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MORE

Num só blog, está tudo aqui! O MORE tem desabafos/opiniões em relação a mim e ao que se passa à minha volta. Tem sugestões de cinema, televisão e não só. E tem mais, muito mais...

30
Jan17

Uma visita ao El Corte Inglês

Fui ao El Corte Inglês. Não com a intenção de aproveitar os saldos, porque mesmo em época de saldos as coisas lá continuam caríssimas. Fui sim por causa do cinema. Eu gosto muito dos cinemas do El Corte Inglês. Houve tempos, quando eu trabalhava lá próximo, que ia lá com muita frequência. Agora já não tem sido assim. Há mais de um ano que não trabalho na zona de Lisboa e confesso que chego a passar meses sem pôr os pés por Lisboa. Mas ontem fui, apenas com a intenção de ver um filme, mas no final, acabei por assistir a uma sessão dupla de cinema, mas quanto aos filmes, mais logo irei falar deles.

 

Agora eu pergunto: é impressão minha, ou as pessoas que frequentam o El Corte Inglês estão cada vez mais de nariz empinado?? Sim! Na verdade, eu sempre achei que os frequentadores daquele espaço andam sempre de nariz empinado, são uns betos e umas betinhas que nos olham de alto a baixo. Julgam-se superiores a toda a gente e por isso, educação é coisa que eles não têm, com aqueles que eles consideram serem inferiores. Eu odeio gente assim! Esses emproados que se julgam os donos do mundo, mas que se formos a ver, nada têm se não um estatuto. Enfim! Já não é de agora que eu apanho gente muito mal educada pelo El Corte Inglês. Mas não me estou a referir aos funcionários, pois esses, são sempre super educados e simpáticos, tratando-nos a todos por igual. Estou sim é a falar dos clientes. De gente já bem adulta, mas que não sabe respeitar o próximo. Por ali andam muitas pessoas assim e confesso que ontem cheguei a ter algumas chatices com pessoas mal formadas, mas… o importante é nem dar mesmo muita importância a essa gente. É seguir em frente e foi o que fiz.

29
Jan17

Uma volta por Cascais (Boca do Inferno)

Hoje fui dar uma volta. Apeteceu-me sair de casa e passear um bocadinho. Apeteceu-me ver o mar e por isso, apesar do imenso frio, logo pela manha saí de casa em direção a Cascais. Inicialmente era para ir à Lisboa, mas a vontade de ver o mar através de Cascais falou mais alto e eu lá acabei por ir.

 

Quando cheguei à Estação não sabia bem para onde ir e nem mesmo o que fazer. A única coisa que eu sabia era que queria ver o mar e por isso, andando pela vila, lá fui parar à maravilhosa Baia de Cascais, onde aí o sol brilhava e os seus raios quentes aqueciam o meu rosto e as minhas mãos geladas. Não sei bem explicar o porque, mas eu gosto imenso daquele lugar. Sinto-me bem sempre que lá estou e acreditem, foi mesmo bom ver, sentir, cheirar o mar logo pela manha. Ver os cães a correr e a brincarem pela praia. Ver os ciclistas e os corredores a fazerem o seu treino matinal. Enfim! Senti-me bem e disse para mim mesmo que devia repetir essas saídas repentinas mais vezes. É que uma pessoa está sempre trancado em casa, se não é em casa é no trabalho e depois do trabalho vamos para casa, sentamo-nos no sofá e agarramo-nos ao poderoso comando da TV e lá ficamos por horas e horas. Por vezes, sabe bem fugir dessa rotina e essa ida a Cascais deu para recarregar baterias. Tenho mesmo que voltar mais vezes.

 

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E quando estava na Baia, a sentir o sol quente bater no rosto, pensei cá para mim: «Daqui até à Boca do Inferno deve ser próximo, não é?» Bem! Eu já fui várias vezes à Boca do Inferno. Sem exagero sou capaz de passar por lá, pelo menos uma vez por ano e apesar de ir sempre de carro, sempre tive a ideia de que a pé, a distância nem era assim tão longa. Por isso, resolvi arriscar. A pé, segui em direção à Boca do Inferno e o percurso fez-se na boa. Da Baia até lá é realmente um instante e vale a pena. De inicio confesso que ainda estive tentado em alugar uma bicicleta, mas depois lá acabei por mudar de ideias. Mesmo a pé, lá fui parar aquele lugar maravilhoso que tem um nome superinteressante e ali voltei a recarregar novamente energias. Tudo energias positivas pois aquele local é mágico. É lindo! Enche os meus olhos de alegria e o meu coração de força, coragem e sem exagero, era capaz de lá ficar horas e horas. Mas fiquei o tempo suficiente para tirar algumas fotografias, fotos essas que partilho agora com vocês.

 

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Eu não sei se vocês já foram à Boca do Inferno, se já ouviram falar dela, se gostam tanto como eu, mas seja qual for o caso, eu diria que esta é uma ida obrigatória. Se são preguiçosos como eu e gostam é de estar em casa no bem bom, façam como eu. Fujam um pouco da rotina e vão dar uma volta. Tenho a certeza que tal como eu, irão depois sentir-se muito melhor.

 

Eu estou pronto para a próxima volta e quando isso acontecer, cá estarei para contar-vos tudo…

26
Jan17

Está tudo aqui! Tudo num só...

Acreditem ou não eu já lido com a plataforma do Sapo Blogs há imenso tempo, mas só hoje é que dei conta de que era possível importar para este blog, todos os artigos publicados no antigo blog do MORE. Será que me estou a fazer entender?

 

O que eu quero dizer é que até ao momento, eu fazia distinção entre este blog atual, que regressou em grande no passado mês de Agosto de 2016, com o blog antigo que passou a designar-se por MORE OLD. No entanto, de forma a ter todos os artigos já publicados pelo MORE num só único blog, descobri hoje que era possível exportar todos os artigos do antigo blog e importa-los para o novo. Ou seja! Agora, neste único endereço do blog, todos os mais de 400 artigos já publicados pelo MORE, estão aqui neste blog. Todos os mais de 200 comentários estão também aqui num só único blog e por isso, o MORE OLD deixou de fazer sentido. A partir de hoje está tudo neste único MORE

24
Jan17

Brevemente vou frequentar um ginásio...

Pois é! Inscrevi-me (novamente) num ginásio. Ainda não sei bem quando é que irei começar os treinos, mas em breve, irei mudar alguns dos meus hábitos e uma dessas mudanças vai passar por ir diariamente ao ginásio, para ver se finalmente consigo estar em forma.

 

Eu já por diversas vezes inscrevi-me em vários ginásios e não posso negar, de todas essas vezes eu consegui perder peso, andei sempre um pouco mais animado e conseguia dormir melhor. Mas sempre tive problemas com o ginásio. Em todos onde eu ia, ficavam sempre longe de casa, eram mais próximos do trabalho e isso obrigava-me a estar sempre carregado com a roupa e o calçado para o treino e ainda mais toalha para o banho. Andava sempre de mala pesada às costas e isso era uma chatice. Mas maior chatice ainda era o ter que tomar banho no ginásio para de seguida ir trabalhar. É claro que o banho em si não é um problema. Eu sou uma pessoa que dá valor à higiene e por isso, não tenho nenhum problema com o banho. O problema mesmo é o tomar banho na companhia de muitos estranhos à minha volta, todos despidos, com os membros todos à mostra e… eu não sou de ferro! Por vezes não consigo deixar de olhar, não consigo ser discreto e claro, dou muito nas vistas. Esse sim, é sempre o meu maior problema na hora de frequentar ginásios e se assim é, porque motivo voltei eu a inscrever-me no ginásio?

 

Bem! Muito em breve, mesmo à porta da minha casa, irá abrir um ginásio daqueles que se designam de low-cost. O ginásio fica apenas a uns cinco minutinhos da minha casa e por isso, se o banho era um problema, ele deixou de ser. Devido à proximidade, no final dos treinos eu nem sequer preciso entrar no paraíso dos homens nus, ou melhor dizendo, nos balneários. Quando termino o treino, venho direto para casa e aí sim, faço a minha higiene para depois seguir em frente com o meu dia. Isso é um ponto positivo e é o que me levou a inscrever. Por isso não vejo a hora de começar os meus treinos. Ainda não sei bem qual irá ser a data de abertura, mas prevê-se que seja lá para o inicio do mês de Fevereiro. E quando isso acontecer, eu cá estarei para falar um pouco mais dessa minha nova aventura.

 

Mas… serei o único a ter problemas com os balneários masculinos? Serei o único a sentir-me incomodado no meio de tantos homens nus e nem sequer poder tocar? Dizendo isso eu sei que até pareço um verdadeiro tarado mas é como eu já aqui disse, eu não sou de ferro. Não é todos os dias que eu vejo um homem nu á minha frente e por isso, quando vejo, confesso que fico mesmo um pouco de cabeça perdida.

23
Jan17

Fui aos saldos

Todos os anos é sempre a mesma coisa. Os saldos chegam, prometendo ótimos descontos e eu, por norma, deixo sempre passar essa época, indo apenas quase na última semana de saldos, altura essa em que já não consigo encontrar nada de jeito. Mas este ano posso desde já afirmar que as coisas foram diferentes. Hoje fui aos saldos! Sim! Fui às compras e aproveitei os super descontos e acreditem, cheguei a comprar coisas maravilhosas para mim.

 

Uma vez que o meu guarda-fato já há algum tempo andava a queixar-se por não ter coisas novas, hoje resolvi ir até à Primark gastar um pouco do dinheiro que sobrou do ordenado passado. De forma a não exagerar nas compras, estipulei um valor limite, valor esse que não poderia ultrapassar os 100€. E até esse valor, a intenção era comprar calças, camisas e casacos de frio, pois os que tenho já andam meio velhinhos e a precisarem de serem substituídos. Pensei eu que 100€ era o suficiente para comprar tudo o que queria, mas a coisa complicou-se um pouquinho. É que eu e a Primark temos uma relação muito estranha, muito próxima. Basta eu entrar lá dentro que perco a cabeça. É que tudo é tão barato e então agora com os saldos, as coisas estão ainda mais baratas. E depois há a vantagem de que na Primark, eu encontro de tudo. Desde a roupa íntima, a acessórios interessantes para a casa. E depois, é encher o cestinho de compras com um monte de tralhas. E sim! Acabei por exceder um pouco no valor limite que tinha estipulado pois não resisti em comprar duas calças, duas malhas, três casacos, dois sapatos, um pijama, uma manta daquelas bem quentinhas e ideais para ter sobre as pernas enquanto vemos TV e por fim, já por impulso, acabei ainda por comprar uns headphones, pois os que eu tinha já estavam mais para lá do que para cá. Enfim! Gastei algum dinheiro, mas pelo menos, lá fiz a vontade ao meu guarda-fato e agora, ele já não tem razões de queixa. Lá dentro já vai encontrar coisinhas novas que eu estou desejoso de usar em breve.

 

E depois da ida à Primark, a intenção era vir direto para casa, para não ter a tentação de gastar mais dinheiro, mas acabei por não resistir, quando passei pela livraria Bertrand. Lá acabei por comprar dois livros, mas quanto a eles, em breve, num próximo artigo eu falo-vos deles. Para já, agora que já estou em casa, vou arrumar as minhas comprinhas e depois, coberto com a nova mantinha, vou direto para o sofá, para agarrar-me a mais uma das muitas sérias da Netflix.

 

Mas então e vocês? Costumam aproveitar os saldos? Já fizeram muitas compras este ano? E tal como eu, são adeptos da Primark ou acham aquilo uma autêntica selva? Partilhem as vossas opiniões…

23
Jan17

História | +Música (e o meu encontro com o Diogo Piçarra)

Já ouviram a nova música do Diogo Piçarra? Chama-se “HISTÓRIA” e tal como todas as suas outras músicas, esta é mais uma de sucesso, mais uma que entra nos nossos ouvidos e rapidamente faz magia. Eu adoro! Eu adoro-o e para aqueles que ainda não conhecem essa “História” que eu sinceramente duvido, fiquem com o videoclip do Diogo Piçarra que está também maravilhoso e com ele, espero que tenham uma ótima semana de trabalho ou seja lá do que for.

 

 

E como até agora ainda não tinha tido a oportunidade de falar sobre um assunto relacionado com este maravilhoso cantor, aproveito o momento para revelar que no passado mês de dezembro, mais precisamente no dia 19 de Dezembro, eu tive o enorme privilégio de ir assistir a esse belo menino, num concerto maravilhoso que ele deu no Casino de Lisboa e… O que dizer?! Simplesmente amei! Se eu já era um grande fã dele, se eu já era apaixonado pela sua voz fabulosa, se eu já andava de cabeça perdida por causa da beleza do rapaz, a partir daquele dia eu… nem sei explicar como fiquei! Adoro o Diogo! Ele é lindo de morrer! Tem uma voz que derrete o meu coração e faz ele bater ainda mais forte. Estou in love. Pena é que ele nem sequer saiba da minha existência, apesar de eu particamente ter estado ali, quase na primeira fila, a babar por ele, a aplaudir e a devorá-lo com os olhos, ouvidos e todos os outros sentidos. Para recordar esse momento memorável, quase no terminar do ano 2016, tirei algumas fotos do concerto e agora, um pouco tarde demais, partilho o momento com vocês.

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No final do concerto, o Diogo Piçarra ainda esteve a fazer uma sessão de fotos e autógrafos com os seus fãs, mas eu não tive coragem de enfrentar a imensa fila de pessoas que ali estavam para conseguirem estarem um pouquinho mais próximo dele, mas… Também se eu ficasse na fila e chegasse até ele, o que é que eu iria fazer? Como é que iria reagir? O que é que iria dizer? Acho que iria perder a cabeça e abraça-lo, toca-lo em todas as partes do seu corpo, beija-lo, iria pedir a sua morada, o seu número de telefone, iria agarra-lo e não mais larga-lo. Seria uma cena deplorável, onde com toda a certeza, os seus seguranças teriam que me afastar dele à força e por isso, o melhor mesmo foi nem arriscar. Vi-o de longe e confesso que já fiquei feliz por isso.

 

E vocês já tiverem a oportunidade de o ver ao vivo? Gostam da sua música? Partilhem a vossa opinião comigo. Quem sabe se não criamos aqui um clube de fãs do maravilhoso Diogo Piçarra?!

17
Jan17

Uma vida cheia de altos e baixos...

A minha vida é cheia de altos e baixos. E infelizmente, passo mais por momentos baixos do que altos e quando isso acontece, que é frequente, a solução que arranjo é afastar-me de tudo e todos. Não sei se essa é a melhor solução de todas, talvez não, mas isso é o que acontece quando sinto que não estou bem. Quando sinto que preciso dar um tempo. Quando sinto que nada começa a fazer sentido na minha vida. Quando me sinto assim, afasto-me. Refugiu-me no meu pequeno mundo e penso. Fico horas a pensar, a pensar, a pensar… e a verdade é que nunca chego a nenhuma conclusão. Mas hoje resolvi tomar uma decisão. Vou continuar com este MORE, pois apesar de haver dias em que não tenho vontade para nada, a verdade é que sinto que ainda tenho muito, mas mesmo muito mais para dar a este blog. Por isso, cá estou eu novamente e… vou querer viver um dia de cada vez…

13
Dez16

Depressão

Tenho andado triste. Ou melhor, a palavra correta não é «triste». Não é a tristeza que me anda a incomodar ao longo desses dias. É algo pior. É algo bem mais forte, bem mais doloroso do que a tristeza. E eu sei disso. Tenho a perfeita noção do que me anda a incomodar, dia após dias, noite após noite e talvez por isso, tenho até medo de falar acerca deste delicado assunto. Não falo com os meus familiares, não falo com os meus colegas, não falo com a minha médica e nem mesmo tenho coragem de falar comigo mesmo. Não tenho coragem de confrontar essa verdade. Sim! Porque eu sei que é verdade. Eu sinto o que antes eu já senti. Tento disfarçar aquilo que eu sei que já não consigo disfarçar. Tento levantar-me e manter-me de pé, mas… sinto-me sempre no fundo de um poço. Num buraco, tão fundo, tão escuro, tão assustador e onde sou eu e os meus fieis horrores estão presentes. E por muito que eu até queira sair desse buraco, eu não consigo. Não tenho forças. Doí-me tudo e tudo me faz ficar em baixo. Sofro, mas não consigo gritar, não consigo chorar… não consigo! E esse sentimento não é tristeza. É algo que eu conheço muito bem. É DEPRESSÃO…

 

Há uns anos atrás, e nem foi há tantos anos assim, eu passei por uma terrível depressão. Daquelas em que diariamente eu nem conseguia levantar-me da cama. Simplesmente queria ficar lá a vida toda, pois levantar-me para a vida era algo que para mim não fazia sentido. Cheguei na altura a ser acompanhado por uma psicóloga, mas nem isso impediu que num belo dia, eu tentasse pôr um fim definitivo a toda a minha dor. Depois desse triste episódio que deixou profundas marcas na minha vida e na vida de quem me é mais próximo, para além da psicóloga, comecei a ser também acompanhado por uma psiquiatra que me receitava a medicação para ver se pelo menos a dor interna e constante dentro de mim, desaparecia por completo. Aqueles foram momentos muito maus. Momentos em que até custa lembrar-me deles. Até custa falar deles, mas na altura consegui superar a dor. Livrando-me de más influências e de todos aqueles que me faziam sentir ainda pior, eu comecei a olhar para a vida de outra forma. Nas pequeníssimas coisas, comecei a ver que tinha tudo para ser feliz. E quando falo das pequenas coisas, estou a falar da minha pequena sobrinha. Ela foi a minha salvação! Para conseguir viver neste mundo, onde tudo parece que foi feito para me ferir, eu agarrei-me com unhas e dentes aquele pequeno ser. Um ser iluminado que não tinha noção da escuridão que estava dentro de mim. E nem sequer tinha noção de que um simples sorriso seu, fazia o sol brilhar com todo a intensidade no meu coração. Ela foi a minha salvação. Ela fez com que eu me levantasse da cama, com que eu agisse e quando dei por mim, graças a minha pequena sobrinha, que é a Rainha da minha vida, não vi mais sinais da depressão. Como se ela própria fosse um poderoso medicamento, ela curou-me do mal, da dor, da escuridão e deu-me razões para viver e… ainda dá! Mas a escuridão voltou. A dor está novamente dentro de mim. O medo, o horror, os maus pensamentos estão novamente a invadir território que, aparentemente já estava curado, mas parece que tudo está a voltar. E nos dias em que eu estou mais em baixo, eu penso nela. Penso muito na minha sobrinha. As vezes até fecho os olhos e lembro-me de como é o seu radiante sorriso. De como é a sua delicada voz que faz magia nos meus ouvidos. De como é a sua graciosa gargalhada que enche todo o meu coração de alegria. Eu penso! Eu sinto! Tento matar saudades e penso que tudo fica bem, mas… a escuridão mantém-se. A dor ainda aperta o meu coração. Os maus pensamentos estão de volta…

 

Todos os dias tenho acordado a dizer que isso é apenas uma fase. Que logo, logo as coisas vão passar e o sol vai brilhar novamente dentro de mim mas, isso sou eu a querer enganar-me a mim próprio. Gostava que isso fosse só uma fase. Que fosse apenas por causa dessa época natalícia que eu tanto odeio e que inevitavelmente todos os anos me coloca em baixo, mas a verdade, é que já tenho andado assim com esses sentimentos há já algum tempo. Tenho é tentado ignorar os sintomas. Tenho fugido da verdade, mas… Sinto que não tenho mais pés para continuar a fugir. A minha vida estagnou. Estou parado num cruzamento onde todas as direções vão sempre parar ao mesmo sítio, a depressão. No outro dia, numa consulta de rotina com a minha médica de família, estive para falar-lhe desses meus sintomas, mas acabei por não ter coragem. Achei que, assim que falasse do assunto, ela iria simplesmente achar que esse era apenas mais um capricho da minha parte. Porque infelizmente é assim que muitos pensam. Acham que a depressão é apenas um capricho de quem não tem mais nada do que fazer. Sei que essa não é de todo a opinião da minha médica, mas mesmo assim não tive coragem de falar. Devia, mas não consegui! Mas felizmente consegui falar aqui…

 

Tenho estado ausente desse espaço e isso é porque obviamente não tenho tido cabeça para estar por aqui. Algumas coisas têm sido publicadas, pois já estavam programadas para isso mas não sei se tão cedo vou conseguir voltar aqui. Não sei bem o que vou fazer nos próximos dias mas dar atenção a este blog, eu sei que é coisa de que eu não vou ser capaz. Por isso, sem saber o que mais dizer, agradeço a todos os que por aqui passaram e… até a uma próxima…

10
Nov16

650€?!

Até que ponto temos o direito de pagar pela vida de alguém?? Hoje surgiu-me este grande dilema e gostava de partilha-lo com vocês. Talvez assim eu chego a uma conclusão e tome alguma decisão.

 

Há uns dias atrás estive por aqui a falar de animais de estimação e na minha enorme vontade de ter um bicho – fofinho e carinhoso – cá em casa. Na altura até falei porque estava na incerteza se devia ou não comprar umas tartarugas, já que cachorrinhos aqui em casa, a minha mãe não quer vê-los nem pintados. Até ao momento eu ainda não comprei nenhuma tartaruga, e nenhum bichinho vai parar cá a casa. Se bem que, a vontade de ter um animal continua bem viva dentro de mim mas… acho que ainda não chegou a altura certa. No entanto, hoje, ao passar pela mesma loja onde antes tinha visto as tartarugas, vi algo pelo qual eu sou verdadeiramente apaixonado. Vi um cão! Mas não um cão qualquer! Foi simplesmente o cão dos meus sonhos.

 

Eu adoro tudo o que é cães. Seja grande ou pequeno, seja feio ou bonito, seja de raça ou rafeiro, eu adoro! Mas claro, tenho algumas preferências! E para ter em casa, num apartamento, é óbvio que eu prefiro os cachorrinhos mais pequenos. E por causa dessa minha preferência, há já muito tempo que tenho uma grande paixão pelos Pitbulls Franceses. Adorava ter pelo menos uns três cá em casa e hoje, até vi um que era lindo, super querido, perfeito para vir morar comigo mas… 650€?! Só podem estar a gozar não?! Sim! O cachorrinho que vi na loja custava mais do que aquilo que eu ganho num mês. E ele até estava barato, pois eu já vi lojas que cobram 1000€ por essa raça. Que abuso!! E isso leva-me a minha questão inicial. Até que ponto temos o direito de pagar pela vida de alguém?? Neste caso, pela vida de um cachorrinho, que tem a cara mais fofa do mundo?

 

Confesso que quando vi o cachorrinho, disse logo cá para mim: «Boa! O subsidio de Natal está a chegar e já sei onde vou gastá-lo». Mas acreditem, por muito fofo que ele seja, se eu aparecesse com um cão valioso desses cá em casa, a minha mãe simplesmente matava-me! Deixava automaticamente de ter comida, cama, roupa lavada, televisão, computador, enfim… Iria ser uma guerra cá em casa mas… ele é tão fofo! E tem uns olhos tão lindos! Estava a pedir para que o levasse para casa e… aí!! Não sei o que faça!! Alguém me ajuda?!

09
Nov16

Trump ganhou... E agora??

Eu gostava de saber a resposta a essa pergunta, mas a verdade é que não sei. O que sei, é que maus tempos se avizinham. Não só lá para os lados da América, como também para o resto do Mundo. Ouvi ainda há pouco alguém dizer, que com essa vitória de Trump, já é uma certeza absoluta de que a terceira guerra mundial vai começar em breve. Mas em guerra, eu acho que infelizmente já todos andamos. Portugal é que ainda está num cantinho do Paraíso, mas a guerra (das diferentes formas possíveis), já esta ativa há muitos anos em vários locais do mundo e… Será que tudo agora vai piorar?

 

Eu não percebo nada de politica e por norma, nem gosto de falar sobre isso. Acho que por vezes até me fazia falta ter mais alguns conhecimentos em relação à politica, mas a verdade é que isso não me interessa. Por isso, como seria de se esperar, eu não acompanhei nem de perto, nem de longe, essas recentes eleições americanas. No entanto, do pouco que fui vendo na internet, temo cá para mim que essa vitória do Donald Trump, vai ter um sabor muito amargo na vida de todos nós. Eu espero estar enganado, se bem que, algo me diz que não estou. Verdade??

09
Nov16

Qual o tempo de vida de um rato?

Ora aí está uma boa pergunta, que eu até gostava de ver respondida. E eu até já perguntei hoje ao senhor vendedor de ratos mas ele não me soube dar uma resposta muito coerente. Por isso, continuo com a mesma dúvida e o que eu acho, é que os ratos de hoje em dia já não são feitos para durar.

 

Infelizmente, o ratinho que eu tinha cá em casa morreu! Pois é! Já não aguentou mais e foi desta para melhor. E eu não percebo! Eu até tomava conta do ratinho. Quase todos os dias estava com ele. Estava sempre a tocar-lhe, a dar-lhe carinhos e alimentação foi quase que não faltou. Sempre que ele dava sinal de querer energia, eu alimentava o pobre bichinho. E tá certo que é verdade que houve algumas vezes, que sem querer, deixei-o cair ao chão mas… será isso motivo para ele morrer? É que sem exagero, só este ano, já tive que comprar três ratos novos. Hoje foi mais um! O que é que se anda a passar?

 

Bom! Mas antes o rato, do que o teclado, ou do PC, ou então do meu disco rígido externo. Aliás! Se o meu disco externo avariar, eu acho que me atiro da janela abaixo. Moro num rés do chão, mas atiro-me na mesma! É que no disco, eu tenho lá quase toda a minha vida. Por isso, mais vale que seja o rato a morrer e eles até andam agora baratinhos…

08
Nov16

Uma avaria no meu gaydar...

Quando se fala nos gays, como eu, é frequente ouvir-se dizer que os gays, têm tipo uma antena, que dá sinal, vibra quando estamos perante outro homossexual. Na vida, ninguém anda com um post-it colado à testa, a dizer se é hetro, se é gay, se é bi, ou se é outra coisa qualquer. No entanto, graças a essa antena virtual que os gays têm, basta um gay olhar para um outro homem que esteja à sua frente, que de imediato essa antena dá sinal, dizendo se esse outro homem é gay ou não, mas… que antena será esse que eu nunca tive?

 

Com certeza já todos devem ter ouvido a palavra ‘gaydar’. Essa é a palavra que se dá a essa antena virtual que todo o gay tem, ou que pelo menos devia ter, pois infelizmente, eu nunca tive a oportunidade de a ter. Ou talvez, pensando bem, eu, como qualquer gay, tenho também essa antena só que no meu caso, essa antena com certeza tem estado avariada. E não é de agora! É já de muto longe, desde os tempos em que era adolescente e essa avaria no meu gaydar, só me provocava chatices. Ainda hoje provoca, mas agora, acho que já estou prevenido contra essa avaria.

 

No meu historial de paixões, graças ao meu problema no gaydar, eu sempre me apaixonei pelas pessoas erradas. Pessoas essas que eram heterossexuais e que, de forma alguma, não seria por causa do meu amor que eles iriam-se converter. Graças a esse problema, eu sofri horrores durante vários anos e quando não dava mais para suportar toda essa dor, tomei uma decisão. Decisão essa que passou por nunca prestar atenção aos sinais do meu suposto gaydar e ainda por apresentar uma providencia cautelar ao senhor Cupido, de forma a impedir que ele se aproximasse de mim. E graças a isso, já não me dou ao luxo de me apaixonar pela pessoa errada e nem de sofrer por causa disso, mas… Ultimamente tenho andado a passar por uma situação que está a dar que pensar.

 

Apesar de ter prometido a mim mesmo, que jamais iria apaixonar-me por um colega, a verdade, é que no meu local de trabalho há um jovem que, eu diria que ele é particularmente estranho. O seu nome é Rúben e eu acredito que ele tenha a mesma idade que eu. Se é gay, ou hétero? Não faço a mínima ideia e não dá para confiar no meu gaydar para chegar a uma conclusão. O que eu sei, é que esse jovem tem comportamentos comigo, que nenhum outro homem no meu trabalho tem e esses comportamentos deixam-me confuso. Ele é simpático! Mas por norma, todos os outros colegas masculinos no meu trabalho o são. O que o torna diferente, é o facto de ele ser querido para mim. Ele não só é simpático, como é particularmente querido comigo. É super atencioso e quando temos o privilégio de nos cruzarmos, ele para além de me cumprimentar com toda a simpatia do mundo, sinto que ele tem sempre a necessidade de me tocar. Com um sorriso maravilhoso nos seus grandes lábios, ele toca com muita frequência no meu braço, no meu ombro e eu até poderia estar a imaginar coisas mas sei que não estou, já houve dias em que de forma bastante carinhosa, ele deu-me beliscões no meu braço e… Será essa uma atitude normal, de um colega para um outro colega? Pelo menos de uma coisa eu si, esse Rúben é o único que me trata assim com tanta atenção e eu já nem sei o que pensar. Será que ele é gay? Será que ele tem andado a namoriscar comigo e eu não tenho dado atenção a esses sinais? Não sei! O que sei, é que quanto a isso, eu não vou fazer rigorosamente nada. O Rúben até é bonito. É querido. Usa óculos e enfim, vocês já sabem que eu tenho um certo fetiche por homens que usam óculos. E depois ele tem um corpo jeitoso, um rabo que encaixa perfeitamente naquelas suas calças e uns braços que… meu Deus! Ele com toda a certeza faz o meu tipo e eu tenho a certeza que jamais faria o tipo dele.

 

E agora que eu contei essa história entre mim o Rúben, o que é que vocês acham em relação a isso? Acham que eu devo estar apenas a imaginar coisas ou ele pode mesmo a estar a dar em cima de mim? Será que devo agir? Será que devo continuar a ignorar? Eu já quis confiar no meu gaydar mas por via das dúvidas, achei melhor não prestar atenção aos meus sinais. Eu até já tentei perceber se nos seus dedos, o Rúben tem algum desses anais/algemas de compromisso, mas não, acho que ele não tem. Um dia, cheguei até a vê-lo com uma rapariga, mas não havia intimidades entre eles e ela até podia ser uma amiga, ou talvez até podia ser sua irmã. Mas não, não me pareceu que fosse uma namorada mas… Nunca se sabe! Já me enganei tantas vezes que agora, mais vale prevenir do que remediar. O que acham??

08
Nov16

Ontem foi o dia da preguiça...

...e eu nem sabia que esse dia existia. Se bem que, hoje em dia há dias para tudo! Há o dia do Beijo, o dia do Sexo, o dia do Riso, o dia da Mulher sem Soutien e por isso, porque não haver também um dia da Preguiça? E será que ontem, aproveitei esse dia ao máximo e fiquei o dia todo na preguiça? Bem! Na verdade, eu não fiquei na preguiça. Estive realmente o dia todo de pijama, nem sequer coloquei os pés na rua, mas não foi preguiça! Estava meio adoentado. Com o nariz a fazer descargas de entulho à toda a hora, com o corpo mole por causa da sessão de espirros por qual eu passei no fim-de-semana, e ainda, andava sobre o efeito dos anti-histamínicos e por isso, acho que infelizmente não soube aproveitar da melhor forma esse dia da Preguiça. Que pena!! Para o ano, prometo não me esquecer desse dia e vou aproveitá-lo ao máximo.

 

E vocês?! O que não fizeram neste dia da preguiça?

07
Nov16

Nunca (e é mesmo nunca!) vou voltar a um Call Center

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No outro dia li essa notícia deprimente e de imediato lembrei-me do ódio que tenho pelos call centers. Pode ser exagerado e até muito estranho aquilo que vou dizer, mas eu prefiro morrer à fome do que vender a minha alma ao diabo. Porque para mim, ir trabalhar num cal center é realmente isso: vender a alma ao diabo. E olha que por alguns anos, eu já trabalhei em alguns call centers através de empresas de trabalho temporário, mas há cerca de cinco anos, prometi a mim mesmo que nunca mais voltaria para um trabalho de escravo como esse. Independentemente do que me viesse a acontecer a nível profissional e financeiramente, prometi que não voltava e assim será.

 

Já tive várias discussões com algumas pessoas, por causa da minha maneira de pensar. Segundo o que essas pessoas diziam, o trabalho de call center era um trabalho como qualquer outro mas… Mentira! Desculpa dizer isso mas essa é uma grande mentira! O trabalho de call center é um trabalho que serve apenas para explorar ao máximo, aqueles que infelizmente andam no desespero, que não conseguem arranjar um trabalho à sua altura, pois todos batem-lhes com a porta na cara alegando que não têm experiência para o cargo a que se candidatam e com medo de ficarem atolados em dívidas, em problemas, em chatices, as vezes por parte dos familiares que os pressionam para arranjar um trabalho, essas pessoas acabam por sujeitarem-se a um trabalho de escravo. Um trabalho mal remunerado, com contratos mensais, semanais, ou agora até diários. Sem garantias de permanência, com objetivos absurdos. Com pressões exageradas e muitas das vezes, com formações (da treta) de um mês, que no final até nem pagam essa formação. Meu Deus! Estamos no século XXI não estamos?

 

Como já aqui disse eu já trabalhei em vários call centres. Mas por onde eu andei, era apenas trabalho de prestar informações. Sempre me recusei a trabalhar num call center em que o principal objetivo era a venda pura e dura. Ou melhor, onde o principal objetivo era enganar a torto e a direito, os mais frágeis, que facilmente deixam-se levar por um jogo de palavras bonitas, ditas pelo operador. Mas até mesmo nas linhas onde trabalhei, que era somente para prestar informações, muitas das vezes sentia que estava na mesma a enganar o cliente, pois somos obrigados a isso constantemente e… não há quem aguente! Eu pelo menos não aguento! Se há coisa que eu detesto é que me enganem e por isso, porque tenho que ser eu a enganar os outros? Depois de algum tempo a passar de call center em call center, cheguei à conclusão de que não dava mais. Era impossível ficar oito horas por dia a ouvir reclamações e por isso, um dia, farto de tanta exploração, disse para mim mesmo e para os meus chefes na altura, que aquele trabalho não era decididamente para mim. Posso não ter o 12º ano, mas de uma coisa eu sei, tenho competências para trabalhos bem melhores do que esses call centres e por isso, nunca mais volto a eles. E eu sei que nunca se deve dizer nunca mas acreditem, no meu caso, posso até estar na rua, a dormir debaixo da ponte, mas não volto. Não volto mesmo!

 

Antes de estar no trabalho onde estou atualmente, fiquei desempregado por opção durante três anos. E sim! Foi mesmo por opção! Eu até estava num bom trabalho, com bons horários, até nem recebia mal, era efetivo, mas um dia cheguei à conclusão de que estar atrás de um balcão também não era para mim. Saí desse trabalho e durante três anos fiquei desempregado, e dediquei-me inteiramente aos estudos. Consegui tirar um curso que há muito queria tirar e ao longo desses três anos não pensei em trabalho. Quando o curso terminou e infelizmente não consegui arranjar nem estágio, não tive outra opção senão começar à procura de outras funções. Apesar de ter sido o melhor da minha turma, de ter tido a nota mais alta, por onde eu passava, diziam-me sempre que eu não tinha experiência para a função. O que para mim era ridículo. Experiência eu até tinha pois conseguia a 100% fazer aquilo que eles pretendiam, o que eu ainda não tinha, era tido a oportunidade de trabalhar nessa minha área e colocar essa experiência no meu currículo. Mas enfim! Quando vi que já não dava mais para ficar desempregado, comecei a enviar currículos e infelizmente, aqueles que respondiam aos meus emails, eram as empresas de trabalho temporário, que a toda a hora andam à procura de mais ‘escravos’ para serem atirados aos leões nessas empresas de call center. Mas acreditem ou não, nessa altura recusei todas as entrevistas de trabalho para essa função e foram muitas. Mas recusei, pois mesmo no desespero, quis manter a minha promessa e ainda bem que recusei. Tempos depois fui chamado para o trabalho onde estou atualmente e apesar de não estar a fazer aquilo que realmente queria fazer, algo que tivesse ligado ao curso que tirei, a verdade é que até sinto-me bem no local onde estou. Já lá estou há mais de um ano, já sou efetivo, não posso dizer que recebo muito mas também não recebo mal, mas dá para viver. E dá para manter essa promessa de pé. Voltar ao sitio que me fazia chorar, ter pesadelos, calafrios, sentimentos de revolta, fúria, raiva, enfim… Call centres, nunca mais!

 

E desde já peço desculpas a todos aqueles que possam sentir-se ofendidos com este meu desabafo, mas essa é a minha opinião em relação aos call centres. E se aparecer por aqui alguém a dizer que até gosta de trabalhar nesses sítios, desculpem a minha total sinceridade, mas nunca irei acreditar nessa afirmação. Mas podemos aqui iniciar uma discussão – saudável e amigável – em relação ao assunto. O que acham?!

07
Nov16

Deixei escapar um domingo...

Ontem foi o primeiro domingo do mês e como tal, tinha apontado na minha agenda de que, a partir deste mês de Novembro, iria aproveitar todos os primeiros domingos do mês para visitar um museu. Já que as entradas são grátis, uma pessoa tem mesmo é que aproveitar. No entanto, apesar de ter registado na minha agenda do telemóvel, essa ida ao Museu dos Coches, sim porque o primeiro museu que eu iria visitar era esse, a verdade é que deixei escapar esse domingo e estou triste por isso. E não pensem que foi por preguiça que ontem acabei por não sair de casa. Na verdade, esse grande pecado às vezes impede-me de fazer certas coisas, mas no foi o caso de ontem. Eu até queria. Já tinha tudo combinado com a minha mãe para irmos, mas… eu sofro de renite alérgica e este fim de semana, tive uma crise bastante agressiva de alergia. No estado em que eu estava, era mesmo impossível sair de casa.

 

Quem sofre de renite alérgica, sabe que quando somos atacados por alergias, ficamos com os olhos inchados, uma terrível dor de cabeça, com o nariz a pingar e a espirrar a toda a hora. Ou no meu caso, espirrar é de cinco em cinco segundos. E não são daqueles espirros silenciosos, não! Infelizmente, os meus espirros até fazem a casa toda tremer, até fazem os vizinhos ouvirem e agora imaginem eu, a espirrar de cinco em cinco segundos e os vizinhos todos a ouvirem? Que horror!! E para além da aflição dos olhos, da dor de cabeça, da aflição do nariz, no sábado ainda fiquei com uma ligeira dor de garganta, que felizmente passou logo no domingo. Se ela continuasse, então seria sinal de que eu não estava apenas a sofrer de renite alérgica, mas sim de algo mais grave, tipo uma gripe, mas… não foi há poucos dias que eu tomei a vacina da gripe??

 

Hoje felizmente, quando me levantei da cama, acho que consegui dizer que estava melhorzinho. Ainda não acho que esteja a 100%, pois apesar dos espirros terem passado, pelo menos por agora, do meu nariz começou a sair só porcaria e… que horror! Só de pensar nisso fico agoniado. Se durante o fim de semana, o nariz era só pingos de água, agora, são kilos e kilos de ranhoca que saem por ali e daqui a pouco, tenho mesmo que ir à loja comprar mais lenços de papel, pois só neste fim de semana, gastei 9 pacotes de lenços e ainda um rolo de casa de banho. Só espero agora, com os anti-histamínicos que ando a tomar, que amanha já esteja mesmo a 100% mas entretanto, o primeiro domingo já passou e nada de Museu dos Coches.

31
Out16

Estou de férias!

Férias! Até é difícil de acreditar, mas é verdade! Estou mesmo de férias! E eu bem que estava a precisar dessas ferias. Não só para descansar, pois tenho andado mesmo muito cansado nestes últimos dias, como também preciso das ferias para organizar alguns aspetos da minha vida. Preciso organizar algumas ideias na minha cabeça, analisar algumas prioridades na minha vida e ainda ponderar (muito bem) algumas mudanças que possam surgir na minha vida.

 

Este é o meu ultimo período de ferias deste ano. Em Maio gozei uns dias, onde aproveitei para viajar, em Agosto gozei apenas dois dias, que foram mais para estar com a família e agora, até ao dia 15 vou aproveitar para estar comigo mesmo. Confesso que inicialmente ainda pensei viajar e visitar os familiares que vivem no estrangeiro, mas a verdade é que preferi não gastar dinheiro. Tenho tensões de comprar algumas coisas no futuro e por isso, o melhor mesmo é poupar. Mas mesmo tendo umas férias em que o principal objetivo será descansar, tenciono nos próximos dias, dar alguns passeios por Lisboa e não só, tenho ainda programado algumas idas ao cinema e se tudo correr bem, ainda tentarei fazer uma visita ao teatro para ver uma peça do qual eu estou interessado. Programas para essas férias é coisa que não falta. Agora, é só esperar para ter boa disposição nos próximos dias, para cumprir esse programa de férias e… mesmo para os invejosos, que neste momento se estão a roer de inveja por causa das minhas férias, não custa nada desejarem-me umas boas férias, pois a vocês, eu desejo-vos uma excelente semana de trabalho!!

29
Out16

Tatuados e com óculos

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Há quem goste dos homens fardados, há quem goste dos carecas, dos barrigudos, dos cabeludos e depois, há também quem goste dos homens com tatuagens e dos com ar intelectual com uns bonitos óculos no rosto. Eu sou desses. Tenho mesmo um certo fetiche por tatuados e por intelectuais e no meu trabalho, infelizmente há lá um jovem que preenche todos os requisitos no que diz respeito aos meus fetiches.

 

Se há coisa que eu já aprendi e talvez da pior forma possível, é que jamais devo apaixonar-me por um colega de trabalho. Ainda para mais se esse colega for heterossexual. Isso é o pior erro que eu já cometi algumas vezes e garanto que nunca mais voltará a acontecer mas… Há um ano atrás, quando comecei a trabalhar no local onde estou agora, fiquei a saber que diariamente iria trabalhar bem de perto com um colega que… Meu Deus! O homem é lindo! Faz o meu tipo. E ainda por cima tem os braços todos tatuados, enfim! Em outros tempos, sei que iria perder facilmente a cabeça por ele, mas já não sou nenhuma criança. Já sei comportar-me diante um homem super giro e apesar de nos balneários já o ter visto só de boxers, sempre agi de forma correta e já nem dou sequer oportunidade para o meu coração pregar-me uma partida indesejada. Simplesmente limitei-me apenas – e sempre – em apreciar a beleza dele. Beleza essa que cumpre com todos os meus requisitos e aqueles braços tatuados… ai meu Deus! Já começo a ficar com calores.

 

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E se o facto dele ser bonito e tatuado, já me deixava com um enorme tesão, agora há um outro motivo para eu ficar ainda mais de cabeça perdida. Assim que regressou de férias, esse meu colega apareceu com um novo visual. Passou a usar óculos e sim, eu tenho um enorme fetiche por homens que usam óculos. E ele, não sei como foi possível, mas agora que usa óculos, parece que ficou bem mais bonito. E essa não é só a minha opinião. Hoje mesmo, no local de trabalho, apanhei duas colegas a comentar o mesmo. Ou seja, andam todas de olhos postos no rapazinho e acreditem, não é para menos.

 

Mas basta de falar desse meu colega giro, tatuado e com pinta de intelectual. Gostava era de saber de vocês. Têm algum fetiche com os tatuados, com os homens que usam óculos, com os fardados, os engravatados, etc?? Se sim, partilhem esses fetiches comigo. Gostava de saber…

25
Out16

A vacina que afugenta (ou não) a gripe

Hoje fui tomar a vacina da gripe. Eu não confio muito na vacina, pois apesar de a tomar todos os anos, eu mesmo assim sou atacado pela gripe todos os anos. Entre Fevereiro e Abril, quando a primavera esta a chegar, não tenho como fugir dela, mas a minha médica diz que mesmo assim, convém tomar. E por isso, hoje lá fui eu a Farmácia.

 

Quando lá cheguei e fui atendido pelo mesmo farmacêutico que me deu a vacina no ano passado, confesso que fiquei todo animado. O farmacêutico, de nome João, é super bonitinho. É um querido. É super atencioso e eu admito ter um fraquinho por ele. Sempre que vou à farmácia, fico todo animado quando é ele que me atende e não sei porque, acho que ele já se deu conta de toda essa minha animação, ao ponto de hoje dizer-me que não seria ele a dar-me a vacina, mas sim uma outra colega sua. Claro que a minha animação foi-se logo abaixo. Ninguém gosta de tomar injeções mas essa injeção for dada por alguém especial, até é capaz de valer o sacrifício mas hoje, o farmacêutico João pregou-me uma partida. No lugar dele, foi uma senhora também super querida, que deu-me a injeção sem eu sentir nada, mas preferia que tivesse sido ele. Enfim…

 

Vacina tomada e agora que o tempo já começa a ficar mais quentinho, o ideal é começar a pensar em agasalhar-me melhor, pois não quero nada ficar doente. Nem agora e nem na Primavera. Já basta andar mal das articulações, mas quanto a isso, graças a medicação e ao repouso desses dois dias, eu já me sinto bem melhor. Agora vou é dormir porque amanha será dia de trabalho e estou super animado por causa disso. Não pelo trabalho em si, mas sim porque no final desta semana, vou de férias. Sim! Vou ter duas semanas de férias e eu não vejo a hora delas chegarem…

24
Out16

Fui vítima do ácido úrico...

Ontem, comecei mais um dia com uma ida ao Hospital. Devido às intensas dores que não paravam de me atormentar, não tive outro remédio senão ir ao Hospital para ver se a coisa passava. Eu já há algum tempo que não tenho andado bem. No passado dia 2, também por causa das dores insuportáveis, fui parar ao Hospital. Depois, de forma a que a coisa melhorasse, fiquei uma semana de baixa, pois a minha médica recomendou-me repouso total. Nessa semana, em que andei a tomar medicação, a coisa parece que melhorou e ao fim dessa semana de baixa, voltei ao trabalho. Mas ao voltar ao batente, as dores volta e meia atacavam-me de novo. Não havia nenhum único dia em que eu não regressasse a casa cheio de dores, mas lá fui aguentando. Até que no sábado, a coisa piorou e bastante. Ao longo do sábado, fiz o meu dia normal de trabalho, mas em silêncio, gritava de dores. Quando cheguei a casa nesse dia, já nem me aguentava em pé, mas achei que com o descanso, a coisa ia melhorar e amanha já seria um homem novo, mas estava enganado. Ao longo de toda essa noite eu simplesmente andei a ver estrelas, tudo por causa da dor. A cada leve movimento que eu fazia na cama, era o suficiente para eu ver estrelas. Conclusão: não consegui dormir nada nessa noite e na manha do dia seguinte, ao querer levantar-me para ir trabalhar, verifiquei que não conseguia de forma alguma, andar. De imediato, com o auxilio da minha mãe, fui parar ao Hospital e depois de ser atendido, acabei por saber o diagnóstico. As minhas dores eram devido ao ácido úrico, também vulgarmente conhecido por ‘gota’.

 

Eu já tinha ouvido falar desse ácido úrico há uns tempos atrás, pois a minha mãe também já havia passado pelo mesmo problema. Claro que ao ouvir esse diagnóstico, perguntei de imediato à doutora a que se devia isso e ela basicamente informou-me, que isso devia-se à má alimentação e que nos próximos dias, teria que evitar comer proteínas e dar prioridade a tudo o que era legumes, vegetais e fruta. Ok! Para quem anda há tanto tempo a querer fazer dieta, achei eu que talvez esta seria a altura certa para isso, mas quando ela apresentou-me uma lista daquilo que eu podia ou não comer, eu fiquei com um enorme aperto no estômago, pois praticamente eu não posso comer nada, de nada e isso preocupa-me. Se juntamente com a medicação eu seguir as regras de alimentação, as dores nas articulações, que impedem que eu consiga movimentar-me, com o tempo irão desaparecer, mas… acho que nos próximos dias vou morrer à fome. Ai vida minha!!

 

Agora, cá estou eu em casa com a indicação de que tenho que repousar, tenho que reduzir o meu ritmo, tenho que andar com as pernas ao alto e aplicar com frequência gelo nas partes afetadas. Felizmente, hoje quando acordei já me sentia bem melhor. Já consigo movimentar-me e agora, com alguma dificuldade, é só seguir à regra todas as indicações da doutora que logo, logo estarei bem. Espero que assim seja pois eu não recomendo a ninguém, essas dores terríveis que eu tenho nas articulações, tudo por causa desse tal ácido úrico.

23
Out16

Não percebi o MAAT...

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Na passada quinta-feira, aproveitei o bom tempo que ainda se fazia, para dar um belo passeio à beira do rio Tejo. E foi muito bom, voltar a estar lado a lado com aquele rio que eu adoro. Simplesmente sinto-me bem quando estou a passear ao lado dele, mas enfim!

 

Na quinta, a minha querida mãezinha fez 61 anos e de forma a fazermos algo diferente, nesse dia, eu e a minha irmã fomos busca-la ao trabalho e em vez de depois virmos para casa, sentarmo-nos no sofá e divertirmo-nos com a novela da tarde, quisemos fugir da rotina. Por isso, optamos por passar a tarde em Belém, a ver o rio Tejo que todos nós adoramos, a lanchar por lá e claro, como estávamos por ali perto, resolvemos ir espreitar o MAAT e… o que dizer em relação a este novo Museu de Arte Arquitetura e Tecnologia? Bem! Nem sei o que dizer.

 

Duma coisa não posso negar, o edifício em si está espetacular! Aquela fachada está mesmo muito bonita, mete respeito e vista do rio Tejo – num barco que passa – a paisagem deve ser maravilhosa. Mas eu pergunto: será que o edifício já está todo ele concluído? A mim parece-me que não! Aliás, eu fiquei com a sensação de que o MAAT foi inaugurado às pressas, pois ficava bem, no dia em que o estado nos devolvia um feriado, oferecer um belo museu aos portugueses. Mas ao que parece ele ainda não está concluído. Enquanto por ali andávamos, ouvia-se muito barulho de obras, marteladas por todos os lados, máquinas a trabalhar e depois, exposições, nem vê-las. A entrada para o edifício, que eu achava que era paga, na verdade era grátis. Conseguimos lá entrar e claro, a entrada do MAAT também é algo que mete respeito. Tem uma ampla sala que… acho que dava para fazer umas boas festas. Mas em vez de festa, o que lá encontrei foi algo que… nem sei como descrever. A mim pareceu-me que estava diante de uma prisão à beira mar. Ouvia o som do mar e das ondas a bater na areia, as luzes iam-se alternando do claro para o escuro, simulando o dia e a noite, e numa ‘prisão’, várias eram as pessoas que relaxavam nuns lençóis e em bolas grandes espalhadas pelo chão. E o que me leva a dizer que aquilo mais parecia uma ‘prisão’, era o facto de haver uma porta, que se fechava durante cerca de dez minutos e só ao fim desse tempo, é que a porta voltava a abrir, deixando sair quem lá estava e deixando entrar novas pessoas, para depois voltar a fechar-se. Quem depois não achasse piada nenhuma àquilo e quisesse sair, teria depois que aguardar a passagem desses dez minutos para depois sentir-se novamente livre. Eu não quis arriscar em passar por essa experiência e claramente, não fui o único a não perceber o conceito daquela ação, pois muitas eram as pessoas que questionavam à menina que ali estava a dar informações, em relação àquela estranha ‘prisão’. Para mim, apesar de toda a imponência do edifício e da entrada, nada daquilo pareceu-me Museu, nem Arte, Arquitetura até posso concordar, mas de Tecnologia também nada vi. O que vi, foi acesso a entradas que estavam barradas, por ainda continuarem em obras. Estranho! O português tem mesmo a mania de inaugurar coisas, que ainda nem estão prontas a ser inauguradas. Mas mesmo não estando concluído, a verdade é que no dia 5 de Outubro, muitas foram as pessoas que quiseram ver de perto esta grande obra, que está agora a embelezar (ou não!) a cidade de Lisboa à beira mar.

 

Depois do passeio por Belém, seguiu-se um jantar de aniversário num restaurante italiano e assim, o dia foi diferente, a noite foi diferente e mais um ano se passou…

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