensava eu que ao ver o filme, estaria perante uma obra de arte como eram as maravilhosas criações do estilista mas infelizmente, o filme "SAINT LAURENT" deixa muito a desejar. Ao longo de mais de duas horas, o filme retrata alguns dos momentos mais emblemáticos da vida do criador, mas o modo como conta esses momentos pessoais e profissionais é feita de uma forma tão insuportavelmente chata que para falar a verdade, eu nem sei como é que consegui chegar até ao final do filme sem mudar de canal, sem desligar a tv, ou até mesmo sem adormecer a meio. Enfim! Já deu para perceber que este filme não é mesmo do meu agrado e não há dúvidas quanto a isso. Nem irá valer a pena assisti-lo uma segunda vez.

 

 

 

Realizado por Bertrand Bonello, realizador que eu desconheço por completo, este "Saint Laurent" é protagonizado pelo jovem Gaspard Ulliel, que aqui interpreta o papel do criador Yves Saint Laurent. E se o filme teve algo de bom, foi sem dúvida a maravilhosa interpretação do actor. Gaspard Ulliel entregou-se de corpo e alma à sua personagem que é quase impossível não ficar fascinado. Seja em momentos de puro silêncio, onde reinava os olhares e os gestos, ou seja em momentos de diálogos, Gaspard teve aqui um desempenho fabuloso. Pena é que depois esse seu desempenho não tenha conseguido fazer com que um mau roteiro, com voltas e reviravoltas no tempo, se tornasse num bom filme. Com certeza, haverá por aí muitas opiniões diferentes da minha, pois ao que parece este filme ganhou e foi nomeado para prémios em alguns festivais de cinema mas... aqui no MORE o que reina é a minha opinião. E nem mesmo com a presença do actor Louis Garrel, um actor francês que eu muito admiro e que já se está a tornar um perito em papéis de homossexual, serviu com que o filme se tornasse mais interessante. Muito pelo contrário! Tirando a personagem de Gaspard Ulliel, que era o protagonista, todas as outras personagens eram muito estranhas. Pareciam que estavam deslocadas na história, enfim...

 

 

 

Gravado na minha box tenho ainda o outro filme do estilista, o "Yves Saint Laurent" do realizador Jalil Lespert, mas depois de ter assistido a este "Saint Laurent", confesso que já estou com um pé atrás em relação ao outro. Será que vai valer a pena assistir? Ou será que irá ser mais do mesmo? Eu lembro-me que quando os filmes estrearam em 2014, lembro-me de ter lido algures que um é melhor do que o outro mas... qual será o melhor? Se vocês tiverem a resposta não hesitem em partilhar esse conhecimento comigo.

 

 

 

saint laurent movie 2

 

 

 

Ah! E para quem está curioso em saber se este filme apresenta algumas cenas de homosexo, sim! O filme tem alguns momentos interessantes, alguns nus frontais mas... serão esses uns bons motivos para quererem ver o filme?

19
Set15

Cinema | Praia do Futuro (Karim Aïnouz_2014)

 

 

 

O Queer Lisboa - o Festival Internacional de Cinema Queer - regressou ontem às salas do Cinema São Jorge em Lisboa, para aquela que é a 19º edição do festival. Para a abertura, a organização escolheu um filme brasileiro e apesar de eu não ter tido a oportunidade de passar pelo São Jorge para assistir ao visionamento do filme, eu já tinha visto o filme em causa, há uns bons meses atrás. Penso até que o vi no final de Dezembro de 2014 e na altura, andava muito curioso em relação a ele, devido há muita polémica que o filme gerou no Brasil. Independentemente da polémica, o filme chegou a ser um desilusão para mim mas vamos por partes...

 

 

 

O filme exibido ontem no Queer Lisboa, foi "PRAIA DO FUTURO", um filme do realizador Karim Aïnouz e que conta com a participação de um actor muito querido pelos brasileiros e não só, o Wagner Moura. O actor, apesar de já ter feito vários filmes (da comédia ao drama), apesar de já ter participado em algumas novelas, pode-se dizer que aqui em Portugal, ela é mais conhecido pelos filmes "Tropa de Elite", onde aí ele interpretava o papel de um macho valente. Por isso, quando o filme "Praia do Futuro" estreou no Brasil, as pessoas como gostam do trabalho do actor, foram a correr ver o filme mas não estavam à espera de encontrar um Wagner a interpretar um papel de um homossexual, com direito a beijos e a cenas de sexo gay bastante ousadas. Na altura da estreia do filme nas salas do Brasil, leu-se muito pela net, a revolta dos espectadores ao serem surpreendidos com a primeira cena de sexo no filme. A revolta foi tanta que, quando eu há uns tempos atrás decidi ver o filme, achei que iria ver algo mesmo muito extraordinário, fora do normal, já que a população daquele país ficou perplexo mas... olha?! Se querem mesmo saber a minha opinião, eu não achei nada de especial. A cena de sexo não tem nada de novo e o filme em si, também não tem nada de espantoso. Depois da muita curiosidade inicial em querer ver o filme, chegou a um momento do filme em que eu já questionava: «mas será que isso nunca mais acaba?» É que o filme é chato! Mesmo muito chato do principio ao fim e nem mesmo a interpretação do actor Wagner Moura, que todos sabemos que é na verdade um excelente actor, conseguiu fazer com que esse filme tivesse um outro encanto. Este é daqueles filmes que vi, não pretendo ver uma segunda vez mas de qualquer forma, aqui fica a recomendação para quem quiser arriscar e de qualquer forma, essa foi a escolha da organização do Queer Lisboa para dar inicio ao festival. Na minha opinião não foi de todo uma boa escolha para a abertura mas caso tenhas estado na abertura do festival, caso tenhas visto e gostado, não hesitem em partilhar essa vossa opinião comigo.

 

 

 

Para além do actor Wagner Moura, o filme conta ainda com a presença de outros dois actores protagonistas. Um deles é o jovem Jesuíta Barbosa, que já aqui falei dele, e que neste filme, interpreta o irmão revoltado da personagem interpretada pelo Wagner Moura. É uma personagem pequena, que surge apenas lá quase no final do filme e para ser sincero, acho que a entrada dessa personagem nada fez mudar o rumo da história. Tudo continuou chato e aborrecido como sempre. Mas mais chato ainda, foi a presença do actor alemão Clemens Schick. Um actor que para mim, mais parecia um amador do que qualquer outra coisa e que agarrou um papel mesmo muito aborrecido. Mas aborrecido (e muito!) também foram as várias cenas de silêncio do filme. E olha que eu sou apreciador de filmes com poucos diálogos. Daqueles filmes em que um silêncio diz mais do que mil palavras mas os constantes silêncios dessa "Praia do Futuro" nada diziam. Parecia apenas que eram para 'encher chouriços'. Não acrescentava nada de novo no desenrolar da história, história essa que por sinal era muito fraca.

 

 

 

 

 

 

Mas chega de criticar a "Praia do Futuro". Agora que o Queer Lisboa 19 já arrancou, nos próximos dias (até ao dia 26 de Setembro) o festival irá apresentar-nos muitas longas-metragens, muitas curtas, muitos documentários e eu, se não andasse tão ocupado e tão cansado, não me importava nada de apanhar por lá alguns filmes que eu queria muito ver. Pode ser que, no final de um dia de trabalho, eu tenha coragem de em vez de vir para casa e estender-me na cama, optar por ir até ao Cinema São Jorge e quem sabe se não é por lá que nós vamos encontrar...

 

 

 

[ver o trailer do filme...]

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