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MORE

Num só blog, está tudo aqui! O MORE tem desabafos/opiniões em relação a mim e ao que se passa à minha volta. Tem sugestões de cinema, televisão e não só. E tem mais, muito mais...

28
Set15

Será que a masturbação é uma coisa boa para ti?


 


Pois para mim, essa é uma pergunta estúpida! Claro que a masturbação é uma coisa boa para mim, para ti e para todos! E para além de ser uma coisa boa, é também uma coisa necessária. Ou não?! E não é apenas para os solteiros. Os casais também têm a necessidade de se masturbarem, verdade ou mentira? Mas eu não sou cientista, eu não sou especialista em coisa alguma e por isso, de forma a terem a resposta à pergunta, nada melhor do que verem o vídeo que encontrei na net e que fale precisamente da masturbação. Para os curiosos (e não só!) vale a pena espreitar o vídeo...


 



 


E depois disso, será que ainda dá para acreditar naquela estupidez que diz que a masturbação é pecado?? Pois eu diria que pecado é uma pessoa não se conhecer a si próprio.

25
Set15

1+1=1 (Parte 1)

Parte_1


 


Por muitas voltas que desse na cama, Artur não conseguia dormir. E não era por falta de sono, pois isso ele até tinha. O calor insuportável daquela noite é que deixava qualquer um em desespero e ele já tinha feito de tudo, para finalmente adormecer e descansar depois de um dia muito cansativo. Já tinha aberto a janela toda do quarto, deixado os estores todo puxado para cima, de forma a entrar um ar fresco mas nada de ar fresco. Naquele quarto, só o calor reinava fazendo com que ele transpirasse por todos os lados. Ele também já tinha afastado os lençóis da cama, já tinha despido e atirado a sua t-shirt para um canto. E apesar de estar só de boxers, o seu corpo suava a cada novo movimento que fazia. Virava para um lado, virava para o outro. Deitava-se de barriga para baixo, de barriga para cima mas nada, não havia maneira de ele adormecer e de finalmente dar fim aquele dia. Naquele momento ele arrependeu-se por não ter investido num ar condicionado, ou pelo menos numa ventoinha para aliviar-se do imenso calor do verão. Por diversas vezes ele ouviu na rádio e na televisão que os dias que se seguiam, iam ser realmente de muito calor. Falavam em valores acima dos 38º e agora que ele pensava nisso, daria tudo por ter investido num desses equipamentos. Pelo menos agora estaria a dormir e a não ter sonhos acordados. Pois isso foi o que ele realmente achou que estava a ter, quando de repente alguém tocou à campainha da sua casa. Claro que ele nem deu importância ao toque. Achou mesmo que era fruto da sua imaginação. Pois pela sua cabeça, já tinham passado vários carneirinhos e nem por isso ele conseguiu dormir. Já tinham ainda passado vários momentos eróticos, que o chegaram até a ter uma ligeira erecção mas com aquele calor todo, até para o sexo solitário era impossível. Já tinha estendido os braços pela cama, imaginado que estava dentro de uma arca frigorifica mas nem mesmo essa sua imaginação, era o suficiente para ele não sentir o seu corpo a arder. Por isso, quando ele ouviu uma segunda vez a campainha a tocar, achou mesmo que já andava a delirar e ignorou por completo. E continuou a fazer de tudo para conseguir apagar-se por completo. Para o seu cérebro finalmente desligar-se, o seu corpo repousar e ter uma noite de sono sossegada, de forma a recarregar baterias para o dia seguinte, que prometia ser cheio de emoções.


 


Mas seja lá quem fosse que estivesse a bater à sua porta, esse alguém não parava de insistir. De forma seguida, tocou uma terceira vez e uma quarta e por essa altura, Artur já começava a achar que afinal ele não estava a sonhar acordado. Alguém estava realmente a tocar-lhe à porta, o que era muito estranho. Artur estendeu o braço até à sua mesa de cabeceira e de lá pegou no telemóvel para ver que horas eram e já passavam das duas e meia. O seu primeiro pensamento foi: “Será que é a Mónica?!” Mas não! Ela tinha a certeza absoluta que não podia ser ela. Antes do jantar, os dois tinham falado ao telefone e ela lhe tinha dito que iria dormir uma vez mais na casa da sua mãe. Por isso não podia ser ela e mesmo que fosse, a Mónica tinha a chave de casa. Não estaria a tocar à porta àquelas horas. Para além disso, Artur sabia que se por acaso a Mónica quisesse voltar para casa, ela primeiro teria ligado para ele ir buscá-la. Por isso não! Ele tinha a certeza absoluta que não era a sua namorada. Com certeza seria engano e por isso, o melhor mesmo seria ignorar e tentar voltar a dormir. Mas se o imenso calor já era o suficiente para o perturbar, uma campainha sempre a tocar já se estava a tornar num verdadeiro inferno. E devido à muita insistência da pessoa que tocava a campainha sem parar, não deu para o Artur ignora-la por muito mais tempo.


 


Chateado e cheio de vontade de esganar seja lá quem tivesse a incomodá-lo, Artur levantou-se da cama e como um zombie, disposto a devorar o cérebro de alguém, seguiu até à sala para ver quem era. Nem se deu ao trabalho de vestir uma t-shirt. Foi mesmo até à porta com os boxers, daqueles bem originais, azuis e lá bem no centro, com o símbolo do super-homem. Tinha sido um presente especial da sua namorada. Mas para ele, não fazia qualquer importância ele ir ver quem era só de boxers, ou até mesmo todo nu. Seja lá quem fosse, ele não fazia questão de abrir a porta. Tinha a certeza absoluta que tratava-se de um engano e teria que ir com calma até à porta, caso não quisesse cometer ali um crime.


 


Antes de pegar no intercomunicador, Artur ainda espreitou pelo buraco da porta mas não viu ninguém do outro lado. Por isso, a pessoa que continuava a insistir no toque, só podia estar mesmo na rua. Com essa certeza em mente, aí sim, ele pegou no intercomunicador, e num tom bastante agressivo perguntou:


 


— Quem é?


 


— Sou eu! — ouviu-se do outro lado da linha, uma voz masculina.


 


Naquele momento, cansado e praticamente sem se conseguir manter em pé, Artur odiou aquele “sou eu”. Que “eu” era aquele que tinha a ousadia de o incomodar àquelas horas da manha? Está certo que ele estava apenas deitado e nem sequer estava a dormir, mas de qualquer forma, para ele, não havia razão nenhuma de alguém estar a bater à sua porta. E ainda por cima, a dizer “sou eu” na maior das descontracções. O sangue continuou a subir à cabeça do Artur e antes que ele explodisse por causa daquela simples e parva afirmação, a pessoa do outro lado da linha continuou a falar.


 


— Sou eu o Miguel! Será que posso subir?


 


“Miguel?!” Mas que Miguel seria esse, questionou Artur para si mesmo. Apesar de na cama ainda não ter conseguido pregar no sono, naquele momento ele parecia mesmo alguém que estava a dormir em pé. Por isso, se alguém lhe dissesse que era o Miguel, o Diogo, o Raul, ou seja lá quem fosse, a reacção dele iria ser sempre a mesma.


 


— Mas que Miguel? — perguntou ele — Com certeza deve ser engano...


 


— Não senhor Artur! — disse a voz do outro lado. — Desculpe estar a incomodá-lo a essas horas mas eu só vim buscar o meu caderno.


 


“Caderno?!” Pensou o Artur e mais confuso ele estava. Por momentos ele pensou que de tanto dar voltas e voltas na cama, ele acabou por adormecer e nem tinha dado conta. E agora, naquele momento ele estava apenas a ter um sonho, ou talvez um pesadelo. Ele ainda pensou dizer novamente que com certeza esse tal Miguel estaria a bater na porta errada, mas só depois é que a ficha caiu. Decididamente, ele não estava dormir em pé e sim, claro que ele conhecia o Miguel. Claro que ele sabia de que caderno era esse que o Miguel falava. Ele só não queria era acreditar que aquele Miguel estava a fazer-lhe isso mesmo, a tocar à sua porta, perto das três da manha. Por isso, mantendo o mesmo tom agressivo, ou talvez ainda mais, Artur lhe disse o seguinte:


 


— Porra Miguel, mas tu já viste que horas são?! Achas que isso são horas de bater à porta de alguém?


 


— Eu peço desculpas mas eu preciso mesmo muito do meu caderno. Posso ir aí buscá-lo?


 


— Volta amanha, que eu dou-te o caderno, pode ser?! — disse Artur mas Miguel lá continuou a insistir.


 


— Por favor! Eu não estaria aqui se não fosse importante.


 


“Importante!” Será que seria mesmo muito importante ele ter agora o seu caderno. Por momentos Artur pensou nisso e achou que o melhor seria ele dizer novamente a Miguel, para voltar cá amanha. Mas depois, já um pouco mais desperto e a olhar para o caderno de Miguel, que ele já tinha separado e deixado na mesinha da sala para no dia a seguir entrega-lo, é que ele começou a perceber o quão importante era esse caderno para o Miguel. Artur começou a dar conta de que também já tinha tido a idade dele. Também já tinha passado pelos mesmos momentos de tensão e por isso, em vez de mandar vir com o jovem, lá acabou por ceder.


 


— Ok! Podes subir! — disse ele, carregando no botão do intercomunicador, para abrir a porta do prédio.


 


Nunca, em momento algum, Artur imaginou receber Miguel na sua casa àquelas horas. Na verdade, Miguel já era presença assídua na sua casa mas isso apenas durante o período da tarde. E naquela tarde ele até tinha estado lá e curiosamente até tinha estado lá a jantar, coisa que nunca antes tinha acontecido. Mas não! Os dois não eram amigos. Estavam quase todas as semanas juntos mas a relação dos dois, era apenas uma relação formal entre professor e aluno. É que Artur era o seu explicador de Matemática. E por sinal, era até um óptimo explicador.


 


Aos 28 anos de idade, Artur nunca se imaginou que estaria agora a trabalhar como operador de call center e a dar explicações de Matemática a alguns jovens preguiçosos e com dificuldades. Ao longo de toda a sua vida, ele teve sempre um único sonho: ser professor. E esse sonho surgiu quando ele tinha apenas seis anos e começou pela primeira vez a ler. Ou melhor! Surgiu quando ele começou pela primeira vez, a conseguir fazer contas de somar e subtrair. A partir do momento em que a Matemática surgiu na sua vida, ele soube de imediato o que queria ser quando fosse grande. Foi como uma paixão à primeira vista, paixão essa que fez com que ele dedicasse todo o seu período escolar, na concretização desse sonho. E com muita paixão e dedicação, Artur lá conseguiu realizar o seu sonho. Sempre foi um óptimo aluno e por isso, aos 24 anos já era licenciado e já tinha o seu diploma na mão. Um diploma que permitia ele dar aulas de matemática e assim, partilhar a sua paixão e o seu conhecimento com outros jovens. Mas infelizmente, à semelhança do que acontece com a maioria dos professores em Portugal, rapidamente Artur percebeu que tinha investido imenso no sonho errado. Aos 28 anos, ele tinha conseguido apenas, uma única colocação numa escola. E isso foi apenas por uma questão de sorte. Um professor numa escola tinha tido um grave acidente à meio do ano, e isso fez com que a escola tivesse que contratar um outro professor o quanto antes. Entre muitos candidatos, ele tinha sido escolhido mas isso nem foi o suficiente para aquecer o lugar de professor. No final do ano ele foi dispensado e nunca mais conseguiu ser colocado. Agora, aos 28 anos ele considera já não ter tempo nem dinheiro para investir num outro sonho. E para falar a verdade ele nem tem mais nenhum outro sonho. Ele vive para a Matemática e é disso que ele quer viver para o resto da vida. Por isso ainda não desistiu da carreira de professor. Continua a concorrer todos os anos para ser colocado numa escola mas enquanto isso não acontece, vai fazendo outras coisas. Como as contas surgem todos os meses e à que paga-las, ele optou por trabalhar como part-time num call center ligado às telecomunicações. Mas para além disso, que ele faz durante a manha, à tarde ele ganha mais uns trocos a dar explicações de matemática aos jovens do 10º ao 12ª ano. E o Miguel é um desses. Um jovem de 17 anos, repetente do 12º ano, que assim que conheceu Artur, começou a ver a Matemática com outros olhos.


 


Miguel, filho único de uma socialite, surgiu na vida de Artur através da sua namorada, Mónica. Ela trabalha num cabeleireiro em Lisboa que recebe muitas figuras públicas, muita gente com dinheiro e uma dessas clientes, é Filomena Calado, ou Filó como ela gosta de ser chamada. Devido ao talento da Mónica para tratar dos seus cabelos, Filó elegeu-a como a sua cabeleireira exclusiva e as duas, não só criaram ali uma ligação de cliente e cabeleireira, mas também de uma certa amizade. As duas conversam muito sempre que Filó vai ao cabeleireiro e foi numa dessas conversas banais, que Filó mencionou que tinha um filho, já repetente do 12º ano e que devido à preguiça e a falta de interesse pelos estudos, o seu filho corria o risco de voltar a deixar a matemática para trás. Nesse instante, Mónica não deixou escapar a oportunidade. Falou logo em Artur dizendo que ele era um óptimo explicador de matemática, caso ela tivesse interesse em contratar algum explicador. Filó na altura disse que o filho já estava a ser acompanhado por uma explicadora mas que nem por isso, ele andava a ter boas notas. Mas se havia coisa que a Mónica sabia fazer era promover o seu namorado. Ela sabia da imensa paixão que Artur tinha pela matemática. Assim como também sabia, que a taxa de sucesso com os jovens que passavam por ele, era de 100%. Os jovens que eram acompanhados pelo Artur, começavam a ver a matemática com outros olhos. Começavam a gostar, tal como ele amava a matemática. E depois de tantos elogios rasgados ao talento do seu namorado, a Mónica lá conseguiu convencer Filó a contratar Artur para dar explicações de matemática ao seu filho. E foi assim que Miguel surgiu na vida de Artur à uns seis meses atrás. Miguel deixou de ser acompanhado pela outra explicadora e passou a ser acompanhado por Artur, duas horas por semana, ou então, às vezes havia semanas em que eles estavam juntos durante quatro horas, duas vezes por semana. E essa última semana, tinha sido um desses casos.


 


Devido aos exames finais, que iriam ditar a nota final do ano e a possibilidade de conseguir uma boa média, ou não, para entrar para a faculdade, Miguel tinha tido explicações tanto na quarta-feira como na quinta. E amanha, sexta-feira, seria então o dia do exame. Apesar de, com as notas dos testes anteriores Miguel já ter o suficiente para conseguir ter uma nota positiva no final do ano, para conseguir ter uma boa média e assim conseguir entrar para a faculdade de medicina, que era o seu sonho, Miguel tinha que ter pelo menos, uns 18 valores no exame final. Para Miguel era impossível mas Artur acreditava nas competências do jovem. Apostou forte nele e durante dois dias seguidos, simulou com ele vários exercícios que podiam muito bem sair no exame. Durante a tarde de hoje, ao fazerem exercícios e com Miguel a acertar tudo, os dois ficaram tão empolgados que nem virão as horas a passar. A aula deveria ter terminado às 19 horas mas só pararam às 20h. E apesar de já terem feito e refeito vários daqueles exercícios, Miguel insistiu em rever uma vez mais a matéria. E como o Artur fica sempre empolgado quando vê um jovem a dar sinais de paixão pela matemática, os dois continuaram nos estudos. Mas como ambos já estavam com alguma fome, Miguel fez questão de pedir e pagar uma pizza. Ainda houve uma pequena discussão na hora de pagar, pois Artur fazia questão de ser ele, mas Miguel lá acabou por vencer nessa discussão, dizendo que era o mínimo que ele podia fazer, já que Artur estava a ajudá-lo na realização do seu sonho. E enquanto comiam a pizza e andavam em volta dos muitos números, as horas iam passando e quando já passavam das vinte e uma trinta, Artur achou que já não valia a pena continuar. Para ele, Miguel já estava mais do que preparado. Se não fosse para ter um 20, seria para ter um 19. É que para Artur, o problema de Miguel nem era mesmo o não gostar da matemática. Desde o primeiro momento em que ele começou a dar-lhe aulas, Artur percebeu que ela até gostava daquela disciplina. Percebeu ainda que ele até entendia de números. O único problema de Miguel era mesmo a preguiça. E foi nisso que Artur andou a batalhar com ele. Criava-lhe sempre um plano de estudos, para que ele deixasse essa preguiça de lado. E apesar de não ser frequente entre ele e os seus alunos, Miguel trocava muitas mensagens de telemóvel com Artur, com algumas dúvidas que entretanto surgiam ao longo da semana. Isso fez com que Artur se empenhasse a 100% em Miguel. E não era só pelo facto da mãe de Miguel, estar a pagar por essas explicações um valor acima do que ele tinha pedido e praticamente sentir-se na obrigação de fazer com que Miguel conseguisse ter boas notas. O interesse de Miguel pela matemática era o suficiente para Artur empenhar-se. E por isso, mesmo depois de terminar as explicações depois das vinte e uma trinta, depois de já estar muito cansado de um dia longo de trabalho, pois para além do call center, já tinha dado explicações a mais outros três jovens, ele naquele momento estava satisfeito com o seu trabalho.


 


Nessa tarde, despediu-se de Miguel, como se fosse a ultima vez que se viam, pois Artur tinha a certeza que Miguel teria uma óptima nota no exame e que por isso, já não ia mais precisar dos seus serviços. Artur desejou-lhe boa sorte e Miguel apenas informou-lhe que depois, daria noticias em relação à nota. Apesar de cansado, Artur sabia que ia deitar-se, com aquela boa sensação de dever comprido. E quando começou a arrumar a mesa de estudo, verificou então que Miguel, tinha-se esquecido de levar o seu caderno. Artur ainda foi à janela ver se ainda via Miguel pela rua mas já não o encontrou. Resolveu então separar o caderno, para no dia seguinte arranjar maneira de o devolver. Nunca, em tempo algum, imaginou que Miguel fosse bater à sua porta durante a madrugada para lhe pedir esse caderno.


 


Enquanto Artur esperava para que Miguel subisse os cinco andares, a pé, já que o elevador estava avariado, ele resolveu ir até à casa de banho. O tempo dele bater e não bater à porta, era o suficiente para que ele aliviasse a sua bexiga. Depois de fazer essa sua necessidade, foi até ao lavatório onde para além de lavar as mãos, molhou ainda o rosto com aquela água fria. Não só para se refrescar, mas também para ver se acordava. Depois, durante algum tempo, Artur olhou-se ao espelho. Estava com um aspecto horrível. Tinha o cabelo todo despenteado, a barba que ele teimava em não desfazer, já estava mais longa do que era suposto, tinha umas olheiras horríveis à volta do seus olhos, enfim! Ele odiou ver-se ao espelho, mas também nada fez para mudar a sua aparência. Com a toalha, acabou por limpar o seu rosto e nesse instante, ele ouviu uma vez mais a campainha tocar. Desta vez ela já sabia que era Miguel que estava em frente à sua porta, à espera de um caderno que tinha urgentemente que voltar às mãos de um dono, que pelos vistos, àquela hora da madrugada ainda tencionava rever a matéria para o exame.


 


Tal e qual como estava, apenas de boxers e com aquela cara medonha, Artur pegou no caderno que estava em cima da mesa e foi em erecção à porta. O plano era, abrir apenas um bocadinho a porta, entregar o caderno a Miguel, dar-lhe as boas noites e boa sorte para o exame, fechar a porta e voltar para a cama para ver se era desta que pregava no sono. Pelos seus cálculos, isso nem sequer iria demorar uns dois minutinhos.


 


Escondendo-se por trás da porta e dando a possibilidade de Miguel ver apenas a sua cabeça, Artur abre a porta e de imediato entrega-lhe o caderno.


 


— Obrigado! — disse Miguel aceitando o caderno e guardando na sua mochila. — Eu estava mesmo a precisar desse meu caderno.


 


— Pois então agora o tens aí! — disse Artur com um sorriso forçado. — Uma vez mais boa sorte para o exame e boa noite...


 


— Eu sei que é tarde. — disse Miguel interrompendo-o e nesse instante, Artur começou a perceber que as coisas, afinal não iam correr como ele tinha planeado. Agora era o momento de Miguel aceitar o boa noite e ir-se embora mas não, em vez disso, Miguel continuou a falar. — E desculpa estar a bater-lhe à porta a essas horas mas já que cá estou, será possível tirar-me uma última dúvida?


 


Por momentos Artur ainda achou que ele estaria ali a fazer uma piada mas o ar sério de Miguel não dava sinais disso.


 


— Dúvidas?! A esta hora? — perguntou Artur um pouco confuso e Miguel, apenas acenou-lhe com a cabeça. — É muito tarde Miguel. Tu devias estar em casa a descansar...


 


— Eu sei mas... Posso entrar? — disse Miguel dando um passo em frente e por momentos, Artur até achou que ele iria forçar a entrada, de tão próximo que estava com a porta. Mas não. Miguel não forçou a entrada, apenas deu um passo na esperança de que com isso, Artur o deixaria entrar sem hesitar mas isso não aconteceu. Artur deixou-se ficar atrás da porta tal e qual como estava e nem abriu um centímetro a mais.


 


— Eu tenho a certeza que essas tuas dúvidas são apenas nervos. É normal mas... vai para casa, não penses mais no exame. Apenas descansa que eu tenho a certeza que amanha vai correr tudo bem. — disse Artur convencido de que isso iria ser o suficiente para Miguel dar meia volta e ir embora mas não foi.


 


— Pois! Eu estou realmente muito nervoso. — disse Miguel e realmente ele estava. Havia algo de diferente no Miguel e o Artur rapidamente apercebeu-se disso. Percebeu que o Miguel que tinha saído da sua casa há umas horas atrás, não era o mesmo Miguel que estava agora a bater-lhe à porta. O Miguel de antes, tinha sido um Miguel confiante. Um Miguel sem nervos e pronto para arrasar naquele exame mas agora, o Miguel que estava à sua frente era um Miguel que não parava de tremer. Estava com os nervos à flor da pele e parecia não estar disposto a arriscar a ir embora, com a dúvida ainda por esclarecer. Sem que Artur esperasse por isso, Miguel desta vez forçou mesmo a porta com a sua mão, de forma a ver se entrava em casa dizendo o seguinte: — Por favor senhor Artur! Deixe-me entrar. Eu prometo que serei breve com a minha dúvida.


 


— Calma! — disse Artur, abrindo a porta contra a sua vontade. — Tudo bem! Eu tiro-te as dúvidas mas vê se te acalmas, estás muito nervoso e não há razões para isso.


 


Quando Artur abriu toda a porta dando passagem para que Miguel entrasse, já que essa era a sua vontade, Artur achou estranho quando Miguel, em vez de entrar, ficou parado na entrada a olhar para ele. E olhou-o de uma forma tão estranha que Artur sentiu-se muito incomodado com isso. Sem nem disfarçar o seu olhar, Miguel olhou-o dos pés à cabeça com um estranho brilho no ar. E depois de ter percorrido todo o seu corpo e de o ter despido só com o olhar, Miguel cruzou o seu olhar com o olhar de Artur, que confuso, sentiu-se mal com todo aquele momento. Artur sentiu-se mesmo nu à frente do jovem e só depois é que percebeu que realmente estava nu. Bem! Ele na verdade estava de boxers mas aquele intenso olhar, era como se Miguel o tivesse visto mesmo sem os boxers e isso deixou-o bastante envergonhado.


 


— Não vais entrar?! — perguntou Artur com a verdadeira intenção de fechar a porta na cara de Miguel, mas não foi isso que fez. — Eu vou só lá dentro vestir qualquer coisa e já volto.


 


— Espera! — disse Miguel impedindo que Artur se afastasse. E Artur ficou ali, parado à sua frente e sujeito àquele estranho olhar. Um olhar perturbador. Um olhar que comia-o com os olhos. Nesse instante, Artur talvez percebeu que o motivo do Miguel estar ali, afinal não era por causa de umas dúvidas de matemática mas sim por uma outra razão. E com isso, Artur quis mesmo afastar-se. Sair da sala e ir até ao quarto vestir qualquer coisa de forma a estar longe daquele olhar que intimidava. Mas antes que fizesse isso, Miguel acabou por ser mais rápido. Deixando a sua mochila cair no chão e com uma rapidez tal, que nem sequer deixou margem para Artur reagir, Miguel aproximou-se dele e quando Artur deu por si, os seus lábios já estavam colados aos de Miguel. As duas bocas estavam unidas e Artur conseguia sentir a respiração de Miguel junto ao seu rosto. Naquele instante, Artur não soube o que fazer. Por momentos ele ainda achou que estava realmente a sonhar. Que estava a ter um terrível pesadelo mas não. Aquele momento era real. Não seria preciso ninguém lhe beliscar para ele perceber que estava bem acordado. Os lábios húmidos de Miguel, eram o suficiente para ele ter a certeza de que estava bem acordado. E agora que ele estava a ser beijado por um jovem de 17 anos, que parecia que tinha feito de tudo para conseguir aquele beijo roubado, Artur ficou que nem uma estátua. Não sabia o que fazer. Só queria que naquele momento um buraco se abrisse no chão e o engolisse de uma vez por todas.


 


O beijo foi muito curto. Foi uma questão de segundos mas que para Artur, pareceu uma eternidade. E só não prolongou-se por muito mais tempo, pois passado um tempo, para além da ousadia de Miguel juntar os lábios aos seus, a mão de Miguel começou agora a acariciar o corpo nu de Artur e para ele, isso já estava a ir longe de mais. Artur afastou o seu rosto e agarrando a mão de Miguel, afastou-a do seu corpo dizendo:


 


— O que é que tu estás a fazer?


 


Miguel não se deu ao trabalho de lhe responder por palavras. Preferiu faze-lo por gestos e sem que Artur estivesse novamente à espera, Miguel não demora a roubar-lhe mais um outro beijo mas desta vez, Artur reagiu bem mais cedo e de forma mais agressiva.


 


— Porra! — disse Artur, empurrando-o para um canto. — Mas que merda é essa que estás a fazer?


 


— Eu tinha que... — tentou dizer Miguel mas Artur nem lhe deu essa possibilidade. Agarrou-lhe por um braço e empurrou-o porta fora.


 


— Vai mas é para casa antes que eu me irrite a sério.


 


— Por favor! — disse Miguel, vendo Artur chutando a sua mochila porta fora. — Vamos conversar.


 


— Depois disso, nós não temos mais nada para conversar.


 


Artur bem que tentou fechar a porta mas Miguel impediu, forçando-a com a sua mão.


 


— Por favor! Deixa-me falar contigo.


 


— Vai-te embora Miguel! — disse Artur já bastante furioso enquanto Miguel forçava a porta.


 


— Desculpa! Desculpa mas eu não posso! Não enquanto eu não disser tudo o que eu tenho para dizer.


 


— Deixa-me eu fechar a porta! — disse Artur tentando-a fechar mas sem dúvida alguma, apesar de ser bem mais jovem, Miguel tinha mais força que ele e Artur não tinha como fecha-la. Aquele forçar de um lado, e forçar do outro só chegou mesmo ao fim, quando Miguel já em lágrimas gritou.


 


— Eu gosto de si!


 


Ao ouvir isso, Artur desistiu. Largou a porta e dando uns passos atrás com as mãos à cabeça, disse:


 


— Não! Por favor Miguel! Hoje não! Já é muito tarde para termos essa conversa e para falar a verdade, eu nem quero ter essa conversa contigo.


 


— Mas eu preciso falar. — continuou Miguel já com as lágrimas a correrem pelo rosto. — Eu preciso contar-lhe que gosto de si, desde o primeiro momento em que o vi.


 


— Não! Não! — disse Artur tapando os ouvidos para não ouvir aquela conversa.


 


— Se eu fiz questão de vir aqui todas as semanas acredite, não foi pela matemática. Foi pelo senhor. Eu gosto de si! Eu estou apaixonado por si...


 


— Tu estás confuso! É isso...


 


— Não! Eu não estou! Eu amo-o.


 


E quando Artur ouviu-o falar em amor, aquela palavra tinha soado na sua cabeça que nem uma bomba. Artur não gostou nem um pouco de ouvir as coisas que Miguel tinha para dizer e ignorando as suas lágrimas, ignorando as suas palavras, ignorando a sua presença, Artur não hesitou em desta vez, fechar mesmo a porta na cara de Miguel e conseguiu. Sem que Migue tentasse impedir, Artur fechou a porta e naquele momento, implorou para si próprio que aquela noite chegasse finalmente ao fim e mais. Implorou para que aquela noite nunca tivesse existido.


 


CONTINUA...


 


[E esta foi a primeira parte desta minha história. O que é que acharam? Não se esqueçam de deixarem comentários com as vossas opiniões e na próxima sexta feira, um novo capítulo será apresentado...]


 


21
Set15

1+1=1 (Apresentação)

Parte_0


 


E finalmente a história irá chegar ao MORE. Há umas semanas atrás anunciei que andava a escrever uma história para o blog de nome 1+1=1. Era suposto estrear esta história no principio deste mês mas optei por adiar uns dias. Mas agora, acho que já estou preparado para dar-vos a conhecer a história do Artur e do Miguel. A partir desta sexta feira, dia 25, esta história da minha autoria irá ser publicada no blog, dividida em vários capítulos. Nesta fase inicial, irei agendar um capítulo novo em todas as sextas, para que no final de semana, todos tenham algo novo e interessante para ler. Pelo menos eu espero que a considerem interessante! É obvio que no final de cada capítulo, eu vou ficar à espera dos vossos comentários. Vou querer saber a vossa opinião em relação ao que irá acontecer entre Artur e Miguel e claro, estou sempre aberto para sugestões.


 


Marquem já na vossa agenda e no dia 25, passem por aqui para conhecerem em primeira mão, o capítulo um deste 1+1=1. Para além da história ser publicada no blog, no dia a seguir, esta minha história estará também disponível no site Wattpad, para ver se a história consegue chegar a mais gente. Por isso, a opção será tua. Podes ler aqui no blog, ou então através da app do Wattpad em qualquer tablet ou smartphone. Eu espero que ela seja do vosso agrado e agora, porque não apresentar-vos a sinopse da história?!


 



Artur é um professor de Matemática que à semelhança de todos, tem a certeza de que 1+1 é igual a 2. No entanto, na sua vida irá surgir o jovem Miguel. Um jovem acabado de fazer 18 anos e que ao apaixonar-se pelo professor, irá convencer-lhe de que afinal, ele e todos sempre estiveram errados em relação à simples equação. Apesar de ter um namoro sério com a cabeleireira Mónica, Artur não vai conseguir evitar uma aproximação entre ele e o jovem Miguel e os seus sentimentos irão ficar confusos. Artur, em dado momento, não vai conseguir saber o que quer da sua vida e quando finalmente convencer-se de que afinal, no que diz respeito ao amor, 1+1 é sempre igual a 1, o pior irá acontecer e ninguém irá estar preparado para o que se segue...



 


1+1=1 (capa)


 


Dia 25 de Setembro, conto com a vossa presença e com a vossa leitura...


21
Set15

Assumir (ou não) no local de trabalho?

Há já uns dias que ando com essa questão na cabeça e confesso que ainda não cheguei a nenhuma conclusão. Não sei se devo ou não assumir a minha homossexualidade no meu local de trabalho e assim, revelar a todos os meus colegas que eu sou gay, que apesar de homem é de homens que eu gosto e assim, acabar com todos os constrangimentos do qual eu sou vítima. Será que é positivo da minha (da nossa) parte assumirmos no local de trabalho? Este é um assunto talvez um pouco delicado mas gostava mesmo de saber o que vocês fariam (ou já fizeram) em situações idênticas as que eu vou referir.


 


Tal como todos os gays, eu também não ando com a palavra 'GAY' escrita na testa. Não há necessidade disso! E apesar de eu não andar por aí, a gritar pelos quatro cantos do mundo, que eu sou gay, eu tenho a perfeita noção de que mesmo sem querer, eu dou a percepção de que sou gay, de que sou diferente dos outros homens. Tenho a noção de que, de forma muito discreta, eu não tenho receio de deitar cá para fora o meu lado gay, ser transparente, ser aquilo que sou sem mascaras fictícias. Comigo, não há a necessidade de um rótulo, com letras garrafais, a dizer aquilo que eu sou e por isso, quem está comigo durante algum tempo, facilmente percebe ou... pelo menos eu achava que era assim. E no trabalho onde eu agora estou, acho que está a demorar um pouco até as pessoas perceberem isso. E por conta dessa demora, tenho que confessar que já passei por algumas situações desagradáveis. Situações em que eu preferia não passar. E é nesses momentos, que a vontade que eu tenho é mesmo de gritar: «Mas será que tu ainda não percebeste que eu sou gay?!» Mas não! Respiro fundo e entro no jogo dessas pessoas menos atentas.


 


Em relação às minhas novas colegas, eu tenho quase a certeza absoluta que para elas todas, a ficha já caiu. E há uma até, com quem eu passo mais tempo, que mesmo sem eu ter dito que era gay, já falamos um dia sobre a homossexualidade e a ideia com que eu fiquei, é que ela sabe de mim e não se preocupa minimamente com isso. Ainda bem porque eu até simpatizo-me com a rapariga e acho que dali pode surgir uma amizade, ou pelo menos uma cumplicidade maior. Mas se por um lado, as raparigas são mais atentas e difíceis de enganar, o mesmo não acontece com os homens. E é por causa dos colegas masculinos, que eu passo os maiores fretes da minha vida. É que eles são tapados de todo e ainda não perceberam que comigo, não dá para ter certos tipos de conversas. Mas eles insistem! E eu fico sem saber o que fazer, sem saber o que dizer e tem sido assim esses dias todos. O que mais me incomoda num dia de trabalho, é quando um colega meu chega ao pé de mim e faz questões e comenta sobre algo, tais como:


 



«Olha-me só para as mamas daquela mulher...»


«Olha-me só para aquele rabo...»


«É boa até dizer chega, não achas?»


«Essa vem para aqui todos os dias passear a passarinha. Mas ainda bem para nós pois ela é bonita como o car*lho...»


«Eu a essa comia-lhe todinha, tu não??»


«Qual é o teu tipo de mulher?»



 


Enfim! Questões ou comentários em relação a elas, são coisas de que eu odeio falar mas eu acho que os meus colegas ainda não perceberam isso. Continuam a fazer questão de chegarem ao pé de mim e a fazerem comentários por vezes muito ofensivos, na esperança de que eu alinhe nas 'cantadas' absurdas que eles as vezes fazem a elas. Eu sei que não sou efeminado. Sei que não ando nem falo de forma efeminada mas será que eles ainda não perceberam que enquanto eles, olham é para as clientes que passam pelo meu trabalho, eu olho também, mas apenas para os clientes que merecem o meu olhar?! Será que eles são tão cegos que ainda não perceberam? Por isso é que as vezes eu tenho vontade de dizer-lhes de uma vez por todas de que eu sou gay e de que não estou disposto a ouvir certos tipos de comentários machistas e desagradáveis mas... tenho algum receio. Não sei se é o momento certo. Não sei se é a atitude certa mas... olha! Nem sei o que faça?


 


Imagino que vocês também já devem ter passado por situações como as minhas e por isso, não hesitem em dizer-me como é que reagem nessas situações. Um abraço e boa semana!!

21
Set15

Este rabo será de rapariga, ou será o rabo de um rapaz?


 


Pela net encontram-se coisas muito parvas e eu próprio já publiquei aqui algumas delas. Mas imaginem só?! No outro dia, voltei a ser surpreendido com um novo vídeo que encontrei pela net, que testa vários jovens, homens e mulheres, a descobrirem quem é que afinal estão a apalpar? Será o rabo de uma mulher, ou o rabo de um homem? E será que eles, com os olhos vendados, conseguem adivinhar quem é que estão a apalpar? Eu nunca tive a oportunidade de jogar a esse jogo maroto mas... vejam só o que dizem aqueles que já tiveram a oportunidade de jogar.


 



 


Afinal, há diferenças entre um rabiosque de um homem e o de um rabo de mulher? Se já tiveste a oportunidade de apalpar tanto os homens, como as mulheres e sabes distinguir as diferenças, partilha esse conhecimento com o pessoal por aqui...

20
Set15

Quando a solução é pagar... para ter sexo...


 


Eu lanço as perguntas e depois respondo. E em relação à pergunta número 4, eu até já tinha respondido através daqui. Sim! Eu já paguei para ter sexo e é como eu já disse, não me arrependo do que fiz. Claro que preferia não o ter feito mas às vezes não há outra solução e quando se é jovem, com o fogo constante dentro de nós, às vezes é um pouco difícil resistir. E no tempo em que recorria a esse método para ter sexo, não existia ainda as milhares de aplicações de engate, para quem procura sexo rápido e sem compromisso. Foram outros tempos. Tempos em que o caminho mais fácil era mesmo procurar quem a troco de dinheiro, me desse um pouco de prazer. Eu não paguei uma, nem duas, nem três, nem quatro, enfim... acho que perdi a conta das vezes todas em que paguei e tudo isso começou ainda na era dos escudos.


 


Para muitos, ter que pagar para estar com um homem, deve ser uma coisa horrível. Algo que jamais iriam fazer, algo que só os infelizes iriam fazer. Eu não penso assim! Claro que, pensando bem, hoje com 34 anos, eu chego à conclusão de que na altura, cheguei a gastar muito dinheiro com prostitutos, dinheiro esse que com toda a certeza, seria mais útil se fosse gasto em outras coisas mas... o corpo não resiste! E quando eu era mais novito, eu não me aceitava tal e qual como era, tal e qual como ainda sou. Tinha vergonha de mim mesmo. Odiava o meu corpo, odiava olhar-me ao espelho e na altura sabia, com 100% de certeza, que nenhum homem se iria interessar por mim. E eu era novo, tinha necessidade de conhecer outras coisas, descobrir outros prazeres e o sexo era uma dessas coisas. Como não conseguia arranjar namorado algum e como achava que ninguém jamais iria olhar para mim com aquele olhar de querer sexo comigo, recorri aos homens disposto a receber. Para esses, o importante era o dinheiro. Não importava se eu era alto, ou baixo, magro ou gordo, o importante era que no final do serviço, ele recebesse o seu dinheirinho. Ele ficava satisfeito e eu também! Claro que o meu momento de satisfação era curto mas valia a pena. Naquela altura eu não gostava de mim próprio, por isso, como é que alguém havia de gostar de mim?? A troco de uns escudos e mais tarde a troco de uns euros eu encontrei a solução.


 


A primeira vez que paguei para estar com um homem, foi aos 17 anos. Sim! Ainda era novito e não sabia nada do que era estar com um homem. Lembro-me perfeitamente dessa ocasião. Eu já trabalhava e por isso já ganhava o meu próprio dinheirinho. Um dia, ao sair do trabalho, encontrei na paragem do autocarro umas páginas dos classificados do Correio da Manha e por curiosidade dei uma espreitadela. Assim que comecei a espreitar, reparei que havia ali muitos anúncios de mulheres a oferecerem os seus serviços sexuais a troco de dinheiro. Achei estranho haver tantos anúncios daqueles mas rapidamente, e por curiosidade, comecei logo a ver se havia também anúncios de homens a oferecerem os seus serviços. E de facto encontrei. Eram poucos! Pouquíssimos! Mas aquilo fez com que eu quisesse ao menos telefonar para eles, só para saber mais informações. E foi o que fiz! Telefonei para um desses homens e nesse dia, em vez de ir directo para casa, passei primeiro pela casa de um homem estranho, que a troco de uma nota de 10 mil escudos, fez sexo comigo e... a experiência foi horrível mas isso é uma outra história. Desde então, fui pagando a mais uns quantos e como os tempos evoluíram, já nem era necessário comprar o jornal Correio da Manha para ver os classificados, através da net, acabei depois por encontrar um site de garotos de programas, site esse que ainda existe, e através de lá, como se de um catalogo se tratasse, eu escolhia a pessoa com quem queria ter sexo e depois, era só ligar, combinar, aparecer, ter um sexo (estranho!) de 30 minutos, satisfazer-me, pagar, ir embora e... seguir para um próximo.


 


Como já aqui disse, desde essa altura, cheguei a pagar muitas vezes para ter sexo e a ultima vez aconteceu há sensivelmente cinco anos atrás, quando tinha 29 anos. Nessa altura ainda estava numa fase má da minha vida, onde não me aceitava a mim próprio e claro, isso fazia com que mais ninguém me aceitasse. Hoje as coisas já estão completamente diferentes. Já não sinto aquela necessidade de ter que pagar para apagar o fogo dentro de mim. Já me aceito tal e qual como sou. Não me importa se sou negro, alto e com uns quilos a mais. Claro que preferia deixar de lado esses quilos a mais mas hoje já consigo olhar-me ao espelho e gostar daquilo que vejo. E com tantas apps que andam por aí, eu só tenho sexo com quem realmente quer ter sexo comigo. Eu cresci! Um pouco tarde mas cresci e a minha mentalidade foi mudando. Hoje, por muito dinheiro que tivesse no banco (o que não é o caso!!) não me vejo a pagar para ter sexo com mais ninguém. Ou talvez pagaria mas essa é também uma outra história...


 


E agora que, já passei vergonha em contar uma parte da minha vida, é a vossa hora de responderem à questão: "Já tiveste que pagar para ter sexo com alguém?" Eu continuo à espera das vossas respostas que podem ser deixadas aqui, ou então nos comentários deste artigo.


 


Continuação de um óptimo domingo e em breve, eu conto mais alguns segredinhos da minha vida...

20
Set15

A arte de Ismael Àlvarez


 


Hoje voltamos a ter arte no MORE e o artista desta semana é o espanhol ISMAEL ÀLVAREZ, de quem eu sou muito fã. Adoro todo o seu trabalho e por isso, fazia todo o sentido ele estar presente no meu blog. Para além das ilustrações, ele tem ainda maravilhosos trabalhos na área da fotografia e a sua arte percorre todos os cantos do mundo e é apreciada por todos. Apesar de ser um homossexual assumido e do seu trabalho parecer estar mais direccionado aos gays, a verdade é que quando se fala na arte de Ismael Àlvarez, a orientação sexual aqui não importa. Sejam homens ou mulheres, o seu trabalho é elogiado por todos e eu agora, convido-vos a conhecerem um pouco mais do seu maravilhoso trabalho.


 









 


E isto é só uma amostra do que podem ver sobre este artista. Convido-vos já a conhecerem o seu site e a colocarem-no na vossa lista de favoritos. E para mais informações, não deixem também de visitar a sua página do Facebook, Instagram, Twitter e ainda o seu canal do YouTube.

19
Set15

Já me tinha esquecido que trabalhar cansa...

...e cansa mesmo muito!!


 


E devido ao muito trabalho que tenho tido nestes últimos dias, confesso que quando chego a casa, não tenho vontade para mais nada. Estou exausto! Sento-me apenas um pouco no sofá da sala, vejo um pouco de TV, mas depois, já nem para ver a novela tenho forças. Vou logo estender-me na cama e infelizmente tenho tido noites péssimas. Ando a dormir mesmo muito mal o que faz com que durante o dia, mais cansado eu esteja. Por isso talvez não seja o trabalho que me está a deixar cansado mas... já não estava mesmo habituado a essa rotina. E com essa rotina diária, nem mesmo tenho tido forças para ligar o meu computador. Por isso é que só hoje cá estou no blog a desabafar. A deixar algumas palavrinhas, já que o que foi publicado no blog nestes ultimos dias, foram apenas coisas que foram previamente programadas para serem publicadas. Mas hoje é sábado. Hoje e amanha estou de folga e o plano das festas será DESCANSAR! Sim! Ando tão cansado que até me doem os dedos. Até me custa andar por aqui a teclar mas vou aproveitar o dia de hoje, para fazer e ver algumas coisas pela net.


 


Por agora, que já falta poucos minutos para as dez da manha e que eu ainda devia estar a dormir, mas não consegui mais ficar na cama, vou mas é preparar-me, tomar um banhinho, vestir-me pois hoje tenho encontro marcado com a pedicure. Normalmente nunca recorro aos serviços de uma pedicure para me tratar dos pés mas desta vez terá mesmo que ser. Ando com um cale no dedo há uns dia, que me anda a fazer a vida negra, seja nos momentos em que estou a movimentar-me, como também nos momentos em que estou a descansar. Por isso, tenho que livrar-me desse cale. Vai-me custar imenso ter que pagar 20€ pela intervenção da pedicure mas... que posso eu fazer? Continuar como estou é que não posso ficar. Por isso, lá vou eu tratar dos meus pezinhos...


 


More kisses and more hugs, e bom fim de semana a todos...

19
Set15

Cinema | Praia do Futuro (Karim Aïnouz_2014)

 

 

 

O Queer Lisboa - o Festival Internacional de Cinema Queer - regressou ontem às salas do Cinema São Jorge em Lisboa, para aquela que é a 19º edição do festival. Para a abertura, a organização escolheu um filme brasileiro e apesar de eu não ter tido a oportunidade de passar pelo São Jorge para assistir ao visionamento do filme, eu já tinha visto o filme em causa, há uns bons meses atrás. Penso até que o vi no final de Dezembro de 2014 e na altura, andava muito curioso em relação a ele, devido há muita polémica que o filme gerou no Brasil. Independentemente da polémica, o filme chegou a ser um desilusão para mim mas vamos por partes...

 

 

 

O filme exibido ontem no Queer Lisboa, foi "PRAIA DO FUTURO", um filme do realizador Karim Aïnouz e que conta com a participação de um actor muito querido pelos brasileiros e não só, o Wagner Moura. O actor, apesar de já ter feito vários filmes (da comédia ao drama), apesar de já ter participado em algumas novelas, pode-se dizer que aqui em Portugal, ela é mais conhecido pelos filmes "Tropa de Elite", onde aí ele interpretava o papel de um macho valente. Por isso, quando o filme "Praia do Futuro" estreou no Brasil, as pessoas como gostam do trabalho do actor, foram a correr ver o filme mas não estavam à espera de encontrar um Wagner a interpretar um papel de um homossexual, com direito a beijos e a cenas de sexo gay bastante ousadas. Na altura da estreia do filme nas salas do Brasil, leu-se muito pela net, a revolta dos espectadores ao serem surpreendidos com a primeira cena de sexo no filme. A revolta foi tanta que, quando eu há uns tempos atrás decidi ver o filme, achei que iria ver algo mesmo muito extraordinário, fora do normal, já que a população daquele país ficou perplexo mas... olha?! Se querem mesmo saber a minha opinião, eu não achei nada de especial. A cena de sexo não tem nada de novo e o filme em si, também não tem nada de espantoso. Depois da muita curiosidade inicial em querer ver o filme, chegou a um momento do filme em que eu já questionava: «mas será que isso nunca mais acaba?» É que o filme é chato! Mesmo muito chato do principio ao fim e nem mesmo a interpretação do actor Wagner Moura, que todos sabemos que é na verdade um excelente actor, conseguiu fazer com que esse filme tivesse um outro encanto. Este é daqueles filmes que vi, não pretendo ver uma segunda vez mas de qualquer forma, aqui fica a recomendação para quem quiser arriscar e de qualquer forma, essa foi a escolha da organização do Queer Lisboa para dar inicio ao festival. Na minha opinião não foi de todo uma boa escolha para a abertura mas caso tenhas estado na abertura do festival, caso tenhas visto e gostado, não hesitem em partilhar essa vossa opinião comigo.

 

 

 

Para além do actor Wagner Moura, o filme conta ainda com a presença de outros dois actores protagonistas. Um deles é o jovem Jesuíta Barbosa, que já aqui falei dele, e que neste filme, interpreta o irmão revoltado da personagem interpretada pelo Wagner Moura. É uma personagem pequena, que surge apenas lá quase no final do filme e para ser sincero, acho que a entrada dessa personagem nada fez mudar o rumo da história. Tudo continuou chato e aborrecido como sempre. Mas mais chato ainda, foi a presença do actor alemão Clemens Schick. Um actor que para mim, mais parecia um amador do que qualquer outra coisa e que agarrou um papel mesmo muito aborrecido. Mas aborrecido (e muito!) também foram as várias cenas de silêncio do filme. E olha que eu sou apreciador de filmes com poucos diálogos. Daqueles filmes em que um silêncio diz mais do que mil palavras mas os constantes silêncios dessa "Praia do Futuro" nada diziam. Parecia apenas que eram para 'encher chouriços'. Não acrescentava nada de novo no desenrolar da história, história essa que por sinal era muito fraca.

 

 

 

 

 

 

Mas chega de criticar a "Praia do Futuro". Agora que o Queer Lisboa 19 já arrancou, nos próximos dias (até ao dia 26 de Setembro) o festival irá apresentar-nos muitas longas-metragens, muitas curtas, muitos documentários e eu, se não andasse tão ocupado e tão cansado, não me importava nada de apanhar por lá alguns filmes que eu queria muito ver. Pode ser que, no final de um dia de trabalho, eu tenha coragem de em vez de vir para casa e estender-me na cama, optar por ir até ao Cinema São Jorge e quem sabe se não é por lá que nós vamos encontrar...

 

 

 

[ver o trailer do filme...]

16
Set15

Perguntas à espera de uma Resposta | #04

Pergunta_04


 


"Já tiveste que pagar a alguém para ter sexo contigo?"


 


(Eu sei que a pergunta é estranha. É polémica mas... vá-la! Não tenham vergonha e digam qualquer coisa. Ninguém estará mesmo a ver a vossa cara na hora de responderem à questão. Por aqui é tudo anónimo e é só por isso que eu já contei aqui algumas coisas que nunca contei a ninguém. E olha que essa pergunta, tem história mas só irei revela-la, quando ler as vossas respostas...)

14
Set15

A batalha por um sonho...


 


Todos nós temos sonhos! Vivemos deles! E alguns dos nossos sonhos serão sempre impossíveis de se realizar mas depois, há tantos outros que sim, são possíveis de se concretizar. E por falar em sonhos, há uns dias atrás encontrei um vídeo que fala disso mesmo, de sonhos. Bem! Para falar a verdade o vídeo é nada mais nada menos, do que uma original publicidade aos Cup Noodles, aquelas massinhas dentro de um copo, que basta colocar água quente e passado um tempo, está pronto a comer mas... O que têm essas massinhas a verem com os sonhos?! Vejam só a publicidade e não se deixem enganar pelas aparências...


 



 


Será que isso era o que estavam à espera de ver?

13
Set15

Voltei a apaixonar-me...


 


Nossa! Que olhos! Que corpo! Que beleza! Enfim... acho que voltei a apaixonar-me e só este mês, acho que já me apaixonei uma centena de vezes. Mas eu não tenho culpa de ser um coração mole e derreter-me por completo por qualquer homem que apareça à frente. E este é só mais um!!


 







 


E vocês?! Apaixonam-se facilmente como eu? Sejam sinceros e deixam comentários...


 


(crédito das fotos)

13
Set15

10 curiosidades científicas sobre o sexo que você não pode morrer sem saber


 


Sexo é bom e todo mundo gosta. Mas as coisas podem não ser tão simples quanto parecem. A sexualidade humana e animal esconde segredos, detalhes e curiosidades que só mesmo os cientistas podem nos ajudar a entender. Conheça algumas delas:


 


Sexo para curar enxaqueca


Um estudo da universidade de Münster com 400 pessoas que sofrem de dores de cabeça e enxaqueca constatou que 20% dessas pessoas conseguiram interromper suas crises com relações sexuais. Outras 36% sentiram uma melhora parcial nos sintomas após o ato. Melhor que tomar remédio, não?


 


Postar no Facebook provoca no cérebro sensação semelhante à do sexo


Falar sobre si mesmo em redes sociais faz com que o corpo libere dopamina, a mesma substância química que provoca no cérebro a sensação de prazer resultante de uma relação sexual. Pelo menos é que diz um estudo realizado pela universidade de Harvard.


 


As 20 músicas que dão mais prazer do que sexo


Um estudo da universidade de Londres com 2 mil pessoas entre 19 e 91 anos descobriu que 40% dos entrevistados ouvem música durante o sexo. A pesquisa também gerou uma lista com 20 canções, cuja audição é mais prazerosa que o sexo. Bohemian Rapsody, do Queen, foi a primeira colocada.


 



 


A camisinha de látex pode desaparecer em breve


Financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates, um projeto da universidade de Wollongong pode acabar com a camisinha como a conhecemos. A novidade é o uso de hidrogéis (no lugar do látex) na fabricação de preservativos. O fato de ser úmido e mais maleável é o que justifica a potencial substituição.


 


Exercício é afrodisíaco


Você sabia que a prática de exercícios físicos pode ser afrodisíaca? É o que diz um estudo realizado com 250 pessoas pela universidade da Califórnia. Os cientistas constataram que aqueles que realizavam cerca de 40 minutos de exercício por dia tinham o dobro do desejo sexual do que os que praticavam uma média de 20 minutos diários de atividades.


 


Camisinha elétrica existe


Já ouviu falar da camisinha elétrica? Criada por pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia, o preservativo é formado por tecido condutor libera impulsos elétricos de baixa intensidade para provocar mais prazer.


 


Crise econômica abala desejo sexual


Na Espanha, de 2010 para 2012, o tempo médio dedicado às relações sexuais caiu de duas horas por semana para apenas 34 minutos a cada sete dias. Os dados foram coletados num levantamento realizado pela Pfizer com 502 mulheres e 528 homens entre 36 e 65 anos, antes e depois da crise econômica.


 



 


Procuramos parceiros parecidos conosco


Um experimento realizado pelo Instituto de Ciências da Evolução de Montpellier pediu que voluntários escolhessem entre alguns rostos femininos o que lhe parecesse mais atraente. No fim, foi constatado que os participantes majoritariamente escolheram mulheres com traços físicos semelhantes aos seus.


 


Laptop pode sim deixar estéril


A publicação Fertility and Sterility divulgou um estudo que demonstra que colocar o laptop, conectado ao Wi-Fi , no colo piora a qualidade do sêmen. Para o experimento, amostras do esperma de 29 homens foram colocadas debaixo de um notebook conectado à internet sem fio. Quatro horas depois, os espermatozóides já não se mexiam.


 


Fêmeas podem ter pênis


No norte de Minas Gerais, biólogos brasileiros identificaram a presença de fêmeas com pênis em quatro espécies de insetos. Alguns indivíduos com pênis dessas espécies possuíam gametas maiores - típicos das fêmeas - o que tecnicamente os caracteriza como fêmeas. Um artigo sobre a descoberta foi publicado na Current Biology.


 


FonteBlog Para Mocinhos

13
Set15

A arte de Alfredo Roagui


 


Hoje, para os apreciadores de Arte, volto a reservar um post no MORE, para dar destaque a um artista que merece a nossa atenção. E o artista de hoje é mexicano, chama-se Alfredo Roagui e para além de designer gráfico, ele é também um ilustrador magnifico. É também fã dos clássicos da Disney e muitos dos seus trabalhos, são inspirados em alguns dos personagens da Disney. Mas por entre o seu trabalho, encontramos ainda algumas inspirações em Drag Queens e no geral, a homossexualidade está presente em quase todo o seu trabalho. Eu assim que coloquei os meus olhos em cima das suas ilustrações, fiquei logo fã! Por isso, nada melhor do que partilhar com vocês, alguns dos seus trabalhos.


 










 


Queres saber e ver mais sobre o artista? Então condido-te a passaer pelo seu site, pela sua conta no Instagram, Facebook ou então pelo seu Behance...


 

12
Set15

Desafio L de Livros...

Desafio L 01


 


Há uns dias atrás, fui desafiado pelo O Homem Certo, a participar num desafio acerca de livros e eu como gostei do desafio e não sou homem de recusá-los, resolvi aceitar, apesar de não ser um grande adepto da leitura. Gosto de ler mas não é das coisas que mais me dá prazer e nem é das coisas que eu faço com muita frequência. Houve tempos em que sim, cheguei a ler muitos livros e de dois em dois meses comprava um novo para ler mas esse tempo já vai longe. Acho que agora ando meio preguiçoso. Mas vamos lá ao desafio...


 


*   *   *    *   *   *   *   *   *   *


 


Estou a ler: Bem! Eu para falar a verdade, de momento não estou a ler livro nenhum. Faço tensões de comprar em breve o livro de uma tal rapariga que está no comboio mas ainda não tive essa oportunidade. Ou melhor! Ler, ler eu até estou a ler algo mas não sei se isso conta. Através da aplicação Wattpad no meu smartphone, eu estou a ler um livro online que se chama "Domínio" do user ClaytonJC85 e por agora até estou a gostar...


 


O meu livro favorito quando era pequeno: Eram os livros da Anita (que agora já não se chama Anita mas sim Martine). Eu aliás, comecei a aprender a ler com os livros da Anita e era fã dela. Tinha vários livros mas hoje, não sei bem porque, já não tenho nenhum. Mas ainda sou fascinado por aquela menina. E quando dei o salto da 4ª classe para o 5º ano, acho que os meus livros favoritos eram os "Uma Aventura...". Cheguei a ter vários livros dessa colecção mas tal como os da Anita, já não sei por onde eles andam. Devem estar escondidos pelo meu sótão desarrumado e assustador.


 


Desafio-L-02


 


Estou ansiosa por ler: Ansioso, ansioso, talvez não seja a palavra certa mas como já aqui disse, estou curioso em relação ao livro "A Rapariga no Comboio" de Paula Hawkins. Li a sinopse da parte de trás do livro e a história pareceu-me interessante. Aliás! Quando no final deste mês receber o meu primeiro ordenado, acho que vou presentear-me com esse livro.


 


Desafio-L-03


 


Um livro que mudou a minha vida: Eu acho que nenhum! Posso ter ficado comovido com a história de um livro, posso ter ficado dias e dias a pensar nos temas que um determinado livro falava mas daí a dizer que algum deles mudou a minha vida, seria um grande exagero. E essa questão fez-me agora levantar da cadeira e ir espreitar os livros que tenho na minha estante para ver qual deles poderá se aproximar mais dessa questão do livro que mudou a minha vida. E talvez irei responder o livro "Partilha-te". Um livro escrito por muitas mãos (incluindo as minhas), que penso que nunca chegou a ser vendido em livrarias, mas que contava muitas histórias do qual eu conseguia facilmente me identificar.


 


Desafio-L-04


 


O meu livro favorito para dar como presente: Todo e qualquer livro infantil. Eu adoro livros infantis e apesar da idade que tenho, gosto de receber esses livros como presente. Não sei é se outros adultos gostariam de os receber mas... isso é outra história!! Para os meus sobrinhos, em vez de brinquedos e roupas, gosto de oferecer-lhes livros infantis. Mesmo daqueles livros com apenas uma meia dúzia de frases, mas que são sempre com histórias comoventes e ilustrações maravilhosas. Um dos livros que me ofereceram quando eu fiz 30 anos, foi "A Árvore Generosa" de Shel SilverStein e eu simplesmente amei o livro. Guardo-o na minha estante com muito carinho e na minha opinião, esse é sempre um livro maravilhoso para se oferecer.


 


Desafio-L-05


 


O que está na minha mesa: O que está mais próximo de mim neste momento, é o livro "O Voyeur" de Brian Freeman. Penso que foi o último livro que li há uns meses atrás e adorei! Talvez possa dizer que este seja já o meu livro favorito mas talvez esteja também a exagerar. Recebi esse livro como presente de Natal e a história fascinou-me do principio ao fim. Entretanto a minha irmã também acabou de o ler há poucos dias atrás e a opinião é a mesma.


 


Desafio-L-06


 


Organizo a minha estante de acordo com: Olha! Não tenho nenhum critério específico em relação a isso. Organizo-os da forma como mostra a foto em baixo, pois o espaço que tenho no quarto não é suficientemente grande para arruma-los de outra forma.


 


Desafio-L-07


 


A minha livraria preferida: Fnac! Qualquer Fnac que seja. No entanto, posso dizer-vos que a do Colombo é a que visito com mais frequência. Também costumo ir à Bertrand mas é na Fnac que eu me sinto melhor e para além dos livros, encontra-se muitas outras coisas.


 


Gosto de ler porque: Simplesmente porque gosto. Mas não é aquele gostar, gostar, ao ponto de ler um livro por mês, ou então, de ler um livro por semana. Conheço pessoas que consomem livros como se estivessem a beber água para sobreviverem. Eu não consigo ser assim. Gosto de ler um livro de vez em quando mas não é das coisas que eu mais gosto. Há quem diga que ler um livro, dá-te a possibilidade de viajar para locais onde nunca foste mas isso não acontece comigo. Eu não vejo magia nenhuma num livro por muito boa que a história seja. E eu tenho muitas vezes a mania de comparar os livros, com os filmes. É que eu sou apaixonado pelo cinema. O cinema para mim é como o ar que eu respiro e enquanto que com o cinema, eu consigo sim viajar, consigo sim sentir a magia, consigo vibrar e ficar com os pelos todos eriçados, um livro não é capaz de fazer-me nada disso. Um exemplo: como sou mais fã do cinema do que de livros, há uns tempos atrás tinha a mania de comprar apenas livros que já tinham dado origem a filmes. Um desses livros foi "O Perfume - História de um assassino" de Patrick Suskind. Na verdade só comprei e li este livro, porque já tinha visto o filme duas vezes no cinema e lá, eu senti toda a magia. Eu senti cada momento como se fizesse parte da história. Como se fosse um dos personagens do filme. Eu no cinema e sempre que vejo o filme, é como se eu conseguisse também sentir o aroma daquele perfume maravilhoso. É como se eu próprio ficasse enfeitiçado com aquele perfume mas... com o livro, nada dessa magia aconteceu. E quem fala desse exemplo, fala de tantos outros. Em casos até em que li primeiro o livro e não o achei nada de especial e depois, vi o filme e simplesmente amei. Enfim... Gosto de ler mas... simplesmente gosto!


 


Desafio-L-08


 


Um livro do qual nunca me vou separar: Se eu falar de um livro de banda desenhada, será que isso conta?? É que eu sou Mega Super Apaixonado pela maravilhosa, deslumbrante, fantástica Mafalda do criador argentino Quino. Há uns bons anos atrás comprei o livro "O Mundo de Mafalda" e apesar do livro já estar velhinho por já ter passado tanto pelas minhas mãos, volta e meia eu faço questão de reler algumas das tiras maravilhosas. E eu adoro todos os personagens criados pelo Quino mas a Mafalda é... enfim! Na minha opinião, é sem dúvida a melhor personagem de banda desenhada alguma vez criada.


 


Desafio-L-09


 


Se pudesses entrar num livro, que livro escolherias? Serias a personagem principal? Epá!! Essa é difícil mas para responder a essa questão, voltei a levantar-me da minha cadeira para rever os livros que tenho na minha estante e dos livros que tenho e que já li, acho que gostava muito de entrar no livro "O Sítio das Coisas Selvagens" de Dave Eggers (que por sinal também já deu um filme). E gostava ainda de ser o Max, o rapazito que entra num maravilhoso mundo com criaturas selvagens e que vive uma aventura sem precedentes.


 


Desafio-L-10


 


*   *   *   *   *   *   *   *   *   *


 


E agora que cheguei ao fim do desafio, era suposto nomear alguém para participar também nesse desafio mas, como não tenho muitos conhecimentos pela internet, vou preferir para já, não nomear ninguém. No entanto, se por livre e espontânea vontade tu quiseres participar nesse desafio, deixa os teus comentários aqui para eu depois seguir as vossas respostas nos vossos blogs. Um abraço e quando começar a ler um livro novo, eu darei noticias...

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  • Anónimo

    Exatamente!!! Excelente esse tutorial, se seguir i...

  • Mauro

    o Sergio Marone é um gatão.

  • Anónimo

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  • Anónimo

    Tem o livro? Quer vender?

  • Anónimo

    Olá tens previsão para a segunda temporada??

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