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MORE

Num só blog, está tudo aqui! O MORE tem desabafos/opiniões em relação a mim e ao que se passa à minha volta. Tem sugestões de cinema, televisão e não só. E tem mais, muito mais...

31
Out16

Estou de férias!

Férias! Até é difícil de acreditar, mas é verdade! Estou mesmo de férias! E eu bem que estava a precisar dessas ferias. Não só para descansar, pois tenho andado mesmo muito cansado nestes últimos dias, como também preciso das ferias para organizar alguns aspetos da minha vida. Preciso organizar algumas ideias na minha cabeça, analisar algumas prioridades na minha vida e ainda ponderar (muito bem) algumas mudanças que possam surgir na minha vida.

 

Este é o meu ultimo período de ferias deste ano. Em Maio gozei uns dias, onde aproveitei para viajar, em Agosto gozei apenas dois dias, que foram mais para estar com a família e agora, até ao dia 15 vou aproveitar para estar comigo mesmo. Confesso que inicialmente ainda pensei viajar e visitar os familiares que vivem no estrangeiro, mas a verdade é que preferi não gastar dinheiro. Tenho tensões de comprar algumas coisas no futuro e por isso, o melhor mesmo é poupar. Mas mesmo tendo umas férias em que o principal objetivo será descansar, tenciono nos próximos dias, dar alguns passeios por Lisboa e não só, tenho ainda programado algumas idas ao cinema e se tudo correr bem, ainda tentarei fazer uma visita ao teatro para ver uma peça do qual eu estou interessado. Programas para essas férias é coisa que não falta. Agora, é só esperar para ter boa disposição nos próximos dias, para cumprir esse programa de férias e… mesmo para os invejosos, que neste momento se estão a roer de inveja por causa das minhas férias, não custa nada desejarem-me umas boas férias, pois a vocês, eu desejo-vos uma excelente semana de trabalho!!

31
Out16

Feliz Aniversário... Justin Chatwin (34)

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E para fechar o mês, deixo-vos agora com mais um aniversariante. Quem hoje faz 34 anos é o ator JUSTIN CHATWIN, que infelizmente já não está na série “Shameless” que eu tanto adoro, mas o jovem ator tem entrado em outros projetos por aí. Parabéns Justin e que continues assim, sempre lindo e maravilhoso.

 

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E hoje ainda estão de parabéns o realizador Peter Jackson e a atriz Piper Perabo. Parabéns a todos!

31
Out16

A beleza masculina vai voltar ao MORE...

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Atenção! Atenção! A partir de amanha, a beleza masculina volta em grande ao MORE! Todas as manhas aqui no blog, será dado o bom dia de uma forma muito especial. Sim! Uma das secções antigas do blog está de volta! É o #bomdia, com maravilhosas fotos de homens lindos e encantadores e que com certeza, irão fazer com que cada um de nós tenha um começo de dia, bem mais apetitoso. Duvidam?! Então não percas o #bomdia de amanha, para começares já a tirar as tuas dúvidas…

30
Out16

O MORE está no Twitter...

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É verdade! O MORE está no Twitter! Por isso, do que estão à espera para começarem a seguir o blog, também através do Twitter?

 

De todas as Redes Sociais que andam por aí, o Twitter sempre foi aquela que mais me interessou e por isso, fazia todo o sentido estar presente nessa Rede Social. E na minha página oficial do MORE no Twitter, podem seguir tudo aquilo que é publicado no blog e não só! Por lá vão estar conteúdos extras que com certeza, vais gostar de seguir.

 

Acompanha-me pelo Twitter e não percas mais, muito mais, das coisas que por ali vão passar…

29
Out16

I Do | +Filme

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No que diz respeito ao cinema, é impressionante como às vezes às maiores surpresas vêm por parte daqueles filmes que nós nunca ouvimos falar. Por aqui em Portugal, os nossos canais de televisão insistem em passar sempre os mesmos filmes. A toda a hora só passam filmes que semanas antes já tinham sido exibidos umas quantas vezes e depois, tantos outros filmes que até mereciam o seu momento de destaque, acabam por ser esquecidos. E é pena! Bons filmes, pouco conhecidos por muitos, são verdadeiras pérolas que deveriam ter o seu momento para brilhar. Hoje deixo-vos aqui uma dessas sugestões. Um filme que nunca tínha ouvido falar, desconhecia por completo a sua história e nem mesmo tínha conhecimento do seu trailer. No entanto resolvi arriscar em vê-lo e fiz muito bem em dedicar cerca de hora e meia ao filme. “I DO” é assim que se chama a sugestão de hoje e o filme é uma excelente alternativa para quem deseja ver algo novo, algo fresco, algo que realmente irá conseguir tocar no nosso coração.

 

Apesar da história não ser propriamente nova, pois já outros filmes pegaram nessa mesma formula, a verdade é que o realizador Glenn Gaylord conseguiu contar-nos a história de uma maneira diferente. Deu ali um toque especial que fez com que o filme se tornasse também especial. Num misto de drama, romance e até alguma comédia, este filme conta a história de Jack Edwards (David W. Ross), um homem que após a morte do seu irmão, dedica a maior parte da sua vida à cunhada e a sobrinha Tara (Jessica Tyler Brown) que o ama de paixão. Ele é o tio gay da menina e os dois são inseparáveis. No entanto, apesar de já estar a viver nos Estados Unidos, Nova Iorque, há já muitos anos, Jack corre o risco de ser deportado para o Reino Unido, pois está a ter muita dificuldade em actualizar o seu visto de residência. Para resolver esta situação ele só encontra uma solução, casar-se. E a mulher que aceita casar-se com ele, é a sua melhor amiga Ali (Jamie-Lynn Sigler), lésbica assumida, que pelo amigo está disposta a tudo. Mas as coisas depois não correm como esperado. Sem que Jack estivesse à espera, surge na vida dele o espanhol Mano (Maurice Compte) e o amor bate-lhe à porta. E quando parecia que o seu visto de residência já estava garantido, as coisas começam a complicar-se. O casamento falso deixa de funcionar e Jack receia que tenha que sair da América e deixar para trás as pessoas que mais ama na vida.

 

 

O filme até nem chega a ser muito ambicioso mas como já aqui disse, apesar dessa história já ter sido contada em outros filmes, este “I Do” está na minha opinião, muito bem conseguido. Tirando a personagem do Mano, que parece estar muito forçada, todos os outros personagens estão fantásticos e o desempenho dos actores está também maravilhoso. Dou destaque à pequena Jessica Tyler Brown, que aqui interpreta a pequena Tara que tem dos momentos mais queridos de todo o filme. Apesar de pequena, ela demonstra uma maturidade que… só mesmo vendo o filme para compreender e eu por aqui, recomendo a 100%. Este é daqueles filmes que poderia muito bem ser apresentado numa sessão da tarde de fim-de-semana num dos nossos canais de TV mas… infelizmente filmes tão bons como esse não chegam até nós.

29
Out16

Tatuados e com óculos

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Há quem goste dos homens fardados, há quem goste dos carecas, dos barrigudos, dos cabeludos e depois, há também quem goste dos homens com tatuagens e dos com ar intelectual com uns bonitos óculos no rosto. Eu sou desses. Tenho mesmo um certo fetiche por tatuados e por intelectuais e no meu trabalho, infelizmente há lá um jovem que preenche todos os requisitos no que diz respeito aos meus fetiches.

 

Se há coisa que eu já aprendi e talvez da pior forma possível, é que jamais devo apaixonar-me por um colega de trabalho. Ainda para mais se esse colega for heterossexual. Isso é o pior erro que eu já cometi algumas vezes e garanto que nunca mais voltará a acontecer mas… Há um ano atrás, quando comecei a trabalhar no local onde estou agora, fiquei a saber que diariamente iria trabalhar bem de perto com um colega que… Meu Deus! O homem é lindo! Faz o meu tipo. E ainda por cima tem os braços todos tatuados, enfim! Em outros tempos, sei que iria perder facilmente a cabeça por ele, mas já não sou nenhuma criança. Já sei comportar-me diante um homem super giro e apesar de nos balneários já o ter visto só de boxers, sempre agi de forma correta e já nem dou sequer oportunidade para o meu coração pregar-me uma partida indesejada. Simplesmente limitei-me apenas – e sempre – em apreciar a beleza dele. Beleza essa que cumpre com todos os meus requisitos e aqueles braços tatuados… ai meu Deus! Já começo a ficar com calores.

 

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E se o facto dele ser bonito e tatuado, já me deixava com um enorme tesão, agora há um outro motivo para eu ficar ainda mais de cabeça perdida. Assim que regressou de férias, esse meu colega apareceu com um novo visual. Passou a usar óculos e sim, eu tenho um enorme fetiche por homens que usam óculos. E ele, não sei como foi possível, mas agora que usa óculos, parece que ficou bem mais bonito. E essa não é só a minha opinião. Hoje mesmo, no local de trabalho, apanhei duas colegas a comentar o mesmo. Ou seja, andam todas de olhos postos no rapazinho e acreditem, não é para menos.

 

Mas basta de falar desse meu colega giro, tatuado e com pinta de intelectual. Gostava era de saber de vocês. Têm algum fetiche com os tatuados, com os homens que usam óculos, com os fardados, os engravatados, etc?? Se sim, partilhem esses fetiches comigo. Gostava de saber…

28
Out16

Encontra-se na Net | Sugestões de Fantasias para o Halloween

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O HALLOWEEN está a chegar! É já no dia 31 que as bruxas (e não só!) vão andar por aí! E apesar do Dia do Halloween ser um dia tipicamente americano, de há uns anos para cá – mais por causa do comércio – o Halloween já passou a ser também uma tradição portuguesa. Eu pessoalmente não acho piada nenhuma a esse dia e para mim, ele é apenas mais um dia, entre tantos outros dias do ano. É tipo um Carnaval de Outono e como eu não sou adepto do Carnaval, o Dia do Halloween não me diz nada. Mas diz, a muitos daqueles que neste fim de semana, irão gostar de fantasiar-se de bruxas, múmias, caveiras, de frankenstein e de tantas outras fantasias de horror, ou não. Muitos bares e discotecas – coisa que eu não frequento – têm por norma fazerem festas alusivas ao Dia do Halloween e caso ainda não saibas, qual a fantasia que irás usar para a noite das bruxas, o canal do YouTube The Underwear Expert – que eu já falei aqui dele uma vez – criou um vídeo onde dá-te cinco boas sugestões de fantasias, para os mais ousados, ou simplesmente para aqueles que em privado, irão comemorar esse dia com os seus amores. Vejam as sugestões e no final, digam-me qual deles gostaram mais…

 

 

E se estás cinco sugestões não foram do teu agrado, ora cá vai mais algumas, que o youtuber Jack Merridew, apresentou-nos no ano passado.

 

 

E se mesmo assim não estás convencido, cá vai mais dois vídeos com sugestões de fantasias para usares na noite de Halloween.

 

 

 

Sugestões é coisa que não falta! Bom dia, ou boa noite das Bruxas e o mais importante é que te divirtas, onde quer que estejas…

28
Out16

Eu Sou Gay | Episódio 1 | Uma mãe sabe...

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Tem 1 mensagem nova:

«Mãe?! Eu preciso muito falar consigo. Tenho uma coisa para lhe contar que já devia ter contado há muito tempo, mas... Se puder, vem ter comigo no mesmo sítio onde passeávamos todos os domingos à tarde. Eu vou estar lá, sentado no mesmo banco de sempre à sua espera...»

 

E mais não disse. Mas aquilo que disse foi o suficiente para que eu ficasse preocupada. O meu primeiro impulso foi ligar para ele. Falar com ele, ouvir a sua voz, tentar perceber o que se passava e saber se ele estava bem, mas ele não atendeu. Pior! A chamada foi logo encaminhada para o voice mail. Mas eu não desisti. Insisti na chamada mas mais uma vez foi parar ao voice mail. Naquele momento eu senti. Algo se passava e enquanto eu não soubesse o que era, eu não ia ficar descansada.

Quando recebi a sua mensagem, já passavam das 13 horas. Devido ao imenso trabalho que tinha naquele dia, optei por não ir almoçar. Comi ali mesmo, na minha secretária, em frente ao computador, uma sandes que tinha pedido a uma colega para me trazer do bar. O fim de semana estava à porta e eu queria adiantar o máximo de trabalho possível, para ir de fim de semana mais descansada mas... quando ouvi aquela sua mensagem, parei por completo. Não tive mais cabeça para pensar em números. Larguei tudo e na impossibilidade de conseguir falar com o meu filho, liguei para a minha nora. Talvez os dois estivessem juntos. Talvez ela me atendesse o telemóvel e me explicasse o que se estava a passar mas não. Tal como o meu filho, ela não me atendeu. No caso dela, chamou, chamou mas nada. E com essa ausência de resposta mais aflita eu fiquei. Mãe é assim mesmo! Mãe sente, mãe sabe, mãe conhece os seus filhos melhor do que ninguém e eu tinha a certeza absoluta que algo tinha acontecido.

Larguei a sandes, desliguei o meu computador, peguei nas minhas coisas e parti. Ainda cheguei a cruzar-me com a minha colega, a tal a quem eu tinha dito que não ia almoçar e que na sua pausa tinha-me comprado uma sandes. Achou estranho eu estar agora a sair às pressas e como eu tinha realmente muita pressa em saber do meu filho, só tive tempo de dizer-lhe que tinha que sair urgentemente mas que voltava. E nem dei tempo para que ela fizesse qualquer pergunta. Saí a correr. Saí com um único destino na minha cabeça: a praia.

Quando o João era novo, ele não me largava nem por um segundo. Queria estar sempre agarrado às saias da mãe. O pai irritava-se com isso mas... eu gostava. O Ricardo, o meu filho mais velho, já não queria saber da mãe para nada. Já tinha os seus amigos, gostava de sair e já não tinha tempo para estar com essa mãe galinha. O João era diferente. Sempre foi diferente. Mesmo depois de adulto ele gostava de estar comigo. Gostava da minha companhia. Visitava-me com alguma regularidade mas já há muito tempo que não passeávamos pela praia. A praia que tinha tanto significado para mim. A praia, onde o mar engolia as minhas lágrimas sempre que eu e o João passávamos os domingos a passear à beira mar. Eu sempre tinha ficado com a sensação de que o João nunca tinha percebido que eu o levava à praia, apenas para eu conseguir resolver os meus problemas. Para estar com ele e pensar na vida. Para estar com ele e sentir-me feliz e voltar para casa com essa mesma felicidade. Mas depois de ouvir a sua mensagem eu cheguei à conclusão que afinal estava enganada. Estava tão enganada que agora, até ele recorria à praia para conseguir resolver os seus problemas. Naquele momento ele estava a fazer exatamente o que eu fazia em tempo e sim! Eu sentia que algo o atormentava. Eu sentia que havia algo de errado. Sentia que o mar, agora não só havia engolido as minhas lágrimas como também engolia o meu filho até ao fundo do oceano. Não o deixando respirar, viver... Uma mãe sabe! Uma mãe sempre sabe! As vezes pode fingir-se de cega, mesmo tendo os olhos bem abertos mas... sempre sabe!

Naquele dia chovia imenso. Tinha estado a manhã toda a chover e felizmente eu tinha levado o meu guarda-chuva comigo. Por momentos ainda pensei apanhar o autocarro, para depois apanhar o comboio e ir até à praia do Estoril mas isso iria demorar imenso tempo. E se havia coisa que eu queria, era chegar o quanto antes bem perto do meu filho para poder abraça-lo e saber o que se passava. Por isso, não hesitei em apanhar o primeiro táxi que me apareceu a frente. Sabia que a conta ia ser alta mas eu não queria pensar nisso agora. Havia coisas mais importantes para pensar. E durante toda a viagem de Lisboa até ao Estoril, eu fiquei com o coração apertado. Insisti uma vez mais em tentar ligar-lhe mas nada. A Tânia, a minha nora, também não atendia o telefone e toda essa ausência de reposta fazia com que muitos filmes se passassem pela minha cabeça mas... tentei respirar fundo e quando o motorista disse que já tínhamos chegado, fiquei um pouco mais aliviada. Pelo menos sabia, tinha a certeza absoluta que estava bem mais próxima do João.

Como seria de esperar, a praia estava deserta. Quem é que num dia chuvoso como àquele iria querer dar um passeio pela praia? Não! Minto! A praia não estava deserta. Ali estava nada mais nada menos do que uma das pessoas mais importantes da minha vida. E por isso, de guarda-chuva aberto e lutando contra o vento e a chuva, corri em direção ao banco onde parávamos sempre para lanchar quando ele era pequeno e acompanhava-me pelo passeio à praia. Era o local favorito dele. Era o local onde ele sabia que teria sempre direito a um gelado, ou um bolo e depois, com a sua cabeça encostada ao meu ombro, víamos o mar, víamos o céu, o horizonte até ao pôr do sol e sim! Ali estava o João. No mesmo banco de sempre ali estava ele.

«Meu Deus!» Foi essa a primeira reação que eu tive quando o vi ali sentado. Numa profunda solidão, sem casaco, ao frio, à chuva e olhar para o infinito. Se até aquele momento o meu coração já estava apertado, depois de o ver assim, tão sozinho e desamparado, o meu coração ficou ainda pior. Senti um tormento tão grande dentro de mim. Uma necessidade tão forte de o colher nos meus braços e protege-lo de tudo e todos que... fiquei na verdade sem saber o que fazer. Aproximei-me junto a ele, com o meu guarda-chuva protegi-o da chuva e desenrolei o meu cachecol do pescoço, para proteger o corpo do meu filho que apesar de molhado, frio que nem uma estátua, estava completamente imóvel. Não tremia e não teve nenhuma reação com a minha chegada. Simplesmente continuou a olhar o horizonte.

— João?! O que é que se passa João? — perguntei eu aflita — Onde é que está o teu casaco? O que é que fazes aqui?

Naquele momento saiu da minha boca tantas questões, mas ele não me respondeu a nenhuma delas. Manteve-se na sua e esse seu comportamento deixou-me ainda mais preocupada.

— Fala comigo. — pedi eu — diz-me o que se passa? Aconteceu alguma coisa com a Tânia?

— Eu estou cansado! — disse ele em voz baixa. E falou tão baixo que eu praticamente nem ouvi o que ele disse mas não faltou oportunidade de o ouvir melhor, pois logo de seguida ele repetiu: — Eu estou cansado! Eu estou cansado!

— Sim! Eu imagino! — disse eu. — Anda. Vamos para casa, mudar essa roupa molhada antes que fiques doente.

— Eu já estou doente! — disse ele, continuando sempre na mesma posição. — Pelo menos é o que o pai acha. Ele disse isso na minha cara.

— Hã?! O que é que o imbecil do teu pai disse?

E depois das palavras saírem-me da boca, senti-me mal uma vez mais, por estar a ofender o pai dos meus filhos. Aquele homem podia ser o meu ex-marido, era realmente um imbecil mas não deixava de ser o pai dos meus filhos.

— Desculpa! — disse eu acariciando o rosto do meu filho — Eu não queria ofender o teu pai mas... Eu não estou a perceber. Tu estiveste com o teu pai hoje?

Ele não respondeu. Manteve-se na sua e naquele momento vi que do seu rosto não só escorriam as gostas da chuva, como também escorriam as lágrimas. Ele chorava e ao vê-lo assim, percebi que tinha acontecido algo entre ele e o seu pai. E muita coisa começou a fazer sentido na minha cabeça. Quando estava no trabalho, a tentar pôr tudo em dia, antes mesmo de receber a mensagem do João, o seu pai tinha tentado ligar-me várias vezes. Como já há muito não falávamos e para falar a verdade, nem tínhamos mesmo nada para falar, eu ignorei todas as suas chamadas, mas agora estava a começar a perceber tudo. O João tinha-se encontrado com o seu pai esta manha. Só podia ser isso. E mais uma vez eles tinham-se zangado. Eles davam-se bem mas volta e meia os dois discutiam. Mas depois a coisa passava e no dia seguinte eles voltavam a falar. Ou pelo menos sempre tinha sido assim. Mas desta vez havia algo de diferente nessa discussão entre eles os dois. E o facto de estarmos na praia, naquele banco, indicava que essa discussão tinha sido bem mais séria.

— Eu estou cansado! – voltou ele a repetir. — Cansado de estar sempre a mentir. Cansado de todos os dias ter que...

Por momento ele parou de falar. Respirou fundo e pela primeira vez olhou para mim.

— Vocês não sabem. Vocês não veem. Mas todos os dias, a todas as horas eu tenho que carregar comigo uma pesada mascara, apenas para parecer aquilo que eu não sou. E eu estou cansado de carregar essa mascara.

Eu quis dizer alguma coisa mas não consegui. Queria de alguma forma consola-lo, mas algo impedia que o fizesse e sem receios ele continuou a falar.

— Um dia. Há uns anos atrás. Sentado aqui nesse mesmo banco a mãe disse-me uma coisa. Seja lá o que tu faças da tua vida, faz sempre tudo em busca da...

— Felicidade! – conclui eu a frase. Uma frase que sim, eu lembrava-me perfeitamente do dia em que tinha dito isso a ele. Foi num dia de verão. Um belo dia em que eu e ele tínhamos passado a tarde toda juntos. Primeiro tinha almoçado com os meus dois filhos mas depois, o Ricardo optou por sair com os amigos e eu e o João fomos mais uma vez até à praia. Lembro-me de ainda o ter perguntado se ele queria ir a algum outro lado, ao cinema por exemplo mas não. Ele fazia questão de passear pela praia. Mal ele sabia que eu já não precisava da praia para tomar uma decisão. Mas acabei por fazer-lhe a vontade. Naquela altura o João já estava com 15 anos mas passeou comigo, da mesma forma que o fazia quando tinha apenas seis anos. Depois de andarmos do Estoril a Cascais e de Cascais a Estoril, sentamo-nos no mesmo banco de sempre. Ele teve direito a dois gelados, pois eu não estava com vontade de comer e ele acabou por devorar o seu e o meu. Depois, quando terminou os gelados, da mesma forma que fazia quando era criança, encostou a sua cabeça ao meu ombro para ver o maravilhoso por do sol e foi aí que eu disse: — João?! Seja lá o que tu faças da tua vida, faz sempre tudo em busca da tua felicidade.

Ele olhou para mim, como se não percebe muito bem o que eu queria dizer com aquilo mas eu lá acabei por esclarece-lo melhor, dizendo:

— Eu vou separar-me do teu pai.

E sem demoras ele abraçou-me. E eu senti-me bem. Senti-me feliz. Senti-me finalmente viva mas o João chorou. Não sei se de tristeza ou de alegria mas chorou. E a verdade é que foi a primeira vez que o vi ali a chorar. Na mesma praia onde tantas vezes eu chorei e pedi forças ao mar para conseguir encontrar uma solução.  Na praia onde eu consegui encontrar um caminho para a minha felicidade. Na mesma praia onde agora ele...

Ele chorava! O meu filho, já adulto chorava e não! Naquele momento, depois de ele fazer-me relembrar um belo momento da minha vida, eu não consegui ficar feliz. Senti o meu coração morrer pois já sabia o que vinha a seguir.

— O que é que tu queres dizer com isso? — perguntei eu já sabendo qual seria a resposta. Ele, por momentos manteve o seu olhar, olhos nos olhos comigo mas logo depois voltou a olhar o horizonte e disse:

— Eu não estou feliz!

E custou-me tanto ouvir isso. Tudo o que uma mãe sempre quer é que os seus filhos sejam felizes. Nenhuma mãe quer ver o seu filho sofrer e saber que o João não era feliz, magoava-me imenso. Fazia-me sentir culpada por ele não ter conseguido alcançar a felicidade que todos buscam. Eu pensei que ele fosse feliz.

— Eu pensei que... — disse eu — estava tudo bem entre ti e a Tânia. Ela está grávida. Vocês vão ser pais e eu sei que tu sempre quiseste ser pai.

— Mas eu não estou feliz! — interrompeu ele — A mãe sabe que eu não casei com a Tânia por amor. Nós sempre fomos apenas amigos. Grandes amigos! Cada um de nós tínhamos os seus segredos e foi precisamente esses segredos que nos juntou.

— Eu não estou a perceber! — disse eu e mais uma vez ele voltou a olhar para mim.

— Hoje o pai apanhou-me.

— Apanhou-te? — disse eu surpresa com a sua afirmação.

— Na mentira! — disse ele de imediato. — Hoje o pai descobriu o meu segredo. Eu estava no café a tomar o pequeno almoço e eu nem me apercebi que ele também ali estava. Quando dei conta já foi tarde. Já ele havia partido para cima de mim todo raivoso. Só não chegou a agredir-me fisicamente porque o Afonso meteu-se à frente. Mas insultou-me. Ofendeu-me. Disse que eu estava doente. Disse que preferia que eu morresse.

— Chega! — disse eu, não querendo saber mais nada do que aquele imbecil tinha dito ao meu filho.

— A mãe também acha que eu sou doente? — perguntou ele com muito receio de ouvir a minha resposta.

Claro que não! Mas não foi isso que me ocorreu dizer naquele momento. Simplesmente perguntei-lhe:

— Quem é o Afonso?

E a sua resposta surpreendeu-me.

— É a felicidade. — disse ele.

E por breves momentos ninguém disse mais nada. Ele olhou para mim. Eu olhei para ele e eu nem queria acreditar no que se estava agora a passar. Queria dizer-lhe algo. Queria abraça-lo mas não tive coragem. Fiquei agora eu sem reação. Desviei o meu olhar e desta vez fui eu que olhei o horizonte, mas senti que os seus olhos ainda olhavam para mim. Ainda esperavam uma palavra da minha parte. Mas não tive coragem. Tantas vezes me preparei para aquele momento e agora... Agora simplesmente não sabia como reagir. O João tem hoje 35 anos e talvez sem exagerar, desde os seus cinco anos que eu ando a preparar-me para ter essa conversa com ele mas agora... Era difícil! Nenhuma mãe quer que o seu filho sofra e às vezes, ver que os seus filhos deixem finalmente cair a mascara pesada, faz com que uma mãe se sinta impotente. Uma mãe quer proteger sempre o seu filho mas isso às vezes é difícil. É difícil lutar contra o Mundo. Por isso não! Eu não estava preparada para aquele momento. Não estava!

Mas o momento certo era agora e vejam só como é a vida. Passado um tempo a chuva se foi e por entre as nuvens começou a aparecer o sol e mais. Começou a aparecer o maravilhoso arco-íris e foi nesse instante que ele disse:

— Eu sou gay! Sempre fui. Vocês nunca quiseram ver. Nunca quiseram saber mas eu sou gay.

Engoli em seco e mantive-me no silêncio. Mas ele continuou a falar.

— Talvez a mãe tenha a mesma opinião que o pai. Que me ache doente mas eu mesmo assim vou seguir o seu conselho. Vou em busca da minha felicidade.

Naquele momento percebi que tinha educado muito bem o meu filho. Fechei finalmente o guarda-chuva, coloquei-o de lado e olhei para o meu filho que continuava com os olhos em lágrimas. E depois sorri. Sorri para ele porque sabia que era de um sorriso que ele agora estava a precisar. E no meio de tanta dor, de tanto sofrimento, o meu coração voltou a sorrir quando vi que o João me retribuiu com um dos seus sorrisos lindos. Aí eu não resisti. Abracei-o com força e disse:

— Eu amo-te! Seja de que maneira for, eu sempre vou-te amar, ouviste?!

Ele a chorar acenou com a cabeça e eu, com todas as minhas forças continuei a abraça-lo enquanto dizia.

— A mim não me importa onde vais buscar essa tua felicidade. A única coisa que eu quero é que não deixes de continuar a correr atrás dela. É só isso! Tudo o resto não importa.

E será que tudo o resto importa mesmo?

Uma mãe sabe! Uma mãe sempre sabe! Ok?! A felicidade pode não estar ao lado de uma Tânia. Se calhar, pode mesmo é estar ao lado de um Afonso, não interessa! Uma mãe sabe. Sabe que para continuar a viver, o seu filho precisa ser feliz e de uma coisa eu sei, eu irei estar sempre ao lado do meu filho a ajuda-lo a ser feliz e ele sabe! O importante é que ele sabe...

 

>>> O próximo episódio vem já no dia 4 de Novembro <<<

26
Out16

Feliz Aniversário... Dylan McDermott (55)

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E o aniversariante do dia chama-se DYLAN MCDERMOTT e ele é um senhor homem que… enfim! A sua beleza, a sua presença deixa-me com as pernas bambas. Aos 55 anos de idade, este homem está super bem conservado e eu, bem eu não me importava nada de dar umas voltinhas com ele…

 

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E hoje quem está também de parabéns, é o ator que atualmente interpreta o Dr. Harrison Wells na série “The Flash”. Parabéns Tom Cavanagh.

25
Out16

A vacina que afugenta (ou não) a gripe

Hoje fui tomar a vacina da gripe. Eu não confio muito na vacina, pois apesar de a tomar todos os anos, eu mesmo assim sou atacado pela gripe todos os anos. Entre Fevereiro e Abril, quando a primavera esta a chegar, não tenho como fugir dela, mas a minha médica diz que mesmo assim, convém tomar. E por isso, hoje lá fui eu a Farmácia.

 

Quando lá cheguei e fui atendido pelo mesmo farmacêutico que me deu a vacina no ano passado, confesso que fiquei todo animado. O farmacêutico, de nome João, é super bonitinho. É um querido. É super atencioso e eu admito ter um fraquinho por ele. Sempre que vou à farmácia, fico todo animado quando é ele que me atende e não sei porque, acho que ele já se deu conta de toda essa minha animação, ao ponto de hoje dizer-me que não seria ele a dar-me a vacina, mas sim uma outra colega sua. Claro que a minha animação foi-se logo abaixo. Ninguém gosta de tomar injeções mas essa injeção for dada por alguém especial, até é capaz de valer o sacrifício mas hoje, o farmacêutico João pregou-me uma partida. No lugar dele, foi uma senhora também super querida, que deu-me a injeção sem eu sentir nada, mas preferia que tivesse sido ele. Enfim…

 

Vacina tomada e agora que o tempo já começa a ficar mais quentinho, o ideal é começar a pensar em agasalhar-me melhor, pois não quero nada ficar doente. Nem agora e nem na Primavera. Já basta andar mal das articulações, mas quanto a isso, graças a medicação e ao repouso desses dois dias, eu já me sinto bem melhor. Agora vou é dormir porque amanha será dia de trabalho e estou super animado por causa disso. Não pelo trabalho em si, mas sim porque no final desta semana, vou de férias. Sim! Vou ter duas semanas de férias e eu não vejo a hora delas chegarem…

25
Out16

Apenas Curta | Sígueme

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Em todas as terças, aqui no MORE, será dia de curtas metragens. Por isso, por breves minutos, parem um pouco, cliquem no play e apenas curta

 

(para verem a curta metragem só têm que clicar na imagem acima…)

 

25
Out16

Encontra-se na Net | Calendário de 2017, para quem ama os ruivos

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2016 está quase a terminar! Falta um pouco mais de dois meses para 2017 dar as boas vindas e por isso, muitas já são as propostas de calendários para o novo ano que está prestes a chegar. Há propostas para todos os gostos, algumas delas ligadas a associações, em que a compra do calendário reverte a favor de uma causa e depois, há tantos outros calendários dispostos apenas a mostrar a beleza não só feminina, mas também a beleza masculina.

 

Um desses calendários – que podes encontrar na net – não só mostra a beleza masculina, como também está associado a uma iniciativa antibullying chamada “Diana Award”. O calendário é uma colaboração entre o fotógrafo Thomas Knights e o designer Elliott Frieze e os rendimentos são doados para essa instituição. E o que defere esse calendário dos restantes, é o facto de todos os modelos apresentados no calendário serem todos ruivos. Sim! Há muita gente por aí que tem um enorme fascínio por ruivos e por isso, este “2017 Exposed”, um projeto do Red Hot, é perfeito para quem achas os ruivos, uns seres especiais de outro mundo.

 

Eu adorei o calendário e como sei que tu também vais adorar, aqui ficam as 12 fotos dos modelos ruivos que brilham nesse calendário que podes comprar aqui

 

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Bonitos não são? Agora cabe a ti saberes se queres ou não, um desses calendários pendurados na parede do teu quarto. Eu não me importava nada de ter um desses calendários, em vez dos tradicionais gatinhos que às vezes tenho. Prefiro mil vezes esses gatos ruivos e lindos de morrer e por isso, se alguém quiser oferecer-me para o Natal, esteja à vontade! Eu aceito!!

24
Out16

Excerto do primeiro episódio de "EU SOU GAY" (estreia dia 28)

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Tem 1 mensagem nova:

«Mãe?! Eu preciso muito falar consigo. Tenho uma coisa para lhe contar que já devia ter contado há muito tempo, mas... Se puder, vem ter comigo no mesmo sítio onde passeávamos todos os domingos à tarde. Eu vou estar lá, sentado no mesmo banco de sempre à sua espera...»

 

E mais não disse. Mas aquilo que disse foi o suficiente para que eu ficasse preocupada. O meu primeiro impulso foi ligar para ele. Falar com ele, ouvir a sua voz, tentar perceber o que se passava e saber se ele estava bem, mas ele não atendeu. Pior! A chamada foi logo encaminhada para o voice mail. Mas eu não desisti. Insisti na chamada mas mais uma vez foi parar ao voice mail. Naquele momento eu senti. Algo se passava e enquanto eu não soubesse o que era, eu não ia ficar descansada.

Quando recebi a sua mensagem, já passavam das 13 horas. Devido ao imenso trabalho que tinha naquele dia, optei por não ir almoçar. Comi ali mesmo, na minha secretária, em frente ao computador, uma sandes que tinha pedido a uma colega para me trazer do bar. O fim de semana estava à porta e eu queria adiantar o máximo de trabalho possível, para ir de fim de semana mais descansada mas... quando ouvi aquela sua mensagem, parei por completo. Não tive mais cabeça para pensar em números. Larguei tudo e na impossibilidade de conseguir falar com o meu filho, liguei para a minha nora. Talvez os dois estivessem juntos. Talvez ela me atendesse o telemóvel e me explicasse o que se estava a passar mas não. Tal como o meu filho, ela não me atendeu. No caso dela, chamou, chamou mas nada. E com essa ausência de resposta mais aflita eu fiquei. Mãe é assim mesmo! Mãe sente, mãe sabe, mãe conhece os seus filhos melhor do que ninguém e eu tinha a certeza absoluta que algo tinha acontecido.

 

Atenção caros amigos, para seguirem a história completa, fiquem atentos à estreia do “EU SOU GAY”, que irá acontecer já nesta sexta-feira…

24
Out16

Eu Dou-te o Sol (de Jandy Nelson) | +Livros

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Há uns dias atrás, prometi a mim mesmo de que iria começar a criar hábitos de leitura. Hábitos esses que passariam por deixar um pouco a TV de lado, para ter mais tempo para um livro. E foi isso mesmo que fiz! Agora, quando estou em casa, mesmo sentado no sofá da sala, deixo de lado um pouco a televisão e dou prioridade à leitura. E foi assim, que em duas semanas li o livro “EU DOU-TE O SOL”, livro esse que arrisco mesmo em dizer, que já é um dos meus livros favoritos.

 

Infelizmente, na minha opinião, são poucos os livros que abordam uma temática gay e que contam uma boa história, que se encontram à venda pelas livrarias em Portugal. São poucos, mas mesmo sendo poucos, eu estou sempre à procura deles. E foi numa dessas procuras que eu encontrei esse livro. Um livro que me fez ficar de imediato apaixonado pela história do Noah e da Jude, os dois irmãos gémeos, muito parecidos entre si e ao mesmo tempo muito diferentes, que devido a muitos segredos que ambos escondem, há ali um momento na vida dos dois, que em vez de seguirem o mesmo caminho e darem forças um ao outro, optam por seguirem caminhos opostos, caminhos esses que levam à infelicidade.

 

Esta bonita história, que posso desde já dizer que é uma bela história de amor, foi escrita pela Jandy Nelson e ao que parece, o livro foi muito bem-recebido pela critica, sendo considerado “Um dos Dez Melhores Livros para Jovens Adultos de 2014 segundo a revista Time”. Eu adorei! Li cada palavra, cada frase com muita emoção no coração, pois a verdade é que esta história é realmente muito comovente da primeira à última palavra do livro. Neste “Eu Dou-te o Sol”, lemos a história não só na perspetiva da Jude quando tem 16 anos, mas também na perspetiva do Noah quando este tinha 13 anos. E essas duas perspetivas diferentes de ver o mundo, no final se juntam e as surpresas serão muitas. Tenho que confessar que fiquei mesmo com algumas lágrimas nos olhos, pois esta bela história deixou-me mesmo comovido.

 

Apesar do livro ter chegado às minhas mãos, por eu saber que ele, de uma maneira ou de outra abordava uma temática gay, a verdade é que o livro é muito mais do que isso. Claro que no decorrer da leitura, vamos acompanhando os jovens a apaixonarem-se, a perceberem a sua sexualidade e claro, a perceberem que o amor, apesar de ser belo, é sempre muito doloroso.

 

Para não vos estragar a surpresa, não vou falar mais nada do livro. Sugiro que comprem, por exemplo através daqui – tal como eu fiz, - e deliciem-se com esta maravilhosa história de relações, não só de amor entre homem e mulher, mas também de relações a nível familiar. Eu diria mesmo que este livro é digno de 5 estrelas e se for verdade o que li pela net, que muito provavelmente vão adaptar o livro para um filme, acho que ele será também digno de um Oscar.

24
Out16

Fui vítima do ácido úrico...

Ontem, comecei mais um dia com uma ida ao Hospital. Devido às intensas dores que não paravam de me atormentar, não tive outro remédio senão ir ao Hospital para ver se a coisa passava. Eu já há algum tempo que não tenho andado bem. No passado dia 2, também por causa das dores insuportáveis, fui parar ao Hospital. Depois, de forma a que a coisa melhorasse, fiquei uma semana de baixa, pois a minha médica recomendou-me repouso total. Nessa semana, em que andei a tomar medicação, a coisa parece que melhorou e ao fim dessa semana de baixa, voltei ao trabalho. Mas ao voltar ao batente, as dores volta e meia atacavam-me de novo. Não havia nenhum único dia em que eu não regressasse a casa cheio de dores, mas lá fui aguentando. Até que no sábado, a coisa piorou e bastante. Ao longo do sábado, fiz o meu dia normal de trabalho, mas em silêncio, gritava de dores. Quando cheguei a casa nesse dia, já nem me aguentava em pé, mas achei que com o descanso, a coisa ia melhorar e amanha já seria um homem novo, mas estava enganado. Ao longo de toda essa noite eu simplesmente andei a ver estrelas, tudo por causa da dor. A cada leve movimento que eu fazia na cama, era o suficiente para eu ver estrelas. Conclusão: não consegui dormir nada nessa noite e na manha do dia seguinte, ao querer levantar-me para ir trabalhar, verifiquei que não conseguia de forma alguma, andar. De imediato, com o auxilio da minha mãe, fui parar ao Hospital e depois de ser atendido, acabei por saber o diagnóstico. As minhas dores eram devido ao ácido úrico, também vulgarmente conhecido por ‘gota’.

 

Eu já tinha ouvido falar desse ácido úrico há uns tempos atrás, pois a minha mãe também já havia passado pelo mesmo problema. Claro que ao ouvir esse diagnóstico, perguntei de imediato à doutora a que se devia isso e ela basicamente informou-me, que isso devia-se à má alimentação e que nos próximos dias, teria que evitar comer proteínas e dar prioridade a tudo o que era legumes, vegetais e fruta. Ok! Para quem anda há tanto tempo a querer fazer dieta, achei eu que talvez esta seria a altura certa para isso, mas quando ela apresentou-me uma lista daquilo que eu podia ou não comer, eu fiquei com um enorme aperto no estômago, pois praticamente eu não posso comer nada, de nada e isso preocupa-me. Se juntamente com a medicação eu seguir as regras de alimentação, as dores nas articulações, que impedem que eu consiga movimentar-me, com o tempo irão desaparecer, mas… acho que nos próximos dias vou morrer à fome. Ai vida minha!!

 

Agora, cá estou eu em casa com a indicação de que tenho que repousar, tenho que reduzir o meu ritmo, tenho que andar com as pernas ao alto e aplicar com frequência gelo nas partes afetadas. Felizmente, hoje quando acordei já me sentia bem melhor. Já consigo movimentar-me e agora, com alguma dificuldade, é só seguir à regra todas as indicações da doutora que logo, logo estarei bem. Espero que assim seja pois eu não recomendo a ninguém, essas dores terríveis que eu tenho nas articulações, tudo por causa desse tal ácido úrico.

23
Out16

Não percebi o MAAT...

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Na passada quinta-feira, aproveitei o bom tempo que ainda se fazia, para dar um belo passeio à beira do rio Tejo. E foi muito bom, voltar a estar lado a lado com aquele rio que eu adoro. Simplesmente sinto-me bem quando estou a passear ao lado dele, mas enfim!

 

Na quinta, a minha querida mãezinha fez 61 anos e de forma a fazermos algo diferente, nesse dia, eu e a minha irmã fomos busca-la ao trabalho e em vez de depois virmos para casa, sentarmo-nos no sofá e divertirmo-nos com a novela da tarde, quisemos fugir da rotina. Por isso, optamos por passar a tarde em Belém, a ver o rio Tejo que todos nós adoramos, a lanchar por lá e claro, como estávamos por ali perto, resolvemos ir espreitar o MAAT e… o que dizer em relação a este novo Museu de Arte Arquitetura e Tecnologia? Bem! Nem sei o que dizer.

 

Duma coisa não posso negar, o edifício em si está espetacular! Aquela fachada está mesmo muito bonita, mete respeito e vista do rio Tejo – num barco que passa – a paisagem deve ser maravilhosa. Mas eu pergunto: será que o edifício já está todo ele concluído? A mim parece-me que não! Aliás, eu fiquei com a sensação de que o MAAT foi inaugurado às pressas, pois ficava bem, no dia em que o estado nos devolvia um feriado, oferecer um belo museu aos portugueses. Mas ao que parece ele ainda não está concluído. Enquanto por ali andávamos, ouvia-se muito barulho de obras, marteladas por todos os lados, máquinas a trabalhar e depois, exposições, nem vê-las. A entrada para o edifício, que eu achava que era paga, na verdade era grátis. Conseguimos lá entrar e claro, a entrada do MAAT também é algo que mete respeito. Tem uma ampla sala que… acho que dava para fazer umas boas festas. Mas em vez de festa, o que lá encontrei foi algo que… nem sei como descrever. A mim pareceu-me que estava diante de uma prisão à beira mar. Ouvia o som do mar e das ondas a bater na areia, as luzes iam-se alternando do claro para o escuro, simulando o dia e a noite, e numa ‘prisão’, várias eram as pessoas que relaxavam nuns lençóis e em bolas grandes espalhadas pelo chão. E o que me leva a dizer que aquilo mais parecia uma ‘prisão’, era o facto de haver uma porta, que se fechava durante cerca de dez minutos e só ao fim desse tempo, é que a porta voltava a abrir, deixando sair quem lá estava e deixando entrar novas pessoas, para depois voltar a fechar-se. Quem depois não achasse piada nenhuma àquilo e quisesse sair, teria depois que aguardar a passagem desses dez minutos para depois sentir-se novamente livre. Eu não quis arriscar em passar por essa experiência e claramente, não fui o único a não perceber o conceito daquela ação, pois muitas eram as pessoas que questionavam à menina que ali estava a dar informações, em relação àquela estranha ‘prisão’. Para mim, apesar de toda a imponência do edifício e da entrada, nada daquilo pareceu-me Museu, nem Arte, Arquitetura até posso concordar, mas de Tecnologia também nada vi. O que vi, foi acesso a entradas que estavam barradas, por ainda continuarem em obras. Estranho! O português tem mesmo a mania de inaugurar coisas, que ainda nem estão prontas a ser inauguradas. Mas mesmo não estando concluído, a verdade é que no dia 5 de Outubro, muitas foram as pessoas que quiseram ver de perto esta grande obra, que está agora a embelezar (ou não!) a cidade de Lisboa à beira mar.

 

Depois do passeio por Belém, seguiu-se um jantar de aniversário num restaurante italiano e assim, o dia foi diferente, a noite foi diferente e mais um ano se passou…

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