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Num só blog, está tudo aqui! O MORE tem desabafos/opiniões em relação a mim e ao que se passa à minha volta. Tem sugestões de cinema, televisão e não só. E tem mais, muito mais...

03
Mar17

Out in the Dark - Além da Fronteira | +Filme

Acho que descobri um novo filme que facilmente terá direito a fazer parte da minha lista de filmes favoritos. O filme chama-se “Out in the Dark”, é do ano de 2012 mas só há umas semanas atrás é que tive a oportunidade de o ver. E ainda bem que o vi! O filme é realmente maravilhoso e apesar de não ter ficado 100% satisfeito com o desfecho da história, a verdade é que este filme surpreendeu-me em todos os sentidos. Confesso que nunca cheguei a ver o trailer do filme mas sim, já sabia do que se tratava este “Out in the Dark”, pois vários foram os sites e blogs que eu encontrei a falarem muito bem dele. No geral, as críticas em relação a este filme foram sempre muito positivas e da minha parte, a minha crítica será também muito positiva ao ponto de afirmar que a visualização deste filme, é praticamente obrigatória. Com o título em português “Além da Fronteira”, este filme israelense realizado por Michael Mayer, é um maravilhoso drama romântico que para além das críticas positivas, tem recebido inúmeros prémios por onde passa.

 

Out-in-the-dark1-1.jpg

Protagonizado por uma dupla também maravilhosa (e muito bonita!), “Out in The Dark” – pegando um pouco nas questões políticas e religiosas entre Israel e Palestina – conta uma bela história de amor entre Nimr (Nicholas Jacob) e Roy (Michael Aloni). Os dois apaixonam-se a partir do momento em que se veem pela primeira vez e apesar de terem conhecimento da distância que os separa, os dois apostam numa relação já sabendo que as coisas não irão ser fáceis. É que Nimr é palestino e só tem a possibilidade de ir até Israel ao encontro do seu amor, por ser um excelente estudante de psicologia e assim, ter acesso a um passe livre que o deixa entrar e sair de Tel Aviv sem problemas. Só que a vida do jovem estudante muda, a partir do momento em que presencia a morte de um dos seus grandes amigos.

 

Out in The Dark poster.jpeg

 

Com uma família muito conservadora e com um irmão disposto a arranjar sarilhos com o povo de Israel, Nimr tem literalmente que passar a fronteira, caso queira ser feliz com Roy, um advogado assumidamente homossexual, que tudo irá fazer para conseguir viver na plenitude o seu amor com Nimr. Só que os dois irão passar por grandes dificuldades e neste filme, uma vez mais irá provar-se que por amor, uma pessoa é capaz de tudo. Até mesmo abdicar da sua liberdade, para que o seu grande amor tenha uma vida livre e feliz.

 

Recomendo este filme a 100% e tenho a certeza que ninguém aqui irá arrepender-se. 

24
Fev17

O Desconhecido do Lago | +Filme

Hoje deixamos aqui uma nova sugestão de cinema em casa mas atenção, esta sugestão é decididamente para maiores de 18 anos e por isso, se ainda não chegaste a essa idade, aproveita o momento para ver outras sugestões já aqui deixadas e que serão perfeitas para ti. E quando dizemos que o filme é para maiores de 18 anos, não estamos de todo a falar de um filme pornográfico. Se bem que há cenas nesta sugestão de filme que fazem mesmo lembrar um filme desse género. Mas não! O filme tem realmente muitas cenas ousadas, é um filme muito polémico, filme esse que já foi tema de muitas notícias em vários sites e blogs e que até já teve a oportunidade de passar nos canais por cabo TV Cine. Aliás! Foi mesmo nesses canais que tivemos a possibilidade de o ver e na altura até ficamos surpresos com essa exibição. Não tendo nada contra o filme, não estávamos à espera que um filme daquela natureza fosse transmitido pelo canal. E isso porque há tantos outros filmes com uma temática gay, que teriam tudo para serem exibidos pelos canais e serem vistos em família, que infelizmente nunca chegam até eles e depois, assim sem saber como, um filme como este “L'INCONNU DU LAC”, que decididamente não é para todos, é exibido assim sem mais nem menos pelo canal. Enfim! Vamos agora limitarmo-nos a falar deste “O Desconhecido do Lago”.

 

L'INCONNU DU LAC 1.jpeg

 

Realizado por Alain Guiraudie, este filme francês que retrata uma realidade em muitos lagos/praias espalhadas pelo mundo, conta a história de Franck (Pierre Deladonchamps), um jovem que decide passar as suas férias de Verão num lago onde é frequente o engate de homens que procuram outros homens para relações de sexo rápido. Aí nesse lago, para além dele conhecer Henri (Patrick d'Assumçao), um homem já com uma certa idade que prefere estar à distancia do engate, ele conhece ainda um outro homem que é muito misterioso. Um homem chamado Michel (Christophe Paou), que para além de ser muito bonito e de atrair a atenção de todos, demonstra ser um homem perigoso. Mas talvez é todo esse mistério e perigo que faz com que Franck se apaixone por ele. E entretanto, no decorrer dessas férias, um jovem é encontrado morto no lago e as suspeitas recaem sobre muitos dos frequentadores do lago, se bem que há alguém que sempre saberá a verdade sobre a morte misteriosa, mas que irá ignorar essa situação para quem sabe, viver uma grande paixão.

 

A história do filme até nem é má, se bem que poderá estar muito mal aproveitada. Talvez se tivessem seguido outro rumo, o filme teria ainda muito mais a ganhar mas claro, essa é apenas a nossa opinião. Não ficamos propriamente satisfeitos com o trabalho de realização, pois quase todo o filme não tem ritmo e há demasiadas cenas repetidas, onde o realizador insiste em mostrar sempre o mesmo plano, o que torna as coisas demasiado chatas. A nível de representação também não achei lá grande coisa mas eles até nem estiveram mal. Para um filme ousado como este, repleto de cenas de nudez, sexo, masturbação, os actores principais até conseguiram manter-se bem nos papéis. O filme na nossa opinião não é merecedor de muitas estrelas mas é bastante compreensível toda a polémica que esteve envolta deste filme e por isso, também compreende-se a curiosidade que as pessoas tenham em relação a ele. No entanto, se no decorrer do filme começarem a criar expectativas muito altas em relação a ele, cuidado para no final não sentirem-se enganados como aconteceu connosco. Ficamos desiludidos com o final e demoramos alguns minutos a acreditar naquele momento.

 

L'INCONNU DU LAC.jpeg

 

Se não estão preparados para filmes que mostram uma realidade nua e crua, que por vezes é confundida com algo piroso e vulgar, talvez esta não seja a sugestão ideal para vocês. Mas se acharem que este filme merece a vossa atenção, então arranjem tempo e aceitem esta nossa sugestão. Depois vamos é ficar é à espera dos vossos comentários para partilhar opiniões.

17
Fev17

Hurricane Bianca | +Filme

Hoje falo-vos de mais um achado pelo Netflix. Um filme que foi recentemente adicionado ao catalogo do Netflix e que conta com o protagonismo de uma das grandes vencedoras do reality show RuPaul’s Drag Race. Estou a falar-vos da supercómica Bianca Del Rio (Roy Haylock), que na sexta temporada da série, consagrou-se vencedora, deitando abaixo a irreverente Adore Delano e a super sensual e bonita Courtney Act e que agora, é a estrela do filme, ou melhor dizendo, é o furacão do filme “HURRICANE BIANCA”.

 

Hurricane Bianca_01.jpg

 

E o que dizer deste filme? Bem! Para ser sincero acho que não tenho muito a dizer em relação a ele. Apesar de adorar imenso a personagem Bianca Del Rio, a verdade é que o filme é demasiado estúpido. Tenta ser uma comédia, mas as piadas são tão fraquinhas, a realização é má, o elenco é péssimo que, nem mesmo a presença do furacão que é a Bianca Del Rio, consegue salvar este filme. Mas vê-se. Do principio ao fim, vê-se sem grandes surpresas, sem grandes expectativas e com muita maluquice e trapalhadas à mistura. Se és um fã do RuPaul’s Drag Race e adoraste a coroação da Bianca, talvez venhas a ter curiosidade em relação a este filme, mas se não, confesso que não irão perder nada de especial se passarem à frente, pelo vasto catalogo do Netflix.

 

Em “Hurricane Bianca”, Roy Haylock interpreta Richard, um professor de química que vai parar a uma escola no Texas, onde os jovens são péssimos e os professores que lá andam são piores ainda. Ao descobrirem a homossexualidade de Richard, a direção da escola decide afasta-lo, pois não quer que ele seja um mau exemplo para os alunos daquela escola. No desespero por perder o emprego que tanto gosta, ele acaba por conhecer uma transsexual, que lhe confessa ter frequentado aquela mesma escola e de lá ter passado por péssimos momentos. Daí, não sei bem como, surge a ideia de Richard voltar à escola, mas desta vez no papel de professora Bianca Del Rio. E nesse personagem, já conhecendo bem o perfil dos alunos e dos professores, Bianca consegue pô-los a todos na linha, chegando mesmo a ser considerada a professora do ano, mas a farsa não dura para sempre e logo descobrem a verdadeira identidade de Bianca.

 

Hurricane Bianca_02.jpg

 

Se vale a pena ver este filme? Isso agora fica ao vosso critério. A sugestão está feita e na próxima semana vou seguir com mais outra boa (ou nem tanto!) sugestão de cinema em casa…

10
Fev17

Kill Your Darlings | +Filme

Para falar deste filme, vou aproveitar aquela velha máxima de que primeiro estranha-se e depois entranha-se. Pois foi exatamente isso que aconteceu com este “KILL YOUR DARLINGS”. Inicialmente, o filme pareceu todo ele muito estranho. Pior! O filme para além de estranho, estava a ser demasiado chato e foi preciso resistir imenso, para não desistir do filme a meio. E ainda bem que resisti! O filme apesar de estranho, lá mais para o meio começou a melhorar e apesar de estar longe de ser um filme cinco estrelas, a verdade é que depois acabou por tornar-se mais interessante, mais suportável e por isso cá estou para deixar mais uma sugestão, para todos os que querem ver um filme e não sabem qual deles escolher.

 

maxresdefault.jpg

 

Baseada em factos verídicos, este “Kill Your Darlings” conta com a presença do eterno ‘Harry Potter’Daniel Radcliffe, como protagonista e num registo completamente diferente ao do jovem feiticeiro, Daniel interpreta aqui o papel do escritor Allen Ginsberg, que na faculdade, conhece o irreverente Lucien Carr (Dane DeHaan). Os dois tornam-se grandes amigos e é Carr quem leva Ginsberg para um mundo que até então o jovem estudante desconhecia. Levando-o para os maus caminhos, Carr apresenta Ginsberg a escritores como Jack Kerouac (Jack Huston), William Burroughs (Ben Foster) e ainda a David Kammerer (Michael C. Hall), um homem que vive obcecado por Carr e que com ele, tem uma história do passado não muito esclarecedora. Enquanto a relação entre Ginsberg e Carr se torna mais forte, ao ponto do primeiro começar a sentir algo mais do que uma mera amizade, a relação de Carr e David torna-se cada vez pior e terá um desfecho fatal. E é a partir desse desfecho, que o grupo de escritores inspira-se para criarem as suas histórias, baseadas nos acontecimentos reais.

 

Ao contrário da prestação do actor Daniel Radcliffe, que não gostei nada, aliás, eu não consigo ainda vê-lo sem ser no papel do feiticeiro e talvez por isso, nunca consigo gostar do que ele faz, eu gostei bastante da prestação do actor Dane DeHaan, ele que ultimamente já tem participado em muitos filmes e parece ter um grande futuro pela frente. E já agora, deixa-me referir que foi uma grande surpresa ver o actor Michael C. Hall. Eu desconhecia por completo que ele também entrava no filme e foi interessante vê-lo sem ser naquele ambiente do “Dexter”.

 

KILL YOUR DARLINGS (poster).jpeg

 

E em relação às cenas que tanto se ouviu falar antes mesmo da estreia do filme, não as achei nada de especial. Tanto se falou nessa primeira experiencia de Daniel Radcliffe no sexo gay mas a cena em si, não teve nada de especial. Gostei muito mais do momento em que o actor beija apaixonadamente Dane DeHaan mas… acho que não vou falar mais nada sobre o filme. A não ser que vale a pena chegar até ao fim do filme. Pode custar um pouco por o filme ter um início muito chatinho mas eu acho que vai ser do vosso agrado.

 

14
Dez16

Noordzee, Texas | +Filme

Noordzee, Texas.jpeg

 

E já que nesta semana estou a sugerir alguns dos meus filmes favoritos de temática gay, em que os protagonistas são jovens adolescentes, seria praticamente impossível não falar do filme que já se seguida irei sugerir que o vejam, mas é mesmo para verem!

 

NOORDZEE, TEXAS” é um filme que já tive a oportunidade de o ver há algum tempo e faço questão de voltar a vê-lo em breve. À semelhando das duas sugestões anteriores, também este não vem lá dos lados da América, mas sim da Europa. Mais precisamente da Bélgica e penso até, que este foi o primeiro filme desse país que eu já assisti. Mas acreditem, com essas três sugestões aqui deixadas esta semana, acho que fica mais do que provado, que os europeus fazem muito bom cinema, ao nível de muitos filmes americanos e que por isso, devíamos começar a dar mais atenção aos filmes europeus e claro, aos filmes nacionais.

 

Mas falando mais propriamente deste filme, “Noordzee, Texas” conta uma bonita história de amor entre dois grandes amigos de infância. Os protagonistas são adolescentes e é sempre bom ver histórias de adolescentes que estão agora a descobrir o que é o amor. Aqui, encontramos o jovem Pim, um jovem tímido que vive sozinho com a mãe e que desde muito cedo, percebeu ter algumas características diferentes em relação a outros meninos. Não é um menino muito sociável, pouco se relaciona com as pessoas, à exceção da família do seu melhor amigo Gino. Com eles, Pim sente-se em casa. É como se fizesse parte da família deles e é sempre muito bem recebido pela mãe e pela irmã de Gino que secretamente, nutre uma grande paixão por Pim. E apesar dessa paixão ser bastante visível aos olhos de todos, Pim parece ser o único que não se apercebe disso e isso porque, ele só tem mesmo olhos para o seu amigo.

 

Pim e Gino estão sempre muito próximos um do outro. Há uma ligação bastante forte em relação a eles e o que sentem um pelo outro, eles sabem que é especial. O problema é quando Gino começa a relacionar-se com uma rapariga. Pim sente ciúmes dessa relação e não irá aceitá-la da melhor forma mas… o amor tem mesmo dessas coisas. Por vezes, para esconder/disfarçar um grande sentimento, o melhor mesmo é iludi-lo com o início de uma nova relação.

 

Apesar de todos os elementos do elenco serem completamente desconhecidos para mim, todos eles estão de parabéns. Principalmente os três meninos protagonista. São novos mas são já grandes atores e aqui, eles conseguem convencer-nos a cada momento que surgem em cena. Eu aliás fiquei de imediato fascinado com a história de Pim e Gino e é inevitável não ficar a torcer para a relação de amizade/amor entre eles.

 

O filme está repleto de momentos emocionantes e ternurentos. Há mesmo muitas cenas entre os dois jovens protagonistas que… enfim, o melhor é vocês mesmo verem o filme e depois ficarem arrepiados como eu fiquei. Mas não! Não é um arrepio de medo, de susto, de frio. É sim um arrepio que nem sei explicar. Sabem quando vêm algo mesmo muito bonito e emocionante e ficam arrepiados com isso? Pois eu acho que isso vai acontecer com todos.

 

Noordzee, Texas poster.jpeg

 

Infelizmente este é mais um filme que não passa nos nossos canais de televisão e deviam passar. O filme é mesmo excelente para ver sozinho, acompanhado com a sua cara-metade, ou até mesmo para vê-lo em família. Tenho a certeza que quem vê vai adorar e recomendar a outras pessoas.

13
Dez16

Mannen Som Elsket Yngve | +Filme

Mannen Som Elsket Yngve.jpeg

 

E cá vou eu com mais uma nova sugestão de filme que faz parte da minha lista de favoritos. Descobri à uns anos atrás, este filme que rapidamente passou a fazer parte da minha lista de filmes favoritos. E é curioso, pois por vezes, os grandes filmes, aqueles que conseguem conquistar-me por completo, são os pouco (ou nada) conhecidos, pouco falados, que vêm de países onde normalmente não estamos habituados a ouvir falar. O filme que esta noite eu recomendo vem da Noruega e se não me engano, esta foi mesmo a primeira vez que vi um filme desse país. Sei que há pessoas que têm um certo ‘preconceito’ em relação a filmes que não são de origem americana e falados em inglês, mas acreditem, por vezes, os melhores filmes vêm mesmo de outros países como a Noruega. E esse “MANNEN SOM ELSKET YNGVE” é o exemplo de um ótimo filme que merece ser visto por todos nós. Eu recomendo a 100% e tenho a certeza que quem arriscar em vê-lo, também irá gostar.

 

Quando optei por ver este “Mannen Som Elsket Yngve” eu pouco ou nada sabia acerca dele. Ou melhor, já tinha lido a sinopse do filme mas como sei que muitas das vezes as sinopses não correspondem à realidade, eu arrisquei vê-lo sem nunca imaginar que iria ficar completamente rendido a ele. O filme está excelente em todos os sentidos. Tanto na realização como nas interpretações dos jovens atores. Todos eles estão fantásticos e até mesmo a banda sonora do filme chama a atenção com grandes êxitos dos anos 80.

 

Este filme, pelo que depois pesquisei em relação a ele, foi muito aplaudido no seu país de origem chegado a ganhar vários prémios em alguns festivais de cinema. E ainda bem que assim foi porque este filme é mesmo uma obra de arte que em cerca de uma hora e meia de filme, faz-nos sentir um pouco de tudo, desde a vontade de rir até à vontade de chorar. A sua história está super emocionante e apesar do filme ter terminado de uma forma inesperada, deixando com que o final não fosse muito esclarecedor, a verdade é que mesmo assim, vale a pena arranjar um tempinho para o ver. Por isso, e como na minha opinião este filme é para toda a família, assim que possível reúne a tua família e assiste a este maravilhoso filme na companhia de umas boas pipocas.

 

Mannen Som Elsket Yngve poster.jpeg

 

Mannen Som Elsket Yngvese passa em novembro de 1989. O muro de Berlim colapsa. Na cidade de Stavanger, Jarle Klepp, 17 anos, não tem ideia de que as coisas estão prestes a mudar. Até agora ele tinha de tudo; a melhor namorada e o mais legal amigo do mundo. Juntos formam a mais agressiva banda de punk rock da cidade, a Mattias Rust Band. Mas então surge um novo colega de classe, Yngve, que não é como a maioria, deixando Jarle confuso. Lentamente, mas de forma constante, ele deixa de lado todos os que o cercam, e descobre o que significa ficar sozinho. Um cintilante, delicioso, dramático, e engraçado filme, que pode te fazer rir e chorar com a mesma intensidade. A intenção foi fazer um filme autêntico, maduro, mas ao mesmo tempo com a energia da juventude dos personagens. A trilha sonora te levará diretamente aos anos 80, com algumas das principais bandas de rock do período, tais como Stone Roses, The Cure, REM, Japan, Jesus and Mary Chain e Joy Division. Recomendado aos livres de espírito.

12
Dez16

Sasha | +Filme

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A partir de hoje e nos próximos dias, vou aqui deixar-vos algumas sugestões de filmes para verem em casa se tiverem essa possibilidade. Mas as sugestões não serão acerca de uns filmes quais queres, não. Trata-se de alguns dos meus filmes favoritos de temática gay e que conta histórias de amores de adolescência, amores inocentes, mas nem por isso, amores sofredores. Em cinco dias, vou revelar-vos alguns dos filmes que fazem parte da minha lista de favoritos e espero no final, haver aqui uma partilha de opiniões e quem sabe, novas sugestões da vossa parte.

 

E o primeiro filme nessa minha lista de favoritos é o “SASHA”. O filme é alemão e apesar desse idioma fazer-me uma certa confusão na cabeça, a verdade é que quando vi o filme pela primeira vez, fiquei logo fascinado com as cenas iniciais do filme e por isso, foi com enorme prazer que assisti ao filme do principio ao fim. Este filme realizado por Dennis Todorovic trata-se de uma comédia em tons dramáticos e a sua história é realmente super interessante. Já tive a oportunidade de o ver várias vezes e não me importava nada de voltar a vê-lo umas outras tantas vezes. Aliás! Numa das vezes em que vi o filme, vi-o na companhia da minha mãe que apesar de ter achado o filme um pouco estranho, também acabou por gostar. E digo isso porque este “Sasha”, ao contrário de alguns outros filmes, pode muito bem ser visto em família. Eu diria até que é um filme ideal para ver numa tarde de fim-de-semana e com a família toda reunida na sala. Esta opção seria bem mais interessante do que as constantes repetições de filmes desinteressantes que os nossos canais estão habituados a transmitir.

 

Em “Sasha”, acompanhamos a vida da personagem que dá nome ao filme e que curiosamente se chama Sascha Kekez. Este jovem, super querido por sinal, tem uma família um pouco complicada e problemática e talvez por isso, o jovem ainda não teve a coragem de assumir a sua homossexualidade. Apaixonado pelo seu professor de piano, que entretanto irá mudar de cidade, Sasha vê-se obrigado a assumir aquilo que sente pelo professor pois tem medo de o perder e de nunca mais o ver. Por isso, ele assume pela primeira vez a sua homossexualidade para a sua melhor amiga e vai à luta para conquistar o amor da sua vida mas, a vida nem sempre é um mar de rosas e essas revelações não serão muito bem-vindas para alguns.

 

Com momentos hilariantes e que dá imensa vontade de rir às gargalhadas, este filme apresenta ainda muitos momentos de tensão, drama e belas cenas onde o romance salta à vista. Eu confesso que sou mesmo um romântico por natureza e por isso, fico sempre muito emocionado com histórias como esta.

 

Sasha poster.jpeg

 

O filme vale mesmo a pena e por isso, aqui fica a sugestão dos meus favoritos. Para aqueles que já viram seria interessante partilharem a vossa opinião com o blog e para aqueles que ainda não viram, aceitem esta boa sugestão de cinema em casa pois eu tenho a certeza de que não irão arrepender-se.

10
Dez16

Unconditional | +Filme

Unconditional.jpeg

 

Há já imenso tempo que estou para escrever sobre este filme mas tenho estado sempre a adiar. E de hoje não passa! Hoje irei falar um pouco deste “UNCONDITIONAL”, um filme que apesar de ter gostado, ainda continuo com um pé atrás em relação a ele e não sei bem explicar porquê. Ou melhor! Talvez até sei. Este filme conta uma história que não é muito frequente se ver em outros filmes e talvez seja isso que tenha-me deixado um pouco confuso em relação a ele.

 

Neste “Unconditional”, encontramos o actor Christian Cooke – que meu Deus! é lindo de morrer – a interpretar o personagem Liam, um homem com uma boa vida, uma boa casa, um bom emprego, com um bom carro, enfim, tudo nele parece ser bom demais e poderíamos até dizer que ele tem todos os atributos necessários para conseguir conquistar uma mulher mas… as coisas não são bem assim! Através de Kristen (Madeleine Clark), que procura-o no seu emprego para pedir um empréstimo, Liam conhece Owen (Harry McEntire), o irmão gêmeo de Kristen. Os dois são muito próximos um do outro e praticamente não têm vida social. Vivem um para o outro e ainda para a mãe deles que está gravemente doente. Apesar de muito jovens, são os dois irmãos que tomam conta da mãe e da casa mas Kristen ambiciona uma vida melhor para si. Por isso pede o empréstimo, apaixona-se por Liam e está disposta a conseguir o amor daquele homem. O problema é que Liam não esta interessado em Kristen mas sim em Owen e o jovem cedo apercebe-se que também está apaixonado por Liam. Os dois começam então uma relação mas uma relação muito fora do normal. Sem nunca assumir que é gay e que gosta de homens, Liam obriga Owen a vestir-se de mulher sempre que estão juntos e assim, ele pode dizer que mantém um romance normal com uma mulher, como se de uma relação heterossexual se trata-se. E se no início, Owen até sujeita-se a passar por esse papel de mulher, mais tarde ele irá perceber que irá querer muito mais do que viver uma mentira, só que Liam não está para suportar essa verdade.

 

 

O filme tem uma história interessante e como já aqui disse, acho que não é frequente vermos uma história contada assim dessa forma e eu gostei. Claro que faz-me confusão ver a personagem Owen a sujeitar-se a essa loucura do Liam. Mas aqui dá para perceber que por amor, uma pessoa é capaz de tudo mas só até a um determinado limite. Limite esse que Owen irá impor mais tarde, correndo o risco de ver Liam ser severamente agressivo com ele. Enfim! O filme pode não ter grandes actores, e o desempenho deles até não ser nada de especial, mas a verdade é que o realizador Bryn Higgins, soube contar aqui uma história cativante. Uma história de amor, paixão, revolta, mágoa e que eu sugiro que vejam numa dessas noites quentes de verão.

03
Dez16

Geography Club | +Filme

Geography Club.jpeg

 

Eu já não tenho muita paciência para comédias de adolescentes, onde os jovens tudo fazem para deixarem de serem virgens. Filmes assim há aos pontapés e eu sinceramente já nem gosto de perder tempo com eles. Por isso, quando tomei conhecimento deste “GEOGRAPHY CLUB”, achei que este teria mais do mesmo. Piadas desinteressantes e jovens carregados de testosterona e prontos para disparar em qualquer direcção. Mas não! Em relação a esse filme eu estava completamente enganado e tenho que confessar que este filme foi uma agradável surpresa.

 

Apesar do nome, “Geography Club”, este filme nada tem a ver com geografia. O nome é apenas para despistar algumas pessoas a fim de não imaginarem quem é que realmente participa nesse clube. O filme é protagonizado pelo actor Cameron Deane Stewart, que aqui interpreta o jovem Russell. Um jovem normal como todos os outros e que está agora a descobrir a sua sexualidade. Ele apaixona-se pelo jogador de rugby da sua escola, um jovem muito bonito e popular, que corresponde ao seu amor. Em segredo os dois mantêm uma relação que cedo é descoberta por Min (Ally Maki), uma jovem que também guarda alguns segredos e que é a responsável pelo clube de geografia da escola. Após descobrir que Russell é gay, Min convida-o a fazer parte do clube e é assim que Russell descobre do que realmente se trata aquele clube. Um clube onde se encontram todos aqueles que se sentem estranhos por causa da sua orientação sexual. E apesar de Russell inicialmente ficar com um pé atrás em relação àquele clube, a verdade é que é ali que ele irá encontrar grandes amigos e descobrir que é feliz, mesmo que o seu amor não queira fazer parte da sua vida.

 

 

O filme tem realmente personagens típicos de outros filmes, como o jovem Gunnar (Andrew Caldwell), melhor amigo de Russell e que não quer morrer virgem. Mas este “Geography Club” é muito mais do que jovens à procura de sexo. Aqui a amizade está acima de tudo e é através dela que aqui tomamos conhecimento de boas lições de vida, com mensagens que merecem a nossa atenção. O filme até pode tratar-se de uma comédia mas emoção é coisa que não falta e sim! Eu fiquei emocionado com este filme que dá que pensar e vale a pena ver!

26
Nov16

Solo | +Filme

Solo.jpg

 

Hoje volto a deixar aqui uma sugestão de cinema para ver em casa. Se neste fim de semana não tens nada para fazer e nem mesmo nada para ver, que tal aceitares esta nossa sugestão que apesar de ser um filme, aborda um tema bastante actual e faz com que todos nós fiquemos a pensar na vida e nas relações repentinas que por vezes alguns de nós chegamos a ter.

 

SOLO é um filme Argentino que com base na pergunta “Você sabe quem está a levar para dentro da sua casa?”, conta a história de um casal gay que se conhece através de um chat-room. Os dois marcam um encontro, vão para casa e lá têm uma bela noite de sexo. Assim à primeira vista tudo parece normal. Parece que estamos perante uma história de amor entre dois homens já magoados com histórias do passado, mas que tentam agora refazer as suas vidas, conhecendo um novo amor. Só que neste “Solo” nem tudo será um mar de rosas. Um dos dois homens parece não ter boas intenções e durante quase todo o filme ficamos sempre com aquela dúvida: Qual deles está a mentir? Qual deles está ali com segundas intenções? Qual deles tem uma mascara que está prestes a cair e a mostrar o monstro que realmente é? Tensão e suspense é coisa que não falta neste filme e apesar de curto, o filme chega a ser muito interessante.

 

Realizado por Marcelo Briem Stamm, que aqui apresenta a sua primeira longa, este filme conta com a presença de dois belos actores que dão tudo por tudo para que os seus personagens sejam os mais credíveis possíveis. Patricio Ramos interpreta o jovem Manuel, um jovem com uma boa casa, um bom trabalho e que no passado chegou a ter um relacionamento com um homem, que não acabou muito bem. Para superar essa desilusão ela contou com o apoio da sua amiga Vicky (Laura Agorreca). Um dia, cansado de estar sozinho, ele conhece o jovem Julio (Mario Verón) através de um chat e pouco ou nada sabemos acerca dele. A história irá desenrolar-se com muitos momentos de beijos, abraços, sexo e revelações que irão surpreender qualquer um. E como já aqui disse, este filme deixa-nos a pensar: será que quando conhecemos alguém por um chat e convidamos essa pessoa para a nossa casa, será que sabemos quem estamos a levar para dentro dela?

 

 

O filme é simples, não chega a ser muito ambicioso, mas o resultado final chega a ser positivo. Eu pelo menos gostei e por isso recomendo.

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