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Num só blog, está tudo aqui! O MORE tem desabafos/opiniões em relação a mim e ao que se passa à minha volta. Tem sugestões de cinema, televisão e não só. E tem mais, muito mais...

13
Dez16

Mannen Som Elsket Yngve | +Filme

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E cá vou eu com mais uma nova sugestão de filme que faz parte da minha lista de favoritos. Descobri à uns anos atrás, este filme que rapidamente passou a fazer parte da minha lista de filmes favoritos. E é curioso, pois por vezes, os grandes filmes, aqueles que conseguem conquistar-me por completo, são os pouco (ou nada) conhecidos, pouco falados, que vêm de países onde normalmente não estamos habituados a ouvir falar. O filme que esta noite eu recomendo vem da Noruega e se não me engano, esta foi mesmo a primeira vez que vi um filme desse país. Sei que há pessoas que têm um certo ‘preconceito’ em relação a filmes que não são de origem americana e falados em inglês, mas acreditem, por vezes, os melhores filmes vêm mesmo de outros países como a Noruega. E esse “MANNEN SOM ELSKET YNGVE” é o exemplo de um ótimo filme que merece ser visto por todos nós. Eu recomendo a 100% e tenho a certeza que quem arriscar em vê-lo, também irá gostar.

 

Quando optei por ver este “Mannen Som Elsket Yngve” eu pouco ou nada sabia acerca dele. Ou melhor, já tinha lido a sinopse do filme mas como sei que muitas das vezes as sinopses não correspondem à realidade, eu arrisquei vê-lo sem nunca imaginar que iria ficar completamente rendido a ele. O filme está excelente em todos os sentidos. Tanto na realização como nas interpretações dos jovens atores. Todos eles estão fantásticos e até mesmo a banda sonora do filme chama a atenção com grandes êxitos dos anos 80.

 

Este filme, pelo que depois pesquisei em relação a ele, foi muito aplaudido no seu país de origem chegado a ganhar vários prémios em alguns festivais de cinema. E ainda bem que assim foi porque este filme é mesmo uma obra de arte que em cerca de uma hora e meia de filme, faz-nos sentir um pouco de tudo, desde a vontade de rir até à vontade de chorar. A sua história está super emocionante e apesar do filme ter terminado de uma forma inesperada, deixando com que o final não fosse muito esclarecedor, a verdade é que mesmo assim, vale a pena arranjar um tempinho para o ver. Por isso, e como na minha opinião este filme é para toda a família, assim que possível reúne a tua família e assiste a este maravilhoso filme na companhia de umas boas pipocas.

 

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Mannen Som Elsket Yngvese passa em novembro de 1989. O muro de Berlim colapsa. Na cidade de Stavanger, Jarle Klepp, 17 anos, não tem ideia de que as coisas estão prestes a mudar. Até agora ele tinha de tudo; a melhor namorada e o mais legal amigo do mundo. Juntos formam a mais agressiva banda de punk rock da cidade, a Mattias Rust Band. Mas então surge um novo colega de classe, Yngve, que não é como a maioria, deixando Jarle confuso. Lentamente, mas de forma constante, ele deixa de lado todos os que o cercam, e descobre o que significa ficar sozinho. Um cintilante, delicioso, dramático, e engraçado filme, que pode te fazer rir e chorar com a mesma intensidade. A intenção foi fazer um filme autêntico, maduro, mas ao mesmo tempo com a energia da juventude dos personagens. A trilha sonora te levará diretamente aos anos 80, com algumas das principais bandas de rock do período, tais como Stone Roses, The Cure, REM, Japan, Jesus and Mary Chain e Joy Division. Recomendado aos livres de espírito.

12
Dez16

Sasha | +Filme

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A partir de hoje e nos próximos dias, vou aqui deixar-vos algumas sugestões de filmes para verem em casa se tiverem essa possibilidade. Mas as sugestões não serão acerca de uns filmes quais queres, não. Trata-se de alguns dos meus filmes favoritos de temática gay e que conta histórias de amores de adolescência, amores inocentes, mas nem por isso, amores sofredores. Em cinco dias, vou revelar-vos alguns dos filmes que fazem parte da minha lista de favoritos e espero no final, haver aqui uma partilha de opiniões e quem sabe, novas sugestões da vossa parte.

 

E o primeiro filme nessa minha lista de favoritos é o “SASHA”. O filme é alemão e apesar desse idioma fazer-me uma certa confusão na cabeça, a verdade é que quando vi o filme pela primeira vez, fiquei logo fascinado com as cenas iniciais do filme e por isso, foi com enorme prazer que assisti ao filme do principio ao fim. Este filme realizado por Dennis Todorovic trata-se de uma comédia em tons dramáticos e a sua história é realmente super interessante. Já tive a oportunidade de o ver várias vezes e não me importava nada de voltar a vê-lo umas outras tantas vezes. Aliás! Numa das vezes em que vi o filme, vi-o na companhia da minha mãe que apesar de ter achado o filme um pouco estranho, também acabou por gostar. E digo isso porque este “Sasha”, ao contrário de alguns outros filmes, pode muito bem ser visto em família. Eu diria até que é um filme ideal para ver numa tarde de fim-de-semana e com a família toda reunida na sala. Esta opção seria bem mais interessante do que as constantes repetições de filmes desinteressantes que os nossos canais estão habituados a transmitir.

 

Em “Sasha”, acompanhamos a vida da personagem que dá nome ao filme e que curiosamente se chama Sascha Kekez. Este jovem, super querido por sinal, tem uma família um pouco complicada e problemática e talvez por isso, o jovem ainda não teve a coragem de assumir a sua homossexualidade. Apaixonado pelo seu professor de piano, que entretanto irá mudar de cidade, Sasha vê-se obrigado a assumir aquilo que sente pelo professor pois tem medo de o perder e de nunca mais o ver. Por isso, ele assume pela primeira vez a sua homossexualidade para a sua melhor amiga e vai à luta para conquistar o amor da sua vida mas, a vida nem sempre é um mar de rosas e essas revelações não serão muito bem-vindas para alguns.

 

Com momentos hilariantes e que dá imensa vontade de rir às gargalhadas, este filme apresenta ainda muitos momentos de tensão, drama e belas cenas onde o romance salta à vista. Eu confesso que sou mesmo um romântico por natureza e por isso, fico sempre muito emocionado com histórias como esta.

 

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O filme vale mesmo a pena e por isso, aqui fica a sugestão dos meus favoritos. Para aqueles que já viram seria interessante partilharem a vossa opinião com o blog e para aqueles que ainda não viram, aceitem esta boa sugestão de cinema em casa pois eu tenho a certeza de que não irão arrepender-se.

10
Dez16

Unconditional | +Filme

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Há já imenso tempo que estou para escrever sobre este filme mas tenho estado sempre a adiar. E de hoje não passa! Hoje irei falar um pouco deste “UNCONDITIONAL”, um filme que apesar de ter gostado, ainda continuo com um pé atrás em relação a ele e não sei bem explicar porquê. Ou melhor! Talvez até sei. Este filme conta uma história que não é muito frequente se ver em outros filmes e talvez seja isso que tenha-me deixado um pouco confuso em relação a ele.

 

Neste “Unconditional”, encontramos o actor Christian Cooke – que meu Deus! é lindo de morrer – a interpretar o personagem Liam, um homem com uma boa vida, uma boa casa, um bom emprego, com um bom carro, enfim, tudo nele parece ser bom demais e poderíamos até dizer que ele tem todos os atributos necessários para conseguir conquistar uma mulher mas… as coisas não são bem assim! Através de Kristen (Madeleine Clark), que procura-o no seu emprego para pedir um empréstimo, Liam conhece Owen (Harry McEntire), o irmão gêmeo de Kristen. Os dois são muito próximos um do outro e praticamente não têm vida social. Vivem um para o outro e ainda para a mãe deles que está gravemente doente. Apesar de muito jovens, são os dois irmãos que tomam conta da mãe e da casa mas Kristen ambiciona uma vida melhor para si. Por isso pede o empréstimo, apaixona-se por Liam e está disposta a conseguir o amor daquele homem. O problema é que Liam não esta interessado em Kristen mas sim em Owen e o jovem cedo apercebe-se que também está apaixonado por Liam. Os dois começam então uma relação mas uma relação muito fora do normal. Sem nunca assumir que é gay e que gosta de homens, Liam obriga Owen a vestir-se de mulher sempre que estão juntos e assim, ele pode dizer que mantém um romance normal com uma mulher, como se de uma relação heterossexual se trata-se. E se no início, Owen até sujeita-se a passar por esse papel de mulher, mais tarde ele irá perceber que irá querer muito mais do que viver uma mentira, só que Liam não está para suportar essa verdade.

 

 

O filme tem uma história interessante e como já aqui disse, acho que não é frequente vermos uma história contada assim dessa forma e eu gostei. Claro que faz-me confusão ver a personagem Owen a sujeitar-se a essa loucura do Liam. Mas aqui dá para perceber que por amor, uma pessoa é capaz de tudo mas só até a um determinado limite. Limite esse que Owen irá impor mais tarde, correndo o risco de ver Liam ser severamente agressivo com ele. Enfim! O filme pode não ter grandes actores, e o desempenho deles até não ser nada de especial, mas a verdade é que o realizador Bryn Higgins, soube contar aqui uma história cativante. Uma história de amor, paixão, revolta, mágoa e que eu sugiro que vejam numa dessas noites quentes de verão.

03
Dez16

Geography Club | +Filme

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Eu já não tenho muita paciência para comédias de adolescentes, onde os jovens tudo fazem para deixarem de serem virgens. Filmes assim há aos pontapés e eu sinceramente já nem gosto de perder tempo com eles. Por isso, quando tomei conhecimento deste “GEOGRAPHY CLUB”, achei que este teria mais do mesmo. Piadas desinteressantes e jovens carregados de testosterona e prontos para disparar em qualquer direcção. Mas não! Em relação a esse filme eu estava completamente enganado e tenho que confessar que este filme foi uma agradável surpresa.

 

Apesar do nome, “Geography Club”, este filme nada tem a ver com geografia. O nome é apenas para despistar algumas pessoas a fim de não imaginarem quem é que realmente participa nesse clube. O filme é protagonizado pelo actor Cameron Deane Stewart, que aqui interpreta o jovem Russell. Um jovem normal como todos os outros e que está agora a descobrir a sua sexualidade. Ele apaixona-se pelo jogador de rugby da sua escola, um jovem muito bonito e popular, que corresponde ao seu amor. Em segredo os dois mantêm uma relação que cedo é descoberta por Min (Ally Maki), uma jovem que também guarda alguns segredos e que é a responsável pelo clube de geografia da escola. Após descobrir que Russell é gay, Min convida-o a fazer parte do clube e é assim que Russell descobre do que realmente se trata aquele clube. Um clube onde se encontram todos aqueles que se sentem estranhos por causa da sua orientação sexual. E apesar de Russell inicialmente ficar com um pé atrás em relação àquele clube, a verdade é que é ali que ele irá encontrar grandes amigos e descobrir que é feliz, mesmo que o seu amor não queira fazer parte da sua vida.

 

 

O filme tem realmente personagens típicos de outros filmes, como o jovem Gunnar (Andrew Caldwell), melhor amigo de Russell e que não quer morrer virgem. Mas este “Geography Club” é muito mais do que jovens à procura de sexo. Aqui a amizade está acima de tudo e é através dela que aqui tomamos conhecimento de boas lições de vida, com mensagens que merecem a nossa atenção. O filme até pode tratar-se de uma comédia mas emoção é coisa que não falta e sim! Eu fiquei emocionado com este filme que dá que pensar e vale a pena ver!

26
Nov16

Solo | +Filme

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Hoje volto a deixar aqui uma sugestão de cinema para ver em casa. Se neste fim de semana não tens nada para fazer e nem mesmo nada para ver, que tal aceitares esta nossa sugestão que apesar de ser um filme, aborda um tema bastante actual e faz com que todos nós fiquemos a pensar na vida e nas relações repentinas que por vezes alguns de nós chegamos a ter.

 

SOLO é um filme Argentino que com base na pergunta “Você sabe quem está a levar para dentro da sua casa?”, conta a história de um casal gay que se conhece através de um chat-room. Os dois marcam um encontro, vão para casa e lá têm uma bela noite de sexo. Assim à primeira vista tudo parece normal. Parece que estamos perante uma história de amor entre dois homens já magoados com histórias do passado, mas que tentam agora refazer as suas vidas, conhecendo um novo amor. Só que neste “Solo” nem tudo será um mar de rosas. Um dos dois homens parece não ter boas intenções e durante quase todo o filme ficamos sempre com aquela dúvida: Qual deles está a mentir? Qual deles está ali com segundas intenções? Qual deles tem uma mascara que está prestes a cair e a mostrar o monstro que realmente é? Tensão e suspense é coisa que não falta neste filme e apesar de curto, o filme chega a ser muito interessante.

 

Realizado por Marcelo Briem Stamm, que aqui apresenta a sua primeira longa, este filme conta com a presença de dois belos actores que dão tudo por tudo para que os seus personagens sejam os mais credíveis possíveis. Patricio Ramos interpreta o jovem Manuel, um jovem com uma boa casa, um bom trabalho e que no passado chegou a ter um relacionamento com um homem, que não acabou muito bem. Para superar essa desilusão ela contou com o apoio da sua amiga Vicky (Laura Agorreca). Um dia, cansado de estar sozinho, ele conhece o jovem Julio (Mario Verón) através de um chat e pouco ou nada sabemos acerca dele. A história irá desenrolar-se com muitos momentos de beijos, abraços, sexo e revelações que irão surpreender qualquer um. E como já aqui disse, este filme deixa-nos a pensar: será que quando conhecemos alguém por um chat e convidamos essa pessoa para a nossa casa, será que sabemos quem estamos a levar para dentro dela?

 

 

O filme é simples, não chega a ser muito ambicioso, mas o resultado final chega a ser positivo. Eu pelo menos gostei e por isso recomendo.

20
Nov16

Naomi e Ely, e a Lista do Não Beijo | +Filme

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Hoje deixo-vos com mais uma sugestão rápida de cinema em casa. Se tal como eu, já não consegues viver sem o Netflix, há um filme que aborda a temática gay no seu catalogo, que apesar de não ser um filme nada de especial, chega a ser um filme interessante. É um daqueles filmes que em hora e meia se vê, numa altura em que nada tens de especial para ver. É que na TV nunca dá nada de interessante e às vezes, dá jeito saber desses filmes para ver assim nesses dias frios, em que a vontade que temos, é mesmo de ficar em casa.

 

A sugestão para o dia de hoje se chama “NAOMI E ELY – E A LISTA DO NÃO BEIJO” e conta a história de dois jovens adolescentes, acabados de entrar na faculdade, que desde criança sempre foram grandes amigos. Sempre moraram lado a lado e por isso, estavam habituados a ficarem praticamente 24h por dias juntos. No entanto, agora que ambos estão a crescer e a seguir caminhos diferentes pela faculdade, a grande amizade irá ser posta em causa e isso porque, Naomi afinal pode sentir por Ely, algo que seja muito mais forte do que uma amizade. Ela ao longo do tempo, vai chegar à conclusão de que talvez ela está apaixonada pelo seu melhor amigo mas, há um problema. Ely é homossexual assumido e quanto a isso, nunca foi segredo para Naomi. E por isso mesmo, por nunca ter sido segredo, os dois mantêm um tipo de diário onde aí, eles colocam o nome de todos os rapazes que nenhum dos dois pode beijar. Na verdade, são os rapazes que ambos gostariam de beijar mas de forma a não traírem a amizade de ambos, comprometem-se a não beijar. Só que a vida vai dar muitas voltas e quando menos se espera, Ely apaixona-se (e beija) o homem que claramente não devia.

 

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Eu diria que esta é a típica história de adolescentes e apesar de aparentemente o filme não trazer nada de novo, a verdade é que ele chega a ter bons momentos. O filme é engraçado, tem um elenco de jovens atores engraçados – e giros! E este filme é o resultado de uma adaptação de um livro que ainda não tive a oportunidade de ler, mas que depois de ver o filme, fiquei curioso em relação a ele. Aliás! Quem escreve o livro é um escritor que gosta muito de escrever histórias com uma temática gay. No seu currículo já existem vários livros com essa temática e eu aliás, comecei há bem pouco tempo a ler um dos seus livros. Mas quanto a ele, em breve falarei mais um pouco. Para já, aceitem essa minha sugestão e… bom cinema em casa!!

19
Nov16

El Tercero | +Filme

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Aqui estou eu para deixar-vos com mais uma sugestão de cinema em casa e com uma temática gay. E a sugestão de hoje trata-se de um filme que não chega a ser mau de todo. Acredito que ele não seja apreciado pela grande maioria de vocês mas apesar de ser um pouco estranho, houve partes nele que eu até gostei e sendo assim, acho que fazia todo o sentido deixar aqui a minha recomendação.

 

Já vi esse filme há uns tempos atrás, numa altura em que quando procurava um outro filme, dei de caras com esse e mesmo sem saber muito em relação a ele, sem nunca ter espreitado o seu trailer, assim às escuras resolvi assisti-lo e creio que não me arrependi. Claro que o filme não foi uma grande surpresa para mim, pois eu até já tinha lido a sinopse que circula pela net e praticamente, com aquilo que lemos, já dá para prever que não devemos esperar muito do filme mas valeu a pena. Houve momentos no filme demasiado chatos e longos mas no geral, o filme até agrada.

 

Realizado por Rodrigo Guerrero, o filme conta com a presença de um actor Argentino que já nos habituou com a sua presença em filme de temática gay. Quem está atento a esse tipo de filmes, irá com certeza reconhecer o actor Carlos Echevarría de filmes como Ausente (2011) e Solo (2013). Em EL TERCERO, o actor contracena ao lado de mais dois actores e tal como o próprio nome do filme indica, este filme conta apenas com a presença de três actores que ao longo de 70 minutos, contam uma história dividida em três partes.

 

O filme começa numa sala de chat, onde o jovem Fede (Emiliano Dionisi) conhece um casal, Franco (Nicolás Armengol) e Hernán (Carlos Echevarría). Entre os três parece haver uma química logo de imediato e por isso, Fede é convidado a passar pela casa do casal, afim de terem todos juntos uma noite bem agradável. A cena do chat é longa, estranha, um pouco aborrecida mas sejam resistentes. Não desistem logo à primeira pois já em casa dos dois homens, que já vivem juntos há alguns anos, passa-se depois uma longa cena na sala de jantar, onde os três, à medida em que vão jantando, vão conhecendo um pouco a história de cada um deles. Essa cena pode ser novamente longa, pode ser demasiado parada, mas acaba por ter diálogos interessantes e confesso que foi das partes do filme que eu mais gostei. Depois desse longo jantar, dessa longa conversa entre eles, surge a parte final do filme e que já todos esperavam que iria acontecer, o momento em que os três iriam partilhar a mesma cama e ter uma noite de amor/sexo/prazer, um momento que irá para sempre mudar a vida de cada um deles.

 

 

O filme não promete muito, não quis ser muito ousado mas mesmo assim, na minha opinião, tratando-se de um filme realizado por alguém que ainda não tem muito experiência com longas-metragens, o resultado final até foi agradável. Claro que não vale a pena criar altas expectativas em relação a ele mas este El Tercero acho que merece a nossa atenção. É claro também que este não é o tipo de filme para se ver em família, devido a cena carnal entre os três (se bem que o filme não mostra nada de especial) mas olha, aqui fica a sugestão e caso decidam assisti-lo, partilhem aqui comigo a vossa opinião.

14
Nov16

Julieta (de Pedro Almodóvar) | +Cinema

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Na quarta-feira passada aproveitei que o cinema estava mais barato, para ir ver um filme. Na verdade, a intenção era ver dois filmes seguidos, mas depois não sei o que me deu, no final do primeiro filme tive vontade de ir para casa e fui. Na verdade, aquilo que me deu foi um certo sentimento de tristeza. Sim! Fiquei triste e isso por causa do filme que tinha visto.

 

Se há realizador de cinema que eu adoro, venero, amo de paixão, é o grande Pedro Almodóvar. Sou fã e confesso que não há nenhum dos seus filmes que eu não goste. Adoro-os a todos! Claro que há umas certas preferências em relação a um filme ou outro, mas para mim, tudo o que ele faz é realmente uma obra de arte. E com essa minha devoção ao realizador, eu não podia de forma alguma deixar de assistir ao seu mais recente filme “JULIETA”. Filme esse que já estreou há umas boas semanas atrás, mas que felizmente, ainda consegui encontrar uma sala com ele em exibição e… a minha opinião é a mesma em relação a todos os seus filmes. Este “Julieta” é lindo e se tiverem a oportunidade de o ver, eu recomendo que o façam, pois vale a pena.

 

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Apesar de ter adorado este filme e de mais uma vez ter saído da sala com os olhos em lágrimas por causa do Almodóvar, tenho que admitir que este “Julieta” está um pouco abaixo de outros filmes que ele já realizou. A história em si está muito bem contada, o elenco está maravilhoso, mas não sei! Sinto que faltou algo. Algo que lhe desse mais força. Algo que me fizesse ficar ainda mais surpreendido, pois apesar do filme ser bom, não acho que tenha sido forte a nível do efeito surpresa. Mas eu gostei! Nota-se facilmente que esse é um filme do Almodovar, onde as mulheres – grandes mulheres – estão em destaque e sem grandes artimanhas, a história é-nos apresentada de uma forma simples e coerente. Enfim! É mais uma obra prima da sétima arte e agora, que venha o próximo. E que venha sem grandes demoras, com grande força e de preferência, com algumas das musas do realizador, tipo a Penelope Cruz e não só…

12
Nov16

Interior. Leather Bar | +Filme

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Há uns tempos atrás, encontrei pelos canais TV Cine, este “INTERIOR. LEATHER BAR.”, que é nada mais, nada menos do que o resultado de uma estranha experiencia do actor/realizador James Franco, que quis porque quis, mostrar-nos o que poderia ter sido os 40 minutos cortados do filme "Cruising", realizado por William Friedkin na década de 80 e que conta com o actor Al Pacino no papel principal. Nesse “Cruising”, Al Pacino interpreta o papel de um polícia que está encarregue de resolver um caso de homicídio que envolve a comunidade homossexual. Na altura, o filme chegou a ser criticado pelos homossexuais, por supostamente tratar-se de um filme com um teor homofóbico e tendo em conta de que o filme continha algumas cenas bastante ousadas para a altura, foram cortados 40 minutos de filme, onde Al Pacino entraria num bar gay e iria passar por várias situações de sadomasoquismo. Esses 40 minutos nunca se tornaram públicos, mas James Franco na companhia do amigo Travis Mathews, um dia resolveram pegar nessa ideia e recriar esses 40 minutos.

 

Eu pessoalmente não gostei deste filme, documentário, ou seja lé o que isso tenha sido. Achei tudo muito estranho e apesar do filme contar com a presença de James Franco, que a determinada altura explica o porquê de ter criado este projecto, com afirmações que eu até concordei, a verdade é que fiquei com a sensação de que o actor, que por diversas vezes já teve a sua sexualidade questionada, quis realizar um dos seus fetiches, ver um bando de homens a terem sexo ao vivo, de carne e osso, pois tal como ele próprio afirma, filmes pornográficos todos vêm. E o que nem todos tem a possibilidade, é de estarem na rodagem de um desses filmes e foi esse fetiche que ele quis realizar.

 

 

Sem qualquer nexo, eu que sou gay e que também acho que deveria haver mais sexo gay em filmes, achei tudo isso demasiado exagerado.

06
Nov16

Doctor Strange | +Cinema

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Se há filme novo de super-heróis no cinema, isso quase que obrigatoriamente é motivo para ir ao cinema. E como sou fã dos filmes da Marvel, é obvio que fui ver o mais novo filme do super-herói, que tem o ator Benedict Cumberbatch no papel do Doctor Strange. E apesar de adorar os filmes dos super-heróis e de todo esse universo da Marvel, eu não sou propriamente um conhecedor das bandas desenhadas que inspiraram essa enorme vaga de filmes. Por isso, não é de estranhar que eu desconhecia por completo esta personagem. Talvez, através de uns desenhos animados que antigamente dava na SIC, eu talvez já tivesse ouvido falar nele, mas desconhecia por completo a sua história, a sua origem, que poderes ele tinha e qual a importância desse personagem no universo da Marvel. E agora que já vi o filme, filme esse que realmente foca-se a contar a origem do personagem Doctor Strange, eu continuo sem saber qual é a importância dele nesse maravilhoso universo. Ou seja, para vos ser sincero, tenho mesmo que admitir que este, está longe de ser o meu filme favorito dos super-heróis.

 

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Duma coisa não posso negar, apesar de não ter gostado muito deste Doctor Strange, o filme conta com um elenco maravilhoso de grandes atores. Para começar temos o Benedict Cumberbatch, que obviamente já dispensa apresentações e do modo como interpreta este Doctor Strange, fez-me convencer de que este papel foi feito especialmente para si. Temos a sempre querida Rachel McAdams, que é das atrizes que eu mais adoro, que apesar de ter aqui um papel pequeno, pouco insignificante, ela dá aqui uma frescura de realidade, num mundo onde tem vários universos paralelos. No filme, brilha ainda o ator Chiwetel Ejiofor, que desempenha muito bem o papel de Mordo e claro, é impossível não falar no vilão interpretado por Mads Mikkelsen, ele que é perito em vilões, em personagens marcantes e que mais uma vez, convence-nos a cada cena onde está presente, no papel de Kaecilius. E por fim, para concluir este leque de grandes artistas, o filme conta ainda com aquela que é sem dúvida alguma uma das minhas atrizes favoritas e é também na minha opinião, a atriz mais camaleónica de sempre. Em cada nova personagem ela transforma-se por completo e eu acho que ela é dona de uma beleza rara, de uma beleza que eu adoro. Adoraria estar perante essa grande mulher que é a Tilda Swinton, ela que, com o seu jeitinho peculiar deu uma nova vida a este filme.

 

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Ao contrário dos restantes filmes de super-heróis que prima pela força bruta e física dos seus personagens, nesta nova aventura da Marvel, o que se destaca é mesmo a magia, é o lado místico das coisas. E como eu não sou muito dado a essas coisas místicas, de magia, de mitologia, não sei se esse foi o principal motivo por não ter ficado com os pelos eriçados na hora de ver o filme. Ele está repleto de efeitos visuais, efeitos esses em que alguns, até me fizeram lembrar de algumas cenas do filme Inception. E para além dos efeitos, o filme tem momentos de drama, de alguma tensão e ainda, de forma singela, tem ainda alguns momentos cómicos. Aliás, toda a arrogância e prepotência do Doutor, faz-nos rir dele, mas nem por isso, achei que esse filme tivesse todos os ingredientes necessários para ser um bom filme. Foram de facto duas horas de puro entretenimento, mas não, não consigo coloca-lo no mesmo patamar do Homem de Ferro, do Capitão América, dos X-Men e até mesmo do Thor. No entanto, esta é sem dúvida uma boa razão para ir ao cinema.

 

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E tu? Já tiveste a oportunidade de ver este filme? Gostaste, não gostaste? O que é que achaste? Já sabes, não hesites aqui em partilhar a tua opinião e… bom cinema!!

05
Nov16

Behind The Candelabra | +Filme

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Há já imenso tempo que andava para ver este “BEHIND THE CANDELABRA” mas sem saber porque, andava sempre a adiar. No entanto, há uns dias atrás não quis esperar mais. Peguei no filme e fiquei surpreendidos com aquilo que vi. Na verdade eu até já sabia que o filme iria valer a pena, pois na altura em que o filme passou pelo canal HBO, só cheguei a ler boas notícias em relação a ele. As críticas eram todas boas e por isso, tinha quase a certeza de que iria gostar. E realmente gostei! Este “Behind the Candelabra” foi uma surpresa bastante agradável, que conseguiu superar as minhas expectativas e por isso, hoje aqui fica a minha nova recomendação para quem quer ver um bom filme e não sabe qual deles escolher.

 

Ainda está na minha memória, o dia em que tomei conhecimento deste filme pela primeira vez. Foi numa altura em que o sites davam a notícia de que este filme não iria ser exibido nas salas de cinema, pois o realizador do filme, Steven Soderbergh, já muito conhecido por outros grandes filmes, andava a ter muita dificuldade em arranjar uma produtora que estaria interessado em comercializar o filme, pois segundo elas, este “Behind the Candelabra” era um filme “demasiado gay”. Enfim! Nunca percebemos muito bem o que eles queriam dizer com isso, até porque há filmes bem mais “gays” do que este e que chegam a ser comercializados. Mas isso agora não interessa! A HBO, que tem faro para reconhecer algo que possa vir a ter sucesso, resolveu apostar neste filme e fez muito bem. O filme como já aqui dissemos foi muito bem recebido pela crítica e chegou até a ganhar imensos prémios, incluindo dois Globos de Ouro.

 

O filme conta a história de Wladziu Valentino Liberace (Michael Douglas), ele que foi um pianista prodigioso que se tornou um ícone da América dos anos 1960/70, com os seus espectáculos extravagantes e inusitados, onde misturava o virtuosismo do piano clássico com as músicas populares da época. Neste filme, é contada a tempestuosa relação com o jovem Scott Thorson (Matt Damon), seu secretário e amante desde 1977, cuja relação terminou num escândalo público, depois de seis anos de intensa cumplicidade. Em 1987, pouco antes de morrer, Liberace faz um último telefonema ao ex-amante, com quem, finalmente, encontra forma de se reconciliar.

 

 

Este é um drama biográfico que se inspira no livro de memórias do próprio Scott Thorson, "Behind the Candelabra: My Life with Liberace", onde é descrita a sua vida com o músico. E apesar de eu por aqui não ser propriamente fã nem do realizador e nem mesmo dos dois protagonistas do filme, a verdade é que tenho que ser justo. Tanto o actor Michael Douglas, que aqui está irreconhecível, como o actor Matt Damon, estiveram excelentes nos seus papéis. Muito longe daquilo que normalmente costumam fazer e… vale a pena ver! Tenho a certeza que não irão arrepender-se…

29
Out16

I Do | +Filme

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No que diz respeito ao cinema, é impressionante como às vezes às maiores surpresas vêm por parte daqueles filmes que nós nunca ouvimos falar. Por aqui em Portugal, os nossos canais de televisão insistem em passar sempre os mesmos filmes. A toda a hora só passam filmes que semanas antes já tinham sido exibidos umas quantas vezes e depois, tantos outros filmes que até mereciam o seu momento de destaque, acabam por ser esquecidos. E é pena! Bons filmes, pouco conhecidos por muitos, são verdadeiras pérolas que deveriam ter o seu momento para brilhar. Hoje deixo-vos aqui uma dessas sugestões. Um filme que nunca tínha ouvido falar, desconhecia por completo a sua história e nem mesmo tínha conhecimento do seu trailer. No entanto resolvi arriscar em vê-lo e fiz muito bem em dedicar cerca de hora e meia ao filme. “I DO” é assim que se chama a sugestão de hoje e o filme é uma excelente alternativa para quem deseja ver algo novo, algo fresco, algo que realmente irá conseguir tocar no nosso coração.

 

Apesar da história não ser propriamente nova, pois já outros filmes pegaram nessa mesma formula, a verdade é que o realizador Glenn Gaylord conseguiu contar-nos a história de uma maneira diferente. Deu ali um toque especial que fez com que o filme se tornasse também especial. Num misto de drama, romance e até alguma comédia, este filme conta a história de Jack Edwards (David W. Ross), um homem que após a morte do seu irmão, dedica a maior parte da sua vida à cunhada e a sobrinha Tara (Jessica Tyler Brown) que o ama de paixão. Ele é o tio gay da menina e os dois são inseparáveis. No entanto, apesar de já estar a viver nos Estados Unidos, Nova Iorque, há já muitos anos, Jack corre o risco de ser deportado para o Reino Unido, pois está a ter muita dificuldade em actualizar o seu visto de residência. Para resolver esta situação ele só encontra uma solução, casar-se. E a mulher que aceita casar-se com ele, é a sua melhor amiga Ali (Jamie-Lynn Sigler), lésbica assumida, que pelo amigo está disposta a tudo. Mas as coisas depois não correm como esperado. Sem que Jack estivesse à espera, surge na vida dele o espanhol Mano (Maurice Compte) e o amor bate-lhe à porta. E quando parecia que o seu visto de residência já estava garantido, as coisas começam a complicar-se. O casamento falso deixa de funcionar e Jack receia que tenha que sair da América e deixar para trás as pessoas que mais ama na vida.

 

 

O filme até nem chega a ser muito ambicioso mas como já aqui disse, apesar dessa história já ter sido contada em outros filmes, este “I Do” está na minha opinião, muito bem conseguido. Tirando a personagem do Mano, que parece estar muito forçada, todos os outros personagens estão fantásticos e o desempenho dos actores está também maravilhoso. Dou destaque à pequena Jessica Tyler Brown, que aqui interpreta a pequena Tara que tem dos momentos mais queridos de todo o filme. Apesar de pequena, ela demonstra uma maturidade que… só mesmo vendo o filme para compreender e eu por aqui, recomendo a 100%. Este é daqueles filmes que poderia muito bem ser apresentado numa sessão da tarde de fim-de-semana num dos nossos canais de TV mas… infelizmente filmes tão bons como esse não chegam até nós.

22
Out16

Five Dances | +Filme

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Eu sou fanático por cinema. Não consigo viver sem ele e por isso, como já devem ter percebido, com alguma frequência serão aqui deixadas várias sugestões de cinema para ver em casa ou fora dela, de filmes com uma temática gay ou nem por isso. Para hoje, a sugestão trata-se do filme FIVE DANCES, um filme dividido em cinco capítulos, cinco danças diferentes e que conta uma história de amizade e amor entre cinco bailarinos. O filme é realizado por Alan Brown, o mesmo que em 2011 apresentou-nos o filme Private Romeo que em breve, será também aqui sugerido no MORE. O filme não chega a ser de cinco estrelas mas não posso negar que tem alguns certos momentos interessantes e que vale a pena assistir.

 

“Five Dances” acompanha a história do bailarino Chip Daniel (Ryan Steele), um jovem de 18 anos que pouco ou nada sabemos sobre a sua vida e aquilo que sabemos é que ele é um excelente bailarino e que junto com outros quatro bailarinos, ensaiam para um espetáculo de dança contemporânea. Entre esses bailarinos encontra-se o jovem Theo (Reed Luplau), um jovem bonito, misterioso e que apaixona-se por Chip. E de um modo geral, esta é a história deste “Five Dances”, um filme que não fez questão de dar muita importância aos diálogos, mas por outro lado quis apostar na banda sonora e nos belos momentos em que os bailarinos encontram-se a dançar. Esses sim, são momentos lindos para quem aprecia a dança e talvez venham a gostar.

 

 

Apesar do resultado final parecer algo um tanto amador, com protagonistas que não primam pelo seu talento na hora de representar, a verdade é que eu gostei do filme. Pode parecer um pouco maçador mas como já aqui disse, há cenas que merecem a nossa atenção e se formos a ver bem, existem tantos outros filmes piores do que esse.

17
Out16

Holding The Man | +Filmes

Holding The Man1.jpg

 

Hoje estou aqui para falar-vos de mais um filme que… me fez chorar. Sim! Depois de o ver, sentado no sofá eu chorei, chorei porque tinha as emoções todas à flor da pele. Eu sou um tipo romântico. Às vezes pode não parecer, mas eu sou romântico. Acredito nas histórias de amor e adoro uma bela história de amor. Na idade que tenho, é ridículo dizer isso, mas eu acredito nos contos de fadas, acredito em príncipes encantados, mas infelizmente, sei que nem sempre uma bela história de amor termina com «o viveram felizes para sempre». E infelizmente, a história do filme que hoje irei sugerir é uma dessas histórias, tristes, com um final dramático, mas que mesmo assim faz-me acreditar no amor. O amor que é a coisa mais bela do mundo, a coisa mais forte e… o amor é assim!

 

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HOLDING THE MAN” é o nome de mais um dos filmes que está disponível no catalogo do Netflix. Há já imenso tempo que o Netflix, mediante aquilo que eu vejo, andava a sugerir esse filme, mas eu sempre andei a adiar. Mas hoje resolvi ver. Não tinha nada para fazer, nada para ver e por isso, dediquei um pouco mais de duas horas a ver este filme que eu simplesmente amei. Adorei do principio ao fim, apesar de um pouco depois do inicio, ter percebido logo de imediato, que este filme não iria terminar bem. Soube logo que iria ser um drama, soube logo que iria chorar e sim, chorei. Chorei por causa da bela história de amor entre o jovem Tim, um sonhador e aspirante a ator, que apaixona-se por John, um jogador de futebol. Os dois apaixonam-se na adolescência e apesar de todas as dificuldades que passam por causa da família e por causa da sociedade em geral, o seu amor acaba por ser mais forte do que tudo. Supera as dificuldades, os ciúmes, as crises que por norma todos os casais têm e juntos, os dois vivem uma história de amor que se prolonga por durante 15 anos. História essa que é real e que foi deixada por escrito no livro “Holding The Man”, pelo Timothy Conigrave que no filme é interpretado pelo ator Ryan Corr. Eu como gosto sempre de depois ver mais e saber mais, no final do filme, andei à procura do livro pela internet, mas infelizmente, ao que parece, ele nunca foi editado em português, no entanto pareceu-me encontrar uma edição em espanhol. Infelizmente, parece que não vou conseguir ter acesso ao livro que serviu de inspiração para este maravilhoso filme, realizado por Neil Armfield e que conta com algumas participações muito especiais de Anthony LaPaglia, Guy Pearce e Geoffrey Rush.

 

Holding The Man Poster.jpg

 

Para além da história ser muito bela e triste, este filme conta com uma banda sonora espetacular. Vale a pena ouvir! E claro, vale mesmo a pena ver este filme. Eu diria que ele é cinco estrelas e ao que parece, o filme foi muito elogiado pela crítica e chegou a ganhar a alguns prémios em festivais de cinema por onde passou e… por agora, nada mais digo. Apenas aceitem essa minha sugestão e depois partilhem comigo as vossas opiniões.

15
Out16

August | +Filme

August.jpeg

 

Lembram-se da curta-metragem que foi ontem aqui apresentada? E chegaram a vê-la? Pois então hoje iremos aqui deixar uma nova sugestão de cinema em casa em que a história do filme é precisamente a mesma história da curta. E não é só a história que é semelhante à curta de ontem. Para além de contar a mesma história, a sugestão de hoje conta com o mesmo elenco a representar os mesmos papéis e conta ainda com o mesmo realizador. Como é que isso é possível? Simples! Em 2005 o realizador Eldar Rapaport deu-nos a conhecer a curta “Postmortem” e seis anos depois, o mesmo realizador resolveu pegar na mesma história e desenvolveu-a acrescentando novos personagens e histórias secundárias. O resultado final foi este “AUGUST”, um filme que já há muito andava curioso para ver e agora que já o vi, aqui fica a recomendação.

 

 

August” conta como protagonista o actor Murray Bartlett, que apesar de já ter participado em vários projectos, hoje ele é mais conhecido por ser um dos protagonistas da série “Looking” do canal por cabo americano HBO. Neste filme, que me conseguiu emocionar com a sua história, Murray Bartlett interpreta o solteirão Troy, que após passar cinco longos anos na Espanha, regressa à América disposto a ter de volta tudo aquilo que deixou para trás. E uma das coisas que ele pretende reatar é o amor de Jonathan (Daniel Dugan), um ex-namorado que sofreu muito com a sua ausência mas que ao lado de Raul (Adrian Gonzalez), conseguiu refazer a sua vida. O problema é que Jonathan ainda não esqueceu de vez Troy. Entre eles ainda existe um laço muito forte e o grande dilema nesta história toda é: qual dos dois amores irá falar mais alto? O amor de Troy, que por muito que possa dizer o contrário, pretende ser sempre um espírito livre, ou o amor de Raul que… meu Deus!! Nós ficamos simplesmente apaixonados por aquela personagem. Para além do actor ser verdadeiramente bonito, a sua personagem é a mais querida de todas. Arrisco mesmo em dizer que o Raul é o homem que todos os gays (e mulheres) gostariam de ter ao seu lado. Querido, carinhoso, amoroso, enfim! Para além de tudo isso, Raul ainda teve que passar por vários sacrifícios para estar junto de Jonathan e será que é esse amor que irá falar mais alto? Eu por aqui apostei logo de imediato no amor de Raul mas para saberem como esta história termina, o melhor mesmo é assistirem ao filme. E não vale dizerem que já viram a curta e que isso foi o suficiente. Apesar das histórias e os personagens serem os mesmos, tudo irá desenrolar-se de maneira diferente e acreditem, o filme vale mesmo a pena.

10
Out16

A Casa da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares | +Cinema

Miss Peregrine's Home For Peculiar Children 3.jpg

 

Ontem fui ao cinema! Depois de um dia de trabalho, achei que a melhor forma para concluir essa minha semana de trabalho, era ir ao cinema ver um grande filme. E essa foi sem dúvida uma excelente decisão, pois há já algum tempo que eu não ia ao cinema. A ultima vez que fui, foi para ver o filme “Star Trek” na semana em que ele estreou nas salas de cinema e desde então, ainda não tinha lá voltado. E eu adoro ir ao cinema! É dos meus passatempos favoritos e então, quando é para ver um filme que eu à partida sei logo que irei gostar, a ida ao cinema torna-se ainda mais fantástica.

 

Miss Peregrine's Home For Peculiar Children 1.jpg

 

Já ouviram falar no filme “A CASA DA SENHORA PEREGRINE PARA CRIANÇAS PECULIARES”? Com certeza que já devem ter ouvido falar e até visto o seu trailer. Mas e ver o filme, já foram ao cinema vê-lo? Então, na minha opinião, vocês nem sabem o que estão a perder. Este filme, que é um misto de drama, terror, comédia, aventura e até romance, está maravilhoso e não foi possível sair da sala de cinema, sem antes ficar encantado com todos os seus personagens. Sei bem que, pelo que tenho lido na internet, o filme infelizmente não tem andado a ser muito bem recebido. Aliás, ontem quando comprei os bilhetes, a senhora da bilheteira – que eu já a conheço muito bem, por ir sempre ao mesmo cinema – disse-me logo que «já tenho ouvido falar tão bem do filme, como também ouço a falarem mal. Acho que este é daqueles filmes em que se odeia, ou que se ama.» E ela realmente tinha razão no que dizia. Eu já ia para o cinema ver o filme com essa ideia, até porque, ultimamente eu tenho andado com um pé atrás em relação aos filmes do Tim Burton. Ele já não me inspira confiança e por isso, vou sempre com algum receio quando o seu nome está por detrás de um filme. No entanto, a história do filme e daquelas peculiares personagens e até mesmo o trailer, chamavam-me a atenção, mas… tenho que confessar, que o maior motivo para o qual eu fui ver este filme com algum entusiasmo, foi devido a atriz Eva Green. Sim! Eu tenho uma paixão muito secreta por esta atriz e por muito que um filme seu seja muito mau, só o facto dela estar presente no filme, já muda toda a minha visão. Às vezes eu me pergunto: como é que eu me tornei gay, se eu sou completamente apaixonado por essa mulher? E essa paixão já vem de longe, quando ela há uns anos atrás estreou-se no cinema com o filme “Os Sonhadores”. É que para além dela ser uma mulher muito bonita, com uns olhos penetrantes e maravilhosos, com um sorriso por vezes inocente e às vezes maléfico, Eva Green é sem dúvida alguma uma grande e excelente atriz. Enfim! Fui ver o filme mais por causa dela, mas desta vez o Tim Burton não me desiludiu e todo o elenco, todo o enredo, os efeitos especiais, tudo mas mesmo tudo não me desiludiram. O resultado final deste “A Casa da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares” é bastante positivo e eu recomendo a 100%.

 

Miss Peregrine's Home For Peculiar Children 2.jpg

 

Não vou ficar para aqui a contar-vos a história do filme, pois acho que pela internet conseguem saber de tudo e mais alguma coisa em relação a essas crianças peculiares, mas vou sim dizer-vos que ontem mesmo, depois de ver o filme, não consegui resistir e acabei depois por comprar o livro que serviu de fonte de inspiração para o filme. Vou lê-lo em breve e depois, irei com certeza escrever um artigo aqui no MORE para falar das diferenças que existem entre o filme e o livro porque sim, eu sei que existem muitas diferenças entre um e o outro. Eu aliás, já li os dois primeiros capítulos do livro e já vi umas certas diferenças, mas isso será tema depois para um outro artigo. Por agora, só vós digo que caso não tenham o que fazer ao longo desta semana, passem pelo cinema, comprem o bilhete e um baldinho de pipocas e desfrutem ao máximo da história da Senhora Peregrine, da jovem Emma, que tem que usar uns sapatos de chumbo para não desaparecer pelo ar, da Olive que tem que estar sempre com umas luvas especiais, do Enoch que adora brincar com marionetas, do jovem Horace que é fascinado pelo mundo da moda e tem uns sonhos maravilhosos, da jovem Fiona que tem uma ligação muito especial com a natureza, da doce Claire que tem duas caras e ainda, dos irmãos gémeos, do Hugh que vive com abelhas dentro de si, do Millard que nunca ninguém o vê, da Bronwyn que tem uma força descomunal e claro, como não falar do personagem interpretado pelo ator Asa Butterfield, o Jacob que aparentemente é um rapaz normal mas afinal, também ele é peculiar e… mais não digo! Vejam!!

 

Miss Peregrine's Home For Peculiar Children poster

 

E já agora ouçam! Sim! Ouçam a música que salta a vista num dos trailers do filme e que se chama “New World Coming”. A música é espetacular e eu recomendo a darem play no vídeo…

 

08
Out16

Looking: O Filme | +Filme

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A série “LOOKING” dispensa apresentações, correto? Eu presumo, que qualquer pessoa que por aqui passe, saiba perfeitamente que série é essa. Uma série produzida pelo canal por cabo americano HBO, que apesar de eu a amar, a série não chegou a ser muito bem recebida pela critica e nem mesmo pelo público em geral e por isso, ao fim de duas pequenas temporadas, a série acabou por ser cancelada. No entanto, felizmente houve quem achasse que seria necessário dar um desfecho aquele grupo de personagens e por isso, no fim da segunda temporada, saiu a boa noticia de que seria feito um filme para dar esse mesmo desfecho. Filme esse que passou pelo Festival de Cinema Queer Lisboa 20 e que fez parte ainda da programação especial do canal TVCine2, dedicado ao cinema queer e que eu tive a oportunidade de ver.

 

Como já aqui disse eu amei a série “Looking”. Adorei os personagens, as histórias abordadas na série e só achei que ela pecou pelo facto de serem sempre episódios curtíssimos e com temporadas mais curtas ainda. Lembro-me que assim que comecei a ver a série, ao final de cada episódio eu revoltava-me pelo facto do episódio ter terminado e por eu querer ver mais e muito mais daqueles personagens. Por isso, eu fui um daqueles que ficou triste por de repente, a história do jovem Patrick ter chegado ao fim e depois de saber que tudo ia terminar de uma forma mais coerente, com o aparecimento do filme, criei grandes expectativas em relação a ele mas… creio que essas expectativas não foram superadas e também acho que nem tudo terminou de forma coerente. Que pena!!

 

Se dissesse aqui que não gostei do “Looking: O Filme”, estaria com toda a certeza a mentir. Eu sou um apaixonado pela série e por achar que o filme continua com a mesma essência, eu tenho mesmo é que admitir que sim, gostei do filme mas tenho também que confessar que esperava algo mais. O filme, na minha opinião tratou-se apenas de um mero episodio da série, mas bem mais longo do que o habitual. E quanto a isso, o filme sim, superou as minhas expectativas, pois eu reclamava sempre por os episódios serem curtos. Mas apesar da duração mais prolongada, fiquei mesmo com a sensação de que não houve aquele desfecho desejado. No final do filme, fiquei na mesma com vontade de ver mais e mais e muito mais. Houve coisas que ficaram em aberto, houve coisas que deveriam ser mostradas com mais detalhe, enfim… Ainda nem o filme tinha terminado e já eu estava com saudades. Para mim, esse não foi o meu final desejado, mas infelizmente, lá terei eu que dizer adeus definitivamente ao indeciso Patrick (Jonathan Groff), ao super divertido Agustín (Frankie J. Alvarez), ao sonhador Dom (Murray Bartlett), a hilariante melhor amiga Doris (Lauren Weedman), ao apaixonado Richie (Raúl Castillo) e ao orelhudo mais fofo do momento Kevin (Russell Tovey). Adorei todos esses personagens, adorei a maravilhosa realização do Andrew Haigh e gostei ainda da banda sonora que conta com uma música da grande Diva Britney Spears.

 

Looking (poster).jpg

 

Este é mais um filme que eu recomendo e sugiro que fiquem atentos à programação dos canais TVCine, pois tenho quase a certeza que em breve, o filme irá passar novamente pelos canais e depois aí, já não terás desculpa para não o ver.

05
Out16

Those People | +Filme

Those People.jpg

 

Para aqueles que tal como eu, procuram mais variedade por entre o catálogo Netflix, hoje deixo-vos como uma sugestão de cinema em casa, que facilmente encontras pelo serviço de setreaming. Trata-se de um filme com uma temática gay e sim! Parece que o Netflix anda a apostar em filmes com essa temática e espero que em breve, o catalogo de filmes com uma temática LGBT seja ainda maior.

 

A sugestão para hoje chama-se “THOSE PEOPLE” e apesar do filme não ser nada por ali além, eu acho que ninguém irá se importar de reservar 89 minutos da sua vida, para assistir a esse filme. Nem que seja somente pelos protagonistas que são tão fofos, tão queridos enfim… dá vontade de os trazer para casa.

 

Those People” é um drama. É também um romance, mas na sua maior essência é realmente um drama. Um drama acompanhado por alguma música clássica e que nos mostra a estranha relação entre um grupo de cinco jovens amigos. Por tratar-se de um drama, ao longo dos vários minutos, o filme bem tenta ali puxar algumas das nossas lágrimas, mas no meu caso isso não aconteceu. O filme está bonitinho, mas não é daqueles filmes que facilmente nos fazem chorar. Não chega a ser muito convincente e talvez muito por causa do desempenho dos protagonistas, que apesar de serem realmente muito fofos, parecem mais é um bando de amadores.

 

Those People (poster).jpg

 

Those People”, que é realizado pelo jovem Joey Kuhn, que também assina o argumento, conta a história da amizade de longa data entre Charlie (Jonathan Gordon) e Sebastian (Jason Ralph). Os dois, conheceram-se ainda criança e apesar de ambos serem homossexuais e de aos olhos de todos, facilmente todos perceberem que Charlie é perdidamente apaixonado por Sebastian, este último nunca quis entregar-se ao amor, para nunca estragar a amizade de ambos. De uma forma invejosa e até injusta, Sebastian quer Charlie só para si, mas em nenhum momento dá-lhe aquilo que ele quer em troca. E é num momento de crise e de depressão na vida de Sebastian, que sofre na pele, pelos erros do pai corrupto, que Charlie encontra Tim (Haaz Sleiman), um pianista que tem todas as características para ser o amor da sua vida mas, a relação com Sebastian é complicada e incompreendida. Será que por causa disso, esse novo amor não terá pernas para andar?! Bem! A resposta já sabem que não sou eu quem irá dar. Vejam o filme e descubram com quem o jovem Charlie irá ficar e depois, partilhe aqui comigo à vossa opinião em relação ao filme e as decisões do personagens…

26
Set16

4th Man Out | +Filme

4th Man Out.jpg

 

Pelo Netflix encontra-se uma lista imensa de vários filmes e este “4th MAN OUT” é um dos filmes que podes ver por lá, caso tenhas aderido ao serviço. Eu tenho o serviço e recomendo. Por lá não só encontras grandes filmes, como existe ainda um enorme catálogo de séries e documentários de grande qualidade, que merecem toda a nossa atenção. Mas hoje não vou falar do Netflix, até porque já falei dele num outro artigo. Hoje, vou mesmo é falar do filme “4th Man Out”, que penso até, que foi o primeiro filme de temática gay, que eu encontrei no longo catalogo do famoso serviço de streaming. Por lá encontra-se séries e até documentários que abordam essa temática, mas a nível de filmes, foi bem difícil encontrar. Se bem que, atualmente, para além deste filme americano, consegues ainda encontrar outros filmes com uma temática LGBT. Vale a pena procurar e ver.

 

Já tive a oportunidade de ver este “4th Man Out” há algum tempo, mas lembro-me perfeitamente que gostei imenso do filme. Não é de todo o melhor dos melhores filmes de temática gay, mas este, faz parte daquela lista de filmes, que pode perfeitamente ser visto por toda a família, numa sessão da tarde de domingo. Não choca ninguém e de uma forma bastante divertida e com algumas personagens caricatas, o filme fala de amor e na busca que a determinada altura das nossas vidas, todos fazemos ao querer encontrar um parceiro para a vida.

 

Realizado por Andrew Nackman, esta comédia romântica é protagonizada por um grupo de 4 homens, todos eles muito diferentes um do outro, mas mesmo assim, todos os 4 são grandes amigos desde os tempos de criança. Temos o todo bonitão (e olha que ele é mesmo bonito!) Chris (Parker Young), que é sem dúvida aquele que conquista todas as mulheres à sua volta. Tem um relacionamento estranho com uma jovem, mas numa noite, acaba por apaixonar-se por uma outra jovem rapariga, sem nem sequer saber como é que ele se chama. Depois há o Ortu (Jon Gabrus), o gordinho do grupo, que ao contrário dos amigos, já encontrou a sua cara metade e é feliz com isso. Está sempre em picardia com o amigo Nick (Chord Overstreet), que é um autêntico totó. Está completamente louco para arranjar uma namorada, mas fá-lo da maneira mais estranha. Aliás! O tipo é mesmo estranho, tão estranho que apesar de saber, logo no inicio do filme, que já conhecia aquela cara de algum lado, só mesmo no final do filme é que me apercebi que o Nick é interpretado pelo jovem ator que há uns anos atrás, interpretou o personagem Sam na famosa série “Glee” e que eu adorava! Eu era aliás apaixonado pelo ator mas… voltando ao “4th Man Out”, para além desses três protagonistas, há ainda o Adam (Evan Todd), personagem essa que está no centro de toda a história do filme.

 

No dia do seu aniversário, Adam toma a decisão de contar algo muito importante aos seus grandes amigos de infância. Adam é gay e nenhum dos seus amigos tem conhecimento disso. Mas lá acabam por descobrir e quando se apercebem que afinal o amigo gosta é mesmo de homens em vez de mulheres, há ali um risco de toda a amizade de anos ir por água abaixo. Mas não! O grupo de amigos mantém-se na mesma unidos e Chris, Ortu e Nick, tomam a decisão de ajudar Adam a encontrar o seu príncipe encantado. Mas a tarefa de encontrar um namorado para Adam não será nada fácil, até porque Adam, pode na verdade, estar é apaixonado por um dos seus amigos e se assim for, como é que irão resolver essa situação? Ora aqui está uma boa questão, mas para saberem a resposta, terão mesmo é que ver o filme.

 

4th Man Out (poster).png

 

Como já aqui disse o filme não é assim nada do outro mundo mas tem boas interpretações, uma boa história, piadas interessantes e tem até momentos semelhantes a situações que todos os gays já passaram na vida. Vale a pena assistir e… dou como terminada esta minha sugestão de hoje.

19
Set16

Há Sempre uma Primeira Vez | +Filme

Toute Premiere Fois (sugestão).jpg

 

E no seguimento do artigo anterior, vou falar-vos de um filme que já vi, ou melhor, revi no canal TVCine2. Na versão antiga do blog (que podes ver aqui), já eu tinha falado deste filme. Filme esse que até chegou a passar nas nossas salas de cinema em Portugal, mas que na altura não tive a oportunidade de o ver no grande ecrã. Mas não faz mal! Felizmente este filme passou pelos canais TVCine e vai voltar a repetir. Por isso, se depois de leres este meu artigo estiveres curioso em relação a ele, o filme irá ser novamente exibido no canal TVCine2, no próximo dia 14 de Outubro (sexta) pelas 02h30 e ainda às 12h20.

 

E afinal, que filme é esse que eu irei sugerir? Pois bem! Trata-se de um filme francês, chama-se “Há Sempre uma Primeira Vez” e depois de o ter revisto, como a minha opinião em relação a ele mantem-se, vou apenas transcrever aqui a opinião que já aqui tinha deixado no passado dia 12 de Outubro de 2015. Ora vejam:

 

« TOUTE PREMIÈRE FOIS (ou em português "Há Sempre uma Primeira Vez"), é uma comédia interessante que conta a história de um homem, Jérémy Deprez (Pio Marmaï), que aos 15 anos assumiu perante tudo e todos a sua homossexualidade e agora, aos 34 anos, apesar de ter um relacionamento sério e duradouro com Antoine (Lannick Gautry), ele viveu pela primeira vez a experiência de ter tido sexo com uma mulher. E a felizarda (ou não!) foi Adna (Adrianna Gradziel), uma estranha mulher que surge na vida de Jerémy e que faz com que toda a vida do homem vire de cabeça para baixo. Com uma única experiência sexual com uma mulher, Jerémy começa a questionar se realmente pretende casar e passar o resto dos seus dias ao lado de um homem, ou se prefere então conhecer melhor esse novo sentimento. Saber se valerá a pena dar uma oportunidade a essa nova experiencia sexual, que pode vir a tornar-se num grande amor. Ao seu lado, para o ajudar nessa difícil decisão, ele tem a companhia de uns pais muito liberais e radicais, que amam de paixão Antoine, o namorado do filho, e não veem a hora de os dois se casarem. Mas Jerémy conta ainda com o apoio do seu melhor amigo Charles que... enfim! Apaixonei-me! Sim! Estou mesmo muito apaixonado pelo actor Franck Gastambide que é lindo! Mesmo muito lindo! Tem um sorriso maravilhoso, um corpo espetacular, um movimento de pénis que... Oh meu Deus! Faz com que um homem desses surja na minha vida, pois eu já ficaria feliz para toda a eternidade. Mas enfim! Acho que já estou a fugir um pouco do tema. Esse seu amigo Charles, sem querer tomar partido de ninguém, nem de Adna nem de Antoine, irá fazer com que o seu amigo perceba realmente aquilo que é e o que quer. E com quem será que Jerémy irá ficar no final?? Pois! Acho que essa foi mesmo a desilusão do filme.

 

Para comédia o filme até está engraçado. Tem alguns momentos divertidos e aquela família do Jerémy é uma coisa do outro mundo. Tanto os pais, como a irmã e o cunhado são super hilariantes, mas... o filme não conseguiu ser totalmente do meu agrado. Sabem?! Eu estou muito habituado a ver história de homens (heterossexuais convictos) que de repente, descobrem outros prazeres e apaixonam-se por homens. Acho que com este "Há Sempre uma Primeira Vez", foi realmente a primeira vez que vi o inverso a acontecer. Um homossexual convicto, a de repente envolver-se com uma mulher e a apaixonar-se por ela. De tal forma que abandona tudo para ficar com ela. Pode parecer um preconceito da minha parte mas para mim é estranho isso acontecer e por isso, foi muito difícil simpatizar-me com a personagem Adna. Uma personagem que até é muito querida, que só queremos desejar o bem a ela mas... quando ela mete-se no meio de um relacionamento tão bonito de dez anos, a vontade que eu tive foi mesmo de esgana-la. Foi de cuspir na cara dela, ou no copo de champanhe que ela um dia irá beber. Por ter visto o inverso daquilo que estou habituado, este filme foi estranho. Não consigo dizer se gostei ou não e acho que terei que ver uma segunda vez, deixando os preconceitos de lado, para então chegar a uma conclusão. »

 

Toute Premiere Fois (poster).jpg

 

E sim! Agora que já vi uma segunda vez, continuo com aquela mesma sensação de não saber se gostei ou não do filme. Duma coisa eu sei, ri-me bastante com ele e sim, vale a pena assistirem ao filme. Por isso, aqui fica a minha primeira sugestão de cinema em casa, neste recomeçar do zero do MORE. Espero que esta e outras sugestões que ainda estão para vir sejam do vosso agrado e claro, conto ainda com as vossas opiniões e sugestões.

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