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Num só blog, está tudo aqui! O MORE tem desabafos/opiniões em relação a mim e ao que se passa à minha volta. Tem sugestões de cinema, televisão e não só. E tem mais, muito mais...

03
Mar17

Out in the Dark - Além da Fronteira | +Filme

Acho que descobri um novo filme que facilmente terá direito a fazer parte da minha lista de filmes favoritos. O filme chama-se “Out in the Dark”, é do ano de 2012 mas só há umas semanas atrás é que tive a oportunidade de o ver. E ainda bem que o vi! O filme é realmente maravilhoso e apesar de não ter ficado 100% satisfeito com o desfecho da história, a verdade é que este filme surpreendeu-me em todos os sentidos. Confesso que nunca cheguei a ver o trailer do filme mas sim, já sabia do que se tratava este “Out in the Dark”, pois vários foram os sites e blogs que eu encontrei a falarem muito bem dele. No geral, as críticas em relação a este filme foram sempre muito positivas e da minha parte, a minha crítica será também muito positiva ao ponto de afirmar que a visualização deste filme, é praticamente obrigatória. Com o título em português “Além da Fronteira”, este filme israelense realizado por Michael Mayer, é um maravilhoso drama romântico que para além das críticas positivas, tem recebido inúmeros prémios por onde passa.

 

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Protagonizado por uma dupla também maravilhosa (e muito bonita!), “Out in The Dark” – pegando um pouco nas questões políticas e religiosas entre Israel e Palestina – conta uma bela história de amor entre Nimr (Nicholas Jacob) e Roy (Michael Aloni). Os dois apaixonam-se a partir do momento em que se veem pela primeira vez e apesar de terem conhecimento da distância que os separa, os dois apostam numa relação já sabendo que as coisas não irão ser fáceis. É que Nimr é palestino e só tem a possibilidade de ir até Israel ao encontro do seu amor, por ser um excelente estudante de psicologia e assim, ter acesso a um passe livre que o deixa entrar e sair de Tel Aviv sem problemas. Só que a vida do jovem estudante muda, a partir do momento em que presencia a morte de um dos seus grandes amigos.

 

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Com uma família muito conservadora e com um irmão disposto a arranjar sarilhos com o povo de Israel, Nimr tem literalmente que passar a fronteira, caso queira ser feliz com Roy, um advogado assumidamente homossexual, que tudo irá fazer para conseguir viver na plenitude o seu amor com Nimr. Só que os dois irão passar por grandes dificuldades e neste filme, uma vez mais irá provar-se que por amor, uma pessoa é capaz de tudo. Até mesmo abdicar da sua liberdade, para que o seu grande amor tenha uma vida livre e feliz.

 

Recomendo este filme a 100% e tenho a certeza que ninguém aqui irá arrepender-se. 

27
Fev17

A Visita | +Filme

No sábado passado cheguei aqui a falar do mais recente filme do realizador M. Night Shyamalan, que está em exibição em algumas salas de cinema em Portugal. Hoje, estou aqui para falar do anterior filme que ele tinha realizado em 2015 e que na altura, tive uma certa pena por não ter ido ao cinema vê-lo. Mas agora que já vi, pois ele encontra-se em exibição nos canais TV Cine, essa pena foi já toda por água abaixo.

 

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A VISITA” é mais um daqueles filmes que até tinha tudo para dar certo, mas que infelizmente não deu. Sinceramente eu não cheguei a perceber do que se tratava aquele filme e isso é algo que infelizmente tem já sido muito frequente nos filmes do realizador. Se era suposto ser um filme de terror, eu não dei conta disso. Se não era para ser uma comédia, a verdade é que fartei-me de rir, até naqueles momentos de maior tensão. E seja lá de que género de filme se tratasse, a verdade é que houve momentos em que senti nojo e vontade de vomitar. Enfim! Vi este filme porque quis dar mais uma oportunidade ao realizador, mas arrependi-me. “A Visita” é mais um dos seus muitos filmes em que o realizador não soube aproveitar ao máximo o material que tinha em mãos.

 

E mais não digo, até porque, já nem sei o que dizer deste realizador que tinha tudo para ser um grande, opimo, maravilhoso realizador, mas que afinal, afinal está muito longe de o ser…

25
Fev17

Fragmentado | +Cinema

Há uns dias atrás fui ao cinema ver o mais recente filme do realizador M. Night Shyamalan e infelizmente, quando saí da sala de cinema, saí com aquela sensação de desilusão estampada no rosto. Afinal de contas, o que é que se passa com esse realizador, que em tempos, eu admirava e apreciava os seus filmes pois tinham sempre reviravoltas magníficas e agora??? O homem, não sei bem porque, deve ter perdido o jeito de contar boas histórias, pois infelizmente, este seu mais recente filme chamado “FRAGMANTADO”, deixa muito a desejar e não, não se pode dizer que estamos perante uma boa história.

 

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O triste neste filme, é que aparentemente, pelo menos através do que era visto no trailer, este novo filme do Shyamalan tinha tudo para dar certo. Tinha como protagonista o ator James McAvoy, que eu adoro, a fazer inúmeras personagens e tinha ainda uma jovem e bela atriz, Anya Taylor-Joy, que aparentava ter também um papel em grande mas, rapidamente as minhas expectativas foram todas por água abaixo quando nunca consegui perceber, do que realmente se tratava o filme. Seria um drama? Um filme de terror? Um filme de fantasia com cenas paranormais? Sobrenaturais? Afinal o que seria? Seria este “Fragmentado” uma mistura de tudo e ao mesmo tempo de nada? Não sei! O que sei é que realmente foi uma desilusão. E não por causa dos protagonistas do filme que até tiverem bem nos papéis que desempenharam, mas sim por causa do realizador que não decide que história é que ele quer realmente contar.

 

Em “Fragmentado” acompanhamos o drama das muitas personagens interpretadas por James McAvoy. Ele trata-se de um homem com diversas personalidades, mais de 20 e uma dessas suas personalidades, um dia resolve raptar três jovens raparigas. O que é que ele quer com elas? É difícil compreender e até é difícil explicar. E à medida em que o filme decorre, vamos acompanhando parte da infância de uma das jovens raptadas, que tudo irá fazer para sobreviver. E é claro, tratando-se de um filme Shyamalan, lá para o final do filme somos surpreendidos com algo que… na verdade nem chega a ser assim tão surpreendente. O melhor mesmo é verem e tirarem vocês as vossas próprias conclusões.

 

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Eu estou triste! Para mim chega de acreditar no Shyamalan, pois temo cá para mim, que ele nunca irá conseguir fazer um filme tão genial como foi “A Vila” e até mesmo “O Sexto Sentido”. Mas e vocês, o que acham? Já foram ver este filme ao cinema??

24
Fev17

O Desconhecido do Lago | +Filme

Hoje deixamos aqui uma nova sugestão de cinema em casa mas atenção, esta sugestão é decididamente para maiores de 18 anos e por isso, se ainda não chegaste a essa idade, aproveita o momento para ver outras sugestões já aqui deixadas e que serão perfeitas para ti. E quando dizemos que o filme é para maiores de 18 anos, não estamos de todo a falar de um filme pornográfico. Se bem que há cenas nesta sugestão de filme que fazem mesmo lembrar um filme desse género. Mas não! O filme tem realmente muitas cenas ousadas, é um filme muito polémico, filme esse que já foi tema de muitas notícias em vários sites e blogs e que até já teve a oportunidade de passar nos canais por cabo TV Cine. Aliás! Foi mesmo nesses canais que tivemos a possibilidade de o ver e na altura até ficamos surpresos com essa exibição. Não tendo nada contra o filme, não estávamos à espera que um filme daquela natureza fosse transmitido pelo canal. E isso porque há tantos outros filmes com uma temática gay, que teriam tudo para serem exibidos pelos canais e serem vistos em família, que infelizmente nunca chegam até eles e depois, assim sem saber como, um filme como este “L'INCONNU DU LAC”, que decididamente não é para todos, é exibido assim sem mais nem menos pelo canal. Enfim! Vamos agora limitarmo-nos a falar deste “O Desconhecido do Lago”.

 

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Realizado por Alain Guiraudie, este filme francês que retrata uma realidade em muitos lagos/praias espalhadas pelo mundo, conta a história de Franck (Pierre Deladonchamps), um jovem que decide passar as suas férias de Verão num lago onde é frequente o engate de homens que procuram outros homens para relações de sexo rápido. Aí nesse lago, para além dele conhecer Henri (Patrick d'Assumçao), um homem já com uma certa idade que prefere estar à distancia do engate, ele conhece ainda um outro homem que é muito misterioso. Um homem chamado Michel (Christophe Paou), que para além de ser muito bonito e de atrair a atenção de todos, demonstra ser um homem perigoso. Mas talvez é todo esse mistério e perigo que faz com que Franck se apaixone por ele. E entretanto, no decorrer dessas férias, um jovem é encontrado morto no lago e as suspeitas recaem sobre muitos dos frequentadores do lago, se bem que há alguém que sempre saberá a verdade sobre a morte misteriosa, mas que irá ignorar essa situação para quem sabe, viver uma grande paixão.

 

A história do filme até nem é má, se bem que poderá estar muito mal aproveitada. Talvez se tivessem seguido outro rumo, o filme teria ainda muito mais a ganhar mas claro, essa é apenas a nossa opinião. Não ficamos propriamente satisfeitos com o trabalho de realização, pois quase todo o filme não tem ritmo e há demasiadas cenas repetidas, onde o realizador insiste em mostrar sempre o mesmo plano, o que torna as coisas demasiado chatas. A nível de representação também não achei lá grande coisa mas eles até nem estiveram mal. Para um filme ousado como este, repleto de cenas de nudez, sexo, masturbação, os actores principais até conseguiram manter-se bem nos papéis. O filme na nossa opinião não é merecedor de muitas estrelas mas é bastante compreensível toda a polémica que esteve envolta deste filme e por isso, também compreende-se a curiosidade que as pessoas tenham em relação a ele. No entanto, se no decorrer do filme começarem a criar expectativas muito altas em relação a ele, cuidado para no final não sentirem-se enganados como aconteceu connosco. Ficamos desiludidos com o final e demoramos alguns minutos a acreditar naquele momento.

 

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Se não estão preparados para filmes que mostram uma realidade nua e crua, que por vezes é confundida com algo piroso e vulgar, talvez esta não seja a sugestão ideal para vocês. Mas se acharem que este filme merece a vossa atenção, então arranjem tempo e aceitem esta nossa sugestão. Depois vamos é ficar é à espera dos vossos comentários para partilhar opiniões.

17
Fev17

Hurricane Bianca | +Filme

Hoje falo-vos de mais um achado pelo Netflix. Um filme que foi recentemente adicionado ao catalogo do Netflix e que conta com o protagonismo de uma das grandes vencedoras do reality show RuPaul’s Drag Race. Estou a falar-vos da supercómica Bianca Del Rio (Roy Haylock), que na sexta temporada da série, consagrou-se vencedora, deitando abaixo a irreverente Adore Delano e a super sensual e bonita Courtney Act e que agora, é a estrela do filme, ou melhor dizendo, é o furacão do filme “HURRICANE BIANCA”.

 

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E o que dizer deste filme? Bem! Para ser sincero acho que não tenho muito a dizer em relação a ele. Apesar de adorar imenso a personagem Bianca Del Rio, a verdade é que o filme é demasiado estúpido. Tenta ser uma comédia, mas as piadas são tão fraquinhas, a realização é má, o elenco é péssimo que, nem mesmo a presença do furacão que é a Bianca Del Rio, consegue salvar este filme. Mas vê-se. Do principio ao fim, vê-se sem grandes surpresas, sem grandes expectativas e com muita maluquice e trapalhadas à mistura. Se és um fã do RuPaul’s Drag Race e adoraste a coroação da Bianca, talvez venhas a ter curiosidade em relação a este filme, mas se não, confesso que não irão perder nada de especial se passarem à frente, pelo vasto catalogo do Netflix.

 

Em “Hurricane Bianca”, Roy Haylock interpreta Richard, um professor de química que vai parar a uma escola no Texas, onde os jovens são péssimos e os professores que lá andam são piores ainda. Ao descobrirem a homossexualidade de Richard, a direção da escola decide afasta-lo, pois não quer que ele seja um mau exemplo para os alunos daquela escola. No desespero por perder o emprego que tanto gosta, ele acaba por conhecer uma transsexual, que lhe confessa ter frequentado aquela mesma escola e de lá ter passado por péssimos momentos. Daí, não sei bem como, surge a ideia de Richard voltar à escola, mas desta vez no papel de professora Bianca Del Rio. E nesse personagem, já conhecendo bem o perfil dos alunos e dos professores, Bianca consegue pô-los a todos na linha, chegando mesmo a ser considerada a professora do ano, mas a farsa não dura para sempre e logo descobrem a verdadeira identidade de Bianca.

 

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Se vale a pena ver este filme? Isso agora fica ao vosso critério. A sugestão está feita e na próxima semana vou seguir com mais outra boa (ou nem tanto!) sugestão de cinema em casa…

10
Fev17

Kill Your Darlings | +Filme

Para falar deste filme, vou aproveitar aquela velha máxima de que primeiro estranha-se e depois entranha-se. Pois foi exatamente isso que aconteceu com este “KILL YOUR DARLINGS”. Inicialmente, o filme pareceu todo ele muito estranho. Pior! O filme para além de estranho, estava a ser demasiado chato e foi preciso resistir imenso, para não desistir do filme a meio. E ainda bem que resisti! O filme apesar de estranho, lá mais para o meio começou a melhorar e apesar de estar longe de ser um filme cinco estrelas, a verdade é que depois acabou por tornar-se mais interessante, mais suportável e por isso cá estou para deixar mais uma sugestão, para todos os que querem ver um filme e não sabem qual deles escolher.

 

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Baseada em factos verídicos, este “Kill Your Darlings” conta com a presença do eterno ‘Harry Potter’Daniel Radcliffe, como protagonista e num registo completamente diferente ao do jovem feiticeiro, Daniel interpreta aqui o papel do escritor Allen Ginsberg, que na faculdade, conhece o irreverente Lucien Carr (Dane DeHaan). Os dois tornam-se grandes amigos e é Carr quem leva Ginsberg para um mundo que até então o jovem estudante desconhecia. Levando-o para os maus caminhos, Carr apresenta Ginsberg a escritores como Jack Kerouac (Jack Huston), William Burroughs (Ben Foster) e ainda a David Kammerer (Michael C. Hall), um homem que vive obcecado por Carr e que com ele, tem uma história do passado não muito esclarecedora. Enquanto a relação entre Ginsberg e Carr se torna mais forte, ao ponto do primeiro começar a sentir algo mais do que uma mera amizade, a relação de Carr e David torna-se cada vez pior e terá um desfecho fatal. E é a partir desse desfecho, que o grupo de escritores inspira-se para criarem as suas histórias, baseadas nos acontecimentos reais.

 

Ao contrário da prestação do actor Daniel Radcliffe, que não gostei nada, aliás, eu não consigo ainda vê-lo sem ser no papel do feiticeiro e talvez por isso, nunca consigo gostar do que ele faz, eu gostei bastante da prestação do actor Dane DeHaan, ele que ultimamente já tem participado em muitos filmes e parece ter um grande futuro pela frente. E já agora, deixa-me referir que foi uma grande surpresa ver o actor Michael C. Hall. Eu desconhecia por completo que ele também entrava no filme e foi interessante vê-lo sem ser naquele ambiente do “Dexter”.

 

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E em relação às cenas que tanto se ouviu falar antes mesmo da estreia do filme, não as achei nada de especial. Tanto se falou nessa primeira experiencia de Daniel Radcliffe no sexo gay mas a cena em si, não teve nada de especial. Gostei muito mais do momento em que o actor beija apaixonadamente Dane DeHaan mas… acho que não vou falar mais nada sobre o filme. A não ser que vale a pena chegar até ao fim do filme. Pode custar um pouco por o filme ter um início muito chatinho mas eu acho que vai ser do vosso agrado.

 

06
Fev17

La La Land | +Cinema

Acho que posso desde já dizer que eu faço parte daqueles sortudos que já tiveram a oportunidade de assistir ao filme “LA LA LAND”. Sim! Porque quem já o viu, é de facto um grande sortudo, pois não é todos os dias que se encontra um filme tão bom, um musical maravilhoso, mágico, um filme que mostra a verdadeira essência do cinema, que é sonhar e acreditar que tudo é possível. Eu já vi! Tenciono vê-lo mais vezes e por muito que tenta – mentira! pois não estou a fazer o mínimo esforço para tentar – as suas músicas não me saem da cabeça. Estou aliás a escrever este artigo a ouvir a banda sonora de “La La Land” da autoria de Justin Hurwitz que é… uma coisa do outro mundo, que felizmente está entre nós.

 

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Quando há uns meses atrás, vi pela primeira vez o trailer de “La La Land”, quando ele ainda nem sequer estava a receber tantos prémios e nomeações, lembro-me que disse logo à minha irmã que tínhamos que ir ver o filme ao cinema. E isto porque o próprio trailer estava espetacular. O trailer não deixava dúvidas de que estávamos perante um grande filme, um grande musical e felizmente isso veio-se a constatar. Eu que adoro musicais, eu que vibro com eles desde a minha adolescência, fiquei fascinado, maravilhado com este “La La Land” que ainda estou com as emoções à flor da pele. E o meu entusiasmo ao escrever este artigo é tão grande, que de forma a não estragar a mágica experiência de assistir ao filme, acho que sou obrigado a alertar pelos spoilers que possam surgir por acaso.

 

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Eu já aqui disse que sou fã dos musicas e de há uns tempos para cá, tenho também me tornado um fã da atriz Emma Stone. E o que dizer do Ryan Gosling? Bem! Ele é desde há muito tempo o namorado perfeito. Adoro-o! Ele alia na perfeição a sua beleza com o seu enorme talento para arte da representação e neste filme ele está maravilhoso. Está tão querido! É impossível resistir ao seu encanto. Do principio ao fim ele brilha. É bom ator, bom cantor e um ótimo dançarino. E tem momentos deliciosos, como às várias cenas em que com coisas tão pequenas, ele apanha grandes sustos. Momentos fantásticos! E se antes, em outros filmes em que os dois já participaram juntos havia uma química, neste “La La Land” a química é ainda mais forte. A entrega foi total e ambos os protagonistas estão de parabéns. Não sei se irão ganhar a tão desejada estatueta dourada, mas isso para mim não interessa nada. Tanto o Ryan como a Emma, já ganharam a minha enorme admiração, o meu maior apreço e eu estou muito grato aos dois. Aliás! Não é só aos dois. Agradeço também ao realizador Damien Chazelle e ao compositor Justin Hurwitz por me fazerem ainda acreditar no cinema, na magia da sétima arte e ainda, por me fazerem acreditar de que nunca é tarde para sonhar e ir em busca desse nosso sonho.

 

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Eu acredito que possa haver muitas pessoas com uma certa aversão aos musicais, mas eu diria que este não é um musical qualquer. Não sei se irá ganhar o Oscar de Melhor Filme, mas mais uma vez eu digo, para mim, isso não interessa nada. Com ou sem Oscar, tenho aqui que confessar que a abertura deste filme é uma coisa que… nem tenho palavras para descrever. Os primeiros minutos do filme, conseguem sem sombra de dúvida, captar a atenção de qualquer pessoa. Até mesmo aquela que foi levada até à sala de cinema um pouco contrariada. Até mesmo essa não vai conseguir ficar indiferente aquele “Another Day of Sun” e depois dessa abertura, o filme continua, surpreendendo-nos do principio ao fim e aquele final… Aquele final foi ousado, foi arriscado, mas não podia ser doutra forma. Chorei! Sim! Chorei no final do filme.

 

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E que coisa foi aquela do “The Fools Who Dreams”, um maravilhoso monologo da atriz Emma Stone? Se querem saber do que é que eu estou a falar, então não esperam mais. Passem pelo cinema e viagem por cada nota deste musical. A experiência vai ser única. Vão adorar! E eu diria que tenho quase a certeza do que estou a dizer.

 

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Acho que podia ficar aqui horas e horas a falar do filme. Não só das interpretações, da maravilhosa realização, das músicas que já tocam e tocam sem parar no meu ouvido, como também do vestuário, dos cenários, da fotografia, a cor, enfim… “La La Land” já é sem dúvida alguma um dos meus filmes favoritos e sim, vou querer em breve repetir a experiência e voltar ao cinema, voltar a sonhar, voltar a viver e quem sabe, levantar-me daquela cadeira e dançar, levitar e cantar… O cinema é assim! Mágico!

05
Fev17

Carol | +Filme

Hoje vou aqui falar do filme “CAROL”, um filme que já há imenso tempo queria ver e que agora, mais de um ano depois da sua estreia no cinema, tive finalmente a oportunidade de assistir e gostei. Gostei muito!

 

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A atriz Cate Blanchett é uma atriz que eu já há muito sou fascinado por ela. Adoro-a e sem dúvida que ela está naquela minha lista de favoritas. Tudo aquilo que ela faz, faz sempre na perfeição e neste “Carol”, onde ela interpreta a personagem que dá nome ao filme, ela está simplesmente genial. Ela é daquelas atrizes que em cena pode nada dizer, mas a sua presença, os seus gestos, os olhares, já dizem tudo. Quanto a atriz Rooney Mara, ela está a tornar-se igualmente numa atriz que eu tenho adorado acompanhar o seu crescimento e claro, neste filme, no papel de Therese, ela está igualmente maravilhosa. As duas têm uma química muito forte, que resultou perfeitamente, tornando o filme e o amor de ambas, algo bastante credível.

 

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A história de “Carol” é uma história simples, mas foi essa simplicidade que eu mais adorei neste filme realizado por Todd Haynes. A realização está maravilhosa, a fotografia também e o crescimento do amor entre as duas protagonistas, é algo que vale mesmo a pena assistir do principio ao fim.

 

Aqui fica então a minha rápida sugestão de filme e agora, só espero que aceitem essa minha sugestão e que gostem do filme tanto quanto eu gostei.

 

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Sinopse do filme: Em Nova Iorque, no início da década de 1950, Therese Belivet trabalha numa loja em Manhattan e sonha com uma vida mais gratificante quando conhece Carol Aird, uma mulher sedutora presa a um casamento fracassado. Uma ligação surge entre ambas, levando a que a inocência do primeiro encontro dê lugar a uma relação profunda. Quando o envolvimento de Carol com Therese se torna público, o marido de Carol, Harge Aird retalia, pondo em causa a sua competência como mãe. Com Carol e Therese a fazerem-se à estrada, deixando para trás as suas respectivas vidas, um confronto vai colocar à prova as convicções de cada mulher sobre si mesma e o compromisso para com a outra.

03
Fev17

Any Day Now | +Filme

Às vezes, estou eu a ver um filme e fico revoltado com aquilo que vejo. E quando sei que o filme é baseado em acontecimentos reais, mais revoltado eu fico. E isso foi o que aconteceu quando no outro dia, resolvi assistir ao filme “ANY DAY NOW”. Fiquei de tal forma revoltado, que quando chegou a hora de deitar-me, eu não consegui dormir e isso porque eu não parava de pensar no filme. “Any Day Now” é realmente um filme revoltante, um filme que dá que pensar e até mesmo agora, que estou a escrever este texto, ainda estou a pensar como é que os acontecimentos do filme puderam mesmo acontecer na vida real. Enfim! Se dúvidas houvesse, elas deixaram de existir assim que vi este filme. O Mundo é mesmo cruel e apesar dos anos, apesar de estarmos no século XXI, o Mundo continua a ser cruel e a ter pessoas que no lugar do coração, têm uma porcaria qualquer que… enfim! Nem vale a pena perder o meu tempo com essas pessoas.

 

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Falando do filme, eu resolvi vê-lo assim por acaso. Pouco ou nada sabia acerca dele. Li a sinopse do filme, nunca cheguei a ver o trailer do filme, mas numa dessas noites em que não havia nada de jeito para ver, resolvi arriscar. E ainda bem que arrisquei! O filme surpreendeu-me pela positiva, na medida em que não estava à espera de gostar tanto dele como cheguei a gostar. Mas fiquei também surpreendido pela negativa. Não pela qualidade do filme, não pelo desempenho dos atores – que diga-se de passagem estiveram todos maravilhosos – mas sim pela revolta que surgiu dentro de mim por saber que neste mundo há pessoas mesmo cruéis. Pessoas estúpidas que não deviam estar à frente de um tribunal, à frente de um governo, enfim… Para mim, não faz qualquer sentido alguém recusar a guarda de uma criança para alguém que tem condições para dar-lhe um futuro maravilhoso e que para além disso, tem muito amor para dar. Para mim, não faz qualquer sentido alguém deixar uma criança aos cuidados de uma mãe toxicodependente que nada tem para dar ao filho, principalmente o amor que ele precisa. E essa é mesmo a revolta, mas eu duvido que quem por aqui passa e aceita esta minha sugestão de filme, não fique revoltado tal como eu.

 

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Em “Any Day Now”, encontramos um Alan Cumming, que é gay assumido e que aqui faz um papel fascinante. Confesso que acho nunca o ter visto em outro filme onde ele é o principal protagonista e fiquei impressionado com aquele seu Rudy Donatello que de uma forma simples, deu uma lição de vida a todos. Também não posso deixar de salientar o desempenho dos outros dois protagonistas, mas… acho que já chega de falar da minha revolta e passo àquela parte em que eu recomendo a 100%, o visionamento deste filme.

02
Fev17

Aliados | +Cinema

Se há ator que eu adoro – e passem os anos que passarem eu vou sempre adorar – é o belíssimo Brad Pitt. Eu adoro-o! Não só por achá-lo sempre muito bonito, mas também por considerar que ele é realmente um grande ator. Pode agora ter-se portado um pouco mal com outra atriz que eu também adoro, a grande Angelina Jolie, mas na arte de representar, ele sabe muito bem o que faz. E se há atriz que eu amo, mas amo mesmo de paixão, é a francesa Marion Cotillard. Eu adoro-a! Por isso, não seria de estranhar dizer que os juntando num só filme, o resultado só poderia ser mesmo maravilhoso. Sim! Eles juntaram-se para protagonizar o filme “ALLIED” e sim, o filme é bom e vale a pena ser assistido.

 

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Eu felizmente tive ainda a sorte de ver este filme no grande ecrã. Ele já estreou nas salas de cinema em Portugal há já algum tempo, mas ele ainda anda pelo El Corte Inglês, para ser visto e apreciado por quem como eu, deixou-se atrasar um pouco. E se tencionas ir ao cinema e não sabes bem o que ver, aqui fica a sugestão.

 

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Neste filme, realizado por Robert Zemeckis, os dois formam um casal que se conheceram durante uma missão no decorrer da segunda guerra mundial. Os dois apaixonam-se e chegam a casar, apesar de alguns dos colegas/amigos de Max (interpretado por Brad Pitt), acharem que um amor que nasce no terreno, nunca é amor que dure para sempre. Enquanto que ela abdica da sua função na guerra para tomar conta da filha de ambos, Max continua como comandante e um dia, ele é confrontado com uma terrível revelação. Os seus superiores o dizem que ele casou com uma espiã alemã, que transmite informações vitais aos seus inimigos. E agora, a quem deve Max confiar? Nos seus amigos e superiores, ou na mulher que ele ama de paixão?

 

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Assim é a história de “Allied” e tanto o Brad como a Marion estão fantásticos no papel de marido e mulher. Ela mais fantástica ainda, com mais uma das suas interpretações maravilhosas, que nos leva a acreditar na sua inocência, mas por outro, leva-nos a não confiar nela. E se querem saber se ela é ou não de confiança, o melhor mesmo é irem assistir ao filme e depois quem sabe, passem por aqui para partilharem as vossas opiniões.

31
Jan17

Passageiros | +Cinema

E como já aqui disse, ontem fui ao El Corte Inglês para assistir a uma sessão dupla de cinema, coisa que há muito não o fazia e soube bem. O primeiro filme que assisti foi o “PASSENGERS” e é sobre ele que irei falar já de seguida.

 

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Lembro-me que quando vi o trailer do “Passengers” pela primeira vez, não fiquei lá muito convencido com aquilo que as imagens mostravam. Para além de achar que o filme não trazia propriamente nada de novo, a verdade é que tenho uma cisma com ambos os protagonistas do filme. Não vou lá muito com a cara do Chris Pratt e também não simpatizo muito com a atriz Jennifer Lawrence. No entanto, com o tempo, achei que iria valer a pena ir ao cinema ver este filme, que estava a ser muito comentado pela internet e por isso, com algum tempo de atraso, lá fui eu ver e… Estou num daqueles impasses de não saber se gostei ou não do filme e sinceramente, eu detesto quando esse tipo de coisas acontece.

 

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Verdade seja dita, o filme não é mau de todo. Tem uns bons efeitos especiais, chega a ser um pouco surpreendente na medida em que o trailer, nunca chega a explicar certas situações do filme, dá para perceber que existe ali uma certa química entre os protagonistas, mas eu acho que esperava mais, um pouco mais. A primeira parte do filme, chega a ser um pouco chata, quando o personagem de Chris Pratt, o Jim, acorda da sua hibernação e durante mais de um ano, deambula pela nave completamente sozinho, onde num bar, chega a ter apenas a companhia de Arthur (Michael Sheen), um androide que está sempre ali para o servir e para ouvir os seus desabafos. Androide esse que me levou sempre a duvidar do seu caracter, achando que ali havia algum toque maléfico, mas que afinal, não passou apenas de um barman. Depois, em determinado momento do filme, a personagem de Jennifer Lawrence desperta também da sua hibernação e claro, o óbvio acontece. Os dois se apaixonam e contentam-se com o triste destino que está reservado para eles. E quando ambos estavam apaixonados um pelo outro e felizes, o inevitável acontece e só mesmo perto do final do filme, é que se começa a ter a consciência do porquê de a nave andar com falhas, de subitamente ter acordado pessoas quando não o devia ter feito e quando se descobre a origem do problema, num ápice ele é resolvido e tudo fica bem. É óbvio que logo nas primeiras cenas do filme, todos percebemos de imediato de que a nave não está bem. O que a mim me deixou incomodado, foi o facto do filme ser longo, ser chato e só mesmo pertinho do final é que se descobre o problema e assim do nada se resolve. Essa parte eu não gostei. Aliás, no geral, achei este “Passengers” um filme muito mediano, onde eu esperava mais, muito mais.

 

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Independentemente da minha opinião, aqui fica a sugestão para quem ainda quiser apanhar este filme no cinema. Só vós peço é para não irem com grande expectativas em relação a ele, pois podem sair da sala de cinema um pouco desiludidos como eu.

29
Jan17

Cantar | +Cinema

Sei que tenho andado em dívida com o cinema. Eu adoro ir e por mim, iria todas as semanas ou até mesmo todos os dias, mas isso tem sido complicado. Se eu quisesse, se me esforçasse, eu até conseguiria ver um filme todas as semanas, mas por incrível que pareça, às vezes a preguiça fala mais alto. E neste momento há tantos filmes bons a passar pelas salas de cinema, tantos outros que já saíram e eu não tive a oportunidade de ir ver, mas ontem, depois do passeio que dei por Cascais, acabei por parar no Cinema da  Villa e acabei por ver a primeira sessão de um filme, filme esse de animação e que foi o primeiro filme que vi no cinema, neste novo ano de 2017.

 

Gostam de filmes de animação? São capazes de ir ao cinema, ver um daqueles filmes para crianças até aos 6 anos, apesar de já teres uns 35 anos? Pois é! No meu caso, independentemente da idade que tenha, eu adoro filmes de animação. São superdivertidos, os de agora são super bem feitos e transmitem sempre uma mensagem bonita, positiva e por incrível que pareça, muitos desses novos filmes de animação, têm a capacidade de me fazerem chorar. Não foi bem o caso com este “CANTAR”, mas esteve lá perto.

 

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O filme, apesar de na minha opinião não trazer nada de novo, está engraçado, tem bons momentos de animação, bons momentos musicais e tem também aqueles momentos mais lamechas, tentando forçar a saída de uma lágrima. “Cantar”, para quem ainda não teve a oportunidade de ver ou saber, conta a história de um grupo de pessoas que tentam através de um falso concurso de música, realizarem os seus sonhos. E aí, apesar das muitas dificuldades que cada personagem irá passar, o filme transmite a bonita mensagem de que nunca é tarde para sonhar, nunca é tarde para batalhar por esse sonho. E o medo de ir em busca desse sonho pode estar sempre presente na nossa vida, mas nunca devemos deixar que o medo saí vitorioso. No meio de muita diversão e cantorias, o filme transmitiu uma ótima mensagem que tanto aplica-se às crianças, como aos adultos como eu, que facilmente se emocionam com esses filmes.

 

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Se ainda não tiveste a oportunidade de o ver, arranjem um tempinho e vão, nem que seja na companhia dos vossos irmãos mais novos, vossos primos pequenos, sobrinhos, enfim… Tenho a certeza que todos irão adorar este bela aventura musical.

27
Jan17

Freier Fall | +Filme

Quando há uns tempos atrás falou-se no filme que hoje irei sugerir, lembro-me que muitos sites e blogs o caracterizavam-no como se ele se trata de uma nova versão do tão conhecido filme “O Segredo de Brokeback Mountain”. A diferença é que enquanto o filme de Ang Lee retratava o amor entre dois cowboys, neste filme alemão, realizado por Stephan Lacant, o amor vem por parte de dois polícias. São duas histórias diferentes, retratadas em tempos diferentes, em países diferentes, mas não podemos negar que haja de facto algumas parecenças entre os dois filmes. Eu tenho que admitir que adoro “O Segredo de Brokeback Mountain” mas tenho que confessar que também fiquei fascinado por este “FREIER FALL” que sem dúvida alguma, merece toda a nossa atenção. Eu se fosse a ti, arriscava em vê-lo pois acho que não irás arrepender-te.

 

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Apesar de já ter visto este filme há já algum tempo, só mesmo agora é que estou a falar dele e isso porque, à semelhança de alguns filmes que já aqui sugeri, este também faz parte da minha lista de favoritos. Não me recordo se o filme já alguma vez passou pelas nossas salas de cinema – coisa que eu duvido muito – e também não sei se alguma vez passou em festivais de cinema tipo Queer Lisboa. O que sei é que felizmente um dia tive acesso ao filme e ainda bem que o vi. O filme é cinco estrelas! Ele conta com um elenco fantástico, um elenco de atores em que como protagonista, temos um dos atores sensação da série “Sense 8”, o todo bonito e maravilhoso Max Riemelt, que já tem alguma experiência em filmes de temática gay. Mas todos os atores estiveram bem convincentes nos papéis que agarraram e a realização também está de parabéns, a história é também muita boa, onde sem nunca perder a postura, este filme conta com algumas cenas de sexo e os dois protagonistas trocam vários beijos selvagens. Vale a pena ver!

 

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Freier Fall” conta ainda com outras cenas marcantes, tais como a cena em que a namorada de Marc, o polícia que cai em tentação, entra em desespero ao saber que foi trocada por um homem. Sem saber como irá satisfazer o seu homem, os dois têm uma cena no duche que eu achei fantástica. Aliás, no decurso do seu diálogo, a namorada até diz que nesta situação ela nem tem direito a ter inveja do outro, pois ela claramente sabe aquilo que o outro tem que ela não tem. Mas o filme, que chega a ter um ritmo calmo, chega a ter outras cenas marcantes e eu volto a dizer, o filme é bom, muito bom! Mas se dúvidas da minha palavra, procura o trailer do filme no meu canal do YouTube, lê a sinopse e depois tira tu as conclusões se queres ou não ver o filme.

 

Ah! E se a informação que consta no IMDb for verdadeira, está para breve uma continuação deste filme, mantendo o ator Max Riemelt. É esperar para ver se isso é verdade.

20
Jan17

Beira Mar | +Filme

Hoje estive à beira-mar. Ou melhor dizendo, hoje vi o filme “BEIRA-MAR” e... gostei! E até recomendo. O filme não é assim nada de especial mas vale a pena. E apesar de muito diferente, é díficil não olhar para este “Beira-Mar” sem lembrar-me do maravilhoso “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”. Ambos são filmes brasileiros, ambos contam com personagens adolescentes (se bem que este filme apresenta personagens mais velhos) e ambos contam uma história de amor entre dois amigos. Ou melhor! Será mesmo uma história de amor? Claro que se me perguntarem agora, quais dos dois filmes eu gostei mais, a verdade é que teria sempre que escolher a história do jovem cego que se apaixona pelo seu novo colega de turma. No entanto, este “Beira-Mar” também é um bom filme. Não teve o mesmo impacto que o outro mas foi na mesma bem recebido pela crítica e apesar de aspectos negativos, a verdade é que eu gostei.

 

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Eu já tinha ouvido falar deste “Beira-Mar” há algum tempo e lembro-me que na altura, apesar do trailer pouco ou nada mostrar, eu fiquei muito curioso em relação a ele. Por isso, assim que consegui ter acesso ao filme, não esperei nem um segundo. Dei play e vi este filme com toda a atenção que ele merecia. Num todo, eu volto a dizer que o filme até está muito bom mas infelizmente, no que diz respeito ao enredo, acho que deixa muito a desejar. O filme é curto, vê-se rápido e talvez por ser curto é que dá para tolerar certos silêncios incomodativos. É que o filme para além de não ter muita história, também tem poucos diálogos. “Beira-Mar” centra-se na viagem que dois grandes amigos (já de longa data) fazem até ao litoral do Rio Grande do Sul no Brasil e ficam instalados numa casa de praia que pertence aos pais de um dos personagens. Curiosamente, ao ver o filme, ficamos logo a saber que a casa fica junto à praia, à beira-mar (e talvez daí venha mesmo o título do filme), mas só conseguimos deslumbrar o mar, na cena final do filme. Uma cena que deixa muito a desejar, pois quando o filme parece que está a avançar e que agora sim, o filme vai começar a sério, a cena é interrompida com o final do filme. Um final que não deu direito a explicações, não deu direito a conclusões, simplesmente acabou. E na minha opinião acho que deveria ter havido uma explicação. Ao menos, deviam tentar explicar melhor o porque daquela viagem. O porque de um pai mandar um filho visitar uns familiares distantes e... enfim! Há coisas que erraram, mas também houve coisas que acertaram.

 

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Protagonizado por Mateus Almada (Martin), que é sem dúvda nenhuma um patinho feio e ainda pelo jovem Maurício José Barcellos (Tomaz), em que esse sim, é um querido, “Beira-Mar” é escrito e realizado pela dupla Filipe Matzembacher e Marcio Reolon. Infelizmente, este filme é mais um daqueles que certamente nunca irá passar pelos nossos canais de televisão, mas é também um filme que pode ser visto por toda a familia. Sim! Apesar de haver um sequencia de sexo entre dois jovens rapazes, este filme pode ser visto por todos. Até porque a cena está perfeita. O momento do sexo é delicado, é querido, é emocionante e... vale a pena! Por isso, tenta arranjar algum tempinho livre nessa tua vida tão atribulada e arranja maneira de ver este “Beira-Mar”. Depois já sabes, partilha a tua opinião comigo.

 

Boa noite a todos e bom fim de semana. Sim! Porque o fim de semana já está aí à porta, apesar de no meu caso, eu ficar os dois dias a trabalhar.

 

(Este texto foi inicialmente publicado no antigo blog do MORE a 19 de Fevereiro de 2016)

28
Dez16

The Normal Heart | +Filme

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A HBO não para de nos surpreender. Acostumada a apresentar-nos sempre grandes produções, com este “The Normal Heart”, o canal por cabo americano não fugiu à regra. O filme foi exibido no canal há cerca de três anos atrás e desde então, muitos já assistiram e ficaram com as emoções à flor da pele. O filme foi tão elogiado, que até o próprio Presidente dos Estados Unidos da América, quis deixar a sua opinião em relação ao filme.

 

Protagonizado por Mark Ruffalo, que aqui apresenta-nos um registo completamente diferente daquele que estamos habituados a ver, “The Normal Heart” retrata o período da década de 80, onde começaram a surgir os primeiros casos de VIH/Sida, que inicialmente começou a ser designada por “A Doença dos Gays”. Mark Ruffalo interpreta aqui o papel de Ned, um gay activista, judeu e fundador de uma firma de advocacia voltada para casos relacionados com o vírus. Pela sua vida irão cruzar-se várias pessoas, incluindo o jornalista Félix, aqui interpretado pelo actor Matt Bomer, e que irá ser a grande paixão de Ned.

 

 

O filme é baseado na peça teatral de Larry Kramer, que mistura ficção e autobiografia. E para além dos actores já aqui mencionados, este filme realizado pelo mesmo criador da série “Glee”, Ryan Murphy, conta ainda com a participação de actores como Jim Parsons, Jonathan Groff, Taylor Kitsch, Alfred Molina e ainda uma maravilhosa Julia Roberts, que apesar de estar limitada a uma cadeira de rodas, tem aqui um desempenho maravilhoso que vale a pena assistir.

21
Dez16

Hawaii | +Filme

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Eu não sei mas na minha opinião, quem conhece os anteriores filmes do realizador Marco Berger, irá com certeza gostar deste “Hawaii”. Eu já tive oportunidade de ver alguns dos seus filmes, como “Plan B” e “Ausente” e cá para mim, este seu último filme realizado em 2013, é sem dúvida alguma o melhor da sua carreira como realizador.

 

Tenho no entanto que confessar que houve alguns aspectos no filme que não foram muito do meu agrado – como por exemplo a banda sonora – e para ser sincero, não percebi muito bem o porque do filme chamar-se “Hawaii”. É certo que bem próximo do fim do filme, é feito uma referência ao nome mas não acho que essa referencia tenha sido o essencial para dar ao filme o nome de “Hawaii”. E para mim faz-me alguma confusão um nome de um filme não ter nada a ver com a história. E como ultimamente tenho optado por arriscar em ver novos filmes, sem nunca antes ter visto o trailer deles, eu confesso que estava confiante de que o filme iria passar-se no Hawaii, coisa que não é verdade. Mas não se passando no Hawaii, o filme conta na mesma com um cenário maravilhoso, muito bem captado pelo realizador.

 

Neste filme voltamos a encontrar um dos actores que já trabalhou com o realizador. Em “Plan B” tínhamos um Manuel Vignau, disposto a inventar todas as desculpas e mais algumas, apenas para conseguir beijar o seu amigo. Agora em “Hawaii”, Manuel Vignau interpreta Eugénio, um personagem que pouco ou nada sabemos acerca dele mas que no decorrer da história vamos descobrindo. Para conseguir ter tempo e arranjar inspiração para um livro que está a escrever, Eugénio refugia-se na casa dos tios, a mesma casa onde durante a sua infância, passou todos os verões. Apesar da solidão inicial, tudo muda quando ele reencontra um amigo de infância, que lhe bate à porta a pedir um trabalho de verão. Esse amigo é Martín (Mateo Chiarino), que após vários anos de ausência, regressa a sua terra natal na esperança de encontrar estadia na casa de uma tia. Ao não encontra-la e sem ter mais família a quem recorrer, Martín passa a viver na rua e a fazer alguns arranjos na casa de Eugénio. Ao perceber que também Martín vive num mundo de solidão, Eugénio convida-o a viver na sua casa e os dois, aos poucos vão reconstruindo a amizade de infância mas entre os dois, sem nunca ser dito nada em palavras, começam a sentir um pelo outro algo mais do que uma mera amizade.

 

 

Uma vez mais Marco Berger abdica praticamente dos diálogos para criar uma história com cerca de mais de uma hora e meia de filme. Mas aqui os diálogos nem são tão necessários. Para perceber o que vai na cabeça de cada um dos dois protagonistas, basta estar atento ao silêncio, aos constantes olhares, as atitudes de ambos e às carícias disfarçadas de meros toques ao acaso. Num jogo de sedução onde não há espaço para as palavras, o realizador brinca com isso gerando vários momentos de provocação. Aliás! Marco Berger é perito em provocar-nos e durante todo o filme isso é constante. Sem nunca ser explicitamente referido o que um quer do outro, a verdade é que dá para perceber o intenso desejo que os dois sentem um pelo outro e a todo o momento a gente fica a pensar: mas quando é que eles se agarram, quando é que eles se beijam, quando é que eles terão o seu momento de amor/prazer? Enfim! O filme em certo ponto chega a ser frustrante, pois quando um dá um passo nessa direcção, parece que tudo volta atrás e dá mesmo a sensação de que o filme irá terminar sem que esses momentos aconteçam. Mas a intenção do realizador talvez seria mesmo essa. Provocar-nos e dar a entender que para criar uma bela história de amor, não é necessário recorrer aos beijos, aos abraços e as cenas de sexo. E embora isso seja um pouco revoltante para algumas pessoas – incluindo eu – a verdade é que está aqui um excelente trabalho por parte do realizador e dos protagonistas.

17
Dez16

Skoonheid - Beauty | +Filme

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Vou aproveitar agora algum deste meu tempo livre que tenho no momento, para deixar-vos aqui, mais uma ótima sugestão de cinema para ver em casa muito bem acompanhado, nem que seja apenas por um balde de pipocas. Ao longo da semana que passou, aproveitei para falar de alguns dos meus filmes favoritos de temática gay, e a sugestão de hoje, está também presente na minha lista de favoritos. O filme chama-se “SKOONHEID - Beauty” e aviso desde já que este filme não é para todos.

 

E atenção! Quando eu digo que este filme não é para todos, não é por considerar que este seja um filme de terror, ou um filme com muito sexo à mistura e só para maiores de 18 anos, enfim… Apenas alerto para o facto de considerar este um filme muito forte, com algumas cenas revoltantes que com certeza, irá deixar muitas pessoas a pensar no assunto e até mesmo mal dispostas com a situação. Bem! Talvez esteja a exagerar um pouco, mas a verdade é que quando vi esse filme pela primeira vez, houve de facto alguns momentos revoltantes e lá mais para o final do filme, senti que estava a levar um valente murro no estômago. Enfim! Só mesmo vendo o filme para perceberem o que quero dizer com isso.

 

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Muito aplaudido pela crítica, onde aliás chegou a receber dois grandes prémios (no Festival de Cannes e no Durban International Film Festival em 2011), este filme aborda um tema muito real na nossa sociedade, ou seja, aborda o tema de homens bem casados, pais de filhos, mas que depois, tem o secreto desejo de terem relações com outros homens. E no caso do protagonista principal deste filme, para além dele ter aventuras com outros homens, ele irá ter ainda uma enorme atracão pelo filho de um amigo. Essa atracão pelo jovem vai ser tão forte, que ele chegar mesmo a perder a cabeça e a cometer uma grande loucura. E é essa a loucura que irá deixar qualquer um revoltado mas… sugiro que assim que possível, tentem ver o filme na totalidade. Tenho a certeza que vai valer a pena…

16
Dez16

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho | +Filme

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E hoje termino aqui com as minhas sugestões de cinema em casa. Calma! Quando digo termino, estou a referir-me ao facto de terminar com aquelas sugestões que fazem parte da minha lista de filmes favoritos, no que diz respeito a filmes de temática gay e que abordam o amor na adolescência. Sugestões é sempre algo que não vai faltar pelo MORE e amanha mesmo, deixo-vos com uma nova sugestão de cinema em casa, que só poderá ser visto, por quem é forte de estomago. Mas antes de começar por falar na sugestão de amanha, deliciem-se com a sugestão de hoje.

 

Se ao longo desta semana o objetivo era falar de filmes que abordam o amor inocente na adolescência, era praticamente impossível não referir um filme brasileiro que muito sucesso fez por onde andou. Estou é claro a falar do filme “HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO” que sim, faz parte da minha lista de filmes favoritos no geral. O filme é super ternurento e merece a atenção não só do público gay como também do público em geral. Aqui em casa já todos viram e não houve quem não passasse a amar esse filme, tanto como eu amo. Já tive a oportunidade de o ver várias vezes e… acreditem! Sou capaz de ver outras tantas vezes, pois não há como cansar-se dele.

 

Eu poderia aqui arriscar em dizer que já todo o gay que é gay, já viu este filme, mas nunca se sabe. Pode ainda haver por aí muito boa gente que ainda não tenha tido essa oportunidade, mas se assim é, estão à espera do quê? É que na minha opinião, eu diria até que o visionamento deste filme é obrigatório e… enfim! Deixem-me lá desvendar um pouco do que se trata este filme, numa de tentar convencer aqueles que ainda não o viram.

 

E para conhecerem melhor este “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, o melhor mesmo é começar por onde tudo começou, que foi em 2010, quando o jovem realizador Daniel Ribeiro, apresentou-nos a maravilhosa curta-metragem “Eu Não Quero Voltar Sozinho”, curta essa que facilmente encontra-se pelo YouTube. Na altura, a curta começou por ser exibida em alguns Festivais de Cinema e ela foi muito bem recebida pelos críticos. Mais tarde e de forma a que todos tivessem a possibilidade de ver essa obra-de-arte, a curta passou a estar disponível em vários canais de vídeo pela internet e o sucesso foi geral, não só pelo Brasil mas também um pouco por todo o mundo, inclusive Portugal. Quatro anos depois desse grande sucesso que foi a curta, o realizador quis pegar no mesmo argumento, e fazer dele uma longa-metragem que à semelhança da curta, teve um enorme sucesso. A crítica em relação à longa é praticamente a mesma por onde o filme passou. Sem sombra de dúvidas, Daniel Ribeiro soube como contar uma história com uma ternura imensa, que facilmente, cativa qualquer pessoa que assista a esse “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”.

 

O filme conta a história de um jovem cego chamado Leonardo (Ghilherme Lobo) que tem como melhor amiga, a jovem Giovana (Tess Amorim). Dá para perceber que os dois são já grandes amigos de longa data e estão sempre colados um ao outro. No entanto, a chegada de um novo aluno à escola, irá fazer com que a rotina diária dos dois amigos, se altere um pouco. E esse novo aluno é o jovem Gabriel (Fabio Audi), um jovem muito simpático e bonito, que rapidamente fica amigo de Leonardo e Giovana. E Leonardo, apesar de ser cego e por isso não ter noção da beleza exterior do novo aluno, rapidamente ele se apercebe da beleza interior do jovem e começa a sentir coisas estranhas consigo mesmo. Coisas essas que fazem com que Leonardo se apaixone por Gabriel mas… será que Gabriel sente o mesmo pelo jovem cego? E será que Giovana irá perceber esse sentimento que o seu melhor amigo tem por um colega de turma? A essas perguntas eu não vou responder. Sugiro apenas que vejam o filme do principio ao fim, que tem momentos extras e diferentes, se formos comparar à curta-metragem.

 

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E se no final do filme ficares com aquela sensação boa de que queres ver mais, há uns tempos atrás na conta de Facebook do ator Fabio Audi, o jovem deixou escapar que poderia estar para breve uma continuação do filme mas nada ficou confirmado. Tratou-se apenas de uma vontade de ator e claro, uma vontade de todos os fãs que desejam ver mais e mais desta história super querida entre o Leonardo e o Gabriel.

15
Dez16

As Vantagens de Ser Invisível | +Filme

As vantagens de ser invisível.jpg

 

Há uns dias atrás, através dos Canais TV Cine, tive a oportunidade de assistir ao filme “AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL”. O filme passou várias vezes pelos canais e um dia, quando não dava mais nada de jeito em outros canais – coisa que é frequente – eu sentei-me no sofá com um bom balde de pipocas e assisti ao filme do princípio ao fim, onde em pouco menos de duas horas, eu passei por diferentes emoções. O filme faz-nos rir, faz-nos apaixonar, faz-nos sonhar e até nos faz chorar. Sim! É verdade! Eu como sou daquele tipo de pessoas que chora por tudo e por nada, houve ali alguns momentos do filme que deixaram-me com lágrimas nos olhos. Mas quase que arrisco em dizer que não fui o único a chorar no final do filme.

 

Apesar do filme não contar propriamente uma história de temática gay, a homossexualidade – através de um dos personagens – está bastante presente no filme e por isso, como também trata-se de um filme com uma história de adolescentes, fazia todo o sentido juntar esse filme à minha lista de filmes favoritos e por isso, aceitem por favor, mais esta grande sugestão.

 

Eu só tive a oportunidade de ver este filme em casa apesar de na altura em que passou pelos cinemas eu ter lido boas críticas em relação ao filme, e apesar de ter visto o trailer, a verdade é que nunca fiquei com muita curiosidade em vê-lo. Pensei que fosse mais um daqueles filmes de adolescentes que servem apenas para desperdiçar uma ou duas horas da nossa vida mas não! Este filme merece mesmo a nossa atenção. Não só pela história maravilhosa que conta com algumas surpresas no decorrer do filme, como também pelo maravilhoso elenco de protagonistas que… enfim! Todos os três estão espetaculares! Mas o destaque neste momento vai para a atriz Emma Watson que me surpreendeu e muito pela positiva. A jovem, que se tornou mundialmente conhecida graças ao papel de menina feiticeira nos filmes do Harry Potter, já deixou de ser uma menininha e tornou-se numa grande atriz que merece sem dúvida alguma uma salva de palmas. Ema Watson é a estrela do filme, ao lado de Logan Lerman e claro, não nos podemos esquecer do jovem ator Ezra Miller que volta a brilhar num papel impressionante. Ou seja! No geral, tudo no filme foi positivo e apesar de saber que voltarei a chorar sempre por causa dele, eu confesso que em breve, tenciono vê-lo uma vez mais e aqui fica a minha recomendação. Se queres ver um bom filme, um filme super emocionante e que dá que pensar, aceita esta minha sugestão e… bom cinema em casa!

 

As vantagens de ser invisível poster.jpeg

 

E sim! Optei por não contar nadinha do filme aqui, pois quero que arrisquem e surpreendem-se com a maravilhosa história que o filme tem para contar…

14
Dez16

Noordzee, Texas | +Filme

Noordzee, Texas.jpeg

 

E já que nesta semana estou a sugerir alguns dos meus filmes favoritos de temática gay, em que os protagonistas são jovens adolescentes, seria praticamente impossível não falar do filme que já se seguida irei sugerir que o vejam, mas é mesmo para verem!

 

NOORDZEE, TEXAS” é um filme que já tive a oportunidade de o ver há algum tempo e faço questão de voltar a vê-lo em breve. À semelhando das duas sugestões anteriores, também este não vem lá dos lados da América, mas sim da Europa. Mais precisamente da Bélgica e penso até, que este foi o primeiro filme desse país que eu já assisti. Mas acreditem, com essas três sugestões aqui deixadas esta semana, acho que fica mais do que provado, que os europeus fazem muito bom cinema, ao nível de muitos filmes americanos e que por isso, devíamos começar a dar mais atenção aos filmes europeus e claro, aos filmes nacionais.

 

Mas falando mais propriamente deste filme, “Noordzee, Texas” conta uma bonita história de amor entre dois grandes amigos de infância. Os protagonistas são adolescentes e é sempre bom ver histórias de adolescentes que estão agora a descobrir o que é o amor. Aqui, encontramos o jovem Pim, um jovem tímido que vive sozinho com a mãe e que desde muito cedo, percebeu ter algumas características diferentes em relação a outros meninos. Não é um menino muito sociável, pouco se relaciona com as pessoas, à exceção da família do seu melhor amigo Gino. Com eles, Pim sente-se em casa. É como se fizesse parte da família deles e é sempre muito bem recebido pela mãe e pela irmã de Gino que secretamente, nutre uma grande paixão por Pim. E apesar dessa paixão ser bastante visível aos olhos de todos, Pim parece ser o único que não se apercebe disso e isso porque, ele só tem mesmo olhos para o seu amigo.

 

Pim e Gino estão sempre muito próximos um do outro. Há uma ligação bastante forte em relação a eles e o que sentem um pelo outro, eles sabem que é especial. O problema é quando Gino começa a relacionar-se com uma rapariga. Pim sente ciúmes dessa relação e não irá aceitá-la da melhor forma mas… o amor tem mesmo dessas coisas. Por vezes, para esconder/disfarçar um grande sentimento, o melhor mesmo é iludi-lo com o início de uma nova relação.

 

Apesar de todos os elementos do elenco serem completamente desconhecidos para mim, todos eles estão de parabéns. Principalmente os três meninos protagonista. São novos mas são já grandes atores e aqui, eles conseguem convencer-nos a cada momento que surgem em cena. Eu aliás fiquei de imediato fascinado com a história de Pim e Gino e é inevitável não ficar a torcer para a relação de amizade/amor entre eles.

 

O filme está repleto de momentos emocionantes e ternurentos. Há mesmo muitas cenas entre os dois jovens protagonistas que… enfim, o melhor é vocês mesmo verem o filme e depois ficarem arrepiados como eu fiquei. Mas não! Não é um arrepio de medo, de susto, de frio. É sim um arrepio que nem sei explicar. Sabem quando vêm algo mesmo muito bonito e emocionante e ficam arrepiados com isso? Pois eu acho que isso vai acontecer com todos.

 

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Infelizmente este é mais um filme que não passa nos nossos canais de televisão e deviam passar. O filme é mesmo excelente para ver sozinho, acompanhado com a sua cara-metade, ou até mesmo para vê-lo em família. Tenho a certeza que quem vê vai adorar e recomendar a outras pessoas.

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